Eu odeio amar você
5 Capítulo 4 - Merda de marido
Notas iniciais
Capítulo 4
EPOV
O dia seguinte começou pesado, eu teria que tirar uma ideia pertinente que pousava em minha mente.
Assim que desci as escadas minha irmã estava lá me encarando.
− O que ouve ontem? – ela batia seu pé freneticamente no chão.
− Nada de mais, o de sempre!
− Edward! – ela segurou meu braço – você irá... Ela é casada!
− Eu sei o que faço, e me solte agora! – esse era o mal de conviver com outra Dom, ela sempre queria ser autoritária, mas em nossa hierarquia eu era o chefe de nosso clube.
− Estou vendo que isso tudo irá virar uma grande merda.
Novamente comi apressadamente e sai em direção a garagem, entrei em meu carro , assim que os portões se abriram eu não pude evitar observar a casa ao lado, sim meus novos vizinhos, nenhum sinal deles.
Continuei meu trajeto até chegar ao estúdio de Alice. Desci do carro e observei os olhares em minha direção, estava acostumado com isso.
Subi pelo elevador, o porteiro do prédio comercial já me conhecia, alias todos me conheciam.
Entrei no estúdio sem ao menos bater, e uma das modelos rapidamente se cobriu.
− Edward! – Alice gritou.
− Querida eu vejo muito disso sempre, nem me afeta – falei ecoando uma voz fina fazendo Alice gargalhar.
− Já há boatos sobre sua sexualidade sem isso Edward – ela disse – Katy, pode se retirar, acho que terminamos por hoje.
A modelo saiu desconcertada, eu ri da situação.
− O que o fez vir e ser tão educado Edward?
− Quero que me diga uma coisa, foi você que mandou Bella... – tentei refrear o que falaria – Você sabe do que estou falando.
A modelo passou por nós e se despediu de Alice.
− Do que está falando Ed? – ela estava sorrindo, ela sabia, só queria que eu falasse.
−Você sabe, tenho certeza agora que você sabe.
− Ah! Está falando da sua vidinha secreta senhor Antony Hall.
Maldita baixinha petulante.
− E porque raios indicou a Bella? Pois tenho certeza que quando ela se referiu a uma amiga fora você.
− Digamos que ela já estava decidida, eu somente uni o útil ao agradável, se ela quer ir em busca de seus desejos insanos, que seja pelo menos seguro.
− E oque te faz achar que eu sou seguro?
− Algo me diz que sim.
Ficamos nos encarando, eu entendi o que ela estava fazendo.
− Foda-se, eu não vou fazer isso, eu não vou realizar seus desejos de que eu e Bella ainda temos chance. – observei o olhar de Alice entregar que seu plano era exatamente esse.
− Edward, ela já te amou, você sentiu alguma coisa, é mais fácil...
− Você não entende, isso não existe sentimento, é sexo, tortura, dor, dominação é um estilo de vida e não um romance, esqueça toda essa história de livros que você deve ter lido.
Impossível, eu teria de desistir dessa merda, isso jamais iria dar certo.
− Não falei sobre romance, mas sim você, falei que seria mais fácil e menos traumático para Bella ainda mais depois... – ela freou o que iria falar − Ainda mais que ela está muito fissurada por isso.
− Eu conheci a Bella, ela vivia sonhando com o seu conto de fadas, Alice ela já o tem, o que ela quer mais? Isso sim é insanidade, ela é casada e eu tenho um nome a zelar.
− Qual deles?
− Ambos, eu sou famoso se isso vazar estou perdido, e na comunidade eu sou respeitado, acho que vou desistir e se ela buscar em outro lugar, melhor.
Sai do estúdio batendo a porta, sim Alice estava achando que era somente um joguinho, O nome Bella ficava piscando e o Edward recolhido queria saltitar, ele não desejava a machucar, não mais do que ela parecia estar.
(***)
A semana passou tranquila, e hoje era dia de uma reunião no clube, somente Dominantes participavam, era uma troca de experiências e novidades, assuntos sobre as regras, coisas banais, tudo para manter o conforto de nossos submissos.
Sim ser um Dom não é somente dominar é querer dar prazer, e zelar pelo bem estar de nosso submisso, temos uma responsabilidade.
Rose também organizava reuniões para os submissos, com menor frequência, pois era somente para saber de sua satisfação, nós éramos responsáveis por eles.
Depois de tudo esclarecido, nenhum inconveniente estava sendo relatado Eleazar um dos maiores Dominantes chegou a minha direção.
− Então, no momento está sem nenhuma submissa? Ouvi falar que as garotas se matam para ter uma chance de serem dominadas por você. – um tom de inveja estava presente.
− Estou focado em outros negócios.
Falei tentando sair da conversa, os deixei ali terminando os assuntos banais e sai da sala em direção ao escritório, peguei meu terno e verifiquei se tudo estava trancado e sai às presas ao estacionamento.
Chegando lá me deparei com uma figura abaixada ao lado de meu carro.
Assim que cheguei a sua frente, ela levantou seu olhar, Por Deus o que era aquilo? Ela estava chorando e abaixo de seu olho brotava uma marca e logo identifiquei como um soco.
− Isabella? – falei firme, não poderia transparecer minha real preocupação com seu estado.
− Eu sei o que eu quero Ed... Antony, se for para sentir dor, que seja por escolha.
Naquele instante eu entendi os motivos dela buscar o BSDM, porra de homem covarde.
Isso poderia parecer hipocrisia, vindo de alguém que dá dez a vinte chicotadas em mulheres, mas que merda! Eu fazia com consentimento mutuo, para prazer e realização de ambos, um merda como esse agia impulsivamente sem dar chance para a parte frágil.
O Edward se remexia, eu o mandei ficar quieto, eu deveria ser frio, ela não precisava ser mais quebrada.
− Vamos! – disse sem ao menos lhe oferecer a mão para levantar-se, eu sabia que isso estava sendo exagerado, mas uma submissa nata saberia a diferença do conforto de um Dom e sentimentos, mas Isabella ainda não sabia, e acabara de passar uma situação vulnerável.
− Você sempre gostou de Volvo. – ela disse observando o carro, certamente uma lembrança de nosso breve relacionamento.
“Edward de merda cale-se que eu estou no comando, eu sou o Dom.”
− Não autorizei que você falasse− ela moveu sua cabeça e logo encarou suas mãos em seu colo – Coloque o cinto!
Comecei a dirigir e ela manteve seu silêncio, nem me perguntou para onde estávamos indo.
− Estou te levando a minha casa, lá você me preencherá alguns papéis, depois você irá ler uma cópia de um contrato, não será definitivo visto a sua situação, sendo casada eu terei de alterar muitas coisas e acrescentar outras.
Ela somente ouvia atentamente, pelo canto de meu olho encarei o roxo de seu olho, minhas mãos pressionaram o volante, merda se ela fosse ser uma submissa, minha submissa eu não sei como lidaria com isso.
Mas estava em um mundo além de novo, fora das regras.
Entrei em minha propriedade e assim que estacionei na garagem sai do carro dando a volta e abrindo a porta para ela.
Seguimos pela casa ela estava atenta a cada detalhe, ela se demorou encarando a sala de musica aberta, merda, eu mesmo lembrei-me da cena de quando toquei piano para ela em Forks.
Por deus, estava indo a um caminho sem volta de lembranças adolescentes, ignorei o brilho que ela esboçou no olhar e a direcionei até o escritório.
− Sente-se Isabella.
Ela o fez, cruzou as pernas e merda que pernas lindas.
− Se você tiver alguma duvida, espere eu terminar a sentença e ai poderá se pronunciar, mas antes preste atenção em alguns detalhes: nós não teremos um relacionamento, eu serei seu Dom e você minha submissa, teremos as palavras de segurança, creio que já leu sobre isso!
Ela somente concordou com a cabeça a minha afirmação.
− Teremos uma a mais, ela é pouco conhecida, e só poderá ser usada se você realmente desejar parar com tudo, mas se a usar você não poderá nem estar presente na Pandemônio, somente se for com outro Dom, entendeu?
− Sim! – ela respondeu, um alivio me percorreu, ela estava entendendo.
− Geralmente minhas submissas são minhas por 24 horas, mesmo eu estando trabalhando de modelo, ou em minhas viagens, eu procuro tê-las em dias que eu não tenho compromisso, mas eu mando e elas se sentem minhas todo o tempo, no seu Caso Isabella você tem um marido – ela torceu o nariz ao se referir a sua situação.
A vontade de perguntar o que ouve estava enorme, mas eu não queria cumplicidade.
− Você tem que se sentir minha mesmo estando com seu marido, você entende?
− Não, como farei isso?
− Simples, quando ele te tocar – essa parte me deu certo nó na garganta – Você tem de se sentir me traindo.
− Não seria o contrario? – ela debochou
− Isabella, você me cortou – ela mordeu o lábio e me encarou com a porra do olhar que odeio, o odeio por mexer comigo. – Sim, seria, mas como disse você procurou isso e terá que arcar com as consequências. Jamais dividi uma submissa e isso é novo, eu digo que para sua experiência ser completa, você deve se sentir assim.
− Quando requisita-la, você deverá arrumar desculpas para se ausentar, no formulário que te darei lembre-se de me passar os horários de seu marido.
− Mike tem um horário regular.
− Ótimo!
Isso tem que dar certo, ou não, ou vai virar uma grande merda.
− Assim que você estiver de acordo eu te darei uma coleira, você deve usa-la, a todo o momento, se eu vê-la sem, a não ser com uma boa explicação e motivo valido, é como se você estivesse dizendo adeus a nosso acordo.
Dei uma pausa esperando se surgiria alguma pergunta, então prossegui.
− Basicamente todo acordo de Dom é a mesma coisa, hoje sabemos que muitos tem essas informações, as vezes de forma errônea, mas basicamente as regras se aplicam da mesma forma, seu caso é peculiar, deve haver outros, mas de meu conhecimento é único.
− Palavra de segurança?
− Sim você terá as palavras de segurança, uma cena sadomasoquista não é espancamento, é a forma consensual de transformar dor, castigo ou humilhação em Prazer, somente isso, mesmo amordaçada eu sou Dom tenho que saber exatamente seus limites, para isso você me auxilia com as palavras.
− Quais?
− Geralmente se usa cores, ou palavras fáceis a serem ditas, vermelho para se a cena estiver insuportável a ponto de parar, e poderemos ter uma palavra para se a caso você achar que eu deva diminuir a intensidade.
− Amarelo?
− Isso se vê muito na literatura, mas imagino que possa ser.
− Teremos uma palavra a mais.
− Outra?
− “Finale” se a usar, tudo se encerra, quando digo tudo é tudo e nunca mais será submissa de Antony.
− Devo te chamar como?
−Senhor, isso basta, Cullen jamais, Hall se quiser enfatizar que fala comigo, só terá o direito de me chamar de Mestre se isso fosse mais além, como sei que nossa condição não permite.
− Entendo.
Observei seu olhar, e merda esse era meu erro, eu não podia perder meu foco, então decidi testa-la, assim como fazia sempre, ela era nada mais que uma submissa, Edward fique ai dentro e esqueça que é a mesma garota de Forks que você tomou a porra da virgindade.
Que merda isso é hora de lembrar-se desse detalhe!
Foda-se, eu sou o Dom, e devo testa-la.
− Faremos uma cena de dez minutos, ou menos se preferir, se achar que estarei exagerando você usa as palavras, mas claro que eu ainda não sou seu Dom, então você pode recusar, é somente um leve teste.
Esperei que ela falasse algo, mas nada.
− Você pode responder.
− Sim eu o farei – observei duramente em sua direção.
− Faltou algo ai Isabella!
−Sim eu o farei senhor.
Muito bom! Isabella, a primeira lição você aprendeu, agora vamos a uma pequena prova, e por Deus porque eu estava temendo tanto isso.
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