Notas iniciais
Nem é madrugada, mas estou gripada e de folga, ai acabei preparando esse capítulo para vocês Vamos Saber sobre a vida de oculta de Edward

EPOV

O dia começou tranquilo e a agitação pela casa era por conta dos empregados que estavam arrumando toda a bagunça da festa.

Depois de um bom banho relaxante coloquei minha roupa de exercícios desci as escadas apressado e fui em direção a cozinha.

O café estava servido como sempre na bancada, eu engoli mesmo sem mastigar direito os ovos mexido que a empregada servia.

− Senhor Cullen teremos visitantes essa Semana?

Carmem a empregada era consciente de minhas regras. Ela era discreta sabia que sempre na semana que eu recebia alguma garota da comunidade ela serviria o café somente na sala de jantar fechada e nunca me chamava pelo meu nome e evitava estar presente.

− Certamente que sim. Mas como sempre a avisarei

Fui ate a academia montada em minha casa e comecei os exercícios era uma luta manter o corpo visto que meu vicio deixava o meu folego falho.

Comecei com o aquecimento, estiquei as terminações nervosas, em seguida peguei a corda e comecei a pular ate sentir o suor escorrer por minha nuca.

Observei o saco de arei em minha frente, vesti as luvas de box, e a serie de socos se iniciou, direita, esquerda, manter a uma altura considerável as mãos.

Toda e qualquer frustração eu estava descarregando, por um breve momento um olhar invadiu minha mente, sim o par de olhos claros.

“Que merda você está pensando Edward?”

Me praguejava mentalmente pelas imagens que se formavam, e novamente a culpa era como se explodisse em meu intimo.

Eu a abandonei e pior, eu prometi voltar!

Era como se a voz de Bella me pedindo para voltar e busca-la fizesse eco em meu cérebro, e o Edward recolhido e escondido dentro de mim aparecia.

Sim, eu posso dizer que senti algo por ela, mas assim que decidi ter essa vida que tenho, eu deixei de muita coisa, principalmente de sentimentos referente a amor.

Assim que terminei os exercícios resolvi passar na sala de musica, hoje era um dia de relaxamento, e não de indagações e culpa.

Sentei-me ao piano e comecei a entonar notas leves.

− Você irá receber uma garota essa semana? − Rose não sabia respeitar meu momento .

− Sabe que uma das regras e não entrar aqui! – disse ao abandonar as notas.

Para ela ficar em minha casa delimitei alguns pontos. Mas ela não era de se ater regras.

− Não quero saber de merda de regra nenhuma quero saber a resposta da porra da pergunta que lhe fiz.

− Com toda essa educação – levantei-me a encarando – claro que irei receber.

− Mas sabe que essa semana é de treino, você odeia as novatas!

− Mas essa semana estou com vontade. Mas posso mudar de ideia sabe que ao entrevista-las eu desisto.

− Bom mesmo. – ela jogou seus cabelos – não quero você queimando a imagem de nenhuma garota, ou a frustrando em um treinamento monstruoso.

− Não sou monstruoso – cruzei meu braço sobre o peito – sou justo, elas são conscientes do que eu gosto.

− Não diga! – ela ironizou – você é ótimo no que faz, eu admito isso, é o mais procurado, mas outra coisa é treinar uma novata.

Rose deu meia volta saindo de minha sala de musica.

Que inferno maldito dia que a deixei ser minha sócia e maldito dia que a permiti morar em minha casa.

Depois de um dia de distrações, a noite chegava, coloquei meu terno habitual, desta vez decidi por uma camisa preta.

Assim que entrei em meu carro observei que Rosa já havia saído, com certeza estava já no clube.

Chegando ao prédio já notei que a noite seria um inferno, os olhares curiosos e as portas abertas a todos atiçava a curiosidade.

As vezes eu imaginava o que se passava na mente dos pervertidos de plantão, será que imaginavam chegar aqui e ver mulheres sendo espancadas? Ou sangue escorrendo? Bem depende do grau do sadismo, mas não aqui, não assim a frente de todos, o clube era um local de conhecimento.

Simplesmente uma boate com um intuito mais profundo, o nome Pandemônio, fora escolhido por Rose.

Em dois anos de funcionamento o Clube Pandemônio BSDM, já era um dos mais conhecidos e bem vistos aos olhos de toda comunidade, mas eu precisava de um rosto não conhecido para ter a frente e Rose me caiu bem.

O modelo Edward Cullen não poderia ser associado a tal coisa, considerada bizarra aos olhos de muitos, então Antony Hall, esse era meu nome aqui.

Como sempre dei a volta no prédio e entrei pelos fundos, aqui dentro nas áreas exclusivas, mesmo que alguém me reconhecesse, o sigilo é a principal regra.

Caminhei entre muitos dos velhos dominantes da comunidade, eles me cumprimentavam com respeito, aqui eu era uma lenda.

Segui diretamente ao meu escritório, assim que fechei a porta a musica alta se tornou somente um zumbido.

Sentei em minha cadeira de couro, girei em direção a enorme janela de vidro que dava a visão completa do clube.

Tudo estava correndo perfeitamente bem, mesmo para a noite de novidades.

Uma vez por mês a casa era aberta para todos que quisessem conhecer esse mundo. Eu particularmente odiava treina-las, só tive uma experiência e fora o que bastou, no entanto eu estava com aquela súbita vontade do desconhecido.

− Vamos agora! – o som da musica invadiu por um minuto a sala quando Rose a invadiu – você começou isso agora resolva.

− Do que está falando? – girei em sua direção a cadeira e debrucei meu corpo sobre a mesa. – o que eu comecei?

− Você andou soltando essa boca grande que iria treinar uma submissa e agora, está uma loucura. O querem! Só se fala no fato de Antony estar atrás de uma submissa para treinar!

Ela atropelava as palavras.

− Sabe qual o problema, é que a maioria só pensa que é uma submissa, ai na primeira punição elas se desmancham na palavra de segurança e sabe o que eu penso sobre isso.

−Se não gosta, nem deveria ter soltado esse boato, eu sei o que você fez. – ela cruzou seus braços – Você está querendo voltar atenção a você como sempre.

Sorri largamente, Rose me conhecia melhor que ninguém.

− Desço em minutos, dou uma breve olhada e te aviso qual garota deve subir.

− Levante esse traseiro dai agora e vamos!

Mesmo relutante eu levantei, observei meu reflexo no espelho que se localizava ao lado direito da sala, retirei meu terno e arregacei as mangas até uma altura onde as minhas tatuagens ficassem visíveis.

− Exibido – Rose disse ao abrir a porta.

− Se não fossemos irmãos, eu sei que você queria me pegar! – falei ao passar por ela.

− Eu? – ela deu uma gargalhada – jamais, prefiro usar o chicote a ser chicoteada.

Descemos as escadas e a medida que me aproximava da pista era visível a falta de algo que me interessasse.

A musica alta era contagiante e instigante, uma mistura de uma batida forte e intensa que deixa o momento sensual.

Sentei-me ao bar.

− Vê se observa bem, e escolha logo. – Rose sussurrou em meu ouvido.

Bufei ao observar algumas garotas que sorrindo em minha direção, eu retribui, isso era hilário, elas se derretiam.

Mas essas não eram submissas, estavam atrás somente de uma foda quente mal sabiam o que estavam em busca.

Mais algumas garotas estavam se mostrando, desde onde elas achavam que um Dom escolhia suas subs dessa maneira?

Isso não era uma caça, era uma escolha minuciosa, fixei minha mente na porra da situação que eu me coloquei, eu queria um desafio, para valer a pena.

Foi quando sentada ao fundo da pista estava uma garota, seu rosto estava virado para o outro lado como se estivesse vagando, as silhuetas na pista não me deixavam ver seu rosto, mas qualquer garota que estivesse calma e tranquila em sua primeira noite na Pandemônio, sem ao menos tentar chamar atenção, essa sim merecia a minha atenção.

Levantei-me e caminhei entre as pessoas, ignorei os olhares em minha direção e fui seguindo até... Não... Isso é impossível!

Olhei ao redor, e nada me fazia acreditar que era ela, Isabella, a minha Ex namorada que estava em minha casa na noite anterior, e pior casada, estava aqui?

Nesse instante eu tentei me virar, e sai correndo entre as pessoas antes que ela me viesse, cheguei as escadas e subi apressadamente.

Um caminhão de palavrões fora descarregado em minha mente, que merda ela não poderia estar atrás desse estilo de vida, ela estava casada porra, ela era uma moça de Forks, apesar que Rose também é de Forks.

Mas que merda!

− Edward você escolheu? – Rose como sempre entrava em minha sala sem bater,

− Não! Desisto, avide que não será hoje que Antony escolherá uma submissa para treinar.

− Nem pensar, eu avisei se não gosta nem invente, agora você terá de ir até o fim, eu mesma vou descer e enviar garotas aqui, só tem o trabalho de entrevista-las e escolher.

− Espere! – eu estava em frente ao grande vidro, meus olhos focaram nela, ainda sentada. – Há uma garota sim, mas quero que a traga em sigilo, é importante entendeu.

− Tudo bem senhor poderoso Antony.

− Venha, eu vou lhe mostra-la aqui.

Rose se aproximou eu apontei em direção a Bella.

− Aquela sentada.

−Ela? – Rose me encarou e voltou a olhar na direção dela – tem certeza?

− Não, mas quero pelo menos saber o que ela está fazendo aqui.

Notas finais
Comentários ??? O que Bella estava fazendo lá senhor? ela não é casada? e agora? até o prox