"Eu o amo, sempre vou ama-lo!" GSR CSI Las Vegas
7 Capítulo 7
– Oi. Como está se sentindo? — perguntou Grissom.
– Como se tivesse levado um tiro — respondeu friamente. — O que faz aqui Gil?
Grissom fixou os olhos nos dela, sentiu uma pontada de esperança em seu coração, ela o chamara de Gil. Aquilo era bom. Depois que começaram a namorar escondido, Grissom pediu a ela que o chamasse de Gil quando estavam em casa, isso fazia com que ele não se sentisse tão chefe dela, Sara concordara prontamente e aquela passara a ser como uma palavra secreta para eles. Sempre que ela o chamava assim, não estava falando com o chefe, mas sim com seu namorado, seu homem, mesmo que estivessem no laboratório e ninguém desconfiava de nada.
– Nick me ligou assim que você entrou na cirurgia e eu vim, literalmente, voando para cá.
– Por que? Você me deixou, lembra?
– Sara eu preciso explicar muitas coisas a você.
– Pode começar, eu não vou a lugar nenhum — fez um gesto e direção a cama.
Grissom aproximou-se da cama e sentou na poltrona ao lado.
– Você sabe que eu sempre tive dificuldade de falar dos meus sentimentos, e apesar de você ter me mudado um pouco em relação a isso, eu ainda não consigo expressar algumas coisas. Lembra de São Francisco, eu me apaixonei por você lá, mas a diferença de idade me impediu de ir mais longe no nosso relacionamento naquela época.
– Por que sempre volta a esse assunto de diferença de idade? Sabe que para mim é irrelevante.
– Eu sei, você me disse isso várias vezes — Grissom foi até a janela e observou o jardim, virou-se para ela, fixou seu olhar. — Eu tinha medo Sara, sempre tive medo de acordar um dia e descobrir que havia me deixado por alguém mais jovem — ela olhou para ele, furiosa. — Eu sei.... Eu sei, você nunca me deu motivos que justificasse esse meu medo, mas eu estava tão longe e você ficava triste sempre que tínhamos que adiar um dos nossos poucos encontros. Eu não estava fazendo você feliz. Foi a isso que eu me apeguei como desculpa para terminar nosso relacionamento. Mas a verdade...
– É que você não confia em mim — cortou ela com lágrimas nos olhos.
– Não, Sara, não é isso — ele se aproximou da cama novamente, sentou-se e segurou sua mão. — A verdade é que eu fui tão egoísta, que meu medo me cegou, só conseguia imaginar a dor insuportável que eu sentiria se você tomasse a decisão de me deixar. Então eu pensei que tomando essa decisão a dor seria menor, por que seria uma decisão minha, ficar sem você. E você seguiria seu caminho com outra pessoa.
– Seguiria meu caminho? Como outra pessoa? E como eu poderia? Quando vai entender, definitivamente, que eu escolhi ficar com você, que eu não me importo com a diferença de idade, que eu sou feliz só em saber que você faz parte da minha vida, perto ou longe de mim? Será que você não entende isso Gil?
– Me perdoe, Sara, eu .... Me perdoe... — Grissom baixou a cabeça em direção de suas mãos unidas, lágrimas banhavam seu rosto e os soluços sacudiam seu ombros.
Sara estava magoada, mas ver o sofrimento dele abrandou sua dor, ele estava ali, por ela, pedindo perdão, não conseguiu resistir, tocou a cabeça dele com a outra mão.
– Gil, você vai voltar para o Peru? — ele ergueu a cabeça, olhando-a nos olhos.
– Não, Sara. Eu sei que está brava e magoada comigo e se não puder me perdoar agora eu vou entender, mas não vou desistir. Eu amo você e a minha volta para Vegas é definitiva, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para reconquistar você.
Sara levou a mão até sua face e acariciou sua barba, estava grande, mas ela gostava assim. Grissom fechou os olhos ao sentir seu toque.
– Eu amo você, Gil. Foi muito difícil viver sem você, então, eu não quero perder mais tempo , ok? — ela sorriu pois ele estava confuso com sua palavras. — Vem aqui e me beija, que eu estou morrendo de saudades. — Grissom levantou-se da poltrona aproximando o rosto do dela e beijando-a levemente, sussurrava seu amor entre os beijos.
Sara quis aprofundar beijo mas eles ouviram alguém pigarrear, interrompendo o contato, olharam para a porta. Todos estavam lá, Brass, Russel, Morgan, Finn, Nick, Greg, Dr. Robbins e até Hodges, que havia ficado meio estranho com Sara depois que soubera da separação deles.
– Desculpe Grissom, mas não consegui segura-los por mais tempo — disse Nick, sorrindo.
– Tudo bem, Nick. Vocês chegaram na hora certa — ele olhou para Sara, tirou alguma coisa do bolso da jaqueta e pegou a mão esquerda dela. — Chegaram bem a tempo de testemunharem o momento em que vou colocar, novamente, a aliança no dedo de minha esposa — Grissom olhou para Sara, com o amor transbordando em seus olhos, sorriram um para o outro. — Sara, você aceita, novamente, essa aliança? Prometo que ela nunca mais sairá do seu dedo, não se eu puder evitar — todos riram.
– Sim, amor, eu aceito — eles se beijaram mais uma vez enquanto seus amigos aplaudiram, em seguida todos começaram a abraça-los e dar-lhes felicitações.
Enfim tudo estava voltando ao normal.
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