Notas iniciais
Quero dizer que estou amando cada comentário de vocês. Muito obrigada!!!
Aqui está mais um capítulo para vocês...

Sara voltou a realidade ouviu o barulho do carro sendo estacionado na garagem, levantou-se do sofá e quando deu dois passos pela sala sentiu uma dor no ventre e, logo depois, algo quente escorrendo por suas pernas, percebeu que o líquido empossou-se à seus pés. Oh, Deus! Sua bolsa rompeu, os bebês iriam nascer, apesar da dor ela sorriu. Ouviu Gil entrar em casa e vir na sua direção.

- Oi querida — disse com um largo sorriso. — Ainda acordada? — só então percebeu que pisara em uma poça de água no chão da sala, olhou para ela esperando uma resposta.

- Estava esperando você e quando me levantei minha bolsa rompeu — explicou com calma, não estava nervosa, estava feliz pois finalmente iria ver o rostinho de seus filhos.

Grissom ficou parado olhando para ela meio abobado, parecia estar processando a informação.

- Gil! — chamou Sara. — Amor, precisamos ir para o hospital, os bebês vão nascer — aquela frase finalmente fez voltar a realidade.

- Claro, amor. O hospital.... Nós vamos para o hospital — ele estava muito nervoso. — Tudo bem, eu lembro de tudo o que temos que fazer. Primeiro sua respiração, lembra, aquela de cachorrinho, depois contar o tempo entre as contrações, buscar a malas...

- Grissom! — ela o interrompeu quando mas uma contração a atingiu. — Vá pegar as bolsas, coloque-as no carro, eu cuido do resto. Vou esperar lá fora — disse e saiu andando com dificuldade, não daria tempo de trocar de roupas, iria de camisola e robe mesmo.

Ele foi buscar as bolsas, enquanto Sara ia em direção a porta da garagem. Minutos depois ela o viu guardar as malas no banco de trás do carro, entrar, dar a partida e sair de ré. Sara ficou esperando até que ele percebesse que ela não estava no carro, e isso só aconteceu quando já estava quase o portão. Ele olhou para o banco do passageiro. Droga! Esquecera de sua mulher. Viu ela com um pequeno sorriso o olhando da porta da garagem.

- Não esqueceu de nada, querido? — perguntou irônica.

Ele desceu do carro e foi até ela.

- Desculpe, amor. Acho que estou um pouco nervoso — replicou, ajudando-a entrar no carro.

- É, acho que só um pouquinho não é, amor — ambos riram, então mais uma contração a atingiu e ela segurou com força a porta do carro. — Vamos logo, amor, eles estão impacientes.

Chegaram ao hospital em alguns minutos, Grissom parou o carro e foi pedir ajuda ao guarda, para que alguém trouxesse uma cadeira de rodas. Voltou para o carro, tirou as bolsas do carro, um enfermeiro chegou cm a cadeira e eles ajudaram Sara a descer do carro e sentar-se na cadeira.

O enfermeiro empurrava Sara hospital adentro e Gil segurava sua mão, quando mais uma contração a atingiu, estavam ficando cada vez mais fortes e mais frequentes, ela apertou a mão dele e ouviu gemer baixinho com a dor. O enfermeiro deu instruções na recepção e levou-a diretamente para sala de pré parto. Minutos depois a médica que cuidava de Sara, Dra. Tancred, chegou para examina-la.

- Olá Sara. Sr. Grissom. — cumprimentou-os alegremente. — Parece que esses bebês estão apressados — disse se posicionando entre as pernas de Sara para examina-la. — Alvarez — ela chamou o enfermeiro. — Não teremos tempo de ir para a sala de parto já estão nascendo, traga tudo o que eu preciso e chame Marg.

- Sim, Doutora — o enfermeiro saiu apressado.

- Sr. Grissom, vai ter que me ajudar agora, ok? — a médica havia percebido a expressão um tanto assustada dele. — Tudo bem, apoie as costas dela com um dos braços e quando eu mandar ajude-a empurrar.

Grissom concordou com a cabeça. A doutora voltou a se posicionar, o enfermeiro entrou empurrando um carrinho com materiais cirúrgicos e outras duas mulheres, uma que devia ser a tal Marg, colocou-se do outro lado de Sara na mesma posição que Grissom estava.

— Tudo bem, pessoal, todos prontos? — questionou a médica.

Eles concordaram

- Vamos lá, Sara, empurre — ela empurrou com toda força. — Mais uma vez, agora.

Sara empurra mais duas vezes, então um choro forte e alto irrompeu no quarto.

- Muito bem, aqui está seu garotão, agora vamos para o próximo — ela entregou o bebê para outra enfermeira.

- Vamos lá, amor. Só mais um pouquinho, para podermos ver nossa princesinha — disse Grissom, já com lágrimas nos olhos.

Sara concordou com a cabeça e voltou a empurrar. Depois de alguns minutos e muita dor a garotinha nasceu chorando a plenos pulmões.

- Muito bem, Sara. Você foi ótima — disse médica.

Gil inclinou-se sobre ela, que estava deitada e exausta.

- Obrigado, amor, por ser tão forte. Você conseguiu — disse beijando-a.

Duas enfermeiras se aproximaram com os bebês e os colocaram nos braços de Sara. Eles choraram de alegria ao ver os rostinhos de seus filhos.

- Eles são lindos, amor, obrigado.

- Tão perfeitos, Gil. São um pedacinhos de nós.

As enfermeiras voltaram e pegaram os pequenos.

- Sr. Grissom, precisa sair agora. Assim que sua esposa estiver no quarto poderá ficar com ela e os bebês — disse uma das enfermeiras.

- Claro. Até daqui a pouco, amor — beijou-a e saiu.