– Sara!
– Sim Russel.
– Como foi no tribunal?
– Tudo bem. Ronald ficará preso por muito tempo — falou Sara aliviada.
– Ótimo — o telefone de Russel tocou neste momento — Russel! Sim Nick a Sara já está aqui, vou manda-la para o local agora mesmo.
– É o homicídio em Henderson? — perguntou Sara.
– Sim. Eles precisam de mais gente.
– Claro, estou indo para lá. — Sara vai saindo mas Russel a chama.
– Sara, como você está?
Todos haviam percebido que ela não estava tão bem como dizia, sempre que alguém perguntava.
– Estou bem Russel — ela desviou o olhar para que ele não percebesse a dor em seus olhos. — Vou ficar bem.

Havia muitos curiosos ao redor da casa que se tornara cena de uma crime, ela atravessou a fita de isolamento da polícia e foi em direção a Morgan que tirava fotos do jardim. Jim estava do outro lado colhendo um depoimento.
– Oi Morgan. Parece que precisam de ajuda.
Morgan olhou para Sara com um pequeno sorriso.
– Sim, infelizmente são muitas vítimas.
– Quantas, exatamente?
– Sete. Parece que aqui funcionava algum tipo de fraternidade. Todas as vítimas são mulheres entre 20 e 25 anos. Há três quartos no andar de cima, cada um tem duas vítimas, a última está no escritório, nos fundos.
– Alguém já processou o local? — Sara perguntou.
– Não. Ainda estão lá em cima.
– Eu vou então.
– Sara você está bem? — Morgan parecia preocupada.
– Sim. — por que todos lhe faziam aquela pergunta?
Sara entrou na casa indo direto para os fundos, onde ficava o escritório. Quando chegou lá ficou olhando para aquela cena horrenda, que se parecia muito com outra de alguns anos atrás, a diferença é que quando chegou à cena da outra vez ela havia visto Grissom ajoelhado perto do corpo da vítima.
Ela ficou ali recordando aquele momento, perdida no passado. Deus! Como sentia sua falta. Nunca havia se sentido tão sozinha como estava agora, nem mesmo quando sua mãe havia esfaqueado seu pai até a morte e ela fora enviada para um abrigo. Mas agora ele a deixara, segundo Grissom era para seu próprio bem, como ele estava enganado.
Sara estava tão absorvida em seus pensamentos que não percebeu um movimento no canto do escritório, quando viu, o suspeito estava escapando pelas portas de correr.
– Parado aí! — gritou ela.
O suspeito virou-se para ela com uma arma em punho e atirou. A dor rasgou-lhe o abdômen e Sara caiu no chão, ouviu quando Jim entrou no escritório correndo e gritando ordens pelo rádio, Nick, Greg e Morgan estavam atrás dele.
– Sara! — gritou Nick ajoelhando-se ao seu lado, enquanto Morgan chamava os paramédicos. Greg também ajoelhou-se ao lado dela segurando sua mão.
– Sara! — disse Greg — Olha pra mim. Não feche os olhos. Ok? Olha pra mim, Sara.
– Greg — ela falou sentindo sua voz falhar — Greg, diz para o Grissom que eu o amo, sempre vou ama-lo.
– Não, Sara. Não. Você é quem vai dizer isso para ele, entendeu?
Os olhos dela se reviraram assim que os paramédicos chegaram.
– Afastem-se, precisamos de espaço — disse um dos paramédicos. Eles a estabilizaram para transporta-la ao hospital.
– Eu vou com ela — disse Nick. — Fiquem aqui e processem o local.
Todos estavam muito abalados. O que aconteceria com Sara?