Sara havia acabado de contar sua triste história, a dor em seus olhos rasgava o coração de Grissom, ela sofrera muito quando era apenas uma criança. Grissom queria fazer mais do que apenas segurar sua mão, queria toma-la nos braços e afastar todo o medo e solidão que ela sentia, queria beijá-la até que ambos ficassem sem fôlego, então a dor em seus olhos não mais existiria. Ele hesitou, não poderia fazer aquilo, poderia?

Decidiu deixar seu próprio medo de lado e fazer aquilo que seu coração pedia, fazia muitos anos que desejava toma-la nos braços. Grissom levantou-se ficando na frente de Sara ainda segurando sua mão. Ela levantou os olhos para ele e seus olhares se cruzaram, então ele a puxou levemente, trazendo-a para seus braços. Abraçaram-se com força, lágrimas ainda rolavam pelo rosto dela e os soluços sacudiam seu corpo. Grissom lhe acariciava as costas como se a ninasse.

Então o clima na sala mudou, a triste melancolia dando lugar a forte atração sexual que existia entre eles. Sara tentou se afastar colocando as mãos em seus ombros, mas Grissom a segurava com força pela cintura, uma de suas mãos subiu até a face dela acariciando-a com suavidade.

– Sara... — sussurrou antes de beijá-la.

Ela não resistiu, esperava por aquele beijo havia muito tempo, acariciando sua nuca pressionou o corpo contra o dele. Grissom gemeu e aprofundou o beijo introduzindo a língua em sua boca.

De repente Sara interrompeu o beijo e cruzou a sala, afastando-se dele. Não entendendo sua atitude, Grissom fcou esperando que dissesse alguma coisa.

– Acho melhor você ir embora — estava de costas para ele, sua voz estava embargada. — Não quero que faça algo que possa se arrepender depois, isso me faria sofrer ainda mais.

Sara continuou de costas, não queria vê-lo partindo, ficou esperando ouvir a porta se fechar quando ele saísse, mas isso não aconteceu.

Grissom não iria embora, foi até ela em silêncio, deslizou os braços por sua cintura, abraçando-a depositou um beijo em sua nuca, ouviu um leve suspiro saindo de seus lábios, um pequeno temor percorreu seu corpo.

– Eu não vou embora, Sara — sussurrou em seu ouvido. — Não quero mais fugir desse sentimento, quero ficar com você, se você me quiser, é claro.

Ela virou-se em seus braços, sorrindo.

– É tudo o que eu sempre quis.

Então ele a beijou, acariciando a língua dela com a sua, enquanto suas mãos percorriam o corpo dela. Tirou a jaqueta que ela vestia, jogando-a para longe e Sara fez o mesmo com a jaqueta dele. Desviou a boca para o pescoço dela, beijando e mordiscando sua orelha enquanto Sara desabotoava sua camisa, tirando-a rapidamente, passou as mãos sobre o peito dele, vendo as pele se arrepiar com seu toque.

Segurando a barra da blusa de Sara, Grissom a tirou pela cabeça, pressionou o quadril contra o dela, fazendo-a encostar na pequena cômoda que havia atrás dela. Baixando os lábios até seus seios, ele levou as mãos a suas costas e desabotoou seu sutiã, jogando a peça em algum canto da sala.

Esperara tanto por aquele momento que agora que Grissom a tinha em seus braços quase não conseguia acreditar que seu sonho se tornara realidade; realidade essa, que era muito melhor que seus sonhos. Abocanhou um dos seios sugando-o devagar, enquanto sua mão acariciava o outro seio, até que ela gemeu alto, a respiração ofegante e os gemidos de ambos eram os únicos sons no pequeno apartamento de Sara.

Grissom passou para outro seio, enquanto Sara jogava a cabeça para trás e acariciava a nuca e os cabelos dele, trazendo sua cabeça para si. Descendo as mãos pelo corpo dele em direção ao cós de sua calça, ela desafivelou o cinto e desabotoou sua calça.

– Sara, vamos para seu quarto. Não quero que nossa primeira vez seja no chão da sua sala, por mais excitante que seja — ele sorriu para ela meio envergonhado.

– Está bem. Vem comigo.

Pegando sua mão levou-o para o quarto pararam ao lado da cama. Grissom a olhava com um sorriso nos lábios, ainda segurando sua mão Sara tirou alguns preservativos do criado mudo e colocou em cima do móvel. Ele a colocou na cama com delicadeza e deslizou as mãos por seu corpo, desabotoando sua calça, enfiou as mãos no cós em ambos os lados de seu quadril. Com os olhos fixos nos dela, baixou sua calça, levando junto a calcinha e no minuto seguinte Sara estava completamente nua em sua frente.

– Você é linda, querida — ela enrubesceu e ficou observando-o tirar o que restava de suas roupas.

Deitou-se ao lado dela, seus corpos em chamas se encaixavam com perfeição. Grissom voltou a beijar seu corpo, Sara gemia e se contorcia embaixo dele, ela passou as mãos por seu corpo descendo em direção ao órgão entumecido, mas ele interrompeu a caricia com um gemido rouco, antes que chegasse ao seu destino.

– Não Sara. Assim eu não vou aguentar — eles riram.

Grissom ficou de joelhos por um momento e pegou um preservativo no criado mudo, rasgou o invólucro e colocou-o. Afastando as pernas de Sara com os joelhos, deitou-se sobre ela com cuidado. Penetrou em seu corpo devagar, seus olhos fixos nos dela, Sara gemeu e entrelaçou as pernas ao redor de sua cintura dando a ele livre acesso ao seu corpo. Passou a mover-se dentro dela, aumentando o ritmo aos poucos, até que ambos gemeram alto chegando juntos ao clímax.

– Eu te amo.

– Eu te amo — falaram ao mesmo tempo.