Notas iniciais
Espero que gostem!

Elena estava em choque.

Sua respiração estava acelerada e pouco ar entrava em suas narinas. Sentiu seu corpo fraco e lentamente foi perdendo os sentindo, mas, não antes de uma lagrima cair de seus olhos.

– Elena, Elena — Jeremy chamava-a, e Elena foi acordando, abrindo os olhos devagar.

– Tome este copo de água querida. — Sua tia lhe disse.

Ela sentou-se e bebeu do copo. Olhou a sua volta e vira algumas pessoas aos prantos, outras tentavam futilmente esconder os olhos vermelhos.

– É verdade? Meus pais... — ela não teve forças pra continuar.

Sentiu Jeremy a abraçar e ela apertou o irmão fortemente nos braços.

– Eu sinto muito... — sua tia, irmã de seu pai disse e abraçou-os.

Elena ficou ali chorando por um longo tempo, até que o telefone de sua casa tocou, tirando todos do silencio triste que se instalou na casa. Elena reuniu as poucas forças que tinha e foi até o aparelho.

– Alô? — disse com a voz rouca e embargada.

– Senhorita Gilbert? — perguntou uma voz masculina do outro lado.

– Sim.

– Bem, gostaria de informa-la que deve vir buscar sua irmã Margareth. Ela teve ferimentos leves e já pode ser levada para casa. Seus pais infelizmente não resistiram, eu sinto muito. Mas, sua irmã lhe aguarda. — O homem disse e Elena, em meio a dor, conseguiu parar de chorar, afinal, sua irmã casula estava viva e estava bem.

– Obrigada, estou indo. — ela disse e desligou.

Todos os presentes a sua festa ficaram olhando-na, esperando algum comentário.

Ela esboçou um fraco sorriso que se perdia em meio a suas lágrimas e contou a todos.

– Margareth, Margareth sobreviveu ao acidente, eu preciso ir busca-lá no hospital. — Sua familia a abraçou trazendo-lhe um pouco de segurança.

– Vá minha querida, busque Margareth, eu vou resolver as coisas de seus pais. — Sua tia Anastácia disse.

– Obrigada tia. — ela disse e pegou a bolsa, indo para o carro.

Em sua casa, o clima era de dor, de sofrimento, e ao chegar no carro sentiu uma mão forte segura-la e puxa-la para perto de si.

– Damon... — ela disse num sussurro, encostando sua cabeça no peito do rapaz e sendo envolvida pelos seus fortes e grandes braços.

– Shiii. Tudo ficara bem Elena, eu te prometo.. — ele disse, embora soubesse que não seria capaz de trazer os pais dela de volta ou mesmo de aplacar a dor que ela sentia.

Elena ficou abraça a ele por um longo tempo, nenhum dos dois tinha vontade de soltar-se um do outro, mas Elena lembrou-se que precisava buscar a irmã no hospital.

– Damon, preciso buscar Margareth. — disse num sussurro. Sua voz estava baixa e rouca devido ao choro, e dificilmente ela conseguiria falar mais auto agora.

– Eu te levo até lá. — ele disse e abriu a porta para que ela entrasse.

Durante todo o caminho, Damon dera a mão a Elena que a segurava fortemente, sendo reconfortada pelo carinho que o amigo demonstrava.

Damon tinha 23 anos, era 5 anos mais velho que ela, mas, eles eram amigos desde sempre, e Elena tinha ele como um irmão mais velho que estava sempre pronto a ajuda-la, em todos os momentos. Damon era forte e atraente, perdera a mãe logo nos primeiros anos de vida e fora criado pelo pai, que estava na maior parte do tempo ausente. Damon fora criado, desde pequeno, por babas.

A mãe de Elena fora uma grande amiga da mãe de Damon, e esta quando estava para ter seu segundo filho, Stefan, teve um grave problema de saúde, o que fez com que ela tivesse tido Stefan num parto de emergência e ter falecido logo após o nascimento do segundo filho. Após a morte da esposa, o Sr. Salvatore trancara-se num mar de tristeza onde usava todo seu tempo no trabalho, deixando seus filhos com babás, sendo estas a criarem seus dois filhos. A mãe de Elena, pegara Damon ainda pequeno, e cuidava do garoto sempre que possível, as vezes pegava-o para passar o fim de semana com eles, ou fazer viagens com a familia. Quando Elena nasceu, ele a principio, tivera muito ciúme da menina, chamava a mae de Elena de tia, e por vezes, chorava ao ver que a 'tia' não lhe dava atenção para ficar com a bebe. Entretanto, quando a menininha crescera um pouco e começara a dar seus primeiros passos, Damon acabou cedendo a ela, e passou a cuidar sempre da menininha, e a medida que foram crescendo, se tornaram inseparáveis, amigos de todas as horas, quase irmãos.

Damon tinha ciência de que agora, perdera aquela a quem foi uma mãe para ele, mas, estava mais preocupado com Elena e com a dor que esta estava sentindo.

Chegou ao hospital e pediu informações sobre Margareth, e a enfermeira levou-a até o quarto onde a pequena estava. Conectada a fios, Margareth estava inquieta e chorava.

– Nana... — ela chamou por Elena e esticou os bracinhos.

– Estou aqui meu amor. — Elena disse pegando-a no colo à abraçando.

– Cadê o papai e a mamãe? — ela perguntou curiosa.

– Seu papai e sua mamae são duas estrelinhas agora Meg. — Damon disse depois que Elena ficara quieta, sem saber o que dizer.

– Eles foram morar com o papai do céu? — ela perguntou.

– Sim meu amor. — Elena disse.

– E por que a gente não foi? — ela perguntou mexendo nos cabelos soltos de Elena.

Elena a apertou em seus braços e olhou para Damon, sem saber o que responder.

– Meg... — Damon chamou pelo apelido da menina. — O papai do céu achou que a gente ainda precisava ficar aqui, sabe, cuidar das coisas dele, para depois irmos para lá tambem. — ele disse.

A menina pareceu convencida.

– Ta bom. A gente vai poder da tchau pra eles, antes de eles irem? — ela perguntou curiosa e Elena disse que sim.

Uma enfermeira entrou no quarto e passou para Damon algumas orientações sobre o estado da criança, e alguns medicamentos que ela deveria tomar se sentisse dor ou ficasse muito agitada, dando alta a ela logo depois.

Saíram do hospital e voltaram para casa em silencio, exceto pela voz doce e calma de Meg que cantava sem parar uma musica infantil sobre estrelas.

Quando param num semáforo, a menina olhou pela janela, e viu algumas poucas estrelas no céu, naquela noite nublada, e disse para Elena:

– Nana, olha o papai e a mamãe! — disse apontando pro céu. — Oi papai, oi mamae! — ela disse sorrindo pro céu jogando um beijo em seguida.

Aquilo fez os olhos de Elena se encherem d'agua, voltando a chorar incontrolavelmente.

Damon parou o carro e abraçou Elena novamente. Meg ficou olhando para os dois, e disse:

– Vocês parecem a mamãe e o papai. — ela disse caindo de sono, fechando os olhos depois.

– Eu estou aqui Elena.. — Damon disse a apertando em seus braços e beijando-lhe a cabeça. Odiava vê -la chorar. Uma única vez que vira Elena chorar, fora por um cara da escola, e no dia seguinte, Damon bateu tanto no garoto que este nunca mais voltara a estudar. Mas agora, ele não poderia bater em ninguém por fazerem ela chorar, agora, não havia nada que ele pudesse fazer.

Elena continuou chorando até cair num sono leve. Damon a ajeitara sobre o banco, e voltara a dirigir, chegando a casa dela em poucos minutos. Não queria acorda-lá, então, pegou-a no colo e a levou para sua cama, cobrindo-a. Fez o mesmo com Meg, voltando para a sala, onde apenas alguns familiares estavam.

Jeremy estava num canto, calado. Sua tia Anastácia havia resolvido tudo já sobre o enterro e alguns parentes chegavam de longe.

Seus avós estavam ali, e discutiam sobre algum assunto que Damon não prestava atenção. Ele fora para fora da casa e pela primeira vez, sentira algumas lagrimas caírem de seus olhos. Ele tinha os Gilbert como sua familia, como a familia que nunca tivera, e agora, duas pessoas a quem amava estavam mortas. Parecia que ainda não lhe tinha caído a ficha de que eles haviam falecido, era tudo meio irreal, parecia mais um pesadelo.

Ficou algum tempo pro lado de fora, até que resolvera entrar. Já se passavam das 4 horas da manha e estava cansado. Entrou dentro da casa e ouviu uma conversa alta na sala.

– Você não pode fazer isso mãe. Ela não vai aceitar.. — ouvira. Fora até a sala e vira Anastácia conversar com seus pais.

– O que esta acontecendo? — perguntou.

– Eu vou pegar a guarda dos meus netos Damon e ninguém vai me impedir. — A Senhora Gilbert disse.

– Não! — ele ouvira o grito. Olhou para a escada a ponto de ver uma Elena recém acordada com os olhos inchados. — Você não vai tirar meus irmãos de mim! — ela gritouelena estava

Notas finais
Se leu até aqui, por favor, comente. Beijos xx