Eu não sou/Eu sou Hades!

1 O Soar das Trombetas


Notas iniciais
Repostando minha primeira Fiction - que havia largado devido a exclusão da minha conta anterior, mas não pretendo fazer isso novamente.
Espero que seja do agrado.

Você acredita que os Deuses existem?

Não apenas os Deuses Gregos, os Egípcios, os Nódicos ou o Deus Vivo. Mas sim todos os Deuses que já ouvimos falar e já foram mencionados ao longo da história... eque o motivo de os conhecermos é que eles vivem dentro de nós... não, exatamente, de todos nós e nem em todas as gerações. Mas de alguns humanos: dos escolhidos (chamados Deidicos — Hospedeiros de uma Deidade) e em uma determinada época da nossa Era — a cada cinco milhões de anos.

Você acreditaria, que o surgimento desses Deuses (ou melhor Deidades), se deve a uma Batalha Mortal entre os Deidicos: para no final, o Deidico vencedor, torna a Deidade, em um Cyog, que decidirá o destino da Humanidade?

****

Amanhã o dia deve começa com neblina e a temperatura deve atingir em torno dos 35º, durante todo o dia. A noite pode ser abafada.
*
— Que mentira, é uma palhaçada esse negócio de previsão do tempo, isso sim.
— Você acha mesmo?
— Com certeza, viu como hoje foi quente?
— Sensação de cinquenta graus.
— Então, acha mesmo que amanhã vai esta diferente?
— ..?
—Esquece, eu vou dormi. — Daniel, um garoto moreno, nem muito claro nem muito escuro, se levanta do sofá e segue em direção ao seu quarto para dorme. Seu gênio forte dentro de casa o fazia parece impaciente, ignorante e insuportável -mediante as fatos realmente era isso e um pouco mais- e uma das muitas coisas que o incomodava nos jornais era justamente a previsão do clima.

*****

O sono de Daniel não foi nada tranquilo, a madrugada inteira ele sonhou com diversas mortes: todas suas. Primeiro sonha que dirigia uma lancha e sua parte traseira empinou derrubando-o do veiculo; em seguida sonha que o Mundo está acabando e conforme corria o chão caía em um profundo caos, seu corpo é parado por algo e uma quentura foi sentida em sua barriga, ao levar a mão ao local sente seus ossos para fora e um liquido escorrendo entre seus dedos e cintura abaixo, ao ergue sua mão na direção dos olhos Daniel acorda. Toda a madrugada foi assim, exceto no seu ultimo sonho: um corvo o olhava fixamente e não importa a onde Daniel ia o corvo estava lá, com seus olhos penetrantes, era realmente assustador, o pássaro parecia lhe vigiar, estuda-lo e espera o melhor momento para avançar em cima. Daniel decidi que vai chegar perto, afinal o que pode dá errado? O que um corvo pode fazer? Ele se aproximou com cautela e ligeiramente e antes de lhe toca o bico um estrondoso som lhe invade a cabeça.

Em um impulso e um alto berro ele, Daniel, fica sentado sobre a cama. Seus olhos permanecem fechados e sua face traz uma expressão de dor — embora não fosse o que sentia.

— Gostou? — Com um certo prazer em sua voz, um rapaz gordinho e de olhos cor-de-mel, pergunta.

— Daniel, o que foi? — Em um exagerado desespero de mãe, Maria invade o quarto indo até o filho, que imprensa as orelhas com a mão e o corpo curvado, quase tocando os joelhos.
— Mi-inha cabeça e-esta estou-estouran-uran-ando! —Havia levantado o rosto para olhar sua mãe, agora seus olhos verdes se abrem e as palavras saem com dificuldade, bastante dificuldade.
— Ele está de frescurinha. —Com uma voz desdenhosa e com um estala da boca o garoto de cabelos aparados, faz pouco caso de Daniel. enquanto Maria o olha sério, no instante que ela disse "Olha só..." Daniel soltou consecutivos "Ai", mostrando uma dor intensa.
— Daniel fala comigo... — Pede Maria enquanto tenta levanta a cabeça do garoto que retorna a abaixa — Quer ir ao médico? — A voz de Maria era de apreensão: ela não sabia o que estava acontecendo, estava com medo do que poderia ser, não sabia o que fazer, estava confusa. Mil coisas percorriam em sua mente e ao mesmo tempo nada nela habitava.
— Que médico o que, dê um remédio de dor para ele que passa. —Diz o outro garoto voltando a deita e se vira para o outro lado, com um sorriso cada minuto maior e estranho. Porém ele não havia contado da sua mãe perde a paciência.
Ele ria para si mesmo em seus pensamentos reveladores, mas eles se esvaem junto a um estalo que toma o cômodo por completo — Olha para mim Fernando, agora! — Mandou Maria ao lhe acerta a cinta.
— Que foi? — Fernando, o dono dos olhos cor-de-mel, possui uma voz irritada e embargada, talvez pela dor. Ele virar e fita a face da mãe, enquanto passa a mão no braço acertado.
— Que horas são isso? — Maria estava pronta para falar quando a indagação de Daniel lhe chegou aos ouvidos, sua voz estava como a de ontem (normal) e a dor parecia sumir, ao olhar para trás ela ver Daniel de pé caminhando em direção a porta.
Maria sai do quarto seguindo Daniel.
— Se pelo menos você tivesse tido a chance de se preparar como os outros! —disse Fernando ao saírem, ele se levantar e pega sua mochila abre a janela espanta um pássaro negro (corvo) e sai.
Daniel volta ao quarto e deita na cama e volta a dorme.

*****

As cinco e meia da manhã a história parece se repetir, em partes: Daniel acorda com um alto barulho, que não sabia dizer se vinha de dentro da sua cabeça ou se vinha adentrando por seus ouvidos, sua mãe novamente vem em desespero e o ampara; dessa vez Fernando não estava mais no quarto; Daniel volta a dormi.
E, novamente, as seis da manhã: ocorre o soar em sua cabeça — dessa vez ele consegui distingue de onde vem -, sua mãe insisti em leva-lo ao hospital, mas ele se trancou no banheiro e disse que não.
Deu seis e meia e ele ainda estava lá — durante esse tempo ele, escovou os dentes e tomou banho se enrolou na toalha -, saiu em direção ao quarto seguido por Maria.
— Eu não vou para o medico, faz meia hora que aconteceu e não voltou mais... — Argumentou Daniel entrando no seu quarto.
— Vai espera algo pior acontece, meu filho? —Não tem pena da sua mãe? Maria falava já em prantos.
Daniel pegou sua roupa, parou no meio do quarto se virando para sua mãe e disse:
— Se eu senti algo novamente nós vamos ao médico, ok?
— Mas meu filho para que esp... — Ela insistiu, mas ele a cortou:
— Ok mãe?
— Ta, como quiser, a vida é sua... — Assim ela saiu em direção a seu quarto: resmungando.
Daniel volta para o banheiro e põe a roupa na pia, novamente sua cabeça parece que vai estoura. Daniel trinca os dentes, senta no vaso com a tampa fechada e se encolhe, fechando os olhos e tentando conter um berro de dor — iniciou sete horas e foi até as sete e quinze.
Antes de sair do banheiro e seguir para o colégio, Daniel ver um corvo na sua janela, então o espanta e fecha o vidro.

*****

Ao chega no colégio, Daniel é avisado que o professor das primeiras aulas faltou — Ricardo de História das 7:30 às 9:10 -, então ele segue para trás da biblioteca.

A Biblioteca é uma construção separada do colégio, não é uma grande construção, mas possui bastante espaço: há diversas prateleiras de livros junto as paredes, alguns balcões espalhados pelo local, e um número significativo de mesas e cadeiras para alunos se sentarem. Atrás da biblioteca, o chão era de gramado, onde havia dois bancos de concretos, um de frente para outro, que dependendo de quem sentasse daria espaço para quatro pessoas em cada banco. Daniel senta em um deles e três garotas: Aline, Roberta e Lorena, sentam no outro.

— Perai que vou entregar este livro. —Disse Lorena tirando o livroMacunaímada mochila.

— Eu vou junto! —Roberta se levanta e vai para a biblioteca com Lorena.

— Posso te contar uma coisa? — Daniel pergunta se levantando do banco e ficando sentado.

Ela, Aline, acende com a cabeça, embora permaneça com os olhos grudados na tela do seu celular.

— É... — Daniel pensa no que fala, como explicar o que sentia, mas nada lhe vem em mente. Além do fato de não saber explicar tinha o fato dela o acha louco, maluco e esquisito, coisas que já é de se desconfiar.

— Fala logo. — Vocifera Aline impaciente; e quanto mais curiosa fica mais as coisas pioram. Seu gênio forte era e é mais intenso com Daniel; sua paciência se é nula; embora afirmasse que ele era o único e melhor amigo dela naquele colégio.

Daniel se encolhe, põe as mãos nos ouvidos e tenta segurar um berro de dor, Aline parece surpresa e quase sem pensar disse:

— Você é... — mas é interrompida pela súbita chegada das outras duas garotas.

— O que houve com ele? — Indaga Roberta.

Aline apenas chega para o lado, para as duas se sentarem e se mantém quieta. Logo o sinal toca, a primeira aula acabou e é só espera mais uma para chegar a aula de português.

— Vamos fica na sala? — Pergunta Daniel à Aline.

— Na sala deve está frio.

— Com esse calor?

— Nem está tanto assim.

— O pior é que esta, imagina que ontem a previsão do tempo previu 35º.

— Dan shiu. — Aline pega o seu celular e vai mexer, enquanto Dan — como Aline chama Daniel — fica quieta deitada.

— AHH! —Daniel dá um breve grito, levantando o tronco e ficando sentado.

— O que foi? — pergunta Lorena chegando, impedindo que Aline fale algo.

Daniel as olhá, uma de cada vez, pausando em cada rosto, uma pausa breve por fim dizendo:

— Nada, nada não!

— Ata Ok...

— Viemos chama vocês para subir. — Explica Lorena.

— Podem ir indo. — diz Aline. — Já vamos.
As duas vão na frente e por um breve momento os dois, Aline e Daniel, se encaram sem dizer uma única palavra, quietos um nos olhos do outro. Até que Aline o corta.
— Espero que nós dois jamais nos encontramos de novo...

Notas finais
Bem esse é o fim do primeiro capítulo.
Espero que tenham curtido!
Algum comentário? criticas?
...
É isso ai, até a próxima!