Eu não sou o hétero
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem ^^
O dia de John estava monotonamente chato, nada de novo, nada de interessante.
Perdeu o emprego após dormir com a filha do chefe, foi despejado do apartamento em que morava por falta de pagamento do aluguel, foi obrigado a voltar a morar com a mãe e não conseguia encontrar outro emprego, já que seu maravilhoso ex-patrão deu um jeitinho que queimar o filme de John com todas pessoas de seu círculo de amizade, o que era basicamente a cidade inteira.
-John? Querido? Telefone para você bebe. –Cassandra, mãe de John falou alto o suficiente para que o filho que estava trancado no quarto procurando nos classificados um emprego pudesse ouvir.
John estanhou a fala de sua mãe, quem ligaria para ele? Não era seu aniversário, então não poderia ser nenhum de seus parentes, a opção mais lógica seria a filha de seu chefe, ele nem ao menos sabia o nome dela, querendo repetir a dose.
O homem levantou-se e andou até a sala, onde sua mãe terminava de limpar a estante e pegou o aparelho telefônico das mãos cheias de calo de sua progenitora.
-Alô? –John atendeu, forçando a voz para parecer o mais sedutora possível.
-John Franco? –Uma voz masculina, quase robótica, perguntou tediosamente.
-Sim. –O rapaz respondeu receoso, definitivamente não era uma garota.
-Ficamos sabendo que está desempregado e decidimos lhe dar uma chance de emprego fácil. –A voz continuou roboticamente.
-O que? –O rapaz perguntou confuso, era algum tipo de pegadinha? Algum stalker obsessivo?
-Ficamos sabendo qu...-A voz tentou continuar mas logo foi cortada pela impaciência de John.
-Eu entendi o que disse. Quero que me diga quem é você. –John retrucou já nervoso, se fosse aquele seu ex-vizinho pestinha pregando uma peça nele, sem dúvidas ele perderia alguns dentes de leite.
-Meu nome é Magnus. Trabalho para a ANK. –A voz robótica respondeu e respirou profundamente.
-ANK? –John perguntou quase não acreditando, ANK é uma grande empresa televisa, conhecida pelos reliaty shows inusitados com prêmios altíssimos.
-Sim. –Magnus respondeu e se calou esperando mais perguntas, que não vieram por isso continuou. –Pretendemos estrear um reality show em dois meses e precisamos de participantes, e o senhor foi um dos 10 escolhidos.
-É sério? –John perguntou abrindo um sorriso, um reality show, sua grande chance de ficar rico.
-Sim. –A voz respondeu no mesmo tom que um adulto usa para falar com uma criança.
-Como chegaram até mim? –John prolongou a ligação, ele precisava ter certeza de que não era uma pegadinha de mal gosto arquitetada pelo seu ex-vizinho.
-Entramos em contato com diversas empresas, explicamos nosso programa e solicitamos que nos enviassem nomes de funcionários para que participassem e você foi indicado pelo senhor Blake. –Magnus respondeu enquanto lia uma folhinha com as informações de John.
Aquilo foi como um balde de água sobre a felicidade dele, obviamente era pegadinha. O seu chefe, o Senhor Blake, o odiava desde que John havia dormindo com a sua filha, era impossível que o mesmo o tivesse indicado para um reality show, onde ele corria o risco de se tornar rico.
-Deve haver algum engano. –John falou depois de suspirar, havia outro John que trabalhava no escritório, possivelmente o chefe havia se confundido e errado de John.
-Não senhor, tenho todos os seus requisitos aqui, não há enganos em nosso sistema. –Magnus respondeu automaticamente, afinal não era a primeira vez que dava um telefonema parecido com esse hoje.
-É você tem razão, não há engano nenhum. –John confirmou abrindo um sorriso maldoso, mesmo não sendo para ele esse reality sem dúvidas John entraria nele, venceria e por fim abriria uma empresa rival, fazendo seu antigo chefe ir a falência, um plano genial.
-Sei disso senhor. –Magnus respondeu e respirou fundo. –Senhor John há objetos de escrita próximos ao senhor?
-Não. –John respondeu automaticamente.
-Sugiro que providencie já que passarei agora as informações sobre a entrevista.
-O que? Que entrevista? –John perguntou confuso enquanto olhava em volta freneticamente atrás de um lápis ou uma caneta.
-O senhor foi indicado mas ainda não ganhou a vaga, realizaremos uma entrevista com todos os funcionários que foram indicados e por fim decidiremos os 10 que entraram no reality. –Magnus respondeu tediosamente, já a era vigésima vez que falava a mesma frase, essas pessoas eram tão inocentes a ponto de pensar que já tinha uma vaga?
-Certo, espere um momento. –John respondeu e largou o aparelho antes que Magnus pudesse responder.
John saiu correndo pela casa atrás de uma caneta, a correria toda chamou a atenção de sua mãe que largou o espanador e foi até o filho.
-O que acont.. –Tentou dizer mas foi cortado pelo filho afobado.
-Caneta. Onde? –John disse sacudindo sua mãe levemente pelos ombros.
-Em cima da mesa. –Cassandra apontou meio confusa para a escrivaninha no fundo do quarto de John.
-Obrigado. –Ele falou alegre e saiu correndo até a sala, pegando novamente o aparelho celular. –Pode continuar.
-Como eu dizia... A entrevista será realizada na quarta-feira, as 9:00 da manhã, no prédio da ANK. Venha antes do horário, vestido a rigor. Quando chegar ao prédio diga a secretária que participara da Ilha. –Magnus falou tediosamente, o homem já havia quase decorado esse texto.
-Traje a rigor...A ilha...? –John perguntou meio confuso, nunca havia ouvido falar desse programa.
-Sim senhor. –Magnus respondeu metodicamente. –Alguma dúvida?
-Nenhuma. –John respondeu tranquilamente enquanto analisava os rabiscos feios em seu antebraço.
-Sendo assim, tenha uma ótima semana Senhor. –Magnus respondeu e desligou o telefone antes que John pudesse responder.
John nem se importou com isso, tudo que conseguia fazer era sorrir. Ele era um cara que praticava exercícios frequentemente, tinha uma boa resistência e era esperto, ganhar um realityzinho seria fácil.
-Meu amor? Aconteceu algo? –Cassandra perguntou docemente ao filho que sorria para o nada.
-Aconteceu mãe, finalmente mamãe. –John respondeu alegre e correu para beijar a bochecha de sua mãe. –Papai voltara rastejando pedir desculpas.
Cassandra nem teve tempo de pedir o porquê, John já havia sumido, foi ao seu quarto procurar um terno, já que a entrevista não demoraria muito a acontecer.
Finalmente o sol havia se abrido para ele, John ficaria rico, tudo seria resolvido. Não importava qual seria o desafio, ele venceria, independentemente dos custo.
Notas finais
Até a próxima
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