Eu não devia estar aqui
16 Shut up, keep her screams to hell
Notas iniciais
Pov´s Abby
Estava trabalhando na minha vitima. Fiz o de sempre, primeiro alguns cortes superficiais, depois cortar alguns dedos, cortar os membros, e por fim jogar sal e álcool, e por fim queimar a vitima viva! Fácil!
O problema é quando a gente descobre que tinha uma pessoa na casa da vitima, e que essa pessoa estava acordada, e estava a ligar para a policia.
–Shut up, keep her screams to hell. — .Falei ao terminar de jogar alcool em cima da vitima, e logo em seguida eu ascendi o fosforo, observando-o entrar em combustão.
Quando terminei de fazer esse processo, eu ouvi alguns sussurros baixinhos vindos do quarto ao lado. Eu franzi a testa, indo de fininho até o quarto ao lado. Abri a porta, e fiquei surpresa ao constatar que tinha um segundo morador nessa casa, e que essa pessoa estava falando com a policia. Imediatamente eu joguei meu cutelo em direção desse infeliz, acertando em seu braço. Droga, era para eu ter conseguido decapita-lo!
O homem gritou, e em um rápido movimento, eu saltei, usando minha faca reserva para acertar em se coração e logo em seguida eu pisei em cima de seu celular. Eu suspirei, tirando a poeira, e juntando minhas coisas.
Quando eu pensei que o problema estava sendo resolvido, de repente eu ouço um barulho vindo do lado de fora. Eu olhei pela janela, luzes vermelhas e azuis brilhavam lá fora enquanto a sirene disparava. Merda, a policia!
Não! Eu não quero ir para a cadeia de novo! Por favor! Não!
– Saia da casa com as mãos a onde eu possa ver! – Gritou o policial – Se não nos atiraremos!
Eu comecei a me desesperar. Como eu vou fazer para sair dessa? Eu até poderia usar o Selo, mas provavelmente não daria tempo!
– Nos vamos atirar! – gritou o policial. Pois é... È isso. Não quero voltar para a cadeia de novo!- Vou contar até três...- gritou o policial. Eu era a única garota quando fui presa. – Um... – Dividir o banheiro com garotos é nojento. Teve uma vez que quase me estupraram! – Dois... – Sem falar na comida! Prefiro comer terra! — Três! – gritou o policial. Pois é... Adeus mundo!
– Cuidado! – Ouvi gritarem. Logo tudo passou em câmera lenta. Ao mesmo tempo em que as balas voavam em direção a casa (e provavelmente iria atravessar a parede e janela) meu corpo fora empurrado e pressionado contra o chão.
Quase fui acertada! Tinha alguém em cima de mim, que fora quem me salvara. Eu lhe encarei.
– Eyeless? – perguntei em um sussurro. Pude sentir que mesmo através da mascara, ele sorriu.
– Sempre sou eu quem tem que te salvar dessas, não é mesmo?- Ele perguntou. Senti minhas bochechas corarem – Vem... Melhor a gente sair logo daqui, antes que eles entrem na casa – Ele disse rolando para o lado ao sair de cima de mim. Eu até iria me levantar, mas ele fez um sinal para eu ficar abaixada.
– Acho que deve ter uma saída pelos fundo da casa – Murmurei. Ele assentiu. Nós dois fomos andando de cabeça baixa até a saída. Quando sai, pensei que poderia respirar aliviada, mas na hora, um policial nos viu, e nos dois tivemos que sair correndo.
– Vamos pegar um caminho pela floresta – Sugeri. Eyeless assentiu. Ele segurou a minha mão( è claro que eu corei) E logo ele começou a correr, em puxando junto. Nos entramos na floresta, com os policiais a nossa cola.
– Vou tentar fazer o selo – Disse Eyeless quando pensou que tínhamos despistado os policiais. Eu assenti, enquanto Eyeless deixava pingar algumas gotas de sangue no chão, e pronunciava os versos demoníacos e eu repetia o processo. Antes que ele terminasse, nós ouvimos falarem:
– Achei eles! – gritou um guarda. Olhei para Eyeless buscando ajuda, e percebi que o selo havia sido desfeito.
– Corre! – Ele disse segurando meu braço. E nos dois corremos o mais rápido possível. O problema é que... Na meio dessa correria, acabei pisando em uma pedra(uma pedra maldita filha da puta) E tropecei no chão.
– Ai! – eu gritei.
– O que foi? – Eyeless perguntou se ajoelhando ao meu lado.
– acho que machuquei o pé
– Consegue andar?
– Não sei... – Falei desapontada comigo mesma. Ele suspirou, e logo em seguida me pegou no colo.
– O-o q-que v-você está f-fazendo? – Perguntei corada.
– Planejando uma fuga! – Ele disse dando um riso. Eu assenti corada. Provavelmente foi minha culpa, por ter tropeçado, mas os policiais nos alcançaram, começaram a disparar usando as pistolas. Uma dessas passou pelo cintura de Eyeless... MEU EYELESS JACK!
Mesmo ferido, ele correu, me carregando no colo. Somente depois de algum tempo conseguimos despistar os policiais.
Nós paramos perto de um rio na floresta. Eyeless me colocou no colocou no chão, e logo se sentou ao meu lado, segurando no local ferido. Eu senti um enorme peso de culpa vindo em cima de mim igual a mil metralhadoras.
– Ho... Eyeless... – Falei engatinhando para mais perto – Desculpa... Isso é tudo culpa minha – Murmurei sentindo vontade de chorar, mas me segurei, do que adiantaria chorar? Só sei que estou com um puto peso na consciência por ter feito o garoto que eu amo se machucar!
– Não... – Ele disse arfando – Está tudo bem Abby – Ele falou tirando a mascara. Eu corei um pouco. Já o tinha visto sem mascara, mas somente uma vez. Ele possuía cabelos castanhos e uma pele pálida, quase cinzenta. Gente! Como ele é lindo!
Calma Abby... Calma... Tenha foco! Tenha foco!
– Está doendo? – Perguntei apontando para seu braço. Como eu queria me matar no momento! Que pergunta estupida! ELE LEVOU UM TIRO NO BRAÇO CARALHO! E CLARO QUE ESTA DOENDO! ANTA! Me repreendi mentalmente.
– Está doendo... – Ele disse franzindo o rosto em uma expressão de dor – Muito!
– E-Eu posso tentar ajudar... – Falei corada.
– Tudo bem “doutora” – Ele disse fazendo sinais de aspas nas mão – Então me ajuda aqui! Pois tá doendo para caralho!
– T-tudo bem... – Falei – Tire o moletom... – Falei corada.
– Por quê? – Ele perguntou levantando uma sobrancelha.
– Só tire! – Ordenei mais vermelha que um tomate. Ele somente assentiu, e tentou tirar o seu moletom. Percebi que tinha dificuldade. Eu corei ao perguntar: — Precisa de ajuda?
– Sim! Me ajuda aqui Abby! – Ele falou dando um gemido de dor. Eu assenti. Segurei na barra de seu moletom e o ajudei a retirar. Eu lhe fitei durante um segundo. DEUS! COMO ELE È GOSTOSO!
Engoli um seco.
– Espere um segundo! – Falei. Peguei a mochila em minhas costas e a abri – Cadê? Cadê? Cadê? Ca... Achei! – Falei. Ainda bem que eu sempre venho preparada, sempre trago um kit de primeiros socorros para casos como esse. Voltei para perto de Eyeless.
– Vai doer – Falei. Ele assentiu. Molhei um pano com álcool, e coloquei de vagar em cima da ferida (para limpar o local). Eyeless gemeu de dor.
– Desculpa – Falei de cabeça baixa...
– Não precisa se desculpar! Vai, continua, eu aguento! – Ele disse. Eu assenti. Lhe entreguei um pano.
– Se precisar gritar, coloque esse pano na frente da boca, sabe... Para não chamar atenção! – Avisei. Ele assentiu.
Por sorte a bala passou de raspão, pois se fosse o contrario as coisas teriam sido piores ainda. Depois de um tempo, muitos gritos de dor, eu finalmente consegui amenizar uns 80% da ferida.
–Obrigada Abby... – murmurou Eyeless quando acabei. Ele parecia meio acabado.
– Sinto muito Eyeless – Falei olhando para o céu. – Se não fosse por mim você não teria se machucado! – Falei fechando os olhos afastando as lágrimas. O irônico é que Eyeless, que levou um tiro, não derramou nenhuma lagrima, e sou eu quem está com vontade de chorar!
– Abby... – Ele disse colocando a mão em meu rosto. Eu abri os olhos para lhe encarar. – Não precisa ficar se culpando... Se eu não tivesse aparecido, você teria morrido, e teria sido bem pior do que eu levar um tiro!
– Acho que você tem razão! – Falei com um sorriso fraco.
– E você? Não tinha machucado o tornozelo? – Ele perguntou.
– Eu tinha deslocado o tornozelo – Corrigi – Mas já coloquei no lugar – Falei dando ombros. Ele deu uma risada.
– Que horas são? – Ele perguntou.
– Acho que já são umas dez da noite...
– Abby, faça o selo...
– Mas e você? – perguntei.
– Estou sem forças, mas vou ficar bem! Não se prenda por minha culpa!
– Não! – Exclamei – Eu nunca iria lhe deixar para trás! Ainda por porque fui eu quem lhe colocou nessa enrascada! – Falei segurando a sua mão. Ele me encarou um pouco corado, e logo em seguida eu corei também.
– Okay! Faça o que quiser! – Ele disse dando ombros e se deitando no chão. Eu suspirei, e me deitei ao seu lado.
– Eyeless... Eu ainda não cheguei a perguntar, mas o que estava fazendo ali quando eu fui pega? – perguntei lhe encarando.
– Estava matando em uma casa próxima, e então eu vi você, curioso, decidi observar um pouco – Ele disse dando ombros.
– Entendo... – Falei. Ficamos em silêncio durante uns minutos, quando de repente um barulho me chamou a atenção.
– O que foi isso? – perguntei me sentando, espantada.
– Fique calma... – Disse Eyeless corado – È que estou com fome... – Ele murmurou encarando o céu.
– Nossa... – Murmurei.
– Na minha mochila... – Ele disse apontando – Eu trouxe um lanchinho... Sabe, sempre fico com fome no meio da noite!
– Okay! – Falei pegando a sua mochila, e procurando o tal “lanche”. A única coisa que encontrei uma foi um pote branco, presumi que fosse isso. – Aqui está! – Falei jogando em seu colo.
– Obrigado! – Ele disse com um sorriso, e em seguida abrindo a vasilha. Eu lhe encarei incrédula.
– Órgãos? – Perguntei perplexa.
– O que foi? Que também? – Ele perguntou enquanto mordia um rim.
– Não obrigada... Sabe... Estou de dieta... – Falei inventando uma desculpa. Ele deu ombros.
Eu desviei o rosto, e logo o silêncio reinou novamente. Admito que eu esteja um pouco nervosa. Por quê? Bem, eu estou no meio da floresta, sozinha, com o garoto que gosto... E isso é um assunto de dar nervos!
– Hey Abby, pode colocar o pote de volta na mochila? – Perguntou Eyeless estendendo a vasilha para mim. Eu assenti, fazendo o que ele pediu.
Quando me virei para encara-lo de novo, notei que tinha sangue saindo de sua boca.
– Eyeless, tem um pouquinho de sangue escorrendo da sua boca... – Avisei.
– A onde? Aqui? – Ele perguntou tateando o local. Eu dei uma risadinha. Peguei um lenço em meu bolso, e me aproximei de Eyeless, limpando o local.
– Aqui... – Falei.
– Nossa... – ele disse dando uma risada – Vou me sentir como uma criança se você continuar cuidando de mim toda a hora!
– Você salvou minha vida- Falei sorrindo – E o mínimo que posso fazer e ajudar!
– Me sinto um bebezão! – Ele disse revirando os olhos.
– Awwwn neném... – falei brincando – Se precisar eu te dou comidinha na boca!
– Tudo bem! – Ele disse rindo – As vezes fico com preguiça de levantar o braço...
– Cantar canção de ninar para dormir...
– Se bem que estou com sono... – Ele disse bocejando. Eu ri.
– Então colocar para você assistir Discovery Kids!
– NÂO! – Ele disse dando um pulo – Tudo menos isso! – Ele disse desesperado – O bebê agora voltou a ser um adulto! – Ele disse rindo.
– Sei... – Falei em um tom de provocação – Então prove! – Falei levantando uma sobrancelha.
– Quer que eu prove?
– sim! – Falei rindo. Ele abriu um longo sorriso malicioso – Eyeless... Oq eu você está aprontand... – Antes de eu terminar de falar, ele segurou meus pulsos, e ficou em mima de mim. Nesse momento eu corei, como nunca corei na minha vida. Ele chegou bem perto... Perto até demais!
Seu rosto estava a centímetro perto do meu. Seu lábio roçou de leve no meu, e então eu fechei os olhos.
Esperei o beijo que não aconteceu. Na hora “H” ele desviou os lábios, e então sussurrou em minha orelha.
– Te peguei! – Ele disse rindo, e saindo de cima de mim. Eu ainda estava atordoada demais para raciocinar direito.
– F-foi uma p-pegadinha? – perguntei perplexa.
– Foi! – Disse ele ainda gargalhando. Nesse momento senti uma onde de fúria passar por mim. Foi uma pegadinha! Quando eu pensei que finalmente ele iria me beijar...
– IDIOTA!- eu gritei dando um tapa em sua face. Eu juntei minhas coisas, e me levantei.
– Ai! – Ele disse colocando a mão no local do tapa, que por acaso estava vermelho – Porque você fez isso?
– Olha... Eu vou indo, tá legal? Daqui a pouco a noite acaba, e ainda nem saciei minha fome por morte! Então tchau! – falei da maneira mais fria e grossa possível, e então logo eu me retirei do local.
Que idiota! Como ele pôde? Ele é um filho da puta! UM MERDA! UM BABACA! E lindo! Muito lindo! Droga! Eu não consigo odiá-lo! Eu nunca vou conseguir odiá-lo!
Mesmo que ele destrua meu coração com brincadeirinhas iguais a essa, eu vou continuar amando-o.
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