Eu não devia estar aqui
14 Bad Night For You
Notas iniciais
Pov´s Luck
Assim que a pequena Sally levou Claire para longe tivemos que fazer o selo do portal novamente. Há vários tipos de selos, mas o nosso é mais simples, o selo de nível um, que só pode ser usado uma vez, depois ele será destruído para sempre. A vantagem é que você pode fazer vários de uma vez. Um defeito, é que ele não alcança muito longe, você só pode usa-lo para ir a uma área dentro dos limites...
È um processo um tanto simples. Você tem que derramar algumas gotas de seu sangue no chão, recitar os versos demoníacos e pensar no local aonde você quer ir.
– Por Zalgo... – Falei no final. Os símbolos brilharam, e logo eu me vi em no local desejado. Sorri ao notar que a rua estava deserta, provavelmente todos estavam dormindo, e é com isso que eu contava!
Tirei as lâminas sombrias dos bolsos, e fui em direção à primeira casa. Entrei sorrateiramente pela janela. Havia uma garota dormindo profundamente na cama. Eu analisei pensando como eu vou mata-la. Já sei!
Peguei uma de minhas lâminas, as rocei de leve na madeira do armário, não para cortar, mas o suficiente para fazer barulho, provavelmente a vitima ouviu (como esperado) pois ela se remexeu na cama meio desconfortável.
Cheguei bem perto, e comecei a sussurrar.
– Acorde, enfrente-me... Tema a morte... Morra... – Eu sussurrei repetidas vezes em sua orelha usando minhas influências de Creepy para introduzir as palavras em sua mente, e já que ela está dormindo, consequentemente irá afetar em seu sonho.
Logo a mulher acordou espantada, mas eu havia me escondido dentro do armário.
– Que sonho estranho – Ela falou em voz alta. Pelo barulho que ela fez, deu para entender que ela se levantou. Eu sai de dentro do armário, silencio coo uma pena ao cair no chão. Eu a segui, sem que ela me percebesse. Ela entrou no banheiro, e se olhou no espelho, mas ao fazer isso me viu.
A mulher deu um enorme grito histérico e se virou para me encarar. Dei um sorriso e orelha a orelha. Gritos de horrores são como musica para os ouvidos. A puxei pelo cabelo para fora do banheiro e a joguei no chão de qualquer jeito.
Usei minha lâmina para fazer um corte em seu braço. Ela gritou de dor enquanto lágrimas desciam pela sua face. Eu sorri.
– Shhhh... Assim você irá acordar os outros... – Falei rindo. Ela gritou mais alto ainda.
– Nossa! Como você é barulhenta! – falei bufando. Peguei um lençol, e usei o pano para cobrir a boca dela.
– Melhorou! – Falei rindo histericamente. Levantei a minha lâmina e então sussurrei – Bad Night For You – Falei, e logo em seguida abaixei a faca enterrando em seu coração. Ela tentou gritar, mas é claro que não de certo, e logo em seguida morreu.
Sério, por mais que eu adorasse o horror e o medo nas expressões humanas, nunca consigo entender para que tanto drama! No final eles vão morrer de qualquer jeito, aliás, invés de ficar gritando e chorando, se bem que eles poderiam ter alguma ação!
Usei a manga do moletom para tirar um pouco de sengue que respingara em meu rosto.
– Vejo que teve um bom trabalho aí! – ouvi falarem. Me virei deparando-me com...
– Jane? – perguntei.
– Olá Luck – Ela disse com um sorriso amigável – Vejo que já matou um... – Ela observou.
– Pois é... – Falei tirando minha mascara, sério, ficar usando o tempo todo incomoda – E você, já matou alguém?
– Uns cinco, ou três... – Ela falou cotando nos dedos.
– Cinco? – Perguntei – Mas já?
– Sabe... – Ela disse dando ombros – Eu não gosto muito de torturar as pessoas. – Ela comentou. Eu lhe encarei.
– Hey... essa mascara... Você vive com ela, não incomoda? – perguntei. Ela sorriu.
– Bem... Essa mascara é como uma segunda pele, literalmente! Com o tempo, ao descobrir mais sobre magia e influência Creepy, eu consegui meio que fundir minha mascara com a pele... – Ela disse olhando para o teto – Foi um processo doloroso, mas valeu a pena, não incomoda tanto, e sem contar que nunca dava para demonstrar expressões faciais por trás da mascara...
– Entendo... – Murmurei. Ela me encarava com um sorriso. Por algum motivo eu corei – Bem... – Falei colocando minha mascara novamente – Melhor eu ir para a próxima casa, sabe... Se eu continuar nesse ritmo não vou nem conseguir concluir metade de minha lista até o final da noite – Falei indo em direção a janela.
– Tchau Luck! Te vejo mais tarde – Disse Jane, e logo em seguida eu pulei da janela, e fiz o selo novamente, para o lugar mais longe o possível.
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