Eu não Quero Você eu Preciso de Você
8 Entre o Amor e a Razão
Notas iniciais
Carly ficou em estado de choque, como Freddie sabia disso? A única pessoa que sabia era... Era... Sam. Ah Meu Deus Sam contou a ele.
- O que? Você ficou maluco? Perdeu o juízo foi? – Ela estava claramente mentindo- Eu nunca senti nada por você e você sabe disso! – Carly suava frio.
- Mais um motivo, para eu acreditar que sente! Desculpa-me Carly, mas agora que você vê que perdeu o garotinho que te amou tanto tempo, quer voltar atrás, odeio estar falando assim com você, mas eu pensei que a Sam era mais importante pra você do que qualquer ciúminho bobo!-
- E é, mas você não entende não estou com ciúmes, apenas não quero que você doe pra ela talvez não seja eficiente o bastante, você sempre foi tão fraquinho, não e mesmo? E a Sam tão forte, talvez ela precisasse de um sangue forte para satisfazer o organismo dela. — Carly estava rezando para que Freddie acreditasse na sua desculpa, que ela confessa que não foi nada boa. -
- Francamente, de todas as desculpas que já deu, essa é a pior, você nunca conseguiu dar desculpas, mas pensei que você fosse melhor um pouco. — Freddie estava agoniado, e estressado com Carly e suas atitudes.
- Ok, eu estou mesmo apaixonada por você eu confesso, mas eu amo a Sam, é ciúme eu sei, mas as atitudes que eu faço foram por amor!- Carly chorava.
- Amor? Pelo que eu saiba o amor não precisa prejudicar até a sua melhor amiga!- Freddie estava transbordando de raiva. – Cresce Carly. Cresce!-
O médico, que Freddie olhou em seu jaleco, com o nome de Dr. Steven Meggaer, interrompeu:
- Hãn, hãn, com licença, mas enquanto vocês discutem, só estão perdendo tempo, preciso do doador o mais rápido possível. –
***
Freddie doava sangue, a última visão de Carly que tivera, era saindo chorando da sala de espera. Ele não queria ser grosso com ela, mas perdeu a cabeça, pelo modo como Carly agiu ainda mais nas condições em que Sam se encontra.
Duas horas depois de ter doado sangue a Sam, ao Seul lado vê Sam despertando.
- Oi princesa Puckett- diz calmamente acariciando os cabelos de sua testa.
- O... Oi Freddie Nerd- dava um leve sorriso, depois de falhar ao tentar completar a sentença. – O que aconteceu comigo?- perguntava, sua voz estava baixa como se fizesse bastante esforço para falar, o que não era nenhuma surpresa para Freddie já que Sam havia sido atropelada.
- Um motorista sem noção quase passou por cima de você, mas pode deixar que o super Freddie Nerd irá entrar em ação. — Ele falava baixo, não queria falar alto com ela, do jeito que ela estava ele apenas queria deixa — lá calma e quieta. – Como você está se sentindo?- ele estava de pé de frente a ela, com o rosto bem próximo ao dela, e continuava a acariciar sua franja.
- Bem... Eu acho. Onde está Carly e os outros?-
Agora a única coisa pela qual Freddie lutava era por uma resposta, e urgente!
- Estão lá fora só deixam uma pessoa entrar, e todos entenderam que eu não queria me desgrudar um minuto só de você. – Deu um sorriso, e abaixou a cabeça, em seguida olhou nos fundos dos olhos azuis da Sam, e viu que seus olhos estavam cheios de lágrimas.
- O que foi Sam?- ele agora estava em desespero por dentro, mas não queria demonstrar, para não piorar as coisas.
- Ah, Freddie, agora eu me lembro de tudo, vendo você assim, do meu lado, e ah, sabendo que eu não posso tê-lo. — Agora ela chorava sem querer esconder, já que não conseguia mais.
- Ah, meu amor, e quem disse que não? Vamos fazer Carly concordar com isso, eu prometo, quero passar o resto de meus dias ao seu lado, ao lado do meu único amor verdadeiro. – E ele a beijou, em um beijo longo e suave, encostando os seu cílios nos molhados de Sam.
***
Carly olhou em seu relógio pequeno e dourado – de ouro, enviado por seu pai em uma missão que teve em Paris- e percebeu que já se passava mais de duas horas, quando saiu correndo feito uma louco da sala de espera. Ela ainda chorava, mas não havia como, tinha de enfrentar Freddie e os outros, pegou um guardanapo da mesa de refeições da lanchonete do hospital, enxugou os olhos, e foi andando ainda com o guardanapo na mão, caso ocorresse um imprevisto.
Ao chegar à entrada da sala de espera, deu uma olhada breve em toda a vasta sala de espera, que tanto a fez chorar, não viu Freddie, nenhum sinal de ninguém, e obviamente, muito menos viu Sam. Lembrou-se que havia cadeiras para que os familiares e amigos das vítimas esperassem, por notícias de seus entes queridos, enxugou os olhos mais uma vez, com o guardanapo que já virara trapo de tanto apertá-lo, e virou- se para as cadeiras, quando encontrou os olhos e sorrisos virados à ela de: Gibby, Spencer e de... Luke... Luke?
- Oi, surpreso em me ver?- ele a olhou com uns olhos famintos, e cheios de malícia assim como seu enorme sorriso que surgia.
Carly ficou ali parada olhando para aquele garoto lindamente insuportável durante breves e intermináveis segundos, olhou aqueles olhos profundamente escuros, e seus enormes dentes brancos que surgiam em seu sorriso, também bonito, e não encontrou palavra, até que a expressão de Luke já começava à mudar.
Notas finais
Bjoos até a próxima!
Fale com o autor