Eu no CHB
13 Encontro básico com o rei do Olimpo
Notas iniciais
POV/ Bia
Caminhamos em direção ao prédio e fomos ao elevador. Chegando lá, falei para o homem gorducho com roupa de porteiro:
– Sexcentésimo andar, por favor – não me admira como é estranho essa frase sair da minha boca. Ele apertou uma série de botões, o que fez com que um botão vermelho surgisse. O porteiro o apertou e disparamos em velocidade sônica, o que fez nós quatro termos que nos segurarmos nas paredes escorregadias.
– Pronto senhorita – disse o porteiro. As portas se abriram e eu me deparei com uma das cenas mais bonitas que já vi na minha vida.
No meio do ar, cercado de nuvens, estava situado um palácio mil vezes maior que qualquer existente na face da terra. Ligando o elevador aos jardins – repletos de árvores grandes, oliveiras, flores, trigo um lago, bancos de mármore verde, frutas – que ficavam ao redor do palácio havia uma passarela de tijolos de ouro, assim como no livro – e filme – o mágico de Oz. Guardas de pedra como circundavam todo o caminho com laças e escudos.
Caminhamos nós quatro, tensos mais que tudo em direção ao Olimpo, esperando que não fossemos fritos antes mesmo de subir os degraus. Eu realmente estou precisando de es-pa-ço-pes-so-al.
– Agora é a hora – disse Lety quando subíamos os degraus para entrar na grande mansão da Zeusa Poderosa.
As grandes portas de mármore foram abertas, e nos deparamos com um salão gigantesco com diversos tronos de madeira, plantas, nuvens e até água. Apenas um deles estava ocupado por um homem razoavelmente velho, vestido com roupas tipicamente gregas e uma pose de “ sou o rei, nada mais, nada menos” .
– Ora, ora, ora – disse ele com uma voz grave que fez vibrar minha caixa torácica – os filhos dos ladrões vinheram devolver o que me foi roubado?
O sangue ferveu em minhas veias e não me conti : — não chame meu Pai de ladrão, seu, seu... – fui apenas interrompida pela mão forte de Erik em meu ombro. Eu estava prestes a insultar o rei dos Deuses. – Trouxemos sua inestimável coroa, vossa majestade – disse entre os dentes.
– Que bom. Pelo menos eles foram dignos de mandar suas rélis crias me devolverem o que me é de direito.
– Para sua informação – disse Lety, agora era a vez dela ficar irritada – foi apenas por amor que Hermes fez isso, e seu filho Apolo apenas teve compaixão suficiente para ajudar – ela pegou a coroa, e jogou pelos ares em direção a Zeus. Faltando poucos centímetros, para a jóia atingir o chão, ele a pegou.
– Que ousadia! – exclamou Zeus – Não seja por isso. Antes mesmo desse insulto, eu já havia preparado uma surpresinha para vocês. Que seja o que as parcas quiserem.
Assim que ele falou essas palavras, me senti fraca, e desmaiei, caindo...na areia quente?
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Acordei com o sol escaldante no meu rosto, e reparei que eu estava numa praia, mais exatamente em uma ilha. Me sentei meio tonta, e vi que a ilha era tão pequena que podíamos ver o outro lado, e reparei também que os outros estavam acordando.
– mas que diabos – exclamou Ian – Zeus pregou uma peça na gente.
– Como vamos sair daqui? – questionou Erik, me ajudando a levantar. A cada dia estávamos mais próximos, e era como se uma corda invisível nos ligasse.
– Com certeza não vai ser fácil – disse Lety olhando para o mar, e só aí entendi o porquê.
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