Eu no CHB
5 Conhecendo um lobisomem pov bia
Notas iniciais
POV/ Bia
Me senti constrangida de encontrar minha irmã e o filho de apolo naquele momento. Mas pra descontrair segui com minhas piadinhas.
Deixando isso de lado, segui com Ian e Lety para a frente do chalé, onde Clara devia estar nos esperando. Chegando lá me surpreendo ao ver que Clara, Quíron e Travis estão conversando, e que Travis está com uma mochila.
Chegando mais perto, Clara se aproxima para falar com nos 3.
– Gente, eu não vou com vocês – me surpreendo um pouco com o comentário.
– Mas tem que ser três filhos de Hermes! E agora meus deuses? – falo exclamando.
– Eu e Travis conversamos com Quíron. – responde ela calmamente – Nós vamos trocar de lugar. Travis é mais experiente, e tem alguma coisa dentro de mim que diz que ele TEM que ir nessa missão.
– Então o Travis vai, e você fica? – pergunta Lety, enquanto abraça Clara – por mim tudo bem, adoro o Travis, e acho que vai ser mais seguro pra você ficar aqui no camp.
Nos abraçamos e fomos em direção a Travis, que nos recebeu com um sorriso maníaco.
– Então mano, onde estão nossas belezinhas? – digo
– Falando nisso, como vamos viajar – pergunta Lety curiosa, enquanto caminhamos pela floresta até o Bunker 9.
– Docinho, — diz Travis – nunca andou de moto?
Ele abre a porta do Bunker, e nos deparamos com nossas duas motos. A minha é preta e a dele é azul metálica. A mãe de Travis e Connor deram essas motos a eles, quando os gêmeos completaram 16 anos. A moto preta é de Connor, mas ele sempre me deixou usar para visitar minha outra família.
Lety estava tão confusa que resolvi perguntar:
– O que foi mana?
– É que eu não me acostumei ainda – responde ela – no Brasil só podemos dirigir com 18.
– Que doidera – diz Ian – mais como você tá com a gente, vai poder até tomar um drink, apesar de ter só 15.
Montamos nas motos e abrimos caminho em direção ao norte pela rodovia. Segundo Rachel, esse é o caminho. Lety está comigo, e Connor com Ian. Continuamos a caminho sem descanso até mais ou menos uma da tarde, e resolvemos parar num barzinho de beira de estrada, almoçar e ver o que iremos fazer.
Já no lugar, pedimos o mesmo para todos, cheeseburger, batata frita e milk-shake. Nos sentamos em uma mesa redonda no canto e começamos a conversar.
– Bem, todos nós temos dracmas – começa Ian – alguém tem dollars?
Colocamos todo o nosso dinheiro na mesa, o que dá cerca de 200 dollars, e alguns cents. Comparamos também armas, água, comida, ambrosia e néctar, enfim, tudo que temos menos roupas.
– Afinal, o que estamos procurando, que temos que entregar a Zeus? – pergunta Lety enquanto enrola uma mexa do cabelo.
– Algo que Hermes e Apolo roubaram – digo – algo de valor para o rei dos Deuses.
– Tipo o quê? – reclama ela enchendo a boca de batata frita.
– Acho que eles não roubariam o raio. Pode ter sido o cetro ou a coroa. Ninguém toca muito nesse assunto, mas Zeus tem um cetro e uma coroa. Os dois de ouro maciço, cheios de joias. Agora resta saber porquê nossos pais resolveram fazer essa treta toda.
– Aí o bicho pega – responde Ian chateado.
Terminamos de comer em silêncio, e depois do lanche, vou retocar o batom. Voltamos para nossas motos e continuamos em alta velocidade pela estrada.
A sensação de dirigir um veículo tão potente quanto uma BMW, é fascinante. O tempo fechou, e está caindo uma garoa relaxante. A alta velocidade faz um som assustador, o vento uiva como mil cigarras zunindo ao seu redor, e tem também os som das rodas no asfalto. A adrenalina no meu sangue faz com que eu prefira andar a mais de 100km/h sem capacete e com apenas um óculos de motociclista, o que nesse momento me faz a pessoa mais feliz do universo. A moto aquece meu corpo, enquanto a chuva esfria minha alma. A parte do meu cabelo que não esta colada no meu rosto, está voando, provavelmente na cara de Lety. A chuva está fazendo minhas roupas ficarem coladas, e meus coturnos ficarem cheios de água. Rio, pois não há sensação mais maravilhosa que andar de moto na chuva. Lety também ri atrás de mim, experimentando a adrenalina adentrar nas veias e explodir em pequenas gotas no cérebro. Travis e Ian olham admirados para nossos rostos, e acabam sorrindo também. Por tras do capacete, Travis fala:
– Vamos entrar ali na frente – ele quase grita para que sua voz se sobressaia á chuva – adentrar na mata e acampar.
Sigo seu conselho, e dobro á esquerda em alguns metros a frente. Diminuímos a velocidade, e paramos num lugar repleto de árvores altas que barram um pouco a chuva. Descemos da moto, e eu reparo que enquanto Lety tira o capacete e solta os cabelos, Ian parece babar, vendo as roupas coladas por causa da chuva. Sorrio irônica.
– Travis, Ian, vão procurar lenha seca, precisamos de uma fogueira. Eu e Lety vãos arrumar isso aqui.
Quando eles se vão pergunto:
– Gostou de andar de moto?
– Mais do que gosto de respirar – ela responde, e nós rimos. – Foi muito divertido. Acho que da próxima vez vou sem capacete, mas espero que você prenda o cabelo. Engoli metade
Eu rio enquanto ela faz um círculo de pedras mais ou menos no meio do local, e eu tiro alguns sacos de dormir das mochilas.
– Divertido foi ver o Ian babando, enquanto você seduzava sacudindo os cabelos com essas roupas coladas. – ela cora e eu rio.
– Somos só amigos – ela diz – por enquanto – aí que caímos na gargalhada, e chegamos a chorar de rir.
Depois que os garotos voltaram, colocamos alguns tocos ao redor da fogueira, e a acendemos. Espetamos marshmallows em gravetos e colocamos para assar.
– Vamos cantar? – diz Lety animada. Ian puxa do pescoço um colar em forma de violão. Ele aperta em algum lugar e o pingente cresce até o tamanho normal.
– Quem vai começar?
Encaro Travis, e ele acena um sim, enquanto tentamos lembrar da música que uma vez cantamos juntos na fogueira do Camp, a uns anos atrás.
– Sabe tocar Here Comes Forever, da banda R5?
– Claro – responde Ian
– Eu AMO de paixão essa banda, posso cantar junto – diz Lety, quase implorando.
– Tá, tá, no refrão.
Respiro fundo e começo:
Bia: I'm like that boom box outside of your window
I'm that De Lorean blowing past 88
And where we're going girl,
Won't be needing roads 'cause,
Oo oo oo oo
This ain't no 50 first dates.
Travis: I'm talking 'bout starting out as friends
I'm talking 'bout real and not pretend
I'm talking 'bout roles of a life time
You and I can even write the end
Yeaaaaah
Os três: Here comes that movie scene
One you hate so cliche
That moment when we kissed
By the lake, pouring rain
I ain't no superman
But I can change your world
Ooooooo
Here comes forever, girl
Ooooooo
Here comes forever
Ooooooo
Here comes forever, girl
Travis:This ain't no remake of a Romeo story
Ain't no werewolf trying to steal you away
I'll be your a-list, be the man on the moon 'cause
Oo oo oo oo
Me and you outta space
Bia:I'm talking 'bout starting out as friends
I'm talking 'bout real and not pretend
I'm talking 'bout roles of a life time
You and I can even write the end
Yeaaaaah
Os três: Here comes that movie scene
One you hate so cliche
That moment when we kissed
By the lake, pouring rain
I ain't no superman
But I can change your world
Ooooooo
Here comes forever, girl
Na Na Na Na Na Na [7x]
Lety:Let's go home together
Ian:Play our roles forever
Lety e Ian:Let's grow old together
Here comes
Here comes
Here comes forever, baby...
Bia e Travis: Here comes that movie scene
One you hate so cliche
That moment when we kissed
By the lake, pouring rain
I ain't no superman
But I can change your world
Oo oo oo oo
Here comes forever, girl
Oo oo oo oo
Here comes forever
Oo oo oo oo
Here comes forever, girl
Lety: (Forever and ever and ever and ever)
Here comes forever, girl
Depois de terminarmos a música, passamos alguns segundos em silêncio, respirando, e contemplando como as nossas vozes combinavam juntas. Depois de jantar marshmallows, nos deitamos em nossos sacos de dormir, e apagamos. Pelo menos eu apaguei no instante em que meu corpo relaxou sobre o fino colchonete.
# # # #
Acordo de madrugada com o som de passos pesado. Assim que me sento, vejo cerca de quinze olhos caninos nos encarando. Eu sei que algo vai acontecer, e minha única reação é gritar:
– Lobos! – assim que essa única palavra gritada sai da minha boca, um lobo branco salta sobre mim, e eu me esquivo com a espada. Os outros já estão num caos. Cerca de três lobos para cada um de nós. Dois deles continuam parados na mata junto com um par de olhos igualmente canino, mas na altura de olhos humanos. – Parem! Eles não querem machucar, tem alguém ali. Fiquem parados! – eu sigo meus próprios conselhos, e deixo que um lobo castanho fique sobre meu tórax, um outro prende minhas pernas, e mais um rosna próximo do meu ouvido.
No instante que meus amigos param, e se contentam em serem aprisionados por lobos, o sujeito e outros dois lobos prateados saem da mata.
E meus deuses, que cara! Ou o sujeito era alto pra caramba, ou era meu ponto de vista. A primeira coisa que vi foram as botas de caminhada, pretas com elos dourados, e que emendavam com uma calça jeans verde escura com rasgos nos joelhos. Me assustei quando reparei que o cinto era feito de ossos de dedos, e me arrepiei dos dedos dos pés até a ponta do fio mais longo de cabelo. O arrepio piorou quando reparei que o cara estava sem camisa, e seu tórax bronzeado era tão definido que me dava vontade de tocar para ver se era real. O rosto era de um Deus, a cor acobreada, acentuava os olhos verdes expressivos, a barba por fazer e o cabelo estilo “soldado” dava um toque de “homem mais velho” impressionante. Mas o que me assustava era a semelhança com os lobos. O olhar canino, feroz e o sorriso sedutor com presas me deixavam cada vez mais caidinha pelo meu vilão.
– Eu sou Erik – disse ele com um sotaque francês encantador – filho bastardo do deus dos lobos, Lícaon. Vim ajudar vocês a se salvarem da ira de Zeus. Ele amaldiçoou meu pai, e eu quero ajudar os que desejam provar que o rei dos deuses está errado. – ele começou a se aproximar de mim – seria essa sua líder? – ele falou enquanto afastava os lobos ao meu redor, e me ajudou a levantar, colando nossos corpos. Seu cheiro de menta e cachorro molhado me deixava tonta.
– Ei! Es. Pa. Ço. Pes. So. Al. – disse enfatizando cada sílaba, agindo na defensiva, enquanto afastava meu rosto do pescoço dele, apesar que a vontade era ficar ali para sempre. O corpo dele emanava calor, e seu cheiro ainda me deixava tonta.
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