Eu no CHB
11 Batalha parte 2, e conhecendo meu sogro.
Notas iniciais
POV/Lety
Assim que descemos aquelas malditas escadas me senti sufocada. A escuridão pressionava meus pulmões mais do que uma das minhas costelas quebradas. A minha salvação era que Ian, que vinha logo ao meu lado, emanava um pouco de luz por causa dos poderes de Apolo.
– Isso daqui deve ser uma parte do labirinto de Dédalo – disse bia – escuro, frio e surpreendentemente cheio de monstros.
– Espero que Hazel e Nico tenham convencido Hades a não agir a favor de Zeus – digo, me lembrando que recebemos uma MI (mensagem de Iris) dos dois herdeiros de Hades dizendo que tentariam conversar com o pai.
Assim que terminei de falar, saímos do corredor e entramos em um tipo de galpão, ou templo onde o ar era pesado, e ao longe podia ser visto um pedestal de vidro com uma coroa de ouro em cima que continha um cristal – que guardava algum tipo de líquido – verde no centro, adornado de diamantes tão pequenos quanto formigas.
Mas não era só isso. Aquele lugar devia ser um santuário para Hades e Peséfone. As paredes eram cobertas de ossos Humanos e flores, – algumas secas, outras ainda semi vivas – haviam tochas com fogo azul crepitante a cada três metros.
– Lugarzinho macabro... – murmurou Erik.
Caminhamos vagarosamente mais para o centro do local, e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram. Imediatamente peguei a adaga da bainha, lembrando momentaneamente de Lucy e Steve. Nos dispomos um de costas pro outro, formando uma cruz de semideuses tensos.
Comecei a ver movimentos na escuridão, e a cada segundo mais um. Senti o chão tremer, e como a uns minutos antes, imediatamente soube o que estava acontecendo: os esqueletos e ossos estava se soltando das paredes e formando corpos.
– Corram para a coroa! – eu gritei, o pedestal estava a uns 15 metros de nós, e eu comecei a correr.
Depois que eu gritei não consegui ver o que a galera fez. Na minha frente surgiram de repente 3 esqueletos com pedaços afiados de raiz seca.
Voltei a lembrar de Lucy, e foi isso que me fez ignorar a dor e a falta de ar e começar a lutar. O esqueleto que estava na minha frente passou a raiz de raspão pelo meu braço e eu senti um leve ardor, mas nem dei tempo para o esqueleto me acertar novamente: dei uma cotovelada na criatura e o transformei em pó. O outro esqueleto vinha para cima de mim, e começamos a desferir golpes afiados e precisos, e eu tive tempo de reparar que a raiz afiada escorria uma gosma alaranjada da ponta. Esse esqueleto lutava muito bem para ser feito de ossos, em compensação estava sem cérebro, e eu o peguei e um momento desprevenido, e o transformei em pó. Antes que eu pudesse matar o terceiro que se aproximava, senti passar de raspão um focinho gelado na minha nuca, e quando dei uma olhada rápida para trás, reparei que era Erik que havia matado um esqueleto. Depois o agradeceria com certeza.
Depois de alguns minutos consegui matar mais três esqueletos, e como não havia mais nenhum por perto, fui olhar meus amigos. Bia esfaqueava o último, Ian lançava as últimas bolinhas radioativas, e Erik o ajudava. Assim que acabamos, exaustos, e fomos nos aproximar da coroa, ouvimos um barulho assustador de terra se soltando, e ossos se juntando. Dois esqueletos gigantes haviam se soltado da parede, e corriam em direção a Ian. Ele olhou para mim brevemente e voltou a se concentrar, e foi ai que eu entendi e comecei a correr para a coroa.
Bia, que estava mais próxima pegou a coroa se arriscando a perder os dedos, e a jogou para mim. Assim que toquei no ouro senti minha matéria começar a ser sugada, mas antes disso vi os esqueletos se jogares sobre Ian, e ele explodir em uma bola de luz e radiação.
Poucos segundos depois eu estava em um quarto enorme, com paredes claras e várias lâmpadas fosforescentes. Vi Bia sendo levantada por Erik, e avistei Ian no lado oposto. Corri para ele sobre o grosso tapete bege, e me ajoelhei próximo a sua cabeça.
– Sweet sun? – perguntei preocupada
– Tudo explodiu – respondeu ele tossindo poeira com uma cara de orgulhoso – Eu brilhei não foi?
– Idiota. – disse sorrindo.
Foi aí que eu reparei dois homens – um bastante alto com a pele bronzeada, e cabelos lisos curtos e loiros, barba rala, uns 22 anos, terno branco, camisa de listras e um allstars: e um com uns 35 ano, cabelo castanho na altura da orelha e com fios azuis ao invés de brancos, jaqueta de couro, calça Jeans, allstars e um cajado com cobras – ao lado de uma cama onde uma mulher já com uns 50 anos jazia fraca e pálida.
– Finalmente – falou o loiro com uma voz angelical.
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