Eu no CHB
1 A chegada, e fazendo amigos
Notas iniciais
Depois de ser chamada para ter meu livro – sobre três heróis — transformado em filme pela Marvel, eu e minha mãe recebemos passagens para Los Angeles, para poder ajudar os produtores a escolher o elenco, os cenários e tal. Pensei que a minha primeira viagem pra os States seria simples, e uma nova aventura. Ao chegar lá, depois da minha reunião na Marvel, minha mãe veio conversar comigo
- Letícia, tenho que te contar uma coisa.
- O quê mãe?
- Você não é filha do seu pai – eu fiquei surpresa e depois comecei a imaginar se eu teria uma história como a dos meus livros prediletos – Você é filha de um Deus Grego, e eu vou leva-la até Long Island, onde você irá para o acampamento meio-sangue.
Ela fez uma cara de como se estivesse arrependida, mas eu falei
- Mãe, você não poderia ter feito coisa melhor. Esse sempre foi o meu sonho, e agora vou poder realiza-lo
Hoje nós estamos a caminho do CHB, e eu estou louca para chegar, e conhecer gente como eu. Estamos em uma estrada, de carro, e minha mãe vai voltar para nossa terra natal logo adiante.
- Mãe, me deixa aqui, vou caminhar pela floresta, espero que a localização do CHB seja real.
- Vou sentir sua falta. Mas daqui a seis meses eu volto para te buscar.
Ela parou o carro, descemos. Ela me abraçou e me beijou, e eu comecei a andar. Graças a Deus, minha roupa é confortável. Camiseta de alça, jaqueta Jeans, short Jeans e all star cano longo. As mechas azuis do meu cabelo curto castanho quase sumiam sobre a minha mochila tão azul quanto.
Depois de uns 500 metros andando devagar e bebendo água, alcancei um portal bege com letras desbotadas escritas Camp Half-blood, e fiquei maravilhada. Praticamente toda a minha vida eu quis ir pra aquele lugar e conhecer aquelas pessoas. Passei devagar pelo portal, e enxerguei. Várias pessoas, o velho pinheiro de Thalia, a Colina Meio-sangue... tudo tão... familiar. Liguei o aparelho que o pessoal da Marvel me deu que de algum modo traduz tanto o que falamos, quanto o que ouvimos.
Avistei um centauro com camisa colorida, e observando os campistas, e me aproximei.
- Senhor – ele me olhou, sorridente – eu sou uma semideusa, minha mãe me trouxe até aqui. O seu nome é Quíron, não?
Ele acenou com a cabeça, confirmando, e começou a olhar surpreso para o topo da minha cabeça. Eu olhei também e reparei que tinha uma aljava e um arco cor de bronze flutuando. Aquilo não estava ali, estava?????
Eu levantei minhas mãos e peguei. Tinha um bilhete preso com um clips na aljava, e eu li em voz alta.
- Desculpe ignorar-te por tanto tempo, querida. Eu tenho muitos filhos, mas não ia esquecer da filha da mulher que mais amei. Um presente do papai, beijos, Hermes.
Eu era filha de Hermes. Agora faz sentido porquê eu me atraia em roubar e pregar peças. Por eu ser um pouco temperamental e enérgica, e por gostar de comprar coisas na internet. E também me faz compreender aquele homem que eu sempre vi: quando eu tinha 5,e caí do escorregador, ele me levantou, e me deu um pirulito. Quando eu perdi meu celular, e ele me trouxe de volta. Tudo, toda a minha vida ele estava por perto.
- Me acompanhe querida.
Eu acompanhei ele até a casa grande, e ele me explicou algumas poucas regras e me mandou procurar Grover Underwood.
Eu saí da casa grande contente em ir conhecer o Grover, o sátiro do Percy e da Annabeth, mas não o encontrei e quando estava admirando os chalés a procura do de hermes, me esbarrei em um garoto e quase caí.
- Opa! Cuidado garota. – disse ele me ajudando a manter o equilíbrio. O garoto era forte loiro, e tinha olhos azuis expressivos. Era poucos centímetros mais alto que eu, e bastante branquelo. – Você é nova aqui. Quer ajuda pra encontrar seu chalé? Filha de quem?
- Você deveria saber, — respondi – sendo que eu já roubei sua carteira, a chave do seu... baú talvez, e amarrei os seus cadarços.- expliquei enquanto testava meus poderes de filha de Hermes.
-Vai devolvendo – disse ele pegando as coisas da minha mão, e se abaixando para amarrar os cadarços – filha de Hermes. Meu nome é Ian, sou filho de Apolo. Vou te levar ao Connor, ele vai te adorar.
- Lety. O meu nome é Letícia, mais lety eh melhor.
Eu acompanhei Ian até um chalé marrom, cheio de bugingangas penduradas e coisas esquisitas. Um garoto tava na porta e Ian disse
- É aqui que eu saio. Tchau Lety, até o jantar.
- Tchau – disse a Ian – e oi – disse ao tal Connor – eu sou sua nova irmã, Lety.
# # #
Connor é um cara legal, e muito engraçado. Me roubou umas três vezes até me apresentar ao seu irmão gêmeo, Travis. Travis me mostrou o chalé, sendo um pouco mais gentil e empolgado. O chalé tinha várias mesas e portas secretas que davam para outros quartos. Descemos á uma escada para o subterrâneo, e entramos por uma porta atrás de um quadro. E travis falou
- Bia, essa é Lety, nossa nova irmã. Ela vai ficar aqui com você.
- Tudo ok, Travis, tava mesmo precisando de algúem pra conversar.
O quarto era um pouco mais espaçoso que os outros beliches ocupados por tantos filhos de Hermes. Em um canto tinha uma escrivaninha, e uma estante com gibis e cds. Do outro lado, perto de onde a garota estava tinha uma porta, que supostamente era um banheiro e de cada lado do quarto tinha uma cama. Em uma das camas, havia uma garota morena, com cabelos ondulados, e um sorriso simpático.
- Olá Lety. Meu nome é Beatriz Guedes, mas todo mundo me chama de Bia. Seja bem vinda ao caos. – eu ri, porque o lugar era um caos mesmo.
- Oi Bia, — disse colocando minha mochila sobre minha cama, e indo até ela – Meu nome é Letícia Santos, mais me chamam de Lety.
- Você não é dos States! Eu te conheço, — disse ela se levantando e tirando um livro da estante, o meu livro – você é a autora desse aqui, e veio pra Los Angeles conhecer os estúdios da Marvel e tals né? Mais se acalme, eu não sou uma fã grudenta.
- É isso mesmo. Tem alguma coisa pra comer aqui? To morta de fome.
- E você acha que eu não roubo comida dos estoques? – disse ela me passando um pote de nutela, e comento de outro. – Acho que vamos ser boas amigas. Vai tomar um banho, nestante é o jantar, e a hora de fazer a rodinha na fogueira.
- Eu vou mesmo. Passei o dia todo pra encontrar o Camp.
Abri minha mochila, peguei a camisa do acampamento que Quíron havia me dado, peguei um short preto desfiado, um laço de lantejoulas preto e meus velhos all star cinza de desbotado. Entrei na portinha do quarto que dava para um banheiro, tomei um banho quente, vesti minha roupa, calcei meu tênis, e saí pra pegar minha escova e passar um batom. Bia estava com a camisa do CHB, havia feito um trança de lado, e colocado uma bermuda justa. Eu prendi uma mecha do meu cabelo com o laço, passei um batom vinho e saímos daquele chalé.
O jantar foi ótimo, e eu avistei Percy, Annabeth, Piper, Jason e outros semideuses que eu já tinha ouvido falar nos livros. Comi um acarajé com uma caneca de café puro, o que me lembra minha mãe, e ofereci o resto a Hermes. Depois nos juntamos ao redor de uma fogueira enorme, e Quíron começou a falar.
- Semideuses, hoje recebemos mais um de nós, a filha de Hermes, Lety. – Ele apontou para mim, e eu me levantei pronta para fazer o que havíamos combinado. – Ela é brasileira, e vai tocar uma música para a gente.
Eu fui até perto da fogueira e peguei um violão de uma garota de Apolo, sentei em um banquinho e respirei fundo. Todos me olhavam, e eu comecei a tocar e cantar
Lety: Tão natural quanto a luz do dia
Mas que preguiça boa,
Me deixa aqui à toa,
Hoje ninguém vai estragar meu dia,
Só vou gastar energia pra beijar sua boca
Fica comigo então, não me abandona não
Nessa, Ian se levantou, se aproximou e começou a cantar junto:
Ian: Alguém te perguntou como é que foi seu dia
Lety: Uma palavra amiga, Ian: uma noticia boa
Ambos: Isso faz falta no dia a dia
A gente nunca sabe quem são essas pessoas
Lety: Eu só queria te lembrar,
Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós
Eu estava errado e você não tem que me perdoar
Ian: Mas também quero te mostrar,
Que existe um lado bom nessa história:
Tudo o que ainda temos à compartilhar,
E viver, Lety: e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, Ian: vadiar,
O que importa é nossa alegria
Vamos viver, Lety: e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, Ian: vadiar,
O que importa é nossa alegria
Ambos: Tão natural quanto a luz do dia
Nós terminamos nosso dueto, e todos aplaudiram. Bia na plateia ficava fazendo sinal de coração, e eu dei o dedo do meio a ela, rindo. Eu levante, dei o violão ao garoto, e Ian me abraçou.
- Você canta bem. – disse ele sussurrando.
- Obrigada, e eu não sabia que você cantava em português. E eu só cantei bem porque você me pagou. – falei correndo em direção a Bia com uma nota de 5 dollars que eu tinha roubado dele.
- Ele só falta babar por você – disse ela me entregando uma lata de kuat – e você canta mais que uma filha de Apolo. Linda voz
- Obrigada, bia. E eu acho que não tem só um garoto babando por aqui. – Apontei para um loiro, com sobrancelhas grossas que olhava admirado para Bia. – Quem é o sobrancelhas-de-taturana?
- Kaio. Ele corre atrás de mim faz uns dois anos. Filho de Hefesto. Um mala.
De repente, uma loira aparece perto de mim, e quando reparo, estou ao lado de Annabeth Chase. Meu Deus e Meus Deuses.
- Oi Bia – bia acenou, e foi conversar com outra garota que estava com Annabeth, talvez Piper – Oi Lety. Você canta bem, mas eu vi que seu transferidor de idioma ta dando uns probleminhas. Quer ajuda?
- Eu queria alguma coisa que fizesse com que vocês ouvissem inglês e eu português quando cada um falasse.
- Se você não se importar de ser cobaia de uma poção que eu fiz, passa no chalé de Atena amanhã.
Eu concordei, e voltei junto com bia para o chalé de Hermes, e vestimos nossos pijamas e nos deitamos em nossas camas, pois amanhã haveria caça a bandeira.
- Bia, ainda tá acordada?
- Humhum. Diga.
- Você acha mesmo que o Ian pode sentir algo por mim?
- Talvez. Converse com a Piper, ela manja desses paranauês.
- E você acha que eu vou me sair bem amanhã na caça?
- Com esse arco? Não sou só eu que fiquei com inveja do presente que Hermes te deu querida. Você vai divar.
Eu ri, e acabei adormecendo um sono sem sonhos, e com apenas pensamentos sobre minha nova vida.
Fale com o autor