Eu não vou desistir
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Espero que gostem.
Naquele momento Elena deveria estar chorando, acabando-se em lágrimas, mas estas não surgiam em seus olhos.
Ela olhava para seus pais, dentro dos dois belos caixões de madeira, muito bem feitos, o de sua mãe era de uma cor clara, puxado pro dourado, ja a do seu pai, era um marrom terra todo trabalhado. Eles estavam sendo velados ma capela próxima a casa de Elena, e esta, não sairá de perto dos caixões nem se quer uma vez desde que eles haviam chegado. Ela tinha plena ciência que seus pais estavam mortos, mas queria passar o maior tempo ali, ao lado deles. Margareth estava dormindo no colo de Damon, e Jeremy estava quieto em um canto. As palavras de sua avó ecoavam em sua mente, ela deixara bem claro que queria a guarda de Jeremy e Margareth, pouco se importando com o que Elena queria ou até mesmo com o que ela faria de sua vida. Mas, Elena não deixaria dos irmãos. Jeremy e Margareth eram tudo em sua vida, principalmente agora que perdera seus pais. Porém, ela tinha certeza que a probabilidade de ela conseguir a guarda deles era quase nula. Ela tinha um trabalho e ganhava razoavelmente bem, seu salário seria o suficiente para manter-se e a seus irmãos, mas, que juiz daria a guarda de um adolescente de 14 anos e de uma criança de 4 a uma jovem de 18 anos? Por mais que fosse o membro mais próximo da família, ela sabia que em sã consciência nenhum juiz daria a ela a guarda, mas, imaginar ficar longe dos irmãos, não, não era suportável para ela. Faria todo o possível e o impossível para ter a guarda deles. Desviou um pouco da atenção de seus pais, desejando que eles, estivem ali, estivessem com eles, assim ela não teria que se afastar de seus irmaos, não estaria chorando, e nada daquilo estaria acontecendo. Um pouco afastado, ela vira Damon colocar Margareth sob um sofá do local e se aproximar dela. Jeremy cochilava encostado a sua tia Anastácia, e esta era a única que parecia entender o que se passava com Elena e o quanto ela queria ficar com os irmãos. – Você precisa descansar Elena. — Damon disse baixo quase num sussurro.– Não dá Damon. Eu não posso deixar meus pais... — ela disse tocando a mão gélida de seu pai. – Eu sei minha querida, mas, ver você assim, está acabando comigo. — ele disse tocando na mão dela. Ela virou -se e abraçou Damon apertadamente. – Eu só queria que eles estivessem aqui, eu queria pegar na mão deles uma ultima vez Damon. Eu queria ver meu pai brigar com Jeremy ou minha mãe vestir Margareth como uma princesa. — Ela disse chorando, ensopando a camisa de Damon. – Eu sei Elena, eu sei... — ele disse afagando seus cabelos, detestava ver Elena naquele estado, mas ele não poderia fazer nada para mudar aquilo. A morte é a única coisa que ninguém pode reverter, a única coisa que ninguém quer que aconteça, principalmente com quem amamos, e é a única dor que nunca, nunca acaba. Elena ficou abraçada com Damon durante todo o velório e até o sepultamento. Quando chegou a hora de enterrarem seus pais, ela ficou com Jeremy que chorava muito e Margareth, que não entendia muito o que acontecia, então ficava apenas repetindo: "tchau papai, tchau mamãe". Aquele momento, fora sem dúvidas, o mais difícil para Elena. Parece que até aquela hora, as coisas ainda não eram muito reais, parecia que seus pais iam se levantar e leva-los para casa. Mas, quando os caixões desceram a terra, parecia que a ficha finalmente tinha caído, seus pais nunca mais iam voltar.Após o enterro Elena fora com sua familia para casa. Estava até desidratada de tanto que havia chorado. Colocou Margareth para dormir, e fora para sala onde toda a familia estava. Sentou-se ao lado de Jeremy e ficou abraçada a ele. – Amanhã cedo, quero que vá para minha casa Jeremy. Você e Margareth. — A Sra Gilbert começou. — Não quero que prolonguem esse sofrimento nesta casa. Elena olhou-a incrédula. Nunca tivera a avó dos sonhos, mas aquilo era demais. – Vovó eu não quero ir. Quero ficar com Elena. — Jeremy disse.– Você não tem que querer Jeremy. Você vai e pronto. — a velha disse irritada. – Se Jeremy não quer ir, ele não vai. — Elena disse com a voz firme. — Nem ele nem Margareth. Você não tem o direito de tira-los da casa l de foram criados. — concluiu.– Eu sou a avó deles. Eu tenho autoridade e direito sim sobre meus netos. Eles não podem ficar com você, que nem idade tem.– A não? Que eu saiba, ontem eu completei a maioridade vovó, e se a senhora quer ficar com eles, procure um advogado. Quando a senhora conseguir, na justiça, a guarda deles ai a senhora pode leva-los, enquanto isso, eles são meus irmãos e vão ficar comigo. — Ele disse quase gritando. A angustia tomava conta de seu coração. Como em uma hora dessas a sua avó podia ser tão egoísta? – Ora ora, a menininha agora amadureceu? — a velha disse com deboche — Você não pode me desrespeitar assim. – Ah, posso, posso sim. Aliás, saia desta casa! Saia agora! — Elena gritou. — Você não vai tirar meus irmãos de mim! — Berrou. A velha levantou-se e saiu da casa, não antes de soltar sua ultima ameaça: – Eu saio, mas você não vai ficar com essas crianças por muito tempo Elena. Não vai mesmo! — então ela saiu acompanhada da filha, Anastácia, que estava em choque com a reação da sobrinha. Assim que a porta se fechou, com uma certa força, Elena pôs se a chorar.
– Elena, ela não vai tirar a gente de perto de você. — Jeremy disse tentando conforta-la, mas Elena sabia que provavelmente ela iria. – Elena, amanhã chamarei o melhor advogado do meu pai, e ele vai nos ajudar. Você vai ficar com seus irmaos, acredite. – Damon, qual a chance disso? Eu tenho apenas 18 anos, meus irmãos precisam de uma estabilidade no lar, eu sou apenas assistente na empresa e... — Elena não conseguia mais falar.– Elena, você é a irmã. É o membro mais próximo da familia deles. Margareth é quase sua filha, você mais do que ninguém sabe o que fazer pra ela se acalmar, sabe quando ela está doente ou fazendo birra. Quando ela não consegue dormir, pro quarto de quem ela sempre ia? — ele perguntou a ela, prendendo uma mecha de seu cabelo atrás de suas orelhas.– Pro meu quarto. — ela disse entre soluços. – Quem sempre leva Jeremy pra escola ou vai assistir aos seus treinos de futebol? — ele continuou.– Meus pais sempre saiam cedo pro trabalho, e chegavam após o treino dele. – Está vendo? Você mais do que ninguém conhece seus irmãos. Nem mesmo seus pais passavam tanto tempo com eles. Tenho certeza que o juiz ou seja quem for a quem sua avó recorrer a guarda, vai levar isso em consideração. — ele disse e puxou-a para um abraço. — Se acalme, tudo ficará bem, eu garanto. — Ele disse e deu-lhe um beijo em sua cabeça.
Notas finais
Por favor, comentem. É importante para mim!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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