Eu não te perdi, eu me encontrei!
9 Você nunca foi o meu bumerangue!
Notas iniciais
Eu te amei.
Amei tanto que esqueci como me amar,
Me entreguei de corpo e alma,
Já era tarde para escapar.
Eu me odiei,
Coloquei a culpa toda sobre mim,
Todas as vezes que você me afastou, pra depois voltar.
Achei que fosse meu bumerangue,
Achei que fosse eu quem te lançava para fora,
Por que apesar de tudo eu nunca soube te dizer:
"Eu te amo".
Estive no escuro por muito tempo pra conseguir dizer que te amava.
Mas eu demonstrava, demonstrava tudo o que minha garganta não me permitia dizer.
Lá no fundo eu sabia que você me manipulava, mas eu deixava.
Eu gostava de estar com você,
Por isso eu me calava.
Deixar seu "eu te amo" me convencer
Mas ao contrário de mim,
Você só falava!
Nunca demonstrou o amor que dizia ter.
Eu dizia que estava bem,
Porque você nunca estava bem!
Então, eu curava a sua dor,
Enquanto você me adoecia.
Eu achava que se eu fosse fraca perto de você
Me acharia dramática ou até mesmo, problemática.
E eu engolia tudo sozinha pra te manter feliz e longe da minha escuridão.
Eu carregava as suas dores e as minhas,
Fazia de tudo pra estar disponível pra você,
Tudo pra descobrir que você me usava,
Me achava muito nova e inexperiente.
Eu voltei a me amar,
consegui me libertar de você
Quando eu descobri que nunca te amei.
Amei a sua versão que eu criei.
A pessoa que eu acreditei que você era,
Sumiu!
Mas eu nunca deixei de amá-la.
Te deixar, foi a decisão mais difícil que já tomei,
Também foi a mais necessária,
Doeu muito...
...ainda dói!
A dor nunca some, ela se camufla!
Adaptamos a dor para sobrevivermos com ela,
Somos como os camaleões,
Nos modificados sempre que necessário.
— Você nunca foi o meu bumerangue.
Vitória Silva
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