Eu não te perdi, eu me encontrei!
4 Amor bumerangue
Notas iniciais
Tem dias que estou tão mal, baixo astral!
E você chega assim tão zen,
Como em dias de sol,
Com um relevo que embasa em seu olhar...
Me faz tão bem!
Noite de aurora,
É tua alma meu amor,
Tu chegas e sais,
Mas sempre volta com o mesmo calor...
...Calor que me aquece em corpo e alma,
Reveste meus sentimentos de dentro para fora,
Cada dia com um gole a mais,
Então eu bebo da tua água,
Água doce que me faz acatar tudo em ti.
Mas tu amor, és um abismo sem fim,
Tu és manhã de neblina,
A qual caminho todos os dias,
Mas parece que nunca a vi,
Sem saber qual direção seguir.
E mesmo eu sendo do avesso
Te fazendo de ioiô,
Tu me amas com tua essência,
A qual eu não mereço!
Fim de tarde e a maré está fria
Você diz ir embora,
Mas volta com a mesma alegria,
De momentos antes daquela hora.
Dono da minha embriaguez e
Tristeza das vezes que te lanço para fora.
E eu quase morro de saudades,
Com teu abandono forçado pela minha estupidez...
Mas tu voltas me abraçando,
Com tua beleza elegante e o toque suave da sua timidez,
Eu toda solta e arrogante,
E mesmo sem merecer,
Tu és amor, o meu bumerangue.
Teu perfume Chipre,
Que me aquece no frio e
Refresca minha fúria nos dias turbulentos.
Não sumas de novo,
De repente o vento muda e tu perde a direção,
E restará em mim, apenas uma recordação,
Deste amor bumerangue.
Te lanço de novo com minhas incertezas, e tu volta trazendo
O equilíbrio deste amor remanescente,
Me amando sempre com clareza.
— Vitória Silva
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