Eu não devia estar aqui
34 Na biblioteca!
Notas iniciais
*Pov´s Shadowlim
Estava na biblioteca. Sinceramente, eu gosto de vir aqui quando não tem
ninguém, ficar um pouco sozinha e ler um bom livro. Eu gosto bastante.
Mas... As coisas não são tão boas quando a gente encontra um idiota no
meio da biblioteca. E esse idiota se chama Masky!
No início, eu ne, percebi a presença dele, estava olhando as prateleiras
dos livros, procurando algum que me chame a atenção, quando de repente, eu
o ouço falando atrás de mim.
– Ei! – Ele gritou. Eu não me assustei, mas me virei para encara-lo – O que
está fazendo aqui? – Perguntou. Eu lhe encarei.
– Estou procurando um livro para ler, agora... Poderia parar de me
incomodar? – perguntei com um sorriso irônico, e então logo desviando o
rosto e voltando os olhos para as prateleiras – E aliás – falei sem lhe
encarar – o que você está fazendo aqui? Você não é o tipo de pessoa que eu
vejo indo em uma biblioteca!
– Estava jogando videogame com o Ben no computador.
– Os dois são retardados e irritantes! Não é à toa que se dão bem! – falei
com bastante ironia enquanto pegava um livro da estante e ia andando até a
mesa, ignorando Masky.
– Você é uma garota muito difícil – resmungou falando um palavrão bem
baixinho.
– E desde quando sou fácil? – Perguntei levantando uma sobrancelha e
cruzando os braços e lhe encarando. Ele deu uma risada seca.
– E desde quando você não é? – Perguntou com um sorriso sacana. Eu lhe
lancei um olhar venenoso.
– Olha, eu não estou aqui para brigar, idiota! Só quero ler meu livro em
paz e pronto! – falei em um rosnado.
– Claro – Disse com ironia – Até porque eu quem estou sempre de mau humor!
– Eu não estou sempre de mau humor! – sibilei rangendo os dentes e me
levantando.
– Quem disse que eu me referi a você? – Disse com um sorriso maldoso. Okay,
ele está pegando pesado.
– Então estava falado de quem? – retruquei com ironia. Ele me fitou, por alguns segundos
– De ninguém... Sua besta! — disse me lançando um olhar venenoso
– Seu babaca! — Falei furiosa.
– Bipolar
– Retardado!
– Mimada
– Pervertido
– Isso eu sou mesmo... — disse com um sorriso convencido.
– ARGH! — Gritei frustada — Eu te odeio seu idiota! Eu tenho vontade de te dar uns tapas e... — Antes que eu terminasse o que estava falando... Ele fez algo surpreendente...
De repente Masky segura meu rosto com as mão e me beija.
Minha primeira reação foi ficar parada, tentando assimilar o que estava acontecendo... Porque... QUE MERDA E ESSA?
Mas então... Por incrível que pareça, eu retribui. Sério... O filho da puta beija bem para caralho!
Passei os braços em volta de seu pescoço, trazendo-o para mais perto. Ele me empurrou contra a mesa da biblioteca de uma maneira que eu me sentasse na mesma.
Encaixei minhas pernas em volta de seu quadril, um ato quase que automático.
Era um beijo quente, selvagem e excitante... Eu podia sentir sua língua ferozmente contra a minha.
Senti suas mãos entrando dentro de minha blusa. Nesse momento, foi como um choque térmico, finalmente notei o que estávamos fazendo.
Eu rapidamente lhe empurrei para longe.
– MASKY! — eu gritei corada — O que foi isso?
– Um beijo — Disse com sarcasmo — Não vai me dizer que nunca beijou...
– Claro que eu já beijei antes, seu retardado! — vociferei — Mas porque de repente você me beijou?
– Não sei — declarou passando a mão no cabelo — Você estava gritando comigo, eu queria te mandar tomar no cu e falar a boca, e então eu senti vontade de ter beijar — Disse dando ombros.
– Isso nem teve sentido! — Declarei cruzando os braço.
– Olha... Voce está vermelha... — Disse com um sorriso sacana.
– Meu Zalgo... Da para parar de me provocar? — pedi com raiva.
– Nunca! — ele declarou colocando as mãos em meu quadril e me puxando para perto. Eu enrubesci.
– O que está fazendo? — perguntei levantando uma sobrancelha.
– Te beijando de novo! — Avisou aproximando o rosto do meu, mas eu coloquei a mão na frente.
– Nada disso! — gritei — A gente se odeia!
– Eu sei — falou dando uma risadinha — Eu quero ao mesmo tempo de dar um para na cara... E ao mesmo tempo te pegar loucamente!
– Isso nem teve sentido — falei.
– Você que isso tanto quanto eu, ne? — perguntou levantando uma sobrancelha.
– Lógico que sim! — falei lhe puxando pela camisa e lhe beijando.
Ele pareceu meio surpreso com minha iniciativa, mas logo retribuiu, empurrando-me contra uma estante e prendendo minhas coxas em seu quadro.
Nossas línguas se encontravam, em um beijo extremamente quente, selvagem... Quase meio brutal... Parecia um tipo de fogo dentro de mim.
Senti suas mãos entrarem dentro de minha blusa novamente, mas dessa vez eu deixei. Seu toque quente contra minha pele fria me dez estremecer.
Tivemos que nos separar um segundo pela falta de ar, mas nem por isso ele parou.
Ele desviou os lábios dos meus, e começou a beijar meu pescoço, arrancando-me alguns suspiros.
Suas mãos subiram dentro de minha blusa, até chegar em meus peitos, em cima de meu sutiã, e apertar.
Eu arfei. Ele começou a apalpar o local, apertando e massageando. Mordi o lábio tentando conter um gemido.
– Parece que que alguém está gostando — Masky comentou roçando os lábios em minha orelha. Eu engoli um seco e lhe encarei.
– Somente parece? — perguntei — Achei que estava bastante visível! — falei com ironia.
– Você adora ser irônica... Não e mesmo? — perguntou dando uma mordidinha sensual em minha orelha.
– Sempre — falei com ironia, e então logo pressionei meus lábios aos seus novamente.
Eu pude sentir uma pequena "elevação" nas calças de Masky roçando em minha intimidade.
Eu sorri contra o beijo, enquanto eu rebolava contra sua excitação. Masky arfou sem separar nosso beijo, e então soltou um gemido.
Eu continuei a rebolar, e a me mexer contra sua ereção enquanto Masky soltava alguns gemidos abafados pelo beijo.
– V-Você está tentando me provocar? — ele falou entre os gemidos.
– Talvez — respondi com um sorriso irônico.
– Saiba que eu também sei fazer esse jogo — Ele sussurou em minha orelha, e então desceu uma trilha de beijos pelo meu pescoço. Eu mordi o labio.
Antes que pudéssemos terminar o que fazíamos... A porta do biblioteca foi aberta.
Eu e Masky nos distanciamos rapidamente, e encaramos a pessoa que tinha entrado na biblioteca.
Lá estava ele, corado e perplexo.
Hoodie.
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