Notas iniciais
Olá pessoal, sejam bem-vindos. Escrevi este capítulo com muito carinho, espero que apreciem. Agradeço à todos que leem, acompanham ou cometam a minha história, especialmente aos que comentaram o último capítulo: "Bella Black Solace", "Hermione Potter 112", "CatrinaEvans", , "Maylaila Black", "sakurita1544", "Taw", "haynny", "Gabi Rollins", "paz Salvatore Mikaeson", "Marvelly kristaynhei Vangtury". Beijos!!!

Snape apenas dera um pequeno sorriso à Harry, fazendo o garoto ficar confuso. Harry pensava que depois de falar tudo o que tinha feito, o homem jamais olharia em seu rosto novamente, e lá estava ele sorrindo.

–Por que o senhor está sorrindo? Eu acabei de confessar que roubei as respostas da prova e passei para alguém e apenas sorrir?

–Desculpe, deve ser frustrante para você me ver assim, mas a verdade é que estou cansado.

–Cansado? Mas cansado de quê?

–De ser sempre o professor rígido, o qual ninguém pode chegar perto por medo. Pode não parecer, mas eu não fico satisfeito em ver que os alunos passam bem longe de mim nos corredores ou que vivem falando mal de mim pelas costas.

–Ninguém fala mal do senhor pelas costas -disse Harry um pouco envergonhado, pois sabia que aquilo era verdade.

–Você não precisa mentir para mim. Eu sei o que os alunos falam, inclusive você.

–Eu? Mas eu nunca falei mal do senhor pelas costas -falou nervoso, pois sabia que aquilo tinha um certo fundo de verdade.

–É mesmo? O senhor não lembra de ter falado no corredor há alguns meses que eu parecia um morcego esvoaçante passando pelo corredor?

–Eu... bom... eu... Bom, como o senhor disse, eu falei pelas costas e o que falei pelas costas é pra ficar pelas costas. Mas, enfim, por que então o senhor está sorrindo?

–Pela sua atitude, Harry.

–Minha atitude? Também não precisa debochar.

–Mas eu não estou debochando de você. Meu sorriso é de alegria e satisfação.

–Satisfação por eu fazer tudo que é de errado no mundo? Quebrei um montante de regras da escola, isso não é o maior sonho de um pai.

–Aposto que o professor Dumbledore lhe contou toda a minha ficha pessoal, não foi?

–Algo do tipo -respondeu Harry sorrindo.

–Então deve saber que era de grande satisfação dos outros alunos fazer chacota de mim?

–É, aposto que isso não era nem um pouco legal. No meu primeiro ano, alguns alunos também mexiam comigo, como o Draco, aliás, ele ainda tem muita implicância.

–É, mas você tem o senhor Weasley e e a senhorita Granger ao seu lado. O fato de serem apenas dois, não faz a amizade menos verdadeira. Tanto é que diversas vezes vocês quase foram expulsos por tentar proteger uns aos outros. Quando eu era criança, sofri muito e então descobri que viria para Hogwarts, uma escola cheia de bruxos da minha idade e fiquei super animado, pois tive esperança de encontrar alguém com que eu pudesse contar sempre. Mas quando cheguei, apenas sofri mais do que sofria em casa.

–Poxa... -disse Harry surpreso-, eu não saberia viver sem meus amigos.

–Sempre tive sonho de ter um melhor amigo, mas nunca tive. Todos os aniversários, todos os natais, qualquer feriado..., ninguém para lembrar. Um simples bom dia de um amigo já bastaria. Estava sorrindo, pois acho muito bonito a amizade que você tem com seus amigos e que eles tem por você, a ponto de arriscar ser suspenso ou até ser expulso para ajudar o senhor Weasley.

Harry olhou para Snape surpreso. Sempre teve a impressão de que o homem era daquele jeito, sem amigos, simplesmente porque queria, jamais imaginara que isso aconteceu porque ninguém quis a sua amizade. Sentiu naquele momento profunda tristeza, pois se imaginou sem seus amigos por perto, seria como sua vida antes com os tios, onde ninguém lembrava-se dele e então conheceu Rony e Hermione. Não gostava nem de pensar sua vida longe dos dois.

–Eu sinto muito -disse Harry.

–Tudo bem, essas coisas acontecem.

–Então eu estou encrencado ou não?

–Não, não está, nem você nem nenhum de seus amigos estão em apuros.

–Mesmo? -disse Harry com os olhos arregalados, tamanha a sua alegria.- Mas o que os outros alunos vão pensar? Acho que vão ficar falando que o senhor aliviou o meu castigo só porque sou seu filho.

–Eu não me importo com o que os outros alunos dizem. Só devo satisfações à Dumbledore e ele sabe que o único motivo de seu amigo está fazendo aquela prova, foi porque fui severamente injusto com ele por causa de problemas pessoais, então nada mais justo que eu o libere de qualquer castigo.

–Poxa, eu nem sei o que dizer, jamais pensei que o senhor pudesse fazer isso por alguém, muito obrigada -falou sorrindo.

–Bom, agora tenho uma reunião com o diretor. Mais tarde me acompanha à loja de doces que tanto gosta? Pode comer o que você quiser.

–Claro, vou adorar! -Harry respondeu radiante.

–Então, até mais tarde -disse acariciando a cabeça do filho e saindo da sala.

Harry foi até a sala comunal da Grifinória, onde encontrou os gêmeos, Rony e Hermione conversando. Mal entrou e já foi dizendo o que Snape lhe dissera, como uma metralhadora, fazendo com que Rony tirasse um enorme peso de suas costas, pois a prova que fizera, independente da nota, não tiraria mais pontos de sua casa.

–Ai que alívio, Harry -falou o ruivo mais novo.- Mas sabe que até acho que fiz uma boa prova.

–Muito estranho -disse Fred.- Snape fazendo uma ação bondosa? Estou cheirando algo errado vindo por aí.

–E lá vem ele com a teoria de conspiração -disse Jorge revirando os olhos.

–É, deve ser besteira, é que de tanta bronca que levei do Snape, fiquei meio encasquetado com ele.

–Mas não é pra menos -falou Hermione-, o tanto que você aprontou, até Dumbledore não tolerou.

–E Snape só era injusto comigo porque pensou que Tiago fosse meu pai, que sempre batia nele e de certa forma roubou a mulher que ele amava.

–Você ainda o chama pelo sobrenome? Nunca vai chamá-lo de pai? -observou Jorge.

Naquele momento, apareceu uma nuvem de dúvidas na cabeça de Harry. Já tinha se esquecido que chamava o homem pelo sobrenome, é que chamara-o tanto assim, que já tinha se acostumado.

–Eu... não sei -respondeu dando de ombros-, nunca pensei em como chamá-lo.

–Por que você não tenta aos poucos, Harry? -sugeriu Hermione.- Hoje ele não vai levar você para a loja de doces? Então? Lá você o chama de pai.

–Pra você é fácil falar, não é Hermione? Se seu pai deixasse de ser seu pai, e tivesse de chamar um estranho de pai, conseguiria?

–No meu caso, meu pai me criou. Independente de descobrir que ele não seria sangue do meu sangue, continuaria o chamando de pai. Com você é diferente. Nunca teve um pai de verdade, apenas a lembranças de um e lembre-se de que Snape não tinha conhecimento sobre você.

–Tem razão -Harry falou suspirando.- Mas é que é tão difícil chamá-lo de pai no pensamento, ainda mais em voz alta. Eu sei que é besteira, mas sinto um pouco de constrangimento. Não por ele, mas por mim, é muito esquisito.

–Nunca vai saber se não tentar -disse Rony.

–Hoje quando estiverem sentados comendo -começou Fred-, você o chama de pai como quem não quer nada. Vai por mim, Snape é mais constrangido do que você no aspecto sentimento, garanto que ele não vai falar nada.

–Acho que posso tentar -disse Harry, um pouco nervoso.

Mais tarde naquele dia, Harry se encontrou com Snape ainda no castelo e juntos foram para a loja de doces que o garoto tanto apreciava. Na mesa em que os dois sentaram, estava um montante de chocolates e sorvete, que Harry comia tudo de uma vez só.

–O senhor não gosta? -perguntou Harry ao ver que Snape apenas o observava comer, sem colocar nenhuma gostosura na boca.

–Eu não aprecio muito doces.

–Como não? -indagou Harry chocado ao ouvir aquilo.- Todo mundo ama doces, é muito gostoso! Quando eu crescer e tiver a minha própria casa, vou comprar uma geladeira só pra colocar doces e outras guloseimas -disse fazendo Snape sorrir.

–Você diz isso agora, mas infelizmente quando crescemos, perdemos um pouco da magia das coisas. Eu amava chocolate e sonhava em quando crescer comprar todos os das lojas, então cresci e meu sonho foi embora. Quando viramos adultos, começamos a ver defeitos nos outros, começamos a mentir..., ser adulto é tão complicado, aproveite enquanto ainda é criança.

–É, realmente, vocês adultos fazem as coisas parecerem mais complicadas do que elas realmente são. Mas talvez o senhor possa voltar a gostar, basta experimentar -disse estirando uma colher com um pouco de sorvete de chocolate com calda até a boca de Snape, que logo se esquivou.- Anda, experimenta só um pouco.

–Tudo bem -falou tomando o sorvete.

–O que achou? Estava bom ou ruim? -perguntou Harry sorrindo.

–Péssimo! -Snape respondeu fazendo uma careta de quem realmente detestou o que comeu.

–Não é nada! O senhor que não tem bom gosto para comida.

Harry estava feliz em estar no lugar que mais gostava, com uma pessoa que menos esperava, mas estava gostando muito de tê-la em sua companhia. De repente, lembrou-se de sua conversa com os amigos mais cedo sobre chamar Snape de pai, então sua expressão se voltou para agonia, mas não de tristeza, e sim de nevosismo. O que ele diria se eu o chamasse de pai? -pensou.

–Então, vamos? -disse Snape se levantando, sendo logo acompanhado por Harry, ambos saindo da loja e caminhando pelas ruas, que estavam cobertas de neve.

–Acho que vou na casa do Hagrid pa..., pa... -disse Harry tentando chamar o homem de pai, mas a palavra parecia não estar querendo sair de sua boca.

–"Pa" o quê? -indagou Snape estranhando o garoto gaguejar.

Harry olhou para os lados, tentou falar, mas nenhum som saía de sua boca.

–Para para visitá-lo -Harry disse fechando os olhos decepcionado, pois a palavra que tanto queria falar não saíra de sua boca.

–Tá então, mas volte logo, pois está bastante frio aqui fora.

–Tudo bem, pa... -disse Harry travando novamente em chamar Snape de pai.

–O que foi? -disse Snape notando que o garoto estava fando estranho.

–Pato! -disse Harry.

–Pato? -disse Snape sem entender o que aquilo deveria significar.

–É, o Hagrid está criando um pato e me convidou para vê-lo -Harry falou coçando a cabeça envergonhado.

–Hagrid continua tão estranho como o de costume, não?

–É... -respondeu desanimado.

–Pois eu tenho que entrar agora, depois nos falamos, tudo bem?

–Claro -Harry respondeu entristecido, enquanto o homem entrava de volta no castelo.- Ahh, mas qual é o problema comigo? -falou sozinho.- É uma palavra tão pequena e tão simples!

Harry começou a sentir a forte ventania, então entrou no castelo e subiu para seu quarto. Chegando lá, não havia ninguém, provavelmente todos estavam comendo algo, então passou pela porta e se jogou na cama de cabeça virada para o travesseiro, decepcionado por não conseguir chamar Snape de pai. Logo que teve contato com a cama, sentiu um pequeno incômodo na altura de sua barriga, como se tivesse deitado em cima de algo.

–Ai -disse se levantando e olhando o que tinha debaixo do lençol.- Ah, é o livro que encontrei no banheiro, esqueci dele por uns tempos -falou pegando o objeto e sentando na cama.- Por que alguém colocaria um aviso de não abrir em um livro que tem todas as páginas em branco? Quer saber? Cansei de tentar descobrir, vou me encontrar com o pessoal que é o melhor que faço -disse se levantando e jogando o livro em cima da cama.

Na mesma hora que Harry jogou o diário em cima da cama, ele sozinho se abriu e suas páginas começaram a ser folheadas com uma imensa rapidez, como se o vento tivesse entrado, no entanto a janela estava trancada.

Harry saiu de perto da porta e voltou à se aproximar da cama, encarando o livro, que agora não estava com suas páginas em branco como antes. Tinha uma frase escrita que dizia:

"Olá Harry Potter. Meu nome é Tom Riddle"

Notas finais
Obrigada por comentarem e deixem suas opiniões nos comentários, OK?