Notas iniciais
Oi pessoal!!! Esse capítulo traz uma grande revelação para a vida de Harry. Eu o escrevi do jeito que queria que tivesse acontecido no filme, mas já que não ocorreu, aí vai como eu gostaria de ter visto essa cena. Espero que gostem!!!

No dia seguinte, Hermione, Rony e Harry andavam pelos corredores da escola.

–Eu não acredito que o Snape tem um pai -comentou Rony.

–Mas é claro que ele tem um pai, senão, como ele poderia existir? -disse Hermione.- Mudando de assunto, Harry, amanhã é o seu aniversário, o que quer fazer?

–Eu vou para a casa do Hagrid, comer o bolo que ele sempre me faz, vocês me acompanham?

–Claro, eu e o Rony iremos.

–Harry -chamou Dumbledore-, venha aqui na minha sala, por favor.

–Tudo bem, eu encontro vocês mais tarde, pessoal.

Harry acompanhou Dumbledore até sua sala.

–Sente-se, por favor.

–O que o senhor tem pra falar comigo? -indagou Harry sentando-se.

–É um assunto um tanto delicado. É uma carta de sua mãe.

–Carta? Da minha mãe?

–É. Ela me pediu para lhe entregar um dia antes de seu aniversário de doze anos, caso ela não estivesse viva.

–Mas por que um dia antes?

–Acho que ela queria que você lesse e tivesse algum tempo para digerir o que está escrito, assim não atrapalharia o dia do seu aniversário. Aqui está -explicou entregando a carta à Harry.

Harry prontamente abriu a carta e pôs-se a ler mentalmente.

Querido Harry, parabéns adiantado pelo seu aniversário de doze anos, você já está virando um rapazinho. Se você está lendo o conteúdo dessa carta, é porque, infelizmente, eu não tive a chance de lhe dizer pessoalmente. Antes de me casar com o Tiago, eu mantive um relacionamento com Severus Snape, ele deve ser seu professor agora. Bom, nós nos separamos, pois ele teve que ficar um tempo infiltrado com o lorde das trevas e só voltaria depois. Só que nesse tempo, eu descobri que estava grávida de você, amor. Eu fiquei desesperada, grávida, sozinha no mundo, sem poder contar com Severus, que estava distante, então Tiago soube da minha situação e me propôs casamento para que você não crescesse sem um pai. Nós nos apaixonamos durante esse tempo e apesar de você não ser sangue do sangue dele, ele amou você como se você fosse da mesma carne dele. Eu estou lhe contando isso antes do seu aniversário para que você possa digerir essa informação com cautela. Espero que amanhã você esteja melhor e lembre-se, Severus nunca soube da sua existência como filho, por favor, não o julgue mal. Com amor, mamãe.

Harry lia a mensagem da carta paralisado.

–O que é isso? -perguntou se levantando.- É algum tipo de brincadeira de mau-gosto?

–Eu receio que não, meu jovem.

–Não pode ser! -disse já com as lágrimas caindo de seus olhos.- Ele... não pode ser, não pode!

–Eu sinto muito Harry.

–Ele não pode saber disso. O senhor não pode contar!

–Desculpe Harry, mas sua mãe foi categórica em seu pedido à mim. Ela disse que se você se revoltasse com a ideia e não quisesse revelar à Severus que ele é seu verdadeiro pai, então eu mesmo deveria fazê-lo.

–O senhor não pode fazer isso!

–Então você vai contar à ele?

–Nunca!

–Então eu receio que eu mesmo terei que contar.

Harry saiu da sala de Dumbledore correndo, com os olhos cheios de lágrimas, passando por Hermione e Rony, subindo e deitando-se em sua cama, com o rosta contra o travesseiro.

–Harry, o que foi? Por que você saiu correndo daquele jeito? -perguntou Hermione nervosa ao ver o estado do amigo.

–É que... é...., eu não consigo falar -disse o garoto entre soluços.

–Se acalma e conta pra gente.

Harry entregou a carta nas mãos de Hermione e ela e Rony leram.

–Snape é seu pai? -indagou Rony surpreso.

–Poxa Harry, eu sinto muito. Mas olha pelo lado bom, você agora tem um pai, uma família -disse Hermione.

–Será que você não entende? Ele nunca vai ser meu pai!

–Então não vai contar à ele?

–Eu não queria que ele soubesse, mas o professor Dumbledore disse que minha mãe pediu para ele contar, caso eu não quisesse e ele quer cumprir com a promessa.

–Não seria o caso de você contar, então?

–Não!

–Mas, Harry, ele vai ficar sabendo de qualquer maneira.

–Eu vou embora daqui!

–O quê? Não diga asneiras? Para onde você iria? -indagou Hermione.

–Eu não sei.

–Você vem? Agora é a aula do Snape -disse Rony-, quer dizer, seu pai.

–Ele não é meu pai!

Os três desceram e foram para a sala de aula.

–Abram seus livros e continuem lendo o último capítulo em silêncio -ordenou Snape.

Harry encarava, com raiva, o professor.

–Algum problema, Potter?

–Não senhor -disse abaixando a cabeça e procurando um livro na mesa, mas sem sucesso.- Cadê?

–O quê? -perguntou Rony.

–O livro que estava ainda agorinha na minha mesa, a carta estava dentro dele.

–Eu não sei.

–Algum problema, Potter? -indagou Snape.

–Não, senhor, eu só perdi uma coisa.

–Aposto que foi a vergonha na cara. Agora essa é a nova desculpa para conversa fiada durante a aula.

–Harry -chamou Hermione baixinho-, tá em baixo da sua mesa.

Harry se abaixou e pegou o livro, mas deixou a carta cair e quando tentou pegá-la, Snape o impediu.

–Ora, ora, o que temos aqui?

–É um papel.

–Não diga -disse abrindo e lendo o conteúdo da carta.

–Não, isso não é seu. É pessoal, não leia.

–E o que você irá fazer, Potter?

–Por favor... -disse tentando pegar, mas Snape não permitiu.

Harry suplicou, mas não foi ouvido. Snape começou a ler a carta, mentalmente, e no meio dela Harry saiu correndo da sala.

–Harry... -chamou Hermione, mas sem sucesso.

–Isso é algum tipo de brincadeira?

–Eu receio que não, professor -respondeu Hermione.

–Continuem em seus lugares, lendo o que eu mandei, vou sair e não quero ninguém fora de seu devido lugar.

Snape saiu da sala furioso, à procura de Dumbledore, até entrar em sua sala.

–O que é isso? -perguntou mostrando a carta ao velho professor que estava apreciando a vista pela janela.

–Então o garoto lhe contou?

–Ele não me contou nada. Eu confisquei a carta dele e li contra a sua vontade.

–Um belo jeito de começar um relacionamento.

–O senhor vai me explicar? -perguntou, quase que exigindo, furioso.

–Eu ia lhe contar hoje, após a sua aula.

–Claro que não ia. Há quase doze anos o senhor tem conhecimento disto e nunca abriu a boca para dizer uma palavra sequer.

–A mãe do garoto que pediu para eu não contar. Ele disse para eu entregar a carta à Harry um dia antes de seu aniversário de doze anos e caso ele não quisesse revelar o conteúdo à você, eu o teria que fazer. Eu sinto muito Severo, mas eu prometi.

–Durante todos esses anos você sabia e não me disse nada! Eu tinha o direito de saber. Mas quem me garante que o garoto é realmente meu?

–A mãe do garoto tinha certeza, senão para que dizer isso se ela era casada com outro homem? Mas se te deixa mais seguro, professor, faremos um teste de sangue.

–Eu quero sim.

–Professor -chamou Hermione chegando na sala de Dumbledore ofegante de tanto correr.

–Eu não mandei a senhorita ficar em seu lugar? Quer perder pontos para Grifinória?

–Eu não acho o Harry em lugar nenhum.

–O quê?

–Ele não está em lugar nenhum. Eu e Rony já o procuramos em todos os lugares da escola e nada dele.

–Você tinha que ter tomado a carta dele, não é Severus? -disse encarando o homem de capa preta com a feição de repreensão.

–Achei que fosse bilhete de conversa fiada durante a minha aula. Jamais pensei que seria...

–Já olhou se ele está com Hagrid, senhorita Granger? -perguntou Dumbledore.

–Não senhor. É uma boa ideia, eu vou lá! -avisou a menina correndo.

–Espere, eu irei com você -disse Snape.

–Eu também irei, pode ser que ele não queira falar com você, Severus.

Os três saíram do castelo e foram em direção à residência de Hagrid, onde de longe avistaram Harry alimentando Bicuço.

–Ainda bem! Ali está ele -disse Hermione ao ver que Harry não tinha fugido.

–Harry! -gritou Hermione, chamando a atenção do garoto.

Harry virou e viu Hermione ao lado de Dumbledore e Snape e se assustou, correndo de volta à casa de Hagrid, mas acabou se esbarrando com este quando virou.

–Por favor, eu não quero ir Hagrid -pediu Harry com os brilhantes olhos verdes, um tanto avermelhados de tanto chorar.

–Tudo bem, você só sai daqui se quiser -disse olhando para os três que se aproximavam.- Fique atrás de mim! -ordenou jogando o pequeno corpo garoto atrás do seu gigante, fazendo com que esse ficasse imperceptível para quem vinha de frente à eles, protegendo-o como se fosse uma armadura.

–Harry, venha, vamos voltar ao castelo -pediu Dumbledore.

–Ele não quer ir Dumbledore! -avisou Hagrid.

–Por favor Harry, volte.

–Não, eu não quero voltar nunca mais -respondeu saindo de trás de Hagrid.

–Deixe de criancice, Potter -interrompeu Snape, já sem paciência.

–Vai embora, eu não vou falar com você -gritou Harry voltando para detrás de Hagrid.

–Ora, seu moleque -disse Severus indo para cima de Hagrid, tentando agarrar Harry pelo braço, mas sendo impedido pelo enorme homem.

–Snape! É melhor você voltar -pediu Dumbledore.

Snape virou-se e voltou irritado pelo mesmo caminho que veio.

–Pronto Harry, ele já foi, agora venha conosco -insistiu Dumbledore.

Harry olhou receoso para Hagrid, mas resolver voltar à escola ao lado de Dumbledore e Hermione, sendo acompanhado por estes até seu dormitório.

–Eu sei que é muita coisa para você processar, meu jovem, mas Snape quer um exame de sangue para confirmar se ele é mesmo seu pai.

–Ele não é!

–Por favor, quanto antes terminarmos, melhor para vocês dois. Me dê um pouco de seu sangue.

–Não!

–Por favor.

–Anda Harry! -pediu Hermione.

–Tá... -cedeu o garoto à contragosto-, o que preciso fazer?

–Apenas estique seu braço -disse Dumbledore.

Dumbledore segurou o braço de Harry e com sua varinha, tirou um pouco de sangue do garoto, ganhando uma cara de dor deste, depois colocando o conteúdo vermelho em um pequeno frasco.

–E agora? -perguntou Harry.

–Eu colocarei o seu sangue e do professor Snape no caldeirão. Se os dois se misturarem, quer dizer que são pai e filho. Amanhã eu lhe trarei o resultado. Até lá, descanse um pouco.

Notas finais
Obrigada por lerem e deixem seus comentários, OK?