Notas iniciais
Oi amores, prontas para descobrir quem foi que chegou bem na hora da discussão Peeta, Cato, Katniss? Kkkkk Espero que gostem e deixem reviews. Divirtam-se!!!!

Capítulo 11

– Será que eu vou ter que repetir? — Perguntou Boggs com uma expressão não muito amigável no rosto. — Ou alguém vai me dizer o que está acontecendo aqui.

– Nada que seja da sua conta. — Respondeu Cato, sem educação.

Boggs deu dois passos à frente, chegando bem perto de Cato.

– Solta a garota. Agora. Eu não vou falar de novo. — Ameaçou Boggs, fulminando Cato com o olhar.

Cato soltou um riso expirado.

– Quem você pensa que é pra falar comigo assim?

Boggs pôs a mão sobre a arma que estava presa em seu cinturão, dando duas batidinhas nela antes de responder:

– Eu sou o seu treinador. E, modéstia a parte, sou o melhor soldado que o seu pai tem. Portanto, conhecedor de tudo que diz respeito a ele. Tudo. Se é... — arqueou as sobrancelhas — que você me entende, garoto.

Diante daquelas palavras, Cato começou a soltar Katniss. Bem devagar. Para deixar bem claro que fazia aquilo contra a vontade.

Ao se ver livre, Katniss massageou os pulsos doloridos diante do olhar preocupado de Peeta.

No mesmo instante, Boggs segurou a nuca de Cato com firmeza.

– Agora... — Começou a falar Boggs. — A gente vai lá para o Salão de Treinamento, rapazinho. Porque ao que me parece, você está precisando botar um pouco dessa raiva pra fora.

Então quando Boggs começou a empurrar Cato para leva-lo, Peeta o encarou com os olhos semicerrados e os dentes trincados. Ele queria que Cato tivesse noção do quanto o odiava, principalmente pela ousadia de machucar Katniss. Cato acabou correspondendo ao olhar e...

Segundos depois, Peeta estava caído no chão, segurando o queixo, e fazendo careta de dor. O motivo era que Cato tinha acabado de desferir um golpe certeiro em seu maxilar, logo depois de conseguir se soltar de Boggs.

Atordoado, tudo que Peeta conseguiu enxergar foi Boggs prendendo as mãos de Cato em suas próprias costas e levando-o para longe dali; para longe dele e de Katniss, pensou aliviado.

– Você está bem? — Perguntou Katniss quando se agachou ao lado dele. Ela tinha uma expressão bastante preocupada no olhar.

Com dificuldade, Peeta conseguiu se apoiar nos cotovelos. Em seguida, para tranquiliza-la, forçou um sorriso.

– Acho que sim. Só um pouco tonto.

– Antes de ir embora — ela começou a informar -, o soldado mandou você ir à enfermaria para cuidar do ferimento.

– Eu vou. Não se preocupe. — Peeta deixou claro. — E o nome dele é Boggs, só pra você saber.

– Boggs — Repetiu ela. — Ele me parece ser um cara legal.

– E é. — Ele respondeu enquanto tentava se levantar, tendo que parar no meio do caminho ao sentir a dor lancinante que vinha de seu joelho. Gemeu em resposta. — Acho que a queda foi pior do que eu imaginava. Meu joelho está doendo muito.

Instintivamente, Katniss segurou as costas dele e o ajudou a se sentar.

– Obrigado. — Agradeceu Peeta. Em seguida seu olhar foi atraído para os pulsos de Katniss. Tocou-os com cuidado. — Esse canalha te machucou.

Em resposta, Katniss retirou as mãos abruptamente como se tivesse levado um choque elétrico. O engraçado é que nem mesmo ela conseguia entender sua reação sempre que ele a tocava. Olhou de lado sem graça, o rosto queimando.

Os lábios de Peeta se curvaram em um sorrisinho discreto ao vê-la corar. Naquele momento lhe veio no coração uma certeza de que jamais desistiria daquela garota.

– Peeta, o que Cato quis dizer com: "Perder a outra perna"?

Pego de surpresa, Peeta deu um suspiro profundo e abraçou os joelhos.

– Longa história — Respondeu ele. — Mas podemos fazer um troca... Eu conto, se você me disser por que estava com raiva de mim, hoje, no café da manhã.

Katniss sorriu revirando os olhos.

– Não posso contar. — Afirmou com um olhar que se desculpava por ela. — Isso acabaria prejudicando uma pessoa que fez uma coisa muito errada.Uma coisa digna de punição.

Katniss falava de Johanna que fora escondida à boate da Capital.

– E você não confia em mim, certo?

Katniss assentiu.

– Certo. — Respondeu ela naturalmente. Depois acrescentou: — Não... Ainda.

Ele sorriu. Aquela última frase acabou lhe dando uma pitadinha de esperança.

– Então espero um dia conseguir conquistar essa confiança.

– Também espero. — Ela disse com sinceridade. E seu olhar acabou se concentrando no de Peeta, por apenas alguns poucos segundos. Mas tempo suficiente para que o coração de ambos palpitasse, acelerado.

Quebrando o clima, Katniss se levantou e esticou o braço, oferecendo sua mão para Peeta.

– Vem, eu te ajudo a levantar.

Estranhando o gesto, Peeta ficou encarando sua mão sem fazer menção de segura-la.

– Qual o problema? — Katniss perguntou.

Peeta piscou.

– Tem certeza de que vai segurar minha mão?

– Tenho. — Respondeu ela com um sorriso brincando nos lábios. — Mas é bom não se acostumar.

Peeta sorriu e segurando a mão dela, conseguiu em um impulso se erguer.

De pé, Peeta segurou o joelho, fazendo outra vez uma careta de dor. Ela ficou penalizada.

– Bom — ele começou a dizer. — Acho melhor ir logo à enfermaria antes que isso piore. Obrigado mais uma vez, Katniss.

Sem dizer mais nada, ele deu um sorriso, e se virou para ir embora.

– Eu vou com você. — Katniss disse, surpreendendo-o. Peeta ainda mancou mais dois passos antes de se voltar para ela. — É o mínimo que eu posso fazer depois de você tentar me salvar do Cato. — Justificou ela.

Por um instante, ele não disse nada, apenas encarou-a enquanto ela vinha em sua direção. Katniss definitivamente era um mistério para ele.

– Certo. — Murmurou Peeta finalmente.

Então ela se pôs ao seu lado, e os dois começaram a andar lado a lado. Em silêncio. Sem se encarar. Apesar de que por muitas vezes, Katniss o olhava de esguelha. Assim como ele. Discretamente.

– Pode se apoiar em mim, se quiser. — Katniss ofereceu quebrando o silêncio constrangedor.

Ele sorriu, agradecido. Depois pousou a mão sobre o ombro dela e sentiu o calor de sua mão em suas costas. A partir daí, Katniss cuidou de andar mais devagar. No ritmo dele. Para que não sentisse tanta dor.

A enfermaria ficava em um andar abaixo do térreo e seu único acesso era pela escada. O lugar era bem escondido. A justificativa dada era que a doença simbolizava o que era feio, triste, e a Capital jamais aceitaria algo que não valorizasse o belo, a felicidade. Pura hipocrisia, Katniss e Peeta observaram em pensamento.

Quando eles chegaram ao destino, Peeta abriu a porta, dando espaço para que Katniss entrasse primeiro. Lá dentro, perceberam que todos os profissionais de saúde estavam ocupados com outros feridos e por mais que tentassem, não conseguiram chamar atenção de nenhum deles. Katniss já estava se irritando e Peeta percebendo, quebrou o silêncio.

– Deixa, Katniss, eu já me sinto melhor.

– De jeito nenhum. — Respondeu ela, indignada. — Peeta, o seu lábio ainda está sangrando e precisa de cuidados.

– Eu posso cuidar disso e...

– Não. — Ela o interrompeu. Para em seguida, guiá-lo até um dos leitos que ficava ao lado de um armário. — Vem, senta aqui. Vou ver o que encontro pra dar um jeito nisso.

Peeta obedeceu e ela abriu a porta do armário. Nele encontrou, dentre outras coisas, gases, esparadrapo, e alguns líquidos anti-sépticos.

Peeta observando, curioso, viu quando Katniss derramou um pouco de líquido transparente em uma das gases e veio em sua direção.

– Ai! — Resmungou ele quando ela pousou a gaze embebida de líquido em seu lábio. — Isso dói.

– Eu sei, mas você tem que aguentar um pouquinho até que a ferida pare de sangrar. — Explicou ela.

No mesmo instante, ele se calou. E Katniss continuou o seu trabalho com todo cuidado. Ou será carinho?

– Você parece saber o que faz. — Comentou Peeta, mesmo temendo levar uma bronca por atrapalha-la.

Um sorrisinho discreto se formou no rosto dela.

– A minha mãe é a responsável por tratar das feridas das pessoas do Distrito doze. Acho que de tanto observa-la, acabei pegando o jeito. Claro, não sou como a minha irmã Prim, mas dá para o gasto.

Ele sorriu, encantado por ouvi-la dividir um pouco da sua vida com ele. Resolveu retribuir.

– Foi há uns cinco anos... — Peeta começou a falar e Katniss levantou o olhar que se encontrou com o dele. — Logo que eu cheguei aqui, o Cato era considerado o cara mais habilidoso do Centro de Treinamento. Eu nem o conhecia direito, mas sabia que ele era o filho do Presidente. Mesmo assim eu aceitava todos os desafios que ele inventava com todos os tipos de armas. No início, eu perdia constantemente, mas à medida que o tempo passava, eu comecei a treinar muito. Muito mesmo. Virava noites lá no Centro de Treinamento com o Boggs me ensinando tudo que sabia. — Katniss começava a entender aonde ele queria chegar e ficou apreensiva. — O resultado foi que eu comecei a ganhar. E o Cato, como você deve imaginar, não gostou nenhum pouco de ser passado pra trás. Foi então que em um certo dia pela manhã, eu acordei com batidas firmes na porta e quando eu fui abrir eram dois pacificadores. No começo, eu fiquei perdido sem saber qual a razão da invasão, até que eles gritaram comigo me dizendo que uma espada de Cato havia sido roubada na noite anterior, no Centro de Treinamento. E o principal suspeito era eu. — Quando Peeta chegou nesse ponto do relato, ele deu um suspiro como se voltasse a sentir a mesma agonia de anos atrás. O coração de Katniss foi diminuindo aos pouquinhos. — Eu fui a julgamento e, claro, você deve saber que ninguém ganha um julgamento na Capital. Por isso fui condenado e... Minha punição foi perder as mãos. Mas aí o meu pai interviu e pediu para que fosse a perna, já que era menos visível. O Presidente concordou e... Bem, Katniss, você deve imaginar o que fizeram...

Katniss baixou o olhar. Não sabia o que dizer. Pois mal conseguia imaginar como isso foi traumático para Peeta e odiou, com todas as forças, Cato e Snow por isso. Tanto que tinha certeza que se eles estivessem ali na sua frente, naquele momento, ela seria capaz de mata-los com as próprias mãos.

Voltou a olhar para ele, que parecia estar com o olhar perdido... Distante. Tinha noção de que naquele momento, ele estava rememorando todos os detalhes do que aconteceu. Queria fazer algo. Algo que aplacasse aquela dor. Segurou o rosto dele depositando um carinho que nem mesmo ela sabia que tinha dentro dela.

– Peeta, eu... Eu sinto muito.

Ele forçou um sorriso que saiu um tanto triste demais. E como a mão dela ainda estava em seu rosto, Peeta acabou envolvendo-a com a sua.

– Tudo bem, Katniss. E mesmo que você não acredite, eu já superei. — Sussurrou, tentando aparentar que estava sendo sincero, mas uma lágrima sorrateira deslizou em seu rosto, desmentindo-o.

Katniss engoliu a seco. Nunca ninguém havia chorado na sua frente. Muito menos um garoto como Peeta, que sempre parecia tão de bem com a vida, tão forte, tão corajoso, tão... Faltou palavras.

Peeta esticou o braço, retirando-a de seus pensamentos. Com o olhar, Katniss seguiu sua mão e viu quando ele segurou sua trança. Lembrou do gesto do garoto do pão há seis anos atrás. Voltou a encarar Peeta, que estava com o olhar fixo nela. Seus olhares se encontraram e por alguns minutos que pareciam sem fim, e nenhum dos dois ousou desviar. Foi aí que, mesmo sem perceber, Katniss começou a aproximar o seu rosto do dele. A expectativa de Peeta era tão visível que ele logo tratou de fechar os olhos. Então quando os lábios de Katniss pressionaram os dele, Peeta ficou sem reação. Sabia que Katniss o estava beijando, entretanto seus lábios ficaram imóveis. Como se apenas quisessem sentir o contato dela para se certificarem de que era real.

Como que retornando de um estado de loucura, ela começou a se afastar, mas Peeta foi mais rápido e segurando o rosto dela entre as mãos, puxou-a de volta. E seus lábios se grudaram a tal ponto que Katniss teve de entreabrí-los para respirar. Então Peeta aproveitou a deixa para encaixar os seus no lábio inferior de Katniss, de maneira que o beijo pudesse acontecer. Para se apoiar, ela segurou os ombros dele que, sem mais delongas, segurou sua cintura e já ia puxá-la para si quando... Ambos ouviram um som que vinha da porta. Imediatamente se afastaram, seus lábios descolando, frustrados.

Era Haymitch gritando furioso com um dos pacificadores que estava impedindo-o de entrar na enfermaria.

– Acho que você ainda não me entendeu. É o meu filho que está aí. E eu tenho o direito de entrar, queira você ou não!

O olhar de Peeta — mesmo contra a vontade — se voltou para porta que, segundos depois, foi empurrada por seu pai. Katniss arregalou o olhar.

– Filho, cadê você? Me larga! — Gritou Haymitch quando um dos pacificadores segurou seu braço. — Peeta! — Gritou chamando, então o pacificador apertou o seu braço. — Eu já falei pra me largar! Eu já disse que eu só saio daqui quando... — Parou a frase no meio quando enfim seu olhar se deparou com o filho. — Peeta.

– Oi, pai. — murmurou Peeta.

Percebendo que Haymitch estava dizendo a verdade, os pacificadores o soltaram. E o pai foi ao encontro do filho.

– Eu vim assim que soube... — O tórax de Haymitch subia e descia, denotando a sua preocupação. — Droga, filho, o que foi que aconteceu?

Peeta piscou. Se dissesse ao pai que Cato tinha batido nele, era certeza que ele iria querer tomar satisfações com ele, ou até mesmo com Snow. Não. De jeito nenhum. Jamais permitiria que o seu pai sofresse qualquer coisa nas mãos daquele monstro.

– Nada, pai. Não se preocupe. — Disse ele finalmente.

– Como nada? Peeta, foi o Cato, não foi? — Peeta ficou calado. — Fala! — Gritou.

– Não. — Katniss se intrometeu pois quando ouviu o rumo da conversa, captou a intenção de Peeta. — Fui eu, senhor Mellark. — Peeta e Haymitch se voltaram para ela, as sobrancelhas de ambos arqueadas. — Fui eu que bati nele. E... Eu peço desculpas por isso.

O olhar de Haymitch foi de Katniss para Peeta.

– Isso é verdade, filho?

Peeta piscou, desconsertado.

– É. É sim. A Katniss me bateu porque... — Pausou, tentando encontrar uma desculpa plausível.

– Porque ele tentou me beijar. — Katniss respondeu por ele. — E eu juro que se ele tentar de novo, faço pior.

Peeta a encarou, encantado, apesar de que logo lhe pintou uma dúvida. Será que ela não aproveitou o ensejo para ameaça-lo por causa do quase beijo que acabaram de trocar?

– Senhorita Everdeen! — Alguém gritou por trás de Haymitch com a voz estridente. Era Effie, que estava tentando tapar o nariz por causa do cheiro das feridas dos outros doentes. — Finalmente a encontrei. Eu procurei a senhorita por toda parte e jamais poderia imaginar que estivesse em um lugar... — franziu o nariz — Argh! Como esse. — Segurou o pulso de Katniss, puxando-a. — Venha, você tem aula de etiqueta. E se tem alguém que está necessitando assistir a essa aula, esse alguém com certeza é a senhorita.

– Senhorita, Trinket — Haymitch começou a falar com voz de provocação -, eu não sei se percebeu, mas nós estávamos tendo uma conversa quando a senhorita, escandalosamente, entrou.

Effie se virou para Haymitch e quase enfiou seu leque dentro do nariz dele.

– Senhor, Mellark, o senhor está me chamando de escandalosa?

– Estou. — Respondeu seco quando aproximou o rosto do dela. — Por quê? Vai me bater? — Effie cerrou o olhar e bufou, furiosa. Então Haymitch continuou: — Pela cara que está fazendo, acho que a senhorita Everdeen aprendeu com a senhorita.

Effie piscou sem compreender.

– Do que o senhor está falando?

– Pergunte a sua pupila.

Effie franziu a testa.

– Oh, faça me o favor! Vamos, senhorita Everdeen, vamos deixar esse ser desprezível falando com as paredes brancas e... Sujas dessa enfermaria. — Concluiu, dando as costas. Então junto com Katniss, foi embora.

Haymitch soltou uma gargalhada, enquanto observava os quadris de Effie balançarem. Já Peeta se deteve a sorrir. Mas logo depois os seus pensamentos foram inundados pelo doce sabor dos lábios de uma certa garota. Uma garota que estava mexendo muito com ele. Muito mesmo.

Minutos mais tarde, antes de ir para aula. Katniss pediu para Effie deixá-la ir ao seu apartamento. Com a permissão concedida, ela subiu o elevador. Estava desnorteada. Sim. Só agora se dera conta do que tinha acontecido. Ela havia beijado Peeta. Porque quis. Ninguém a obrigou e não foi fingimento até porque não estavam no encontro. Eram só ela e Peeta ali. Dois garotos que em meio a uma conversa não conseguiram resistir e... Seus pensamentos foram interrompidos quando ao abrir a porta do seu apartamento se deparou com alguém sentado em seu sofá. Droga! Cato de novo não! Pensou, estarrecida. Mas não era ele e sim...

– E aí, doze. — Johanna cumprimentou ao se levantar do sofá. — Resolveu fugir da aula de etiqueta e nem pra me comunicar.

Katniss sorriu, aliviada.

– Desculpa, Johanna, é que aconteceu um probleminha... Parece que o Cato cismou comigo.

Johanna piscou, indignada.

– Qual é a desse garoto, heim?!

– Ele é terrível, capaz das maiores atrocidades, você nem imagina.

– Como você sabe disso? — Quis saber Johanna, mas Katniss não sabia se tinha permissão para dividir.

– É só olhar pra cara dele. — Katniss respondeu, evasiva.

– Eu nunca olhei. Mas daria tudo por isso. O filho do Snow deve ser tão monstruoso quanto ele.

– Mas você já o viu, só não se lembra. — Johanna piscou, incrédula. E esperou que Katniss desenvolvesse sua teoria. — Ele era o garoto que estava no palco ao lado do Finnick, sabe, no dia da nossa apresentação.

Johanna franziu a testa, tentando buscar em sua mente imagens daquela noite. Recordou do momento em que subiu ao palco e avistou dois garotos. Lindos. Um era o Finnick como Katniss havia dito. E o outro... O outro era... Cato. Não. Aquele não podia ser ele. Não. Ela não seria tão azarada assim. Não. Cato, o filho do Snow, não poderia ser o garoto que ela...

Imagens da noite na boate sobrevoaram a os pensamentos de Johanna. Principalmente do momento em que um garoto de uma beleza quase perfeita a prendeu contra a parede e a beijou com violência. Um beijo de tirar o fôlego. Um beijo inesquecível... Seu primeiro beijo.

Johanna deixou-se cair no sofá sob os olhar atento de Katniss que não estava entendendo absolutamente nada. Então ela se dirigiu até o sofá e sentou ao lado da amiga.

– Johanna, o que houve?

O rosto dela virou lentamente na direção de Katniss. E ela tinha uma expressão aterrorizante.

– Katniss, eu beijei o filho do Snow.

Notas finais
E aí mereço reviews? O que vocês acham dessa revelação de Johanna? Kkkkk e o quase beijo PeetNiss, gostaram??? Beijooooooooos ♥