Hoje morreu uma lenda.

Estar no olho do furacão

É minha estratégia de sobrevivência.

Sei que o que eu sinto,

O que eu falo

O que eu sei

E o que eu sou

Nenhum impacto tem

Na imensidão do coletivo.

Sei também como reconhecer

Há léguas de distância

Uma gestão incompetente

E genocida

(Ge. No. Ci. Da.)

Quando vejo uma.

O que faço?

Me isolo.

Não só por ser recomendação,

Mas também por ser minha única solução plausível.

De manhã, não sinto nada.

Aqui esquenta mais à tarde.

À noite, o destino inevitável aconteceu.

Eu estava dormindo.

E ele morreu.

Penso também em rezar.

É, rezar.

É o que nos resta.

É o que traz paz.

E rir.

Rir também.

Afinal, rir é um ato de resistência.

Descanse em paz, Paulo Gustavo.

O humor há de vingar a sua ida.