“Oh, foi muito azar. O ônibus que eu estava quebrou e tive que pegar outro.” explicou Taehyun.

Taehyun não tinha certeza se realmente devia está naquela lanchonete, para se abrir para dois estranhos, bem, Kai era da mesma sala que ele, porém ainda um estranho já que nunca trocaram uma palavra segue.

De qualquer forma, lá estava ele, sentado à mesa com dois garotos à sua frete. A chuva começou a cair e de modo que não havia outra coisa a fazer senão pedir um sanduíche e suco.

“Vocês também vão querer alguma coisa?” perguntou Taehyun, enquanto a garçonete anotava o pedido dele, “Eu pago!"

“Nós já comemos”, falou Yeonjun, “Mas acho que chocolate quente nunca é de mais.”

“Certo. Então traga um sanduíche de frango, um suco de limão e dois copos grande de chocolate quente”, disse Taehyun para a garçonete. “E também mel, por favor.”

A garçonete se afastou e Taehyun voltou seu olhar para Kai e Yeonjun.

“Então acho que nós já podemos começar com essa 'pequena' reunião, sabe”, disse Yeonjun, os olhos dele estavam brilhantes, “Eu realmente acreditava que teria mais gente, porém, nessa altura do campeonato acho que é um milagre você está aqui. Apesar de tudo, éramos dois e agora somos três. Estamos crescendo.”

“Começamos há uma semana”, observou Kai sorrindo. “Também quero acreditar que estamos no lucro.”

Enquanto os garotos falavam, Taehyun parou pela primeira vez para observar Kai. Constatou que o novato era muito bonito com seu queixo quadrado e seus olhos um pouco mais aberto. Curioso começou a fazer perguntas: “Você não me parece 100% asiático. Você é da onde?”

“Eu nasci no Hawaii”, disse Kai. “No entanto meu pai nasceu no Brasil e minha mãe é chinesa”

“Uau. E como vocês todos se encontraram?” perguntou Taehyun e depois riu.

Kai também começou a rir debruçando-se sobre a mesa “Nossa, essa piada foi muito ruim!”

“Concordo. Mas foi a primeira coisa que me veio à mente” disse Taehyun ainda rindo, e então Yeonjun também riu, no entanto foi mais para não ficar por lado de fora. “Aposto que você sabe falar várias línguas”

“Sei!” Kai sorriu, todo convencido, “coreano, inglês, chinês e português.”

“E você está gostando daqui?” perguntou Taehyun.

“Um pouco”, Kai suspirou. “Sinto muita falta mesmo da minha antiga escola”

“Por que vocês vieram para cá?” disse Taehyun, torcendo para não está entrando em algum assunto delicado.

“Meu pai é repórter internacional de uma emissora brasileira”, disse Kai. “Às vezes ele tem que se mudar de país.”

“Minha tia também é repórter”, disse Yeonjun para não ficar fora da conversa, “mas não sei exatamente de que emissora. Só sei que é de uma cidade pequena.”

Contudo ninguém fez mais pergunta. Então Taehyun sorriu para Kai, que sorriu de volta. E Yeonjun começou a se sentir incomodado.

“Aqui está seus pedidos”, disse a garçonete quebrando o silêncio.

Taehyun começou a comer e Yeonjun achou que devia recomeçar a conversa mais uma vez. “Mas me fale mais de você, Taehyun. O que levou você a se inscrever na nossa aliança entre gays e héteros?”

“Não foi por causa de mim, mas sim de um amigo”, disse Taehyun com a boca cheia e depois riu quando percebeu como aquilo soou “ Nossa isso ficou parecendo uma desculpa farrapa. Mas é verdade. Quer dizer, eu sou gay e há pouco tempo me assumi”

“Eu não sabia!” exclamou o Kai. “Quer dizer, eu nunca vi ninguém, sabe... implicar com você”

“Bem, isso é pelo fato de eu ser filho de quem eu sou” Taehyun explicou, só que Kai ainda não sabia de quem ele era filho, mas não quis interromper e Taehyun continuou; “Infelizmente ou não, muitas pessoas, naquela escola, acabam ganhando respeito e bajuladores por vim de uma família impotente.”

“E como seu amigo entra na história?” Yeonjun perguntou ansioso.

“Bem, na verdade ele é mais que um amigo, sabe. É um lance complicando” Taehyun disse.

“O quanto complicado?” indagou Yeonjun.

“É um amigo meu... a gente ficou uma vez, foram somente beijos, não passou disso”, disse Taehyun visivelmente incomodado.

Kai com um sorriso no rosto, se inclinou sobre a mesa e segurou a mão de Taehyun: “Isso daqui não é um julgamento. Você só precisa falar aquilo que você quer falar”

“Eu sei” Taehyun disse contente. “No entanto é estranho falar sobre uma pessoa que não está aqui. Ele se inscreveu, porém não apareceu. Quando cheguei atrasado, até pensei que ele estaria aqui, mas, infelizmente...”

“Você que realmente ajudá-lo?” perguntou Yeonjun de repente.

“Sim, mas não sei como” suspirou Taehyun.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.