A menina acordou calmamente, como se nada houvesse acontecido antes. Sentou-se, bocejou e espreguiçou-se como de costume, coçou suas costas e finalmente levantou-se. Seguiu para o banheiro, escovou os dentes, penteou os cabelos e vestiu seu uniforme de colegial, sim, ela tinha apenas 17 anos.

Chegou á sala e foi logo saudada pela mãe, que embora o berro da noite passada, não acordou à noite, pois tomava remédio para dormir e o máximo que ouviu foi um miado de gato na televisão ligada no cômodo por volta da meia noite antes de adormecer.

Yuka sentou-se à mesa, tomou seu café e saiu para o colégio. Ela pretendia cursar medicina ou enfermagem, pois gostava de cuidar das pessoas.

Caminhando tranqüilamente no caminho do colégio, ela focou a face de uma mulher, de preto que saía com o marido e que entrou num carro. Ela estava de óculos pretos e levava uma foto grande num molde bonito. Ela entrou no carro com o retrato em seu colo, o carregava como um tesouro e num lance rápido com o corpo, Yuka conseguiu focalizar o rosto, por isso ela parou, travou ali. Um calafrio lhe percorreu toda a espinha, ela deixara de respirar e correu até a mulher, tocou a janela do carro e dizia insistentemente.

- Mamãe! Mamãe!

A mulher no carro fechou o vidro e o marido acelerou, pois ficaram com medo daquela jovem a seu ver, esquisita. Yuka agachou-se e tinha ambas mãos no chão, seus olhos estavam úmidos.

- Não pode ser...

Ela olhava para as próprias mãos.

- Uma garota.

Comentou a menina com uma voz levemente grossa e mais viril. Ela deu uns tapas na saia e procurou na bolsa um espelho, quando viu que realmente era uma menina, ele jogou o espelho fora.

- Merda!

Ele saiu correndo e parou diante de uma casa vazia, entrou ali a passos lentos. De repente, levou uma das mãos à cabeça, Yuka acordara e agora, ela olhava ao redor, não entendia como fora parar ali.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.