Eu e Um Hamster assassino
3 Capítulo 3
Notas iniciais
O medico me olhou, examinou, colocou aqueles instrumentos estranhos em mim e por fim disse:
– Repouso , é o que você pode fazer se quiser ficar bom logo senhor Shiroyama.
– Oka Doutor . . . Posso beber, pelo menos ?
– Não .
Suspirei e me apoei em Kai, que ria discretamente.
– Você sobrevive, Aoi.
– Você que pensa.
Fiz um bico adorável e ele riu enquanto saiamos da sala.
Saimos do hospital e caminhei passos lentos até o carro. Mano, estava muito frio, só mesmo o Kai pra me ajudar em uma situação dessas.
– Obrigado kai-chan.
– Kai-chan é o seu cu .
Ele me mostrou o dedo, frazindo a testa e em seguida entrou no carro. Entrei e ele me encarou sorrindo.
– Que foi ?
Ele riu de uma maneira depravada e se virou pra mim olhando meu rosto.
– Como foi que você conseguiu quebrar a costela?
Encarei ele com os olhos apertados , como se estivesse prestes a marcar um pênalti de propósito.
– Kai?
– Oque?
– Vá se foder.
Ele riu e ligou o carr . Até você Kai ! O mais inocente membro da banda , o dono das covinhas , o cara de família... Perdi a fé, Kai, perdi.
No caminho ele me olhava e ria, como se fosse engraçado eu estar com uma costela quebrada 2 dias antes de voltar as gravações .
– Só quero saber – Ele ria descaradamente — como você vai fazer pra tocar .
– Tenho membros grandes, Kai.
Ele parou , siautdgiasgdçliaugdgsaldhsafçiduyaiçdugsd babaca .
– Mas me fala ai , como foi que você se quebrou todo ?
– Longa historia , tudo culpa do Uruha...
Ele freiou o carro e minha cara foi de encontro ao para-brisa.
– PORRA KAI!
– Aoi, me diz que vocês não fizeram oque eu to pensando que fizeram , porque se vocês fizeram oque eu to pensando que fizeram...
Eu sabia que ele ia pensar besteira , pervertido! Sorri malicioso, ajeitando-me no banco.
– Oque você está pensando , Kai?
Ele engoliu seco e voltou a por o carro em movimento.
– Naada não Aoi .. .
– Sei.
Passei a fita-lo, rindo divertido.
X x X
– Quer subir ?
– AAh . . .
Ele estava realmente crente de que eu havia me atracado com o Uruha...
- Não dá, sabe ? ?
Sorri, negando com a cabeça algumas vezes.
– Kai...
– Que..?
– Eu não dormi com o Uruha, oka?
Ele suspirou aliviado e começou a falar como louco, se explicando e pedindo desculpas, eu só ri enquanto fazia sinal pra ele entrar.
Quando entramos a 1° coisa que vi foi a jaulinha aberta.
– KAI SE PROTEJE .
Ele se escondeu atrás de mim, quase caindo e eu ri.
– QUE FOI PORRA?
– TEM UMA COISA QUE EU NÃO TE CONTEI SOBRE ESSA CASA !
– ALGUEM MORREU?
– ALGO PIOR!
– JU-ON ?
– PIOR!
– OQUE É?!!!
– EU TENHO UM HAMSTER !
Senti o soco nas minhas costas, seguido de um pedido de desculpas.
- Desculpa... Eu esqueci...
- Desculpas não vão fazer a dor parar, Kai....
- Mas porra, que brincadeira idiota!
– PORRA KAI , EU NÃO TO BRINCANDO !
No que eu disse isso uma planta perto da cortina se mexeu .
– É só um hamster , não tem nada demais . . .
– Eu avisei kai ..
Ele se aproximou da planta e quando chegou perto o hamster pulou no peito dele derrubando-o no sofá. Ele gritava e eu não sabia se ria ou se ajudava.
– Aoi!!! Me ajuda filho da puta!
– Como??
Ele me encarou com raiva e com todas as forças que tinha colocou o rato dentro da jaulinha , se inclinou pra trás e caiu atrás do sofá onde se agaixou e observou o rato se debatendo dentro da jaulinha.
– Isso é o demônio .
– Bom , agora eu sei porque você quebrou a costela.
– Entendeu porque eu não durmo direito e tal ?
– Isso é MUITO LEGAL AOI !
– LEGAL ?
– SIM , VALEU A PENA DEIXAR A FAMILIA LÁ PRA VER UM RATODEMONIO!
Cara , o Kai me surpreende a cada dia . Serio .
– Vem , cara , me ajuda a ir dormir .
Nas horas seguintes , ele me ajudou a ir pra cama e se deitou no quarto de hospedes , como sempre escutei aquele barulho no banheiro . Mas dessa vez ignorei , que se foda tudo , eu queria dormir.
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