Eu devia parar de pensar tanto
1 Capítulo Poético -- overthinking
As sementes das vossas ideias
caíram na solidão da minha mente
e agora todas brotaram
todas de uma vez
e torturam minha alma aflita.
O que devo pensar?
Por acaso hei de me entregar,
Ou as barreiras erguer?
Meus dedos querem esmagar
O copo de vidro
Mas eu tenho medo de me machucar
Com os cacos
E se for mesmo um copo de vidro?
E se o problema está na verdade em mim?
Porões de imundícies e medos
Regurgitam pra fora as paranoias
E toda a determinação que eu tenho.
Notas musicais soam pela minha mente
Me inserindo em um dramático mundo
Em que tudo logicamente vai dar errado
E nada do que eu penso é realmente o que parece.
Agora, sonho com um futuro
Que vai me trazer o desgosto.
Porque, bem, tudo traz desgosto um dia.
Ou não precisa ser assim?
Jamais saberei até que chegue lá.
Pouco depois, vislumbro um presente
Que vai me destruir por completo
Porque, bem, eu sou muito tola por acreditar na honestidade.
Ou não precisa ser assim?
Jamais saberei até que se prove o contrário.
Um lado de mim diz
"Não quero perder mais ninguém"
E o outro escarnece, avisando:
"Assim você vai acabar se perdendo".
Meu coração pesa por memórias inexistentes
Por sentimentos mal vividos
Nessa carcaça chamada eu
O tanto que eu quis sentir
E o tamanho medo que eu tenho agora
São reflexos de antes
Quando eu sonhava sem hora.
Minha alegria contente
Se contenta em despedaçar-se
Pelas garras da maldita onda.
Massa cinzenta do meu opróbrio!
Larga-te de mim, e me permita viver!
Mas também não te aparta de mim,
Para que meus olhos não me enganem,
Nem minha vida, única vida, se perca
Nas dores que eu sabia que poderia evitar.
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