Eu ao Avesso

1 Sinto muito...


Sinto muito, disse o poeta

Mas não era uma desculpa

As páginas estão repletas

E não é minha culpa

É que quando a alma pesa

A mesma caneta eu levanto

"Vai melhorar", a folha reza

Ao enxugar o meu pranto

Culpa do coração mole e a vida dura

A saudade não está dando trégua

Até que a tristeza tanto bate até que fura

Todo o mundo sempre quer a poesia

Mas eu e a caneta, na mesma sincronia

Só sai da tinta dela, a boa e velha melancolia

— Caio César

Sinto Muito

"Eu ao Avesso"

Parte I

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.