Notas iniciais
GENTE FINALMENTE AMÉM VOLTEI. EU SEI Q ESTÃO CANSADOS DAS MINHAS DESCULPAS, MAS É Q EU SAÍ BASTANTE ESSES DIAS E TO "REFAZENDO" MEU QUARTO ENTÃO AS COISAS ESTÃO MEIO BAGUNÇADAS MAS EU TROUXE UM CAPÍTULO! Desculpem o caps mas é que eu to me sentindo assim, exaltada. Esse capítulo terá continuação, eu queria postar tudo em um só mas não vou fazer vocês esperarem mais porque eu no lugar de vocês estaria muito, demasiadamente, extremamente puta com toda essa demora. Então... Boa Leitura!

POV Autora:

A segunda feira amanhecera ainda mais gelada que o final de semana. Pontinhos brancos caiam do céu.

Marine acordou com o despertador e abriu os olhos assustada, relembrando-se da noite anterior. Ao se virar para o lado viu que Draco ainda parecia dormir. O loiro estava de bruços e um de seus braços passavam pela barriga da garota. Não sabia se se sentia preocupada ou feliz, vendo que não tinha sido um sonho.

Ela e Malfoy tinham dormido juntos pela segunda vez.

– Você não tem noção do ódio que eu tenho desse seu despertador maldito. -Draco murmurou rouco, ainda sem se virar para ela que estava minimamente assustada- Ele me acorda todos os dias.

– De nada. -Marine ironizou. O loiro puxou seu braço para si e deitou-se de lado, encarando-a com os olhos inchados e a cara amassada. Ela sentiu um calor preencher seu peito ao vê-lo daquele jeito. Parecia tão fofo, tao frágil... Tão não-Draco.

– O que foi? -Indagou ele ao perceber que a garota o encarava sorrindo- Por que está me olhando assim?

Marine desviou o olhar e mordeu a parte interna de seus dois lábios.

– Temos que nos arrumar, não quero chegar atrasada na aula da Umbridge. -Mudou de assunto, puxando o lençol para cobrir os seios enquanto se sentava.

– Você não respondeu minha pergunta. -Malfoy insistiu, a fazendo revirar os olhos.

– Não preciso de um motivo para te olhar. Eu olho para todo mundo. -Respondeu sem encará-lo.

Draco ficou sério por um instante, antes de suspirar e dizer:

– É claro que não precisa de motivo, eu já sou.

Carter revirou os olhos e riu. Embora aquilo fosse verdade.

– Vou tomar meu banho que eu ganho mais. -Falou ela, puxando todo o lençol para se cobrir e deixando Draco sem nada.- Oh, desculpa! -Começou a rir. O menino rapidamente pegou sua camiseta que estava jogada ali e se cobriu.

– Olha, eu sei que sou totalmente irresistível, mas não tem o direito de me descobrir sempre que quiser. -Falou ele sério, com uma sobrancelha arqueada.

Marine fez apenas uma careta e correu para o banheiro.

Ao se ver sozinha, sorriu sem motivo. Encarou seu reflexo no espelho e por incrível que pareça, parecia mais viva, leve. Suas bochechas estavam rosadas, seus olhos brilhavam e seus lábios se mostravam minimamente maiores. Daquela vez sim, havia algo diferente.

Passou alguns minutos se observando no espelho até xingar um pequeno palavrão ao notar que o tempo corria.

Saiu do banheiro minutos depois, enrolada em sua toalha. Malfoy havia vestido a cueca e parecia ter voltado a dormir ainda em sua cama. A garota aproveitou para colocar uma roupa antes de acordá-lo.

Vestiu uma calça jeans escura, camiseta de uniforme branca, e por cima da camiseta, uma blusa de lã em gola v, também escura. Amarrou os cabelos em um rabo alto e borrifou o perfume que seus pais haviam lhe mandado nos pulsos e pescoço.

Pensou em usar rímel e gloss, mas ao se encarar no espelho, não sentiu necessidade. Draco a havia deixado bonita...

Corou ao pensar aquilo, saindo do banheiro em pulinhos.

– Ei! -Chamou Malfoy se aproximando da cama e o cutucando nas costelas- Você vai se atrasar para a aula!

– Eu não vou. -Gemeu ele, virando para o canto e se encolhendo. Ela revirou os olhos e tornou a cutuca-lo. -Não... Eu não quero ir.

– Para de graça, Malfoy! Vamos logo!

– O que você me da em troca? -Indagou ele ainda encolhido. Por um momento o indício de um sorriso sacana passou pelos lábios de Marine, mas logo ela tratou de tirá-los dali, se envergonhando por ter pensamentos perversos. -Estou esperando.

– Te dou... Ah, eu não sei. Sei lá, levanta daí! -Murmurou ela, sentando-se no tapete do chão para calçar os sapatos.

– Tem certeza de que não vai me dar nada?

– Sim.

– Boa aula. -Dizendo isso Draco pegou o travesseiro e cobriu a cabeça. Marine revirou os olhos mais uma vez, voltando a se aproximar do loiro.

–Draco... -Choramingou ela, fazendo uma careta logo em seguida. Odiava quando agia daquele jeito, ainda mais o chamando pelo nome. Malfoy, por outro lado, virou-se para fitá-la.

– Adoro quando você geme meu nome assim. -Colocou os braços atrás da cabeça..

Marine abriu a boca para responder, mas estava envergonhada o suficiente para não conseguir. Tudo o que fez foi sair do dormitório com o rosto entre as mãos. Ouviu Malfoy chamá-la mas não pretendia voltar tão...

Grunhiu, dando meia volta até o quarto.

– Que bom que voltou. -Disse o loiro ainda rindo enquanto se levantava e ia vestir a calça.

– Eu vim pegar meus materiais! -Marine respondeu sem encará-lo.

– Pensei que estivesse com saudades... — Ele agora pasava a blusa pela cabeça, ela continuou desviando o olhar e ao se aproximar da porta foi impedida por Draco, que cruzou os braços sobre o peito tampando a passagem.

– Malfoy, me deixa sair.

– O que você me da em troca? -Perguntou igualmente a minutos atrás. Marine revirou os olhos e tentou passar, mas ele se moveu, impedindo-a.

– O que você quer?! -Ela o fitou. Tinha motivos o suficiente para sustentar sua irritação, mas ao vê-lo todo despenteado e com a carinha de sono, teve que piscar algumas vezes para se impedir de abraçá-lo.

– Você sabe.

– Não sei...-Mentiu. É claro que ela sabia, queria o mesmo. Apenas era tímida o suficiente para não o fazer.

– Ok, então ficaremos aqui até descobrir. -Proferiu abrindo os braços e apoiando as mãos no batente da porta.

– Malfoy... -Choramingou novamente, mas aquilo não pareceu surtir efeito no loiro- Malfoy, por favor, eu não quero chegar atrasada!

– Me dê o que eu quero.

Marine suspirou e o encarou, descendo o olhar para sua boca depois o olhando nos olhos e então, voltando para a boca.

Estava ali, Draco Malfoy, loiro, na sua frente era só ela se aproximar, mas não conseguia. Ele era demasiado intimidante, sem contar a altura. Teria que ficar na ponta dos pés e até mesmo apoiar-se nele. Fora de cogitação!

Tentou passar pela porta mas Draco a impediu com o corpo. Agora estavam demasiado próximos. Juntando sua coragem à sua falta de paciência, Marine deu um rápido selinho no menino, o que pegou no canto de sua boca.

– Agora me deixa passar. -Miou ela com o rosto queimando, dando um passo para o lado.

Malfoy saiu de sua frente, mas assim que ela passou por ele, o garoto a puxou pelo braço, juntando seus corpos novamente.

– Isso não foi o suficiente. -Ele murmurou, tomando sua boca com toda a vontade.

Marine não pode fazer outra coisa senão entregar-se.

– Caham. -Ouviram alguém pigarrear separando-se imediatamente, ofegantes.

Antes de se virar, o que não demorou dois segundos, Carter torceu para que não fosse Hermione.

– Paul? -Indagou voltando-se a Malfoy, que parecia tão assustado quanto ela.

– Marine. -Disse ele no mesmo tom. Paul, o monitor chefe, havia acabado de ver Marine e Draco se beijando calorosamente no salão comunal. Ele mantinha um leve sorriso nos lábios, mas não dava para dizer ao certo o que se passava por sua cabeça. -Vocês não estão atrasados para a aula?

– A-ahm... Sim. N-nós estávamos indo agora. -A menina respondeu sem graça, tentando sorrir.

– Não é o que me parece. -Paul arqueou uma sobrancelha e encarou Draco, que estava despenteado e vestia apenas a calça e a camiseta mal fechada.

– É-é que... Nós... Nós estávamos... -Marine estava sem resposta, alternava o olhar entre Paul e Draco. Não entendia porque o loiro não havia reagido até agora.
– Eu vi o que estavam fazendo. -Murmurou ele, ajeitando a bolsa no ombro. -Bom, eu vou indo para minha aula, espero que não se atrasem muito... Monitores costumam ser responsáveis.

Marine não respondeu, apenas sorriu, perdida.

Malfoy não desgrudou os olhos de Paul por um instante sequer, durante aquele tempo sua expressão havia passado de assustada para raivosa. Assim que o monitor chefe deixou o salão comunal ele passou as mãos pelo cabelo, suspirando.

– Que droga! -Xingou- Por que esse retardado tinha que aparecer?

Carter juntou levemente as sobrancelhas, confusa. Não conseguia entender o motivo da não-reação de Malfoy, mas não queria perguntar o porquê, já que também não sabia o motivo exato da raiva.

– Eu vou para a aula. -Suspirou, o loiro apenas murmurou um "Ok." e voltou para o quarto, fechando a porta.

A garota balançou a cabeça, confusa. Um certo receio por Paul te-los visto a incomodava enquanto caminhava pelos corredores revendo alguns rostos familiares. E se ele contasse para alguém e espalhassem que ela e Draco estavam tendo algo? Talvez isso não fosse um problema... Afinal, eles estavam "tendo algo", não estavam? Ambos ainda não haviam falado nada, mas tinha alguma coisa ali, não? E como os outros reagiriam?

[...]

Suspirou aliviada ao conseguir chegar pouco antes de Umbridge. O mesmo não aconteceu com Malfoy, que chegou mais de cinco minutos atrasado e foi obrigado a ouvir um discurso da professora, no qual ela insistia em repetir que a aula dela era de extrema importância , e não se deveria perder sequer uma palavra dita.

[...]

As aulas da manhã teriam se passado normalmente se não fosse a fome que Marine sentia por não ter tomado o café, agradeceu mentalmente ao dar a hora do almoço.

– Amiga do meu coração, o que me conta? -Astoria surgiu ao lado de Carter assim que os alunos foram liberados.

– Astoria! -Marine a abraçou- Saudades...

– Espero que não só dela. -Blásio se encostou na mesa e logo recebeu um abraço.

– Como estão? -Indagou, terminado de colocar os materiais dentro da bolsa.

– Nós é que perguntamos! Como foi passar o fim de semana com o Malfoy? -Blásio exclamou, recebendo um leve cutucão de Astoria.

Marine ficou tensa e desviou o olhar para a mesa.

– Ahn... Foi normal.

– Normal? -Astoria arqueou a sobrancelha.

– Ai, gente! Não aconteceu nada... Se é isso que estão insinuando.

– Calma, amiga. Mas é uma pena, achei que iria chegar com novidades... picantes. -Riu Astoria, recebendo um tapa de Marine. -Ai! Doeu, sabia?

– Desculpa. Mas é pra você aprender! -Carter colocou a bolsa nas costas- E você, Blásio?!

– Eu o que? Ouch. -O menino riu e levantou as mãos. -Nem falei nada.

– Não falou agora! Ele também queria saber se tinha acontecido algo! -Greengas contou esperando que Marine desse um tapa no moreno também. Mas ela se limitou ao ato de revirar os olhos.

POV Marine:

– Não sei qual é o problema de vocês... -Murmurei, indo em direção à saída da sala. Merlin, não pensei que fosse acontecer, mas aquele "segredo" estava pesando.

Andávamos em direção ao Salão Principal quando ouvimos alguém chamar o nome do Blásio, ao nos virarmos, pude ver Theo dando uma corridinha até nós. No mesmo instante me lembrei do resumo de Herbologia que tinha que terminar.

– E aí? -Ele se aproximou e cumprimentou Blásio com um toque de mãos. -Ast... -Beijou-a no rosto. -Marine! -Sorriu, vindo até mim. Tudo foi rápido, confuso e constrangedor. Ele não sabia se me cumprimentava como fez com Astoria ou não, então me encarou, eu fui para cumprimenta-lo mas ele não veio, voltei, então ele veio e eu apenas me mexi quando estava voltando o que fez ele vir e seu corpo chocar-se levemente contra o meu.

– Ai meu Deus... -Murmurei tampando o rosto com as mãos. Blásio e Astória riam- Gente... -Eu não sabia o que dizer, nunca havia ficado tão constrangida.

– Está tudo bem. -Theo disse no mesmo instante em que senti suas mãos afastando as minhas do meu rosto. Ao encarar o sorriso dele senti meu rosto corar mais ainda.

– Nossa você é bem rápida para quem não está aqui nem há um mês. -Ouvi alguém dizer. Me virei e Pansy me encarava com um sorriso sínico ao lado de Astoria.

Puxei minhas mãos das de Theo com um pouco mais de força do que pretendia.

– Desculpa? -Arqueei as sobrancelhas.

– Além de oferecida agora é surda?

Senti minhas mãos esquentarem. Blásio abriu a boca, Theo enfiou as mãos nos bolsos da calça.

Do que aquela menina estava falando?

– Pansy! -Astoria a repreendeu- Você não fala com a gente por dois dias e quando volta é pra arrumar briga?

– Não voltei. Só estava passando e vi essa daí se tacando pra cima do Nott. -Murmurou ela sem tirar os olhos de mim- Me diz, fofa, o Draco te fodeu no quarto dele? Porque se já, faz bem em tentar agarrar o Nott, o Draquinho não costuma foder com a mesma pessoa mais de uma vez.

Minha boca se abriu, deixando o ar dos meus pulmões escaparem. Uma sensação gélida subiu do final das minhas costas até meu pescoço. Meus braços ficaram rígidos, fechei minhas mãos em punho. Engoli em seco, travando meu maxilar. Como ela podia...? Como...? Eu não deveria me surpreender com aquelas palavras vindas logo de Pansy. Mas aquilo havia me atingido. Não teria tido aquela reação caso ela viesse gritando e me dando socos, mas ao contrário do que eu esperava, Parkinson estava ali na minha frente, com a porra de um sorriso sínico nos lábios, ela tinha a respiração controlada. E eu... Eu não sabia o que responder.

Podia sentir os pelos do meu pescoço totalmente eriçados, sentia minha nuca ferver, o que eu mais queria era pular naquela... desgraçada e arrasta-la pelos cabelos. Mas eu não podia... Não podia porque ninguém sabia do que havia acontecido. Podiam desconfiar, a vadia então, podia ter até certeza, porque ela já estivera em meu lugar, mas ninguém tinha visto, ninguém tinha provas. Ninguém... Nada.

Pisquei algumas vezes, tentando ao máximo controlar o ódio crescente dentro de mim. Minha cabeça rodava, mas eu precisava me manter calma.

Blásio encarava ao Theo e a mim. Todos ali me encaravam, esperando uma resposta. Não sabia ao certo quantos segundos haviam se passado, não sabia nem mesmo qual deveria ser minha expressão naquele momento.

– P-Pansy, é melhor você ir... -Astoria se manifestou, tendo os olhares voltados à ela.

– Não. -Falei firme, recebendo os olhares de volta. Pansy sorriu mais ainda.- Quer dizer, acho melhor mesmo. Porque como você mesma disse, fofa, o Draquinho não fode com a mesma pessoa duas vezes, então é bom você ir achar outro pra te comer.

Não sabia ao certo o que estava dizendo, mas para eles, que não sabiam o que havia acontecido entre mim e Malfoy, fazia sentido. A Parkinson pareceu minimamente confusa, antes que ela pudesse retrucar, continuei:

– Me diz, fofa. -Imitei suas palavras, respirando fundo- Como é correr atrás da mesma pessoa por todo esse tempo, implorando pra ser fodida, e não receber atenção?

Blásio tampou a boca para não rir, Theo soltou um assovio mudo e Astoria abriu e fechou a boca algumas vezes olhando entre mim e Pansy. Eu particularmente não gostava de usar aquele palavreado, principalmente em frente aos meninos e no meio de um corredor -que por sorte não estava tão cheio- mas ver que aquilo atingia Pansy do mesmo jeito que ela havia me atingido segundos antes, não tinha preço.

– Escuta aqui, sua...

– Como você ainda não se queimou com o fogo desse teu rabo? -A interrompi. Dessa vez, Theo e Blásio soltaram a risada pelo nariz, tampando-os com mão logo em seguida. Até mesmo Astoria que parecia querer amenizar as coisas pareceu surpresa, sua boca formaria um perfeito 'O' se não houvesse o indício de um sorriso.

– CALA A BOCA! -Pansy se exaltou- Quem você pensa que é pra falar assim comigo?!!!

Era possível sentir a adrenalina correr solta pelas minhas veias.

– Pelo que eu me lembro ninguém tinha citado teu nome até você aparecer... -Pansy deu um passo em minha direção e no mesmo instante em que Astoria a segurou, Blásio se posicionou em minha frente.

Dei um passo para o lado para poder vê-la, estava bem claro que ela queria me atacar mais do que qualquer outra coisa, mas tinha certeza de que não o faria ali, e se fizesse, eu mal podia esperar para colocar minhas mãos naqueles cabelos e sair puxando corredor à fora.

– Me solta!! -Grhunhiu ela, tirando o braço das mãos de Astoria- Você vai se arrepender de ter falado assim comigo... -Me ameaçou. Não sei se eu deveria sentir medo, só sei que não senti, talvez por conta da adrenalina excedente.

Não respondi. Apenas sustentei o olhar.

– Vadia. -Parkinson murmurou. Abri a boca para xingá-la, porém Theo pegou em meu braço e balançou a cabeça negativamente quando o encarei, como se dissesse para eu não ligar.

Pansy encarou todos ali, um por um. Os olhos dela já estavam cheios de lágrima. Sentiria pena se não se tratasse dela e das coisas que havia me dito.

– Vão pro inferno. -Murmurou antes de nos dar as costas.

No instante seguinte foi como se todo o ar dos meus pulmões me abandonassem sem avisar. Meus ombros se curvaram e levei as duas mãos à minha boca, senti minha garganta arder e meus olhos queimarem.
Blásio me puxou para si e eu deixei minha bolsa escorregar do meu ombro para o chão. Eu não podia chorar, não, não, não. Não por ela. Não por causa da Pansy.

– Tá tudo bem? -Perguntou ele, ainda me abraçando. Apenas confirmei com a cabeça, respirando fundo.

– Quer falar sobre isso? -Astoria colocou a mão em minhas costas e eu me afastei de Blásio.

– Não... -Puxei o ar mais uma vez e tentei sorrir- Não precisa. Não foi nada.

– Aquela menina é louca. -Ouvi Theo murmurar, tinha até me esquecido de que ele estava ali, Merlin...

– Que tal se a gente for almoçar? -Indaguei pegando minha bolsa no chão.

Os três concordaram e continuamos em direção ao Salão Principal. O almoço transcorreu tranquilamente.

Ou quase.

Eu não conseguia tirar aquelas palavras da Parkinson da minha mente. Por que ela tinha que implicar comigo? Por que eu? Tudo bem que ela tinha ciúmes do Malfoy. Mas não conseguia enxergar que ele não queria nada com ela?

Lembrei do primeiro ataque de ciúmes, fora também em uma segunda-feira, antes da aula de DCAT, ela ficara me fazendo inúmeras perguntas sobre eu ter ficado com Malfoy no Salão Comunal da Sonserina depois que ela fora dormir. Se ao menos eu tivesse dado ou desse motivos para toda aquela desconfiança, mas não... E se eu tivesse confirmado que eu e Malfoy havíamos transado, e MAIS DE UMA VEZ? O que ela seria capaz de fazer comigo?

Aquele era um dos motivos pelo qual eu preferia que nenhum deles soubesse nem mesmo das vezes em que havíamos ficado... A reação das pessoas ao meu redor e além de Pansy, outras meninas implicando comigo.

Um dos motivos, mas não o maior.

O maior deles era o próprio Malfoy... Eu não sabia, talvez outras pessoas bateriam na minha cara e me xingariam de lerda, mas eu realmente não sabia o que estava acontecendo entre nós. Draco não deixava claro...

Aquilo estava me matando por dentro...

Continua... (31.1)

Notas finais
Sooooo.... O que acharam? Pansy merecia mais? sdfahuihsa AGRADECENDO INFINITAMENTE POR TODOS ESSES COMENTÁRIOS MARAVILHOSOS, LEITORES ... PERFEITOS, EU NÃO TENHO MAIS PALAVRAS PRA DIZER O QUANTO EU FICO FELIZ!!!! O próximo sai ainda essa semana, tem que sair, porque eu, de verdade, sinto-me mal por demorar tanto! Um beeeijo do gordo!