Notas iniciais
Olha eu aqui!! SURPRISE MODAFOCA! Hehe. Gente, agradeço por serem os leitores extremamente pacientes que são e não abandonarem a fic apesar dos enormes tempos que passo sem postar

POV Autora:

Assim que Marine saltou para fora da lareira já na sala de Dumbledore, Malfoy apareceu.

–Como vai, senhorita Marine? -Dumbledore a cumprimentou.

– Bem. -Sorriu.

– Espero que tenha apreciado a estadia em nossa mansão. -Lucius sibilou com um sorriso frio.

– Sim... Quero dizer, apreciei. -Atrapalhou-se. Era intimidante, o Lucius. Parecia ser uma versão dez vezes "pior" que Malfoy.

Draco permaneceu quieto.

– Podem seguir para seu dormitório, o almoço se aproxima. -Murmurou o Professor Dumbledore, ele parecia estar bem humorado, apesar das olheiras claramente visíveis sob seus olhos- E não se esqueçam que hoje é dia de ronda.

– Claro. -Marine sorriu novamente- Prazer em conhecê-lo, senhor Malfoy.

Lucius não disse nada, apenas manteu o sorriso nos lábios.

A garota saiu dali e Malfoy a seguiu, foram em silêncio até chegarem ao comunal dos monitores. Havia tensão entre eles.

– Marine! -Hermione gritou assim que a menina adentrou o salão- Onde você... Onde você estava? -Fez uma pausa ao ver que Malfoy vinha logo atrás.
O loiro olhou para Carter rapidamente e então foi para o dormitório com as caixas.

– Eu... Eu... -Ela não sabia se dizia a verdade ou não. No fundo queria. Queria desabafar com Hermione e pedir sua ajuda. Mas Draco estava logo ali e ela preferia resolver-se com ele antes de dizer qualquer coisa à qualquer pessoa- Estava com meus pais. -Mentiu.

Hermione pareceu pensar por alguns segundos.

– O... Malfoy, vocês... Vocês sumiram, os dois. -A medida em que a castanha ia dizendo vagarozamente, Marine sentia suas entranhas gelarem. Sua cabeça rodopiava em busca de alguma desculpa.

– Ele... Vai ver ele... Os pais dele... -Murmurou em desordem.

Hermione manteve as sobrancelhas juntas por um instante, as arqueando em seguida.

– Eu fiquei preocupada. Você sequer avisou!
Marine sentiu alívio imediato, soltando o ar dos pulmões.

– Desculpa, Mione. Eles... Estavam apressados, Dumbledore me chamou na sala e quando vi estava indo com eles. Fomos visitar uma tia doente. -Carter não gostava de mentir, mas naquele caso era necessário. E seus pais realmente estavam visitando uma tia na Escócia, se ela não se enganava, a única coisa é que ela não fora junto e sua tia não estava doente. -Desculpa mesmo.

Hermione rolou os olhos levemente e então sorriu, abraçando-a.

Marine retribuiu o abraço, fechando os olhos por alguns segundos. Ela era a unica pessoa em quem confiava inteiramente ali, não gostava de esconder as coisas daquela forma. O pensamento de que tudo ia se resolver e então ela contaria a verdade, a fez relaxar.

– E esse vestido? -Indagou a castanha, afastando Marine de si- É lindo.

– Ahm... Minha avó. Ela me deu e queria que eu o usasse. -Sorriu sem graça.

Hermione assentiu. Marine olhou apreensiva em direção ao dormitório.

– Mas, como andam? -Quis saber- Digo, você, Harry, Ron, Gina, Luna... Estão sumidos esses dias. -Fez beicinho.

Ao falar percebeu o quão soava estranho. Não havia passado nem mesmo 20 horas na casa de Malfoy, equanto parecia muito mais, até mesmo dias.

– Estamos bem. Na medida do possível, Umbridge está insuportável!

– Ela fez mais alguma coisa?

– Não... Bem, fez! Continua questionando os professores, atrapalhando o correr das aulas! -Hermione exclamou. Umbridge realmente a tirava do sério.- Estou apreensiva pelo Hagrid...

A castanha então se calou de repente.

– Por que? -Marine indagou curiosa. Não havia tido contado com Hagrid muitas vezes. Só o tinha visto quando ele orientara os alunos até Hogwarts no primeiro dia de aula e uma outra vez, na detenção com... Draco. Fora isso, raramente o avistava pela escola.

– Ele vai voltar a nos dar aula. -Hermione explicou.

– Ele é professor?!

– Sim. Quer dizer... Será até terça-feira, caso a Umbridge decida tirá-lo do cargo depois de infortuná-lo na aula. -Suspirou, extremamente contrariada.

– Terça feira? -Pensou- Mas... Temos apenas uma aula livre na terça. Ele vai ocupá-la? Com qual matéria? -Choramingou.

– Não, não... Ele é professor de Trato das Criaturas Mágicas.

– E a Plank? — Até então quem dava as aulas de Trato era a Professora Grubbly-Plank, uma bruxa calma e reservada, exigente ao mesmo tanto.

– Ela é apenas uma substituta. -Hermione sorriu.

– E por que o Hagrid não estava dado aulas?

O sorriso sumiu do rosto da castanha, ela pareceu pensar por um instante, abrindo a boca e tornando a fechá-la.

– B-bem... Eu não sei, eu... -Hagrid havia ido em uma viagem para encontrar os gigantes e convencê-los a juntarem-se aos bruxos na luta contra Você-Sabe-Quem que estava claramente se aproximando. Isso sob a ajuda da Ordem da Fênix, da qual Marine não sabia da existência. Consequentemente seria perca de tempo contar.

– Se importa se eu for me trocar? -Marine interrompeu, fazendo uma onde de alívio percorrer as veias da amiga.

– Não, tudo bem. Vou me encontrar com Gina agora, a gente se vê depois.

Ao dizer isso Hermione foi em direção à saída do salão e Marine seguiu para o dormitório.

Ouvir o nome de Gina a fez lembrar de Astoria e Blásio. A ruiva, quando conversaram no outro dia, havia dado a ideia de prendê-los num mesmo lugar. O problema era: Como, quando e onde?

POV Draco:

Cheguei no dormitório e fui direto tomar um banho enquanto... Marine ficara conversando com a sangue ruim. Merda, ela nunca aprendia? Granger não deveria nem estar em Hogwarts. Quanto mais ter amigos por lá. Mas não era isso o que os outros pareciam pensar, principalmente Potter e o pobretão Weasley. Bando de...

Eu tinha que parar de xingar os amiguinhos da sabe tudo, Marine estava no meio deles. Embora um dia atrás eu não me importasse.

Não tanto.

Droga. Eu... Eu não sabia o que fazer. Ela queria conversar. E sobre o que mais seria se não o fato de a gente ter transado? A última coisa que queria era que ela metesse na cabeça que tínhamos algo apenas por causa disso.

Namoro. Eu não via sentido nisso. Que graça tinha em denominar alguém sua namorada? Pra que alguma garota fosse minha bastava eu querer. Não precisava namorar. Me prender a uma pessoa... Aquilo era coisa de gente fraca, se tornar dependente de outro alguém te tornava vulnerável.

– Malfoy. — Marine me chamou, batendo na porta. Meu coração acelerou ao ouvir sua voz o que me provou que de todo, ela não era indiferente para mim. Eu poderia estar sentindo algo por ela. Não era como as outras garotas, tinha algo diferente ali.

Porém ainda assim... Tentaria evitar aquela conversa ao máximo.

POV Marine:

Draco estivera no banheiro desde que eu entrara no quarto. E aquilo me deixava mais aflita a cada instante.

Eu queria conversar com ele sobre... Sobre nós. O que seria de nós depois da noite anterior.

Ele não me deixara irritada ou magoada e estivera tão mais próximo até então... E aquilo me fazia acreditar que talvez...

Meus pensamentos foram interrompidos, ele saía do banheiro apenas de cueca e com a toalha em mãos, como de costume. Daquela vez não me virei, o observei enquanto deslizava uma camiseta branca pela a cabeça, vestia as calças pretas e depois se agasalhava com um blusão cinza.

Eu queria muito começar a falar, mas o silêncio dele me intimidava de certa forma, o que me fez abrir e fechar a boca algumas vezes.

– A-ahm... -Comecei, meu coração querendo saltar para fora do peito- Você vai sair?

– Vou almoçar. -Respondeu enquanto amarrava os sapatos.

– Eu pensei que... Poderíamos conversar agora. -Falei hesitante.

– Estou com fome.

– Eu também, mas...

– Não vamos conversar agora. -Me interrompeu levantando-se da cama e saindo do quarto sem mesmo olhar na minha direção.

As lágrimas não esperaram nem mesmo eu respirar para transbordarem dos meus olhos. Era como se eu tivesse levado um tapa. Me encolhi com a dor. Como fui estúpida!

É claro que ele não estava gostando de mim. Afinal era de Draco Malfoy que se tratava. O loiro estúpido. Ignorante. Egoísta.

Não esperava que ele se ajoelhasse e me pedisse em namoro. Mas aquele... garoto, não me deu nem mesmo um minuto para falar.

Devagar fui compreendendo as coisas, ele estivera sendo gentil comigo na mansão apenas para que eu cumprisse com meu papel e ele se saísse bem diante daquelas pessoas.

Um papel. Não passou de encenação. Mas é claro que ele tinha que tirar proveito e me levar pra cama. Aliás era uma vantagem a mais. O narcisista não ligava para os outros desde que ficasse bem consigo mesmo e com seu ego.

Ele havia me usado. Mais nada.

POV Autora:

11h50min. A maioria dos alunos rumavam em direção ao Salão Principal para o almoço. Todos caminhando felizes, descontraídos. Menos um deles. Esse mantinha os passos rápidos e firmes em direção ao Salão Comunal da Sonserina.

Draco estava frustrado. Havia fugido de Marine. Como sempre fazia.

Se fosse outra garota qualquer ele teria xingado, mas com ela, ele não conseguiria dizer não e continuar ali. Teve que sair.

Pelo que ele a conhecia ela deveria estar chorando agora, o xingando até não aguentar mais, imaginando coisas horríveis. Aquele pensamento o corroria.

– Draco! -Astoria saltou do sofá de couro assim que ele atravessou a passagem- Você... Você levou a Marine.

Aquilo não tinha sido uma pergunta, então tudo o que ele fez foi arquear uma sobrancelha enquanto se jogava em um dos sofás.

Astoria havia dito para que a levasse antes, mas do jeito que o loiro a respondera ela não achou que ele fosse realmente fazê-lo. E isso a havia deixado surpresa.

– Vocês... Onde ela está? -Indagou olhando em direção à entrada do salão.

– O que quer com ela? -Perguntou ele, a encarando sério.

– Ela é minha amiga, Draco...

– Não há nada pra ela te contar, caso queira saber. -Informou ele.

Astoria frustrou-se.

– Está me chamando de curiosa? -Arqueou uma sobrancelha- Mas, pensando bem, o que eu poderia querer saber?

O estômago dele gelou.

– Porra, Astoria! -Bradou, levantando-se- Ela está... Não sei onde ela está, deve estar no comunal dos monitores, que caralho!

Dizendo isso foi para seu antigo dormitório, torcendo para que Marine ainda estivesse dentro do quarto, no salão dos monitores, pois assim, Astoria não entraria em contato com ela, diminuindo a chance de saber o que tinha acontecido entre eles.

Dias atrás ele agiria totalmente ao contrário, assim como fizera com Pansy. Faria questão de contar que a levara pra cama. Mas isso, dias atrás e não com Marine. Apesar de ele ter quase certeza de que ela não contaria sem motivos.

Greengass embora estivesse acostumada com a estupidez de Malfoy foi pega de surpresa. O que o teria deixado tão irritado? Suspirou e saiu do comunal.

No dormitório, Blásio surpreendeu-se ao ver Draco.

– Fala, cara! -Cumprimentou. Ele estava sentado na cama enquanto Nott parecia fazer flexões no chão à sua frente- Dezenove... vinte... vinte e uma... vinte e... Orra Nott! Por quatro, mais sorte da próxima!

Theodore se largara no chão, com a língua pra fora.

Malfoy revirou os olhos ao ver a cena.

– O que estão tentando fazer? -Indagou com desdém.

– O frangott disse que conseguia me bater na flexão. Mas não passa das vinte.

– Vinte e uma. -Corrigiu Nott, ignorando o trocadilho com seu nome. Levantou do chão e se jogou na cama.- Isso cansa.

– Ta tentando ficar fortinho, frangott? -Riu Draco- Quer impressionar quem?

– Não preciso de músculos pra impressionar garotas. -Respondeu calmo, fazendo Blasio e Malfoy rirem- Por falar em garotas, vocês viram onde se meteu a novata esse fim de semana? Reparei nela na sexta, bonitinha até.

O sorriso sumiu do rosto de Draco no mesmo instante.

– O que quer com ela? -Malfoy tentou parecer desinteressado, mas seu tom denotou o contrário, o que fez ambos o encararem.

– Por enquanto nada. -Nott voltou a deitar a cabeça no travesseiro, não dando muita importância à mudança de humor do outro- Só quero saber o que aconteceu pra ela sumir da escola dois dias seguidos.

– E por que isso te interessa tanto? -Draco continuou tenso, o que fez Blasio se ajeitar na cama. Ele mais do que ninguém conhecia Malfoy e pode perceber que ele estava ficando irritado.

– Qual é cara, como eu disse, reparei nela sexta-feira e depois não vi mais. Só quero saber o que aconteceu. Você sabe?

O loiro encarou Blásio e sem que Nott percebesse o moreno negou com a cabeça.

– Não. Você sabe, Zabini?

– Também não. Nem reparei que ela tinha sumido. -Mentiu.

– Que pena. -Suspirou Nott- Hey, Malfoy, fiquei sabendo que a Parkinson deu um show ontem, estava gritando seu nome feito louca.

Blásio se sentiu aliviado em parte, mas por outro lado ficou tenso. Percebera que Draco não queria que o outro soubesse da ida de Marine para a mansão. E ambos os assuntos levavam a isso.

– Hm, mesmo? -Murmurou o loiro. Em outra hora ele estaria rindo e xingando Pansy, mas estava irritado com Theodore, irritado o suficiente para não se importar.

POV Malfoy:

O que o idiota do Nott queria com a Marine?

Estava enganado se ele pensava que poderia ter algo com ela...

Ela não iria querê-lo. Iria? Ele não era bom o bastante.

– Vamos almoçar, você vem Draco? -Blásio dizia enquanto saía do quarto atrás do Idiota Nott.

Fui com eles até o Salão Principal, sem interesse nos assuntos chatos dos dois. Assim que nos aproximamos da mesa da Sonserina notei que Marine não estava lá. Mas por outro lado Astoria estava, o que me deixou aliviado.

– Hey, Greengass. -Escutei Nott chamar certo momento- Como é o nome da novata?

No mesmo instante soltei o garfo no prato e agarrei o copo a minha frente com força. A irritação que estava indo voltou com tudo. O que aquele imbecil queria com Marine?! Olhei para Astoria tentando avisá-la para não dizer, mas ela olhava para o prato.

– Marine, por quê?

– Marine... -Repetiu o idiota- Sabe onde ela se meteu esse final de semana?

Só então Astoria olhou em minha direção. A dei o mesmo olhar que havia dado ao Blásio antes.

– N-não... Por quê?

Ele a deu a mesma resposta que havia me dado. Astoria deu uma risadinha.

– Está interessado nela, Nott? -Perguntou.

Levantei com tudo, atraindo alguns olhares. Eu não ia ficar ali para ouvir aquela babaquice.

– Onde vai, cara? -Blásio quis saber.

Tentei responder, mas ouvir Astoria rindo com qualquer que tenha sido a resposta do imbecil do Nott me levou ao limite. Saí dali sem pensar em voltar. Porque se voltasse seria para estragar a cara do Theodore com as minhas mãos.

POV Marine:

Acordei com o barulho de passos dentro do quarto. Meu coração acelerou. Só podia ser Malfoy. Não o via mas sabia que ele andava de um lado para o outro. E ele só podia estar irritado, sempre fazia isso quando ficava irritado.

Minha cabeça doía. Por causa do choro. Mais uma vez eu havia adormecido chorando por causa dele.

Ainda fingindo estar dormindo, me mexi para tentar me virar e talvez vê-lo.

Quem sabe ele não estivesse ali para conversarmos, quem sabe ele não tivesse se arrependido?

Não. Não estava.

Mal abri os olhos e ele saiu do quarto, batendo a porta atrás de si.

Mordi as bochechas e respirei fundo para me impedir de chorar mais uma vez.

Levantei e fui olhar o relógio.

19h15min/07:15pm.

– Merda. -Murmurei. Haviam se passado mais de 7 horas desde o almoço enquanto parecia que eu havia adormecido apenas por alguns minutos.

Eu necessitava comer.

Depois de tomar um banho enrolado no qual me peguei a pensar em Malfoy a cada minuto, me protegi contra o frio que só aumentava e dei um jeito nas minhas olheiras com a varinha, finalmente saindo daquele quarto, para o qual pretendia voltar só na hora de dormir.

Continuava cansada mesmo tendo dormido a tarde toda, literalmente. Mas como da outra vez, não era cansaço físico...

Não havia ninguém no Salão Comunal, talvez estivessem todos no Salão Principal, jantando, afinal deveria ter passado uma hora ou algo assim desde que me levantei. O tempo estava passando demasiado rápido.

Os corredores estavam calmos, um grupo aqui e ali, conversando e rindo. Desejei ser outra pessoa qualquer. Desejei não ter conhecido Malfoy. Até parecia drama, o que me fez rir bobamente, mas Malfoy me deixava para baixo fácil demais.

Se ele tivesse ficado no quarto quando acordei, mesmo que para discutir comigo e acabar com minhas esperanças... Mas não, tinha que fugir, como sempre fazia.

Eu estivera tão próxima da certeza de que ele sentia por mim o mesmo que eu sentia por ele, de que ele havia decidido parar de fingir ser aquela pessoa fria e egoísta e passado a ser quem ele realmente era, aquela pessoa... na mansão.

Talvez fosse demais querer que andássemos de mãos dadas, tivéssemos conversas bobas e ríssemos juntos. Mas eu tentaria, eu iria dar um passo de cada vez com ele, com nós. Iria devagar assim como ele fora por mim quando...

– Ei. -Ouvi alguém chamar assim que ia descer o segundo lance de escadas para o primeiro andar. Agradeci por ter os pesamentos interrompidos, pois se os concluísse acabaria chorando novamente. E chorar era a última coisa que eu queria. — Está aí?

O menino acenava com a mão em frente ao meu rosto. Só então pareci acordar.

Nott. Theodore Nott estava parado ali, parecendo desconcertado.

– Oi! Desculpa. Estava destraída. -Sorri sem graça.

– Tudo bem. -Riu ele. Aquele sorriso de lado. Me lembrei de te-lo notado na sexta. -Você é a Marine, sim?

– Oh, sim. -Surpreendi por ele saber meu nome- Você é o Theodore Nott? Nott? -Me corrigi, lembrando que das vezes que ouvi falarem o nome dele, sempre o chamavam pelo sobrenome.

– Como quiser. Nott ou Theo.

– Acho que prefiro Theo. -Respondi sinceramente, ele sorriu.

Realmente, Theo era melhor que Nott.

– Está indo jantar? -Indagou depois de alguns segundos em silêncio, nos quais eu fiquei comparando os apelidos.

– Sim... Sim. Você vem? -Ele arqueou as sobrancelhas, surpreso, parecia que eu o estava convidando para ir comigo- Quero dizer, você também vai?

– Na verdade eu acabei de sair de lá. -Riu-se.

Aquela situação estava sendo completamente embaraçosa. O que estávamos fazendo afinal? Ele havia me parado do nada para começar uma conversa. Aquilo era no mínimo estranho.

– Erm... Deve me achar um louco. Mas é que nunca conversamos desde que chegou, e bem... Somos da mesma sala. -Explicou parecendo ler meus pensamentos.

Ok. E porque ele iria querer começar uma amizade só então?

Pisquei, tentando afastar aqueles pensamentos estúpidos. Eu não havia motivos para pensar aquilo dele. Estava deixando minha raiva e frustração causadas pelo Malfoy me dominar.

– Não. -Respondi sorrindo, tentando parecer casual- Você não é louco. Realmente, nunca conversamos.

– É. Bem eu vou indo. Preciso terminar o relatório de Herbologia ainda hoje.

– Oh, Merlin! -Exclamei, tapando a boca. Eu havia esquecido completamente do relatório. Passara os últimos três dias inteiros fixada no social e nas coisas que estiveram acontecendo entre mim e Malfoy que não me lembrei de checar as lições que tinham. -Obrigada por lembrar.

– De nada. -Riu ele, embora se mostrasse confuso. Theo parecia rir facilmente, o que me fez achá-lo ainda mais bonito.- Foi bom falar contigo, Marine.

– Também foi bom falar contigo, Theo.

Me apressei em descer as escadas para o Salão Principal. Não consegui não xingar. Deveriam ser umas 20h15min/08:15pm, sendo que era dia de ronda e eu teria que me encontrar com Malfoy no subsolo as 21h/09pm.

Tinha pouco mais de meia hora para jantar, embora eu não fosse ficar ali por muito tempo, pois todos os meus amigos pareciam já ter jantado, odiava comer correndo.

Iria fazer o relatório de Sprout depois da ronda. Apesar de a data de entrega ser apenas na sexta-feira, preferia não acumular lições ao longo da semana, pois depois acabaria me matando e não conseguindo fazer nenhuma delas.

Me xinguei por ter esquecido. Como pude passar três em torno do idiota do Malfoy?

Após passar a ceia em uma guerra interna, na qual me decidia entre ignorá-lo e tratá-lo assim como ele estava me tratando depois que haviamos chegado, encolhendo a segunda opção, segui direto para o subsolo. Se ainda não eram 21h/09pm, faltava pouco para ser.

Enquanto Malfoy não chegava me manti encostada contra a parede, montando enormes discursos para dizê-lo quando ele chegasse. A tristeza havia dado lugar à raiva. Em parte por eu ter sido estúpida o suficiente para ter perdido minha virgindade com aquele... Argh! E depois ele por estar me ignorando, eu não era a Pansy! Provavelmente ele estava querendo que eu corresse atrás dele, mas eu não ia. Não como ela.

Mas ele me devia ao menos uma explicação. Eu tinha dignidade e respeito por mim mesma.

Fora enganada por aquele aproveitador.

Vi que gastara meu tempo inutilmente imaginando os inúmeros discursos, pois assim que ele se aproximou tudo ficou branco, me obrigando a ignorá-lo por aquele momento. Aquilo era frustrante.

POV Draco:

Depois de sair do almoço para me impedir de atacar o Nott fui para a beira do lago.

Era claro que ele queria algo com Marine. E eu não conseguia imaginar ele perto dela. Não, ele não podia.

Passara a maior parte da tarde encarando o lago negro. Sozinho.

O medo se agitava dentro de mim junto à uma pequeno arrependimento. Eu deveria ter ficado no quarto e me assegurado de que ela não ficaria com raiva de mim, não o suficiente para olhar para o Nott.

Merda, por que é que eu o estava vendo como ameaça? Ela não iria quere-lo. Iria? Ela tinha a mim. Não de todo, é claro. Mas de certa forma tinha.

Passado boas horas resolvi voltar para o dormitório e tentar concertar as coisas. Eu havia tirado conclusões antecipadamente, nem mesmo sabia se ela queria conversar sobre namoro. Talvez ela não quisesse.

Marine dormia quando cheguei, o que me deixou aliviado por ver que se mantivera longe de Blásio e Astoria. Não queria nenhum dos dois questionando coisas sobre o social.

Fiquei um bom tempo ali, vendo-a dormir. Haviam olheiras embaixo de seus olhos, sua expressão estava cansada e as sobrancelhas levemente flexionadas. Tão diferente daquela manhã na mansão...

Estava andando de um lado para o outro, indeciso se a acordava ou não, quando ela se mexera, me fazendo entrar em pânico.

Droga.

Não poderia.

Não conseguiria.

Meus pés me arrastaram para fora do quarto. Me fazendo fugir mais uma vez.

Eu estava me tornando um covarde.

Fugindo de garotas.

Voltara para o lago então, aquele lugar estava se tornando um abrigo. Pensei em mandar Lucius construir uma cabana ali para mim. Até riria daquela ideia idiota se não estivesse irritado comigo mesmo.

Após mais algumas horas voltei para dentro. Prometendo à mim mesmo que não fugiria mais, pelo menos naquele dia.

Jantei com Blasio, Astoria e o idiota do Nott. Agradeci a Salazar por não tocarem no nome de Marine, porque se o fizessem eu não evitaria estuporar quem fosse.

Depois da ceia fomos para o Comunal da Sonserina enquanto o Nott disse que ia fazer alguma coisa no segundo andar, o que tentei ignorar para tentar afastar a vontade de seguí-lo e colocá-lo contra a parede.

Me peguei contando os minutos para o horário da ronda. Uma leve ansiedade tomara conta de mim enquanto saía do Salão Comunal para ir me encontrar com Marine.

E como sempre ela estava lá, encostada contra a parede, esperando a mim.

Somente a mim.

Não ao idiota do Nott.

Notas finais
O que acharam? Comentem, comentem! Um beijão em cada um de vcs! Obrigado pelos comentários! Até o próximo!