Notas iniciais
GENNNNNNTEEEEEE AAAAI QUE BADALO!!! 7 RECOMENDAÇÕES,7! VCS, MEUS CHUCHUS, DEIXARAM MEUS DIAS FELIZES! OBRIGADA, OBRIGADA E OBRIGADA Capítulo dedicado à Locked, Gnomo Azul e AnaBeatrizSonserina por terem recomendado a fic, obrigada, gatas maravilhosas! Vamos ao capítulo! PS: Leiam as notas finais, tem um presentinho pra vocês lá! Boa Leitura!~

POV Marine:

Assim que pisamos no salão de festas, Malfoy apertou ainda mais minha mão, tanto que chegou a doer.

– Ai!! Ta doendo! -Sussurrei nervosa.

– Desculpa. -Respondeu baixo, sem me encarar.

Sinceramente, eu estava totalmente confusa. Dra.. Malfoy, ele não estava agindo naturalmente desde que havíamos chegado, alguma coisa parecia forçá-lo a ser gentil.

Mas é claro que não estava dando certo, eu o conhecia muito bem...

– Espere aqui e não fale com ninguém. -Falou me parando perto de um pilar de gesso. Soltou minha mão e caminhou em direção a uma rodinha na qual se encontrava Lucius e mais três homens, todos bem vestidos e com taças na mão, menos o pai da doninha, esse gesticulava discretamente parecendo explicar algo, mas para isso, mal movia os lábios.

Massageei meus dedos -que estavam vermelhos graças à Malfoy- e passei a observar os convidados que não paravam de chegar. Homens acompanhados por mulheres topetudas, um mais rico que o outro.

Cumprimentavam-se com apertos de mão, todos ali pareciam ser sócios, não amigos. Sorri com aquilo, embora aquelas pessoas transbordassem falsidade umas para com as outras, era fascinante estar ali e observá-las. A música clássica ao fundo e as taças de champagne deixavam tudo mais belo ainda.

Voltei os olhos em direção à Malfoy, ele agora falava algo sob o olhar intrigante de seu pai. Os três homens me fitaram por alguns instantes, Lucius acenou, fazendo a doninha me encarar. Acenei de volta e os três homens afirmaram com a cabeça, como se me cumprimentassem de longe.

– Marine, querida! -Ouvi no mesmo instante em que senti alguém pegando minha mão.-Onde está Draco? -Era Narcisa, ela me encarava com as sobrancelhas arqueadas e um leve sorriso nos lábios.

– A-ah, ele está ali... C-com Lucius. -Respondi, voltando a olhar na mesma direção de antes.

– Desculpe a indelicadeza de meu filho. -Disse ela abanando a mão e me guiando até a rodinha. -Boa noite, cavalheiros. Esta é Marine Carter, Marine está acompanhando Draco. -Falou ao nos aproximarmos deles.

– Boa noite. -Responderam em uníssono.

– Bela moça, senhor Malfoy. -Disse um dos homens e os outros dois concordaram. Senti meu rosto arder.

Malfoy arqueou uma sobrancelha e deixou um sorriso desdenhoso tomar conta de seus lábios.

Ele ia me explicar aquilo, ah se ia.

– Está apreciando o evento, senhorita? -Lucius indagou com sua voz mansa.

– Acabamos de chegar. -Malfoy falou, atraindo a atenção do pai.

– M-mas está tudo perfeito. -Respondi sorrindo, extremamente sem graça. Minha vontade era correr dali. Por incrível que pareça eu me senti mais confortável quando estava sozinha.

– Ótimo. -Lucius sorriu brevemente- Draco, faça compania à ela. -Ordenou à Malfoy, que pareceu se assustar e assentiu logo em seguida.

– Não quero vê-la sozinha novamente. -Disse Narcisa quando nos afastamos da rodinha- Marine, qualquer problema não exite em me chamar! E a propósito, está linda.-Completou ela, piscando rapidamente e saindo em direção à um casal que havia acabado de chegar.

POV Autora:

– Isso é tão patético. -Draco murmurou, entediado.

– Você só reclama, Malfoy. -Marine retrucou enquanto vestia o sobretudo.

– Só diz isso porque estão te elogiando, uma coisa com a qualvocê não está acostumada. -Respondeu ele, a provocando.

– Não é isso, o negócio é que você nunca está feliz com nada.

– Estaria feliz se estivesse no meu quarto, longe de todas essas pessoas falsas.

A garota apenas revirou os olhos, embora concordasse em parte.

Draco então passou o braço pelas costas de Marine e deixou a mão pousar em sua cintura, o que fez a garota estremecer e o encarar assustada.

– Vamos... para perto das cortinas. -Murmurou o loiro começando a andar e a levando junto.

Marine queria empurrá-lo e perguntar qual era a dele, queria saber o porquê daquilo. Mas no momento mal conseguia respirar. O contato com Malfoy a deixava sem reação, a medida em que se aproximavam das cortinas ao fundo, o perfume da doninha a tomava, deixando-a em êxtase.

– Quer começar agora? -Indagou assim que pararam e ela pôde tomar uma distância "segura" dele.

– Como é?

– A me explicar isso.

– Isso...?

– Tudo isso. -Fez um círculo no ar.

– Da pra ir direto ao ponto? -Draco juntou as sobrancelhas e passou a mao pela nuca, parecendo impaciente. Marine revirou os olhos.

– Da pra parar de se fazer de lerdo?- Falou ela ao mesmo tempo em que pegava uma taça da bandeja de um garçom que havia parado diante deles.

– Você vai falar ou não?- Indagou o loiro tirando a taça das mãos dela e bebericando o champagne.

– Malfoy! -Grunhiu ela pegando outra taça, o que fez o garçom rir pelo nariz- Eu acho que...

– Está esperando o que? -Draco enxotou o garçom que continuava parado ali.

– D-desculpe, senhor.

– Obrigada. E não ligue pra ele. -Disse Marine, se desculpando pela doninha.

– É meu pai quem paga pelos serviços. -Contrapôs, fazendo o garçom girar sobre o calcanhar e se afastar dali.

– Você trata tão mal as pessoas! -A menina falou depois de tomar um grande gole de champagne.

– Você é que não sabe diferenciar, eles são inferiores. Não me misturo com essas pessoas. -Malfoy virou a taça e então completou- Amizade com empregados...

Tudo o que Marine fez foi revirar os olhos mais uma vez e engolir a bebida o mais rápido que podia. Quem visse de fora poderia enxergar uma alcoólatra ali, mas o fato é que aquele champagne tinha um ótimo sabor, algo como maçã com morango o que fazia o amargo do álcool tornar-se quase imperceptível. E mesmo que o sabor do álcool ainda estivesse ali, ainda era melhor que aturar a ignorância da doninha.

Havia esquecido de tirar satisfação com Malfoy e procurava outro garçom com os olhos, quando um casal se aproximou deles.

– Boa noite. -Cumprimentou a mulher, atraindo o olhar de Marine para si.

– Boa noite. -A menina respondeu sorrindo enquanto Draco apenas deu um sorriso seco, sem mesmo afastar os lábios.

– Como está crescido, Malfoy.

– Lucius está com Abraham, Rodolph e Cétzar, caso queira saber. -Draco respondeu, recebendo um olhar incrédulo de Marine.

– Obrigada. -A mulher por sua vez pareceu não se incomodar, enquanto o homem que a acompanhava parecia nem mesmo estar ali- Lindo vestido. -Acrescentou à Carter antes de sair.

– Ai! Qual o teu problema garota?! -Gruinhiu o loiro. Assim que o casal saira, Marine o beliscara.

– Qual o TEU problema! -Respondeu ela espalmando as mãos ao lado do rosto- Por que você tem que tratar todo mundo mal?
Draco revirou os olhos e afastou a longa e branca cortina, passando para trás da mesma.

– Não me deixa aqui sozinha! -Sussurrou ela, sem se virar- Malfoy!

– Você é irritante, Carter. -Resmungou ele do outro lado.

– E você é mal educado!

O fato era que mesmo ali, na casa da doninha, em um social... Não conseguiam conviver em paz. Marine se irritando com Malfoy sendo Malfoy e ele se irritando com o fato de Carter implicar com isso.

Draco continuava escondido atrás da cortina enquanto Marine permanecia apreensiva.

– Malfoy, sai daí! -Sussurrou ela, torcendo para que nenhum convidado pensasse que estava falando sozinha.

– Não estou afim. -Pôde ouvir a voz do loiro, ainda ali. Revirou os olhos, nervosa.
Por fim resolveu imitá-lo, passando pela abertura da cortina franzida e esbarrando nas costas do menino.

Por incrível que pareça, Malfoy não reclamou, apenas deu um passo para o lado, a permitindo ver...

– Nem precisa comentar. -Murmurou ele ao notar a expressão no rosto de Carter.

Marine tocou o vidro boquiaberta. Aquilo era perfeito.

Estavam de frente para uma longa parede de vidro, através da qial tinha-se a visão do jardim com seu verde coberto de orvalho, e a enorme piscina com suas águas negras e mansas. Mas nada encantava mais que o céu estrelado. Milhares de pontinhos de luz brilhavam lá no alto, nenhuma outra luz, apenas a da enorme lua que banhava tudo abaixo de si.

Aquilo a transmitiu paz e por estranho que pareça, alegria. Teve vontade de sair correndo por aquela grama, pulando, gritando...

POV Malfoy:

Inferno! Tudo o que eu menos gostava era daquele bando de gente em minha mansão, interesseiros. O que me distraía era xingá-los mentalmente, todos eles, sem exceção...

Se eu pudesse, não compareceria à esse costume chato. Porém eu era obrigado a cumprir a imagem de bom filho.

Carter estava ali para tornar essa imagem ainda melhor, mas ela não estava cooperando o mínimo possível. E o que mais me irritava era o fato de ela estar tão... linda.

A observei fitando o jardim, os olhos castanhos brilhando, a pele morena ainda mais clara...

"De que adianta ser bonita se nao sabe se comportar como uma sangue puro, superior?" Interrompi a mim mesmo. O que ela tinha na cabeça para criar amizade com um garçom? Se bem que ela conversava com o Potter, o que era bem pior...

Tornei a olhar para frente para me concentrar. Sim, eu queria permanecer concentrado, não podia nem mesmo pensar em deixar transparecer que a admirava.

POV Autora:

Após mais alguns minutos com o rosto colado no vidro, Marine pareceu "acordar", se afastando e encarando Malfoy ao seu lado. O loiro mantinha os olhos na piscina, mais exatamente no reflexo da lua.

Várias vezes desviou o olhar para outro lugar, mas não conseguia não fitá-lo. A doninha era tão linda. Cabelo, pele... olhos. Draco Malfoy era dono de olhos vidrantes. Marine se sentia hipnotizada toda vez que os olhava, e ali, sob a luz da lua, pareciam ainda mais belos.

Draco olhou em direção à ela, o que a fez desviar o olhar rapidamente.

Mais uma vez não tinham o que falar.

Apenas permaneceram ali, fitando a bela paisagem em silêncio, com a festa a continuar atrás das cortinas.

____

Em Hogwarts, Pansy já estava sabendo que Draco havia levado Marine para o social.

– Eu sabia!!!-Exclamou no meio do comunal- Eu sabia que eles tinham alguma coisa! SA BI A!

– Calma, Pansy! -Astoria tentou se aproximar da amiga mas ela se afastou.

– Não vem, Ast! Você sabia de tudo e não me falou!!! Falsa!!!

Nessa hora Blásio adentrou o comunal e parou logo na entrada, junto de alguns sonserinos que se divertiam com o show da outra.

– Malfoy? -Indagou ele à um menino do sexto ano.

– Exatamente. -O garoto respondeu rindo.

– Blásio! Blásio, me ajuda, ela está surtando! -Astoria se aproximou do moreno, suplicante.

– O que foi dessa vez? -Riu ele.

– É por causa do social, só por ele não te-la levado ela está achando que os dois tem alguma coisa e está gritando há uns quarenta minutos.

– Os dois quem? -Blásio passou pelos outros sonserinos, se aproximando mais de Astoria.

– Marine. Draco convidou ela.

– He-hee!! -Exclamou o moreno, recebendo um olhar cortante da menina à sua frente, o que o fez pigarrear- Quer dizer, nossa... Eu não estava sabendo dessa.

– Ninguém estava. Até eu ouvir a Hermione dizer que os dois haviam sumido. E por azar a Pansy tava junto!

– Aaaaaaaaahhh!!! -Os dois viraram-se na direção do grito e puderam ver Parkinson tacando-se no sofá e se afogando em lágrimas crocodilosas.

– Ta legal pessoal, chega por hoje! -Falou ele para as pessoas que estavam ali.

–Nossa amiga aqui vai descansar agora, amanhã a tarde com certeza tem mais!

– Blásio!!! -Bradou Astória, enquanto os outros riam e iam se dispersando.

– Ah qual é, você acha que quando Draco chegar ela não vai surtar de novo?

Greengass revirou os olhos e agachou-se na frente do sofá, no qual Pansy tinha a cara enfiada e fungava freneticamente.

– Pans. Vamos entrar no dormitório. -Chamou.

– Sai daqui! Eu não quero olhar pra sua cara! -Exclamou com a voz abafada.

– Ok, então. -Astoria suspirou e se levantou- Vamos comer alguma coisa, Blásio?

– Pra já. -Respondeu o moreno.

Iam saindo quando Pansy murmurou o nome da amiga, o que a fez sorrir.

– Vai indo lá, depois a gente se vê.

O moreno assentiu e saiu do comunal, Astoria se aproximou de Pansy que agora havia se sentado e a puxou pelo braço até o dormitório, onde se dispôs a ouvir as mesmas reclamações que ouvia há quatro anos, só que com mais lágrimas e catarro que nunca.

Por mais que repetisse que Draco e Marine não tinham nada, Pansy continuava a indagar: "Por que eles estão juntos, por quê?!"

Depois de quase uma hora, Parkinson adormeceu e Astoria pode sair de lá.

Apesar de tudo, sentia pena dela. Aquela obsessão doentia nunca a fizera bem.
Agora era Astoria quem se indagava a respeito de Draco e Marine. Depois de os dois terem ido sem avisar ninguém, ficara meio difícil de afirmar que ambos não tinham nada.

___

– *CAHAM* -Lucius pigarreou da parte mais alta do salão de festas, silenciando os convidados- É um prazer enorme tê-los em minha mansão esta noite.

– É melhor a gente sair daqui. -Murmurou Marine abrindo uma fresta na cortina e observando as pessoas se aproximarem do pai de Malfoy.

– Não, obrigado. -Draco respondeu indiferente.

– Malfoy, por favor! É falta de educação.

O loiro revirou os olhos e então saiu de lá, com Marine logo atrás de si.

– Como todos aqui presentes sabem, nós mantemos a boa tradição de nos reunirmos anualmente para relembrar os importantes laços entre famílias de sangue puro. -Continuou Lucius com veracidade.

Marine arqueou as sobrancelhas. "Sério que é essa a causa do social?" Pensou surpresa.

Seguiu-se então meia hora de palavras sobre como é importante a relação entre pessoas de sangue puro, e a magnitude de manter-se neste meio. Por aluns instantes a garota chegou a vangloriar-se por pertencer a uma linhagem de "pureza", mas logo desinflou-se, lembrando de como Malfoy agia por deixar este pensamento subir-lhe à cabeça.

Draco, por sua vez, parecia mais entediado que nunca. Talvez pelo fato de todos ali terem sangue puro e por consequência ele não ter ninguém com quem implicar.

Após o discurso e mais meia hora de palmas, todos ali preencheram a longa mesa que havia sido posicionada ao meio do salão, para que lhes fossem servido o jantar.

Vários casais passaram por Draco e Marine, os cumprimentando. Tudo o que Malfoy fazia era manter o sorriso forçado no rosto.

– Como estão? -Ambos se assustaram com Narcisa que surgira do nada entre os dois.

– B-bem. -Marine falou, recebendo um sorriso em resposta.

– Draco, querido, por que não a leva para um lugar na mesa, devem estar famintos.

– Eu ia fazer isso agora. -Malfoy respondeu calmo.

Narcisa apenas sorriu e se afastou dali, indo acomodar outros convidados.

– Não sabia que teria um jantar. -Marine murmurou enquanto seguia a doninha até a mesa. Embora não demonstrasse, aquilo deixou Draco apreensivo. Ele tentava a todo custo fugir das perguntas feitas por ela.- Pelo jeito eu não sabia de muita coisa. -Completou mais para si mesma, rodando o anel no dedo.

Ao se aproximarem da mesa, Malfoy puxou a cadeira para que Carter se acomodasse e sentou ao lado dela. Assim que todos estavam devidamente em seus lugares, Lucius levantou sua taça da extremidade da mesa e proferiu em alto e bom som:

Semper pura!*

As seguir, todos levantaram suas taças e repetiram aquelas duas palavras como se fossem o feitiço para cura de todos os males. Marine assustou-se, olhando de um lado para o outro e ao encarar Draco, pode perceber que ele ria dela.

– Idiota. -Sibilou, o olhando feio.

O jantar então seguiu animadamente, pelo menos para os convidados, Draco permaneceu a ceia inteira com a cabeça apoiada em uma mão enquanto revirava a comida com a outra. Marine alternava entre comer e prestar atenção na conversa dos casais à sua frente, que agora pareciam bem mais animados. Na verdade, depois da quarta taça de champagne todos ali ficaram bem alegres.

– Malfoy? -Chamou ela quando acabou de comer e andava bebericando sua terceira taça de champagne. Draco apenas a encarou- Seu pai disse que todo ano acontece esse social, certo? Quem você trouxe ano passado?

O loiro sentou-se reto no mesmo instante, uma corrente de ar frio pareceu passar por seu estômago com aquela pergunta repentina.

– E-eu... Por que quer saber? -Indagou ainda assustado.

– Só curiosidade. -Afirmou animadamente.

– Blásio. -Mentiu.

– E por que não chamou ele esse ano novamente? -Marine disse com a taça na boca, virando o último gole.

– Ele não pôde. Eu disse ainda em Hogwarts.

– Aah é. T-tinha me esquecido. -Soluçou e riu logo em seguida. Ela estava começando a demonstrar sinais de que a bebida estava afetando seu comportamento.

– Carter. -Malfoy chamou sério- Por um acaso, você já tinha bebido alguma vez?

– O-oi? Uma vez, por quê? -Riu ela.

Draco sibilou um "Droga!" e passou a afastar toda a bebida de Carter.

– O que est-tá fazendo? -Indagou a menina.

– Evitando um vexame. -Respondeu sem encará-la.

– A-ah, droga... Bebi demais. -Murmurou Marine- Eu não devia ter passado da segunda taça... Eu prometi que aquela seria minha primeira e última vez...

– Já chega. Você nem está tão bêbada assim. -Proferiu o loiro- Quer dizer então que passou vergonha logo da primeira vez? -Provocou rindo.

– Engraçadinho. -Resmungou ela fazendo uma careta- Eu só levei u...

Marine parou de falar ao ver que a maioria dos convidados estavam se levantando e pareciam se despedir, seguindo para a sala. Automaticamente olhou para o pulso para ver as horas, porém esqueceu-se de que estava sem o relógio.

– Dr...Malfoy, que horas são? -Indagou preocupada.

O loiro apontou para a saída do salão, onde havia um enorme relógio de chão. Marine então pode visualizar em números romanos: 22:47h/10:47pm.

– Merlin! Já vão dar onze horas. -Exclamou ela se levantando. Seu pai não vai nos levar de volta?

Foi imediato, o coração de Draco quis saltar para fora. Ele então se levantou com os olhos arregalados e engolindo seco.

– A-ah, vamos subir... Suas coisas não estão no quarto? Vamos pegar as coisas no quarto. -Falou sem pensar, tomando a mesma postura de horas atrás e a guiando pela cintura.

Iam saindo em direção à sala quando Narcisa os interrompeu, sorrindo como sempre:

– Já vão subir? -Indagou ela.

– S...

– Vamos sim. -Interrompeu Draco, agora praticamente empurrando Carter em direção às escadas, o que deixou Narcisa desconfiada.

– Você nem deixou eu me despedir da sua mãe. -Marine falou quase tropeçando ao subir os degraus que se encontravam na penumbra.

– Não precisa. -Malfoy falou firme, continuando a forçá-la pra frente.

Ao pisarem no segundo andar, esse que se encontrava silencioso, as luzes se ascenderam sozinhas. Draco estava praticamente em pânico, não conseguia pensar em como contá-la que dormiria lá, sua mente trabalhava tão rápido tentando encontrar uma resposta em segundos que o fazia sentir-se tonto. O que ele mais temia era a reação de Carter, e se ela começasse a gritar, ou até mesmo usasse a varinha contra ele?!

– Malfoy, você está bem? -A menina indagou ainda sendo empurrada pelo corredor.- Malfoy! -Elevou a voz, forçando-se para trás e fazendo-o parar. O garoto deu um passo para trás.- O que que está acontecendo com você?

– Nada. -Respondeu ele com a boca seca.

A menina arqueou a sobrancelha e então seguiu em direção ao quarto. Malfoy a acompanhou em silêncio.

– Eu só vou me trocar, já saio. -Disse ao parar na porta.

Marine, embora assustada com o comportamento de Malfoy, sentou-se na cama e tirou os sapatos, suspirando pelo alívio que aquilo a trouxera. Porém, mal teve tempo de chegar até o closet onde suas coisas estavam quando a porta se abriu com tudo, a assustando.

Draco estava parado de frente para a mesma.

– Malfoy, não deu nem cinco minutos. -Riu ela.

– Eu... Carter... Meu pai não vai nos levar hoje. -Murmurou ele ainda virado para a porta.

O sorriso sumiu do rosto de Marine.

– Oi?

– Lucius não vai... Você vai posar aqui. -Falou ele se virando e a encarando.

– Malfoy, para de graça. Eu n...

– Me escuta. -Interrompeu-a- Amanhã teremos um café com alguns convidados que estavam aqui hoje, e você precisa estar presente.

A garota agora sentia um mix de raiva e medo.

– Eu preciso? -Falou, deixando a bolsa sobre a cama- Malfoy, não estou entendendo. Você vai me explicar isso?

– Não é preciso. Você só tem que ficar aqui hoje. Amanhã a tarde Lucius nos levará de volta. -Draco agora parecia ter recobrado a força.

– Como não é preciso?! -Riu ela- Você VAI me explicar!

– Não grite! -Grunhiu ele.

– Eu não estou gritando, ainda! Pode me dizer, agora! Começando pelo porquê de você ter me trazido aqui! -Marine já estava começando a tremer de raiva.

– Carter... Não é pr...

– Me diz! -Gritou ela apontando a varinha, como ele temera.

– C-Carter.. -Murmurou ele, trancando a porta atrás de si e torcendo para que ninguém tivesse escutado o grito- Isso é ridículo! Eu não vou machucar você!

– Mas eu vou te machucar se você não começar a me contar agora! -A menina tremia claramente, havia pegado a varinha poucos segundos antes de deixar a bolsa na cama.

– Eu conto. -Disse ele levantando as mãos- Só abaixa a varinha.

– Não vou abaixar! -Grunhiu ela dando um passo em direção a ele, o que o fez encostar-se contra a porta.

– Pelo amor de Merlin, Carter! Eu não vou fazer nada! -Disse nervoso- Nem sequer trouxe minha varinha! -Dizendo isso, Malfoy virou de costas para ela.

A menina, vendo que era verídico, pareceu se acalmar, mesmo que minimamente.

– Agora me diz.

Draco, depois de hesitar, vendo que não havia mais jeito, a contou tudo. Por consequência teve que contar que trouxera Pansy no ano anterior, o que fez Marine derramar lágrimas. No final a garota se encontrava sentada na cama, enquanto o loiro permanecia de pé na porta.

– Sai daqui. -Murmurou ela sem encará-lo. A raiva que sentia era tanta que mal conseguia conter os soluços. Por incrível que pareça o maior motivo do choro não era o fato de ele a estar "usando" e sim por Pansy ter estado em seu lugar. O que era ridículo. Ridículo ele fazer isso. Ridículo ela sentir-se traída. Ridículo ela pensar que ele poderia a estar convidando por gostar de sua companhia, por achá-la interessante. Ridículo ela achar que poderiam sequer ter algo! RIDÍCULO!

Draco estava apreensivo. Sentia medo do que ela poderia fazer.

– Carter...-Murmurou, aproximando-se da cama.

– Sai! -Grunhiu, limpando as lágrimas ardentes.

O loiro não obedeceu e continuou se aproximando. A menina continuou a soluçar de cabeça baixa. Antes ele a tivesse deixado quieta, mas ao tocar em seu rosto, Marine teve um acesso de raiva, e levantando se rapidamente começou a estapeá-lo, tanto que chegou a rasgar a camisa de seda.

Malfoy aguentou calado, é claro que tentava segurá-la, mas quanto mais tentava, mais parecia perder a força. A menina só parou quando viu uma fina linha de sangue formar-se no antebraço do garoto.

Soltou-se então, limpando as lágrimas que ainda caíam. Pode ver as marcas de seus dedos sobre a pele de Draco, que agora encontrava-se totalmente vermelha. O que só serviu para aumentar ainda mais sua raiva, pois ao vê-lo naquele estado, sentiu remorso por tê-lo machucado. Ela não deveria sentir-se assim.

Em silencio, passou por ele e abriu a porta do quarto. Malfoy saiu de lá sem dizer nada.

Foi o tempo de trancar a porta e correr para o vaso. Vomitou. Nunca havia sentido emoções tão fortes, quanto menos as descontado em outra pessoa. Chorou mais ainda por vomitar, como ela odiava aquilo. Vomitou mais uma vez por se dar conta de que estava na casa da doninha e que posaria lá, sem a permissão de seus pais. Ela estava sozinha ali, de certo modo. Após a descarga despiu-se ali mesmo, entrando na banheira.

___

Draco, em seu quarto, mantinha-se encostado à porta. Deveria sentir-se aliviado por agora ela saber que posaria em sua mansão. Mas não. A paz que deveria estar dentro de si estava longe, parecia ter se afastado mais ainda ao vê-la chorando.

– Por quê?!

Aquela era a pergunta que ele mais havia se feito nos últimos dias. Por que Carter era diferente das outras? Por que ela o deixava daquela maneira? Por que ele sentia insegurança ao agir em relação à ela? Por que...

Andou até o espelho e viu sua imagem. Havia sido derrotado por uma garota.

Quando foi que isso acontecera com ele? Quando Draco Malfoy SE DEIXARA derrotar pelas mãos de uma menina?

Em um acesso de fúria tirou o que restava da camisa.

– Você... não é assim! -Apontou para seu reflexo no espelho.

"Até quando vai continuar enganando à si mesmo?" Uma voz falou em seu sub-consciente. "Quantas vezes você não demonstrou o que sentia diante dela?"

– Cala a boca! -Grunhiu apertando os olhos e bagunçando os cabelos- Eu não... Eu não sou assim.

"Alguma vez lhe ensinaram que é errado se apaixonar?"

Por mais que xingasse, ele sabia que era dono de seu sub-consciente. Portanto, daqueles pensamentos. Estava tentando arrumar uma forma de sentir-se menos... confuso, talvez aceitar a verdade fosse a melhor delas.

Draco Malfoy estava apaixonado por Marine Carter. E fora preciso fazê-la chorar inúmeras vezes para perceber isto. Quantas mais seriam necessárias para admiti-lo?

___

E mais uma vez aquelas mesmas sensações de antes, pulmões apertados, visão embaçada, dificuldade para deglutir... Emergiu novamente.

Marine estivera fazendo aquilo por um bom tempo agora, já havia parado de chorar.

Tudo o que lhe restara foram olhos vermelhos, inchados e uma dor de cabeça quase insuportável. As pontas dos dedos já estavam enrugadas, a água quase fria.

Resolveu então abandonar a banheira, enrolando-se na mesma toalha de antes, que agora se encontrava dobrada e seca em cima da bancada da pia. Provavelmente serviço de Tinky.

Parou em frente ao espelho. Riu abobadamente. Estava parecendo uma batata cozida. O rosto inchado. Horrível.

Andou até o quarto e pegou a varinha, ao parar em frente ao espelho novamente, foi preciso apenas um floreio para que o rosto desinchasse. Porém a dor de cabeça e os olhos avermelhados ainda estavam ali. Isso não tinha como desfazer usando a varinha.

– Está parecendo uma drogada. -Falou para si mesma e tornou a rir fracamente. Mas logo uma lágrima escorreu. A quem ela estava querendo enganar? Seu emocional estava destruído.

Voltou para o quarto ainda enrolada na toalha e agora carregando as roupas da festa -essas que deixou sobre a cama ao lado da bolsa- sem saber o que vestir. Não havia trazido pijamas.

– Imbecil. -Xingou Malfoy, o culpando. Vestiu as outras peças íntimas que havia trazido e foi até o banheiro, por sorte havia lá o que fora procurar: um roupão.

Voltou para o quarto e guardou cuidadosamente o vestido, sobretudo e sapato em suas respectivas caixas. Logo após abriu a bolsa a procura de algum remédio, infelizmente não havia nenhum por lá.

Nem no banheiro.

Em lugar algum.

Resolveu então guardar tudo e ir se deitar. Não sem antes olhar pela enorme janela. O mesmo jardim. A piscina. O céu estrelado. Porém não a mesma sensação de alegria, pelo contrário. Tudo o que ela queria era sair de lá o mais rápido possível.

Esquecer que Draco Malfoy existia.

Afundou-se no meio da cama macia, quase sumindo entre as cobertas e almofadas. Ao tentar fazer um coque, algo enroscou em seu cabelo.

O anel.

Tirou-o com toda força que pode, mas não teve coragem de jogá-lo.

Contrariada, depositou-o sobre a mesinha na qual estava o relógio.

01:23h/am. O tempo passara rápido...

Virou para o lado e fechou os olhos, porém a imagem de Malfoy com a pele toda marcada viera à sua mente, a fazendo sentir uma onda de calafrios, ansiedade.

A cabeça latejava com a dor.

Mais meia hora se passou, e Marine se encontrava com os olhos abertos. Não conseguia dormir.

Sem pensar, levantou-se e pegou o anel na mesinha, juntamente de sua varinha, saindo do quarto.

Encostou a porta com calma. O corredor estava na penumbra. Extremamente silencioso.

– Lumus. -Sussurrou, apontando a varinha para a parede do outro lado.

Descalça e apenas com o roupão por cima da roupa íntima, atravessou o corredor em pequenos passos, atenta à qualquer barulho. Contou três portas.

Na terceira, pegou na maçaneta.

– Nox. -Entrou.

Respirou fundo e ao se virar pode ver Malfoy sentado no chão, encostado na cama, de frente para o espelho. O loiro levantou-se assustado ao vê-la ali.

Ele não parecia ter chorado. Estava apenas com a boca seca, respiração ofegante e olhos bem abertos.

Marine então deixou sua varinha e o anel em cima de uma mesa de vidro que se encontrava à sua esquerda, cruzando os braços em resposta ao frio. Draco a observava sem dizer nada.

– E-eu... Preciso de um remédio. Minha cabeça está doendo. -Falou, tentando parecer fria.

Malfoy deglutiu mais uma vez. E então desviou o olhar. Sem falar nada, passou por Marine e saiu do quarto.

A garota permaneceu ali. Olhou em volta, tudo em ordem. Apenas a camisa rasgada no chão e a cama bagunçada. Também havia um banheiro, e a janela, essa que estava aberta fazendo as cortinas balançarem com o vento gelado. Aproximou-se da mesma, a visão era outra, apenas árvores e mais árvores. O vento mais gelado que nunca a arrepiou, assim que fechou a janela Malfoy entrou no quarto, a assustando.

O garoto segurava um frasco e uma colher pequena.

– Seça.**–Disse ao entregá-la os dois e ir se sentar em sua cama.

Marine preencheu a colher com o líquido e o engoliu, sentindo a dor de cabeça esvair-se no mesmo instante. Lembrou-se então de ter aprendido a preparar essa poção no terceiro ano: "Apenas uma colher e a dor cessa! Mas cuidado, a penas a dor some, o ferimento permanece!..."A professora dizia.

– Obrigada. -Agradeceu e o entregou o frasco e a colher. Suas mãos se tocaram, o que fez o olhar de ambos se encontrarem por milésimos de segundos.

Malfoy depositou os itens em sua mesa de cabeceira, o que permitiu Marine ver seu antebraço. Os pequenos pontos de sangue estavam lá, formando uma linha sutil.

A vermelhidão do abdome já havia desaparecido da maior parte, deixando apenas alguns pontos marcados.

A menina conteu a vontade de chorar que havia aparecido e se aproximou da porta para sair. Ao pegar a varinha, não se conteve, deu a volta na cama e parou em frente ao loiro.

– Me dê seu braço. -Pediu baixo, exitante.

– Eu estou bem. -Malfoy respondeu olhando reto, sem encará-la.

Marine não disse nada, apenas se sentou ao lado dele e pegou o braço. Com um feitiço não verbal, fez o ferimento desaparecer. Então pôs-se de pé em frente a ele.

– Levanta.

– Eu já disse que estou bem. -Murmurou ele- Me deixa dormir.

– Eu não vou sair daqui enquanto não me deixar fazer isso.

Draco então levantou contrariado, ainda assim, sem encará-la. Mais uma vez, os hematomas sumiram.

Ela já havia terminado. Ele não sentia mais dor. Porém ambos continuaram ali, parados um de frente para o outro. A distância era pequena, menos de dois palmos.

Marine mantinha o olhar no peito de Draco que subia e descia conforme sua respiração, ele, por sua vez, olhava por cima da cabeça de Carter.

A menina então deixou a varinha em cima da mesa de cabeceira e em movimentos lentos e inseguros espalmou as mãos sobre o peito de Draco. Quente.

Os movimentos respiratórios de ambos aumentaram.

Ele então a encarou, Marine mantinha os olhos em seu peito. Malfoy abaixou o pescoço e a beijou na bochecha.

Outro beijo.

Carter vagarosamente virou a cabeça até que suas bocas se tocassem. Draco segurou em sua nuca aprofundando o beijo.

Um vai e vem demorado.

Marine então fez o que mais gostava, afundou as mãos nos cabelos macios de

Malfoy, que escorregaram sem nenhum problema por entre seus dedos. Draco então puxou a garota para si e desceu as mãos até sua cintura, onde se encontrava o laço do roupão.

O desfez.

Marine tentou não ligar, mas assim que Malfoy conseguira descer todo o roupão, a deixando apenas de calcinha e sutiã, parou o beijo.

Olhou-o dentro dos olhos. O loiro tinha as pupilas dilatadas assim como ela.

– Não vou fazer nada que não queira. -Draco sussurrou em seu ouvido, a fazendo estremecer.

Começou então a distribuir beijos por todo o pescoço de Marine, que ia se arrepiando a cada área tocada. Chupou levemente perto da orelha e voltou a beijá-la.

Aos poucos Marine foi relaxando, voltando a beijá-lo com a mesma intensidade de antes, Draco a encostrou contra a janela, fazendo-a arfar em contato com a cortina fria.

Marine podia sentir o calor de Malfoy contra seu corpo. O perfume ardente tomando seus sentidos. A boca macia. O toque firme...

O loiro puxava levemente o cabelo de Carter enquanto apertava sua pequena cintura contra seu corpo. Sem interromper o beijo, sentou-se na cama e a trouxe junto. Marine se impulsionava para cima de Malfoy, o corpo quente a fazia querer sempre mais, quanto mais o beijava, mais desejo tinha.

Ela já sentia sua coxa formigar, dentro de sua coxa formigava. Sua vagina estava pulsante.

Draco deitou-se e mais do que depressa, colocou Marine em cima de si. A garota soltou um gemido baixo,sentiu um leve alivio e ao mesmo tempo a excitação aumentar. Podia sentir o membro duro dele a pressionando. Mesmo com a roupa atrapalhando o contato.

Com um movimento cauteloso ele a deixou por baixo, tomando cuidado para não soltar todo seu peso sobre ela. Voltou então a distribuir beijos pelo pescoço de Marine e foi descendo vagarosamente, até alcançar seus seios onde segurou ambos com as duas mãos e continuou descendo até a barriga. E então subiu novamente, descendo as alças do sutiã. Assim que conseguiu tirá-lo, Carter tampou os seios com o braço, um ato totalmente automático.

– Vergonha? -Indagou ele beijando o canto da boca da menina, ela apenas assentiu- Me abrace.

Marine fez o que ele havia dito, abraçou-o, sentindo o contado direto entre o peito de Malfoy com seus seios, arfando ainda mais.

O loiro então voltou a descer com os beijos, parando entre os dois seios. Não chegavam a encher as mãos, mas eram macios, como previra naquele dia mais cedo, e o melhor, os mamilos estavam duros com a excitação que a garota sentia.

Continuou com o caminho até a virilha, podia ver o pequeno volume que o clítoris inchado fazia na calcinha fina de renda preta. Apenas com o dedos indicadores desceu a calcinha até os joelhos de Marine e depois a tirou.
Carter estava ali, em sua cama, nua.

Começou então a beijar toda aquela região, dando enfase no clítoris, o que fazia Marine arquear as costas e morder os lábios, se obrigando a engolir os gemidos eminentes. Ela estava extremamente molhada e aquilo era perfeito.

Malfoy voltou a ficar por cima dela, tirando a bermuda e a cueca com destreza.

Agora ambos estavam nus. Enquanto a beijava deixava que seu membro rígido entrasse em contato com Marine, encaixando suas cinturas. A menina arfava contra sua boca. Aquilo o fazia sorrir em meio ao beijo.

– Malfoy... -Gemeu ela- Eu q... Eu quero...

O garoto então parou de beijá-la e posicionou seu membro na entrada da vagina de Marine, podia sentir o quanto ela estava molhada. Ambos se olharam, ela, ofegante, com os lábios entreabertos, assentiu.

Draco então forçou-se para dentro de leve. Ela apenas fechou os olhos.

Mais um pouco.

– Espera...-Pediu. Malfoy a deu um selinho e manteve suas testas coladas.

Logo assentiu novamente.

Então Draco foi firme, entrando por completo. Marine apertou as costas do loiro com toda sua força. Não tanto pela dor, que era suportável, mas sim pelo susto.

Malfoy se manteve dentro dela. Carter era pequena, apertada, o que o deixava ainda mais excitado. Ambos estavam ofegantes.

Vagarosamente começou o movimento vai e vem. Aos poucos a dorzinha desconfortável foi dando espaço ao prazer.

Marine sentia Draco Malfoy por completo. E aquilo era o paraíso.

Ela chegou ao orgasmo primeiro, o apertando ainda mais contra si, mordendo ainda mais os lábios. Malfoy gozou logo em seguida, se deixando cair ao lado dela. Permaneceram deitados em silêncio por algum tempo, descansando.

Marine estava encolhida contra o peito de Malfoy, ela se sentia estranha. A raiva, tristeza, haviam passado. Mas aquilo que sentia não era chamado felicidade. Então apenas se deixou aproveitar o momento, roçou o nariz no pescoço de Draco, sentindo mais que nunca seu cheiro.


* Semper Pura = Sempre Puro, em Latim.
** Seça = Nome dado à poção anestésica pelo seu efeito que cessa a dor assim que o conteúdo é administrado.

Notas finais
Eaeeeeee, o que acharam?! *vergonha*. Eu não levo jeito pra escrever coisas mais... quentes. hsuahsa Deixem suas limdas opiniões nos coments Sobre o presentinho: https://www.youtube.com/watch?v=2JIT19kF8YY Obs: O vídeo não é meu, creio que vocês possam já ter visto, mas fala a verdade, não é lindo? Só pra terminar: EU TO MT FELIZ COM VCS E TODAS ESSAS RECOMENDAÇÕES, NÃO PARO DE ENCHER MEUS AMIGOS FALANDO DISSO ADHSJHDASHSDJAADJS, beijos, obrigada de novo.