"Eu amo você..." (Draco Malfoy)
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Marine suspirou ao término da reunião, agradeceu à Merlin mentalmente por não ser sua vez de fazer a ronda. Afinal, estava exausta.
Malfoy retornou para o dormitório assim como os outros monitores. Claire, a Monitora Chefe, fez o mesmo. Hermione e Ron seguiram para sua rota, restando apenas Marine e Paul no salão comunal.
– E o garotinho problemático? -Paul indagou sem se mexer. O garoto estava sentado no sofá de frente para Marine.
– Oi? — A menina murmurou se assustando e o encarando subitamente. Pareceu ter saído de um devaneio. Paul riu pelo nariz, sem graça.
– Já entendi, está cansada.
– NÃO! -Marine se exaltou, o assustando- Quer dizer... Não. Eu só estava... Deixa pra lá.
– Tudo bem.
– O que tinha perguntado mesmo?
– Sobre o...
– Malfoy? Ah sim, ele é estupido. -O interrompeu- Quer dizer... Era sobre ele que você tinha perguntado?
Paul riu, a deixando sem graça.
– Você está cansada, melhor ir dormir, afinal amanhã é sua ronda.
– Desculpa, eu só... -Tacou a cabeça pra trás, bufando- É, estou cansada. Acho que vou dormir.
– Ok. Boa noite? -Indagou Paul, caminhando até parar em frente a ela e estendendo sua mão para ajudá-la levantar. Marine hesitou por alguns segundos, mas logo pegou na mão do garoto sendo puxada com tudo e ficando de pé.
– Boa noite. -Riu.
Paul a cumprimentou com um beijo na bochecha, bagunçando os cabelos dela logo em seguida.
– Ei! -Reclamou Marine- É difícil pentear isso de manhã!
– Não penteie. -Ele disse rindo. A garota fingiu estar brava- Fui. Antes que me matem!
Paul subiu as escadas correndo enquanto Marine o observou rindo e balançando a cabeça negativamente.
– Quando eu vou deixar de ser idiota? -Murmurou para si mesma.
Olhou no relógio, 21:40/09:40PM. Seguiu para o dormitório.
POV Marine:
Assim que entrei, dei de cara com um Malfoy sem camisa jogado na cama. Revirei os olhos.
Tinha que tomar um banho, já estava ficando fedida.
Peguei o pijama, e quando ia pegar minha calcinha e sutiã, a doninha deitou de lado apoiando a cabeça na mão. O encarei.
– Que foi? -Indagou sarcástico.
– Nada. -Revirei os olhos mais uma vez, pegando as peças.
– Usa cueca, Carter? -Falou rindo.
Senti meu rosto queimar na mesma hora. De raiva e... Vergonha.
– Não é cueca! É calcinha box! -Respondi me virando para ele.
– Que broxante. -Fez uma careta.
– Hnf. -Bufei, não ia me dar ao trabalho de respondê-lo,até porque nunca sabia como reagir a esse tipo de... Provocação (?). Me sentia um pouco vulgar ao falar isso com um menino. Ou seja, a doninha tinha me vencido, mais uma vez.
Amarrei meu cabelo e caminhava até a porta do banheiro quando me veio uma resposta na cabeça, essa que soltei sem pensar:
– Eu não estou tentando excitar ninguém aqui. -Dizendo isso, me virei para ele olhá-lo. Por outro lado ele não parecia nem um pouco espantado com minha resposta. O que me deixou frustrada.
– Será? -Arqueou uma sobrancelha fazendo ar de gostosão.
– Não mesmo, doninha. -Ri o irritando. Antes que me respondesse, entrei no banheiro e tranquei a porta.
POV Malfoy:
Aquela garota só servia para me irritar. Mas eu sabia que ela era louca por mim, todas eram.
Aquele dia tinha sido aceitável. Conversei pouco com Zabini, a Parkinson não ficou grudada em mim e Astoria permaneceu indiferente.
Mas como nada é perfeito, exceto eu, tive a infelicidade de encontrar a Granger sangue-ruim dentro do meu dormitório. E por causa de quem? Da idiota da Carter.
Como sempre essa garota tinha que estragar as coisas.
Agora, além do seboso do Snape, a sapa da Umbridge me favorecia. Todos os professores me amavam. Querendo ou não, eu era o melhor da sala.
Mamãe me avisou pela carta que em 15 dias haveria um social em nossa mansão, e pediu para que eu levasse alguma garota. Essa mania que meus pais tinham de querer que eu casasse logo me irritava. O mais ridículo é que a tal garota teria que se passar por minha namorada, e dormir em minha mansão. Tudo isso para não desconfiarem que eu pegava todas, o que convenhamos , era um fato verídico do qual eu me orgulhava. Mas parecia ser vergonha para a família, o que me deixava irritado. A festa na verdade não tinha bem um motivo, era apenas tradição dos Malfoy, e é claro aproveitaríamos para mostrar que continuamos sendo a família mais rica e poderosa.
O foda era encontrar uma garota no mínimo decente e apresentável para levar e mostrar para os outros. Sim mostrar, afinal isso não seria nada mais que um teatrinho infame, que na minha opinião, continuava sendo desnecessário.
POV Autora:
Malfoy continuava imerso em seus pensamentos desagradáveis, não notando quando Marine saiu do banheiro.
Ainda eram 22:10H/10:10PM, Carter sentou-se em sua cama e observou Draco fitando o teto. Mesmo sendo insuportável sempre, ela sabia que ele só precisava de alguém pra cuidar dele, precisava de um abraço e...
– Perdeu alguma coisa aqui, Carter?
A menina pulou se assustando, só então se deu conta de que o encarava fixamente, E ELE HAVIA PERCEBIDO.
O garoto soltou uma risadinha sacana que a fez revirar os olhos pela terceira vez.
– Me deixa, Malfoy.
– Eu não estou fazendo nada, já você parece que quer me agarrar. -Disse com um sorriso maroto no rosto.
– Como eu disse antes, nem morta. -Marine sorriu sarcástica, o irritando.
– Não me engana, Carter. Eu sei que você é doidinha por mim.
A menina revirou os olhos mais uma vez, não se dando ao trabalho de responder. Jogou-se na cama, embora estivesse cansada, não tinha sono.
Malfoy a encarou incrédulo, odiava quando era ignorado.
– Idiota. -Murmurou o loiro, se levantando e saindo do dormitório.
Marine riu pelo nariz e comemorou internamente, adorava quando conseguia "vencê-lo".
POV Rony:
Monitor! Eu não conseguia acreditar que tinha sido selecionado como monitor da Grifnória, ainda mais fazendo par com a Mio... Hermione. Assim como todos da família -exceto Fred e George, que é claro, não tinham o mínimo de responsabilidade pra esse cargo- estaria deixando minha marca ali.
Nossa primeira ronda havia sido tranquila, apenas três alunos fora do dormitório, e um deles era Astória. Eu tinha gostado dela, era calma, sensata e... bonita. E o que rolou na escada domingo e agora há pouco no corredor... Não sabia de nada, estava confuso.
Flashback:
Hermione e eu inspecionávamos o quarto andar, o qual estava pouco iluminado, pouco mais que na penumbra, quando avistamos Astoria no final do corredor.
– Olha, já são 21:45h, não pode ter alunos pelos corredores! -Surrou Hermione, parecendo frustrada- Vamos falar com ela.
– D-deixa que eu falo com ela. -Sussurrei de volta, meio indeciso- Vai para o quinto andar, depois nos encontramos aqui. -Hermione me lançou um olhar no qual havia malícia, desconfiança e por um momento... Por um momento pareceu haver ciúmes.
– Certo. Eu já volto! -Deu as costas, voltando na direção das escadas e olhando pra trás algumas vezes.
Caminhei receoso até me aproximar de Astoria, que estava de costas lendo um papel que tinha em mãos.
– A-Astoria? -Toquei seu ombro.
– MERLIN! -Gritou se virando e em seguida tampando a boca com as mãos.
– Calma, sou eu! -Sussurrei assustado. Ela amassou o papel rapidamente o guardando na cintura- Sabe que não poderia estar aqui a esta hora, não é?
– S-sei, eu só queria pegar um livro na biblioteca. -Sorriu, começando a andar.
– Ah sim. Não querendo ser chato, mas da próxima vou ter que te dar advertência. Porque senão quem leva advertência sou eu. -Sorri sem graça. Odiava chamar atenção das pessoas que eu conversava.
Caminhávamos juntos até metade do corredor, onde ela parou.
– R-Ronald eu... Posso ver uma coisa? -Indagou baixo, olhando para os lados.
– O que? -Perguntei confuso também olhando para os lados, mas meu rosto foi segurado por duas mãos que suavam frio, Astoria. Me encarava com os lábios entreabertos, séria.
– P-posso? -Indagou novamente. Eu ainda não havia entendido.
– Pode o... -Fui interrompido por um beijo.
Astoria havia me beijado.
No primeiro momento apenas deixava os lábios encostados nos meus, até que começaram os movimentos vagarosos. Desceu uma das mãos para minha nuca, apertando de leve meus cabelos. Eu estava paralisado, não sabia o que fazer, apenas imitava seus movimentos com a boca. Até que ela mesma pegou minhas mãos e as colocou em sua cintura, sendo assim pôde sair da ponta dos pés quando me inclinei um pouco. Isso, sem parar o beijo.
Deveriam ter passado cerca de três minutos, e ainda nos encontrávamos ali, parados no meio do corredor. Como era um beijo lento, não teve necessidade de pausarmos para tomar fôlego, mas ela o fez.
–Obrigado. -Sussurrou selando nossos lábios.
Tornou a caminhar rapidamente, fitando o chão. Quando passou por uma parte mais clara do corredor pude observar suas bochechas ressaltadas, ela estava sorrindo.
Fim do flashback.
– Ron? -Abri os olhos com a voz de Hermione me roubando os pensamentos.
Depois da ronda viemos diretamente para o dormitório, embora parecesse pouco, ficar uma hora subindo e descendo escadas era muito cansativo.
– Ronald! Está aí? -Tornou a me chamar. Estávamos com as luzes apagadas, portanto se eu não respondesse pensaria que eu estava dormindo e me deixaria em paz.
Não, eu não estava brigado com a Mio... Hermione. Apenas fugindo das perguntas que ela insistia em fazer sobre Astoria. Se ela soubesse que havíamos ficado, poderia pensar que eu fiz de propósito para me vingar dela com o garoto da Sonserina.
O que seria uma boa ideia, mas como não fui eu que beijei Astoria, era injusto deixar ela pensar assim.
– Ron, está acordado? -Respirei fundo, e me virei para o lado tentando fazer o mínimo barulho possível, odiava ignorar as pessoas, principalmente a Mion... HERMIONE, Hermione.
Não a ouvi chamar mais. Suspirei de leve pedindo mil desculpas mentalmente.
Pov Autora:
Ronald adormeceu pensando no beijo de Astoria. Tanto que sonhou com aquilo.
Blásio já não estava tão chateado com Malfoy, "conversara" com ele durante a aula de DCAT, satirizando Umbridge. Várias vezes fitou Hermione, a garota chamava sua atenção em um simples movimento que fazia.
O moreno se encontrava no comunal da Sonserina -pra variar- quando Astoria entrou.
A garota passou reto para seu dormitório, torcendo para não ser notada.
– Epa, epa. Volta aqui senhorita. -Disse fazendo-a parar de frente para a porta com a mão na maçaneta. Astoria fechou os olhos e mordeu os lábios em um gesto de "Ferrou".
– Diga. -Murmurou se virando lentamente.
– O que aconteceu? -Indagou apontando para o sofá em frente a ele.
– Aconteceu? Nada. Por que? -Sorriu, tentando disfarçar o nervosismo.
– Não vai se sentar? -O moreno falou calmo, com um sorriso maroto.
– Estou com sono...
– Se é assim, amanha a gente conversa. -Mandou um beijo um tanto gay.
– Blásio eu...
– No.
– É que...
– No.
– Mas Blásio!...
– No.
– Da pra parar com isso?! -Reclamou frustrada. Astoria sabia que Blásio sabia que havia acontecido algo. E também sabia que ele sabia que ela sabia que ele sabia. Resumindo: Ela nunca conseguia esconder nada do amigo.
– Poxa, não confia mais em mim, é isso? -Disse o moreno, fingindo estar triste. Sim, fingindo. Ele mais que ninguém, sabia que ela contaria de qualquer maneira.
– É que eu não quero falar agora. Ok? Agora não. -Tentou ser o menos grossa possível.
– Promete me contar?
– Prometo. Agora posso ir dormir? -Blásio arqueou uma sobrancelha- É sério!
– Não estou te impedindo. -Falou rindo- Boa noite. E amanhã você me conta.
Pov Astoria:
Revirei os olhos e ri. Blásio sempre conseguia o que queria, nem que fosse pela insistência.
Entrei no dormitório e verifiquei se Pansy e as outras garotas dormiam. Sim, dormiam.
Sentei em minha cama, e peguei o papel que havia colocado na cintura para lê-lo pela milésima vez.
''09:40PM. Quarto andar.''
Me joguei pra trás, sorrindo.
Graças àquele bilhete eu havia beijado o ruivo. Não que planejasse aquilo, mas surgiu uma hora oportuna e eu o fiz. Precisava daquilo para tirar minhas dúvidas a respeito dele, ou de nós, não sabia direito.
Também não importava, o que eu queria saber naquele momento era: Quem havia deixado o bilhete ali? Como sabiam do que estava "acontecendo" entre mim e o ruivo? E também a hora exata em que ele estaria no corredor?
Não sabia com quem podia contar. Mas com Blásio com certeza não. Se ele soubesse disso, poderia pensar que eu fiz para me vingar dele com a Hermione.
Se bem que... Nah. Dane-se.
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