Notas iniciais
I'm back! Boa Leitura!

POV Malfoy:

Essa novata... Primeiro o idiota do Zabini insiste pra que eu peça desculpas à ela no trem, depois tanto ele como Pansy viram "amiguinhos" dela e agora ela me responde como se eu fosse um qualquer?! Quem ela pensa que é?!

"Psiu"

"Psiu"

Olhei em direção ao som e Pansy piscou pra mim tentando parecer sexy, que garota chata! Era a quarta vez que ela fazia isso, será que não consegue perceber que eu não a queria mais? Ela era gostosinha e tal, mas muito grudenta e isso não combina com o jeito dela! Aliás, não combina com o jeito de nenhuma garota, me dava ânsia esse tipo de gente...

Por falar em ânsia, desde o começo do banquete Zabini não parara de conversar com aquela novata e isso já estava me irritando.

– Zabini! -Ele parou de rir e me encarou- Salão comunal.

– Estou conversando... -Respondeu e voltou a falar com a novata. Que imbecil!

– Zabini, isso não foi um pedido! — Dessa vez ele se virou completamente pra mim.

– "Zabini, isso não foi um pedido"! -Disse me imitando- E desde quando você manda em mim, Malfoy?

– T-tudo bem Blásio, pode ir... -A novata interferiu colocando a mão no braço dele.

– Ok Marine, não liga pro idiota do Malfoy... Até depois. -Com um sorrisinho idiota ele se levantou e saiu andando em direção ao salão comunal da casa. Fui atrás dele e antes de descer a escada olhei para onde a novata estava sentada, ela ria e balançava a cabeça negativamente. Menina insolente.

POV Marine:

Durante o banquete -ou quase todo- conversei com Blásio. Ele era um menino legal. Fiquei sem entender quando o loiro estúpido decidiu sair de lá e levar ele junto, ou melhor OBRIGÁ-LO a ir junto. Sinceramente, que menino tonto! Decidi intervir quando percebi que iam começar a discutir e provavelmente ia sobrar tudo pra mim. Blásio se desculpou por Malfoy e seguiu em direção à uma escada que provavelmente levaria ao Salão Comunal da Sonserina.

– Ah, esses dois vivem assim, mas se amam! -Pansy disse assim que saíram, deixando os talheres no prato e me encarando- Ainda bem que você chegou pra me ajudar com eles.

– Não tenha certeza de que serei útil! -Respondi rindo e balançando a cabeça negativamente.

– Ha, mas eu não tenho fofa. Nem eu consigo! -Por que ela insistia em me chamar de fofa?- Agora vem, vou te mostrar a escola! -Disse se levantando e esticando a mão.

Olhei para os lados, mas como não falava com mais ninguém por ali resolvi dar uma chance à Pansy.

POV Autora:

Andaram por quase todos os corredores, até porque andar por TODOS além de impossível na quela altura da noite era proibido. Pansy as vezes exagerava com gritinhos ou caretas, coisas que faziam Marine rir. A maior parte do tempo andaram em silêncio, o assunto não vinha fácil entre as duas, mas Marine gostou do "passeio", tudo naquele lugar a encantou ela sentia como se nunca tivesse entrado em uma Escola De Magia e Bruxaria antes. Estava ciente de que não dava pra comparar Groxon com Hogwarts, por mais que Groxon fosse aconchegante e todos os seus amigos -e ex-namorado- estivessem lá.

Depois de terem passado no banheiro resolveram seguir para o Salão Comunal da casa, isso porque Marine insistiu muito pois Blásio havia contado a ela sobre "Você se ferrar na mão de Filch caso fosse pego vagando pelos corredores tarde da noite". Pansy reclamou mas acabou concordando no final, também estava cansada e no dia seguinte teriam que acordar cedo pois as aulas começariam.

Voltaram ao Salão Principal e desceram a escada que Marine havia visto Blásio descer antes. Pararam em um corredor sem saída e ao chegarem na parede uma porta se materializou permitindo passagem às duas sonserinas.

– Nossa! -Marine exclamou assim que passaram pela porta secreta.

O salão comunal sonserino era uma longa sala (provavelmente abaixo do lago da escola) com paredes de pedra e lâmpadas verdes circulares pendendo do teto. Na parede atrás de Marine haviam enormes prateleiras, todas lotadas de livros e esculturas -particularmente- estranhas. Havia uma enorme lareira na parede frontal à porta de entrada e em volta da mesma sofás de couro escuro, que pareciam extremamente macios e confortáveis. Na parede esquerda haviam várias portas e na direita várias outras portas, o que pareciam ser os dormitórios masculinos e femininos respectivamente.

– Bem-vinda à sua mais nova casa, Mari! -Disse Pansy rindo da expressão da menina que pareceu se assustar.

– É... linda! — Marine respondeu sorrindo -Mas e essa lareira? Não está meio calor pra ela continuar acesa? -Indagou, se encostando com cuidado em uma das prateleiras.

– Não, fofa, ela aquece durante todo ano, até no verão! A umidade e os corredores largos dão uma sensação de frio. Daqui a pouco você percebe... -Pansy falou indo em direção a uma porta do lado direito da sala- Vai dormir agora?

– Entendi. V-vou eu só...

– Você viu a cara deles?!? — Blásio e Malfoy entraram rindo no salão. O moreno se controlou assim que viu as duas os olhando sem entenderem, ao contrário de Malfoy que continuou rindo e se jogou em um dos sofás perto da lareira.

"Eu disse que eles se amam" -Pansy gesticulou com a boca fazendo Marine soltar um risinho.

– E ai, garotas?- Blásio disse indo se sentar perto do loiro.

– E ai, Blásio -Respondeu Marine com um aceno.

– Draquinho meu amor, onde você estava?! -Pansy perguntou ignorando completamente o cumprimento do moreno e correndo pra perto de Malfoy.

– Não é da sua conta, Pansy... -O loiro respondeu com descaso.

Blásio parecia já estar acostumado com a estupidez de Malfoy, pois ao invés de parecer surpreso como Marine, apenas bocejou.

– Não quer falar não fala! -Pansy respondeu nervosa.

– Então por que perguntou? -Disse Malfoy de olhos fechados.

– Vamos parar vocês dois?! -Blásio interferiu se levantando e indo em direção ao seu dormitório- Vamos dormir, Malfoy...

– Não to afim... -Resmungou o loiro.

– Então fica aí. Boa noite meninas. -Entrou e fechou a porta.

– Boa noite meninas. -Malfoy imitou Blásio com uma vozinha irritante.

Marine apenas olhou para Pansy que revirava os olhos e voltava em direção à porta, de onde ela não deveria ter saído.

– Vou dormir, tchau. — Pansy entrou no dormitório e antes que alguém pudesse falar algo ela colocou a cabeça pra fora da porta- Você também dorme aqui, Marine. Só procura não ficar muito tempo sozinha com o Draco -Olhou para o loiro- as vezes ele é ignorante.-Dizendo isso bateu a porta com raiva.

– Vai dormir, Pansy. -Disse Malfoy rindo da irritação da branquela mesmo ela já tendo batido a porta.

POV Marine:

"Por Merlin! Será esses três não conseguem ficar sem discutir por um minuto?!" Pensei comigo mesma depois de me assustar com a força com que Pansy bateu a porta do dormitório.

Pela primeira vez estava sozinha com o loiro estúpido, ele ainda estava jogado no sofá com os olhos fechados e murmurava algum tipo de música que não consegui entender. "Que continue assim", pensei. Desencostei da prateleira e me virei em busca de algum livro interessante.

Plantas Aquáticas Mediterrâneas, História da Magia por Batilda Bagshot, Viagens com Trasgos de Gilderoy Lockhart... "Não, Não e Não." Respondi mentalmente sobre os livros, parecia que só havia livros para estudos naquele lugar. Caminhava em direção à outra prateleira quando ouvi o loiro estúpido se remexer no sofá.

– Não vai seguir o conselho que a Parkinson deu sobre ficar sozinha comigo, novata? -A voz de Malfoy quebrou o silêncio de repente, o que me assustou. Olhei por cima do ombro e ele fitava o teto com desinteresse.

– Não to afim. -Respondi começando a mexer em outra prateleira. Tentei ser tão ignorante quanto ele.

Escutei ele se remexer novamente, dessa vez havia se sentado e tirava os sapatos.

– Você tem algum problema comigo, novata? -Respirei fundo em e virei para encara-lo, ele me olhava com os braços cruzados sobre o peito e não expressava emoção alguma.

Meu sangue ferveu com aquela pergunta e por um momento senti vontade de jogar um Avada Kedavra na cabeça daquele loiro estúpido que agora estava sendo cínico. Mas preferi me controlar. Afinal era o meu primeiro dia, -ou melhor segundo, porque já passava da meia noite- em Hogwarts e não queria ser expulsa, muito menos presa em Askaban.

– Problema? -Peguei um livro qualquer e me sentei no sofá em frente ao dele- Porque eu teria algum problema com você, Draco Malfoy? -Se ele estava querendo jogar, ótimo. Mas seria eu quem ditaria as regras. Abri o livro e fingi estar lendo enquanto esperava pela resposta. Essa que veio depois de alguns segundos.

– Primeiro -disse se levantando e colocando as mãos nos bolsos da calça- Você faz drama por eu ter esbarrado em você no trem. E segundo -caminhou até parar em frente ao sofá em que eu estava- Está me tratando como se eu fosse seus amiguinhos da escola de onde você veio... Mas entenda, -apoiou as mãos nos braços do sofá aproximando estupidamente o seu rosto do meu me olhando diretamente nos olhos- Eu-não-sou-eles.

Ele estava perto, perto demais. Conseguia sentir sua respiração quente ventilando meu rosto. E seu olhar era tão... tão azul e... Mas que merda eu estava fazendo reparando nele?!

–E-eu...

– Ótimo, Carter. Acho que entendeu. -Disse se levantando e indo pegar o sapato que havia tirado.

– Escuta aqui, Draco Malfoy! -Me levantei jogando o livro no sofá- Quem você pensa que é pra falar assim comigo?! -Ele se virou pra mim com uma sobrancelha erguida e um sorrisinho irônico nos lábios.

– Ora, ora, ora... Está irritadinha, Carter?

– Pare de me chamar assim! V-você não me conhece! -Respondi cruzando os braços.

– Hm, vamos ver... -Caminhou até parar em minha frente e abaixou a cabeça ficando na mesma altura que eu. Novamente pude sentir seu hálito em meu rosto- Eu te chamo, como eu quiser. C A R T E R. — Sussurrou, fazendo meu coração acelerar.

Respirei fundo tentando achar as palavras certas, mas não as encontrei.

–Excelente. — Falou se afastando com o mesmo sorriso nos lábios- Se precisar de mim, não me chame. -Piscou e entrou no dormitório.

Fiquei estática, com a boca aberta, sem reação, sem argumentos... Apenas me joguei no sofá sentando encima do livro. "O que foi isso que acabou de acontecer?" murmurei pra mim mesma balançando a cabeça negativamente. Por que ele me deixava nervosa daquele jeito? Ele não tinha esse direito! Como ele era... estúpido! Tudo nele era estúpido! "Ah Draco Malfoy, isso não vai ficar assim" falei me levantando e indo para o dormitório. Eu não podia contar isso pra Pansy, certamente ela iria direto tirar satisfações com ele e as coisas só iriam piorar. Comentar com Blásio estava fora de cogitação.

Troquei de roupas ali mesmo, já que Pansy e outras quatro meninas pareciam dormir profundamente. Me deitei, mas antes de pegar no sono prometi à mim mesma: "Você me paga, MALFOY."

Notas finais
Comentem! Digam se gostaram e o que precisa melhorar.