Notas iniciais
Oi folks! Capítulo grande à vista, marujos! Leiam as notas finais! Boa Leitura!

Raiva, Presentes, Insegurança

(Herbologia)

A Quinta-Feira fora tão conturbada quanto a Quarta-feira, se não pior.

A única coisa boa era a chuva contínua lavando todas as janelas do castelo e deixando o ar cada vez mais gelado, todos já estavam aderindo aos moletons.
Marine se desconcentrava cada vez mais de suas atividades assim como pegava Malfoy a encarando com cada vez mais frequência.

Ela não tinha coragem de perguntar o que era, assim como ele não tinha coragem de perguntar se ela já havia aceitado.

Sim. Suas suspeitas estavam certas, mas ela não sabia.

Draco estava tão aflito quanto ela para saber a resposta. Mas é claro que ele não iria admitir aquilo assim. Então preferiu ficar na sua, observando nada discretamente.

A garota perguntara para Astoria se ela sabia da "reuniãozinha" que acontecera na noite anterior, mas ela apenas negou, dizendo que foi direto dormir depois que saiu da aula de Astronomia.

É claro que Marine não tornaria a perguntar para o próprio Malfoy. Não para receber um "Não é da sua conta, Carter." novamente. Naquela hora sentira vontade de dizer que não iria para o maldito social, apenas de pirraça, mas isso seria dá-lo mais motivos para dizer que ela era "gamada" nele, assim como havia dito inúmeras vezes.

E por fim, Blásio. Não. O moreno estava fora de questão. Eles eram amigos, é claro, mas ela tinha certeza de que ele contaria para Malfoy que ela havia perguntado.

Então ela apenas ignorara o loiro quando naquela noite ele fizera questão de sair do dormitório pouco antes de se deitarem mas não sem antes dizer. "Vou para minha reunião secreta, não me espere acordada. Boa noite, Carter."

– Eu te odeio! -Murmurou ela assim que Draco batera a porta- Menino idiota! -Em um ataque de raiva pegou sua varinha e bagunçou toda a cama do loiro, mas errou a subir em cima da mesma para destruir os travesseiros com as próprias mãos, como se fosse Malfoy ali. De longe não dava para sentir, mas assim que "entrou" na cama, o perfume da doninha a tomou, era como se a raiva estivesse em forma de cheiro, pois a medida em que o perfume masculino e ardente se aprofundava mais em seus sentidos, com mais força ela socava os travesseiros, até rasgar um. — Toma isso, imbecil! -Penas de ganso, lençóis, fronhas, endredons tudo estava espalhado pela cama de Draco.

Aquilo tomara tanta energia da garota que ela acabara por dormir ali mesmo, jogada entre os panos, envolvida pelo perfume quente de Draco Malfoy.

[...]

A Sexta-feira amanhecera gelada, a chuva havia cessado e dado lugar a uma garoa fina e neblina densa. Marine acordara bem antes do despertador, se coçando, por conta das penas em sua nuca. Só então se deu conta de onde estava. Se sentou assustada olhando ao redor, Malfoy estava ali no dormitório, e o pior, em sua cama.

A garota se desvencilhou dos lençóis fazendo penas flutuarem acima de si e então caminhou lentamente até a doninha, com a varinha em mão.

– M-Malfoy. -O chamou, cutucando-o com a ponta da varinha- Malfoy, acorda.

O garoto não se mexeu.

– Malfoy, sai da minha cama. -Ao dizer isto, olhou de relance pra cama do loiro, que estava totalmente destruída- Malfoy!

– Depois... -Murmurou ele se encolhendo, provavelmente com frio.

Marine revirou os olhos, não estava em posição para reclamar de ele ter dormido em sua cama depois do que ela havia feito com a dele. E isso a irritava, quando teria chance para implicar com a doninha oxigenada e ainda estar certa como ele vivia fazendo com ela?

Ao consultar o relógio se surpreendeu, ainda eram 8h/am. Daria tempo de tomar café no Salão Principal caso corresse um pouco. De Sexta-feira, o café permanecia na mesa até as 8:30h/am.

Tomou um banho rápido, colocando uma calça jeans, camiseta de manga comprida e uma blusa por cima da mesma, além das meias e do sapato fechado. Deixou o cabelo em um rabo de cavalo que estava particularmente armado, por conta do tempo. Ao sair do banheiro viu que Malfoy ainda dormia encolhido em sua cama, por cima das cobertas. Se pegou caminhando até ele, mas ao chegar perto, travou.

Ela não iria se dar ao trabalho de cobri-lo, não depois de tudo o que ele tinha feito a ela. Poderia até ser infantil, mas o diabinho falou mais alto que o anjinho.

Ele não merecia aquele ato amoroso.

Riu com o próprio pensamento saindo dali.

No meio do caminho resistiu ao impulso de voltar pra trás. Querendo ou não ela gostava de Malfoy, tirando os beijos, e a boa sensação que tinha quando ele a tocava, ela havia se acostumado com ele. Embora passasse a maior parte do tempo querendo matá-lo.

Era um gostar diferente.

Mas ele ainda merecia passar frio.

___

Se não fosse por Hermione ali, Marine teria tomado o café sozinha. Nenhum aluno do quinto ano se encontrava lá. As duas conversaram entre mordidas em bolos e goles de leite quente. A castanha contou que gostava de acordar cedo para aproveitar melhor o dia, Marine se sentiu extremamente vagal ao confessar que só estava ali porque "acordara do nada e não conseguira voltar a dormir", parte disso era verdade.

Uma coruja chegou entregando o Profeta Diário para Hermione, que a pagou.

– Você lê isso? -Marine indagou com um certo tom de indignação. Ela nunca se interessara por ler jornais, nem mesmo quando estava no Brasil.

– Sim, é... É bom. Gosto de saber das... novidades. -A castanha respondeu parecendo escolher as palavras. — Mas as vezes é péssimo! — Complementou com raiva, depois de ficar alguns minutos com o rosto entre as páginas do jornal- Você viu isso?!

Marine parou de comer e olhou para onde a castanha apontava. Era uma foto de Dumbledore, iguais a dos cartões dos Sapos de Chocolate.

– O que tem? É o Professor Dumbledore. -Respondeu calma.

– Sim! E está dizendo aqui que o Prof. Dumbledore não está em condições de continuar na diretoria de Hogwarts!!

A indignação no tom de voz de Hermione era imenso, marine parou de mastigar e procurou algo para dizer, mas não precisou.

– Sinto muito, mas vou procurar o Harry agora. Nos vemos na aula de Herbologia.

Dizendo isso, Hermione saiu praticamente marchando. Marine não perdeu tempo em pegar seu pratinho e copo e migrar para a mesa da Sonserina, não era legal ser uma sonserina sem amigos na mesa da Grifinória.

Assim que se sentou e ia se servir de mais um pedaço de bolo -a queda da temperatura realmente afetava seu estômago- Miush, e mais outras duas corujas, aterrissaram na mesa.

___

Malfoy se mexeu na cama, estava com frio. Ao tentar se enfiar embaixo do endredom e não conseguir, abriu os olhos.

– Mas que...

Então, assim como havia acontecido com Marine antes, se deu conta de que estava na cama da garota.

– ... merda! -Terminou a frase, se levantando com raiva.

Com um esforço não muito grande conseguiu lembrar-se de ter chegado no dormitório na noite anterior e encontrado Carter em sua cama.

Flashback On:

POV Draco:

Saí do comunal da Sonserina, beirando as duas e pouco da madrugada.

"Droga." Murmurei baixo ao me lembrar de que estava nas masmorras e teria de chegar ao quinto andar... Sem ser pego por nenhum professor.

"Lumus." Apertei os passos e deixei a varinha em punho, tentando andar o mais silenciosamente possível.

Assim que alcancei o terceiro andar me deparei com Snape vindo em minha direção, abaixei a varinha rapidamente.

"Posso saber o que faz fora de seu dormitório a essa hora, Mr. Malfoy?" Indagou ele com uma certa calma.

"Eu estava na... cozinha, Professor." Respondi tentando parecer convicto.

Snape me encarou sério por alguns instantes, embora eu soubesse que ele não fosse me punir pelo simples fato de eu ser sonserino além de um Malfoy, não gostava nada daquilo.

"Certo." Sibilou lentamente "Faça-me o favor de não ser visto novamente."

"Claro, Professor."

Snape então continuou seu caminho. Sorri desdenhoso.

Mas não por muito tempo.

Ao chegar no dormitório me vi defronte a uma cena nada agradável. A infeliz da Carter dormia na minha cama. E o mais indignante era que a cama estava totalmente destruída.

Se eu não estivesse com tanto sono usaria minha varinha para tirá-la dali a força. Mas não estava afim de discutir com ela aquela hora da madrugada, o cansaço falou mais alto. Então apenas tirei meu uniforme, vesti meu pijama que graças à Merlin estava em cima do meu criado mudo, longe da Carter, e me joguei em sua cama.

Flashback Off.

POV Autora:

Draco apertou o rosto entre as mãos, assim que fez isso ouviu o despertador de Carter despertar. [???] 8:40h/am. Lhe restavam 20 minutos para seguir para a aula de Herbologia, revirou os olhos, odiava mexer com terra e plantas e...

Seus pensamentos foram interrompidos pela porta do dormitório se abrindo e deixando entrar uma Carter sorridente, que carregava duas caixas verdes e um envelope. Assim que a garota o viu, assumiu uma expressão séria, se não assustada.

– O que...

– Ahn eu...

Disseram juntos. [N/A Malfoy é o de cima]

– Fala. -Juntos novamente.

– Eu... -De novo.

Marine o encarou nervosa, mas os lábios comprimiam um sorriso. Então caminhou calmamente até sua cama, deixando as caixas em cima da mesma.

– Posso saber o que aconteceu aqui ontem enquanto eu estava fora? -Disse Draco finalmente, acenando com a cabeça em direção a sua própria cama.

– Se você me disser o que estava fazendo fora. -Respondeu ela com um ar de proposta.

– Eu não te devo satisfações, Carter.

– Nem eu.

– Você destruiu minha cama! -Grunhiu ele, aumentando o tom de voz.

– E você sai s... -Marine começou com o mesmo tom de voz, mas parou.

– E eu...? -Indagou ele, o indicio de um sorriso desdenhoso começou a tomar conta de seus lábios- Você está com ciúmes, Carter? É isso mesmo?

A garota abriu boca, mas a fechou.

– N-não! -Respondeu com a voz fina -Por que eu estaria? — Totalmente indignada.

– Me responda você. -Disse Draco se aproximando dela, agora com um enorme sorriso no rosto deixando à mostra os perfeitos dentes brancos- Porque a Carter teria ciumes de mim?

– Fica longe, Malfoy! -Disse ela se afastando até esbarrar em seu criado-mudo- Vou pra aula! — Pegou sua bolsa que se encontrava ali em cima.

Draco a encarou por alguns instantes, agora sorrindo serenamente.

– O que é isso aqui? -Murmurou ele fitando as caixas e o envelope em cima da cama da garota, embora desconfiasse do que era.

– N-nada que te interessa! -Respondeu Marine, deixando a bolsa no chão e correndo para perto da cama, o fitando apreensiva.

– Não mesmo? -Indagou ele com um ar de desdém, a deixando mais nervosa ainda. -Vamos ver.

Dizendo isso Malfoy fez uma tentativa de alcançar as caixas, mas Marine subiu em cima da cama e se sentando em cima delas.

– Nem pense, sai, Malfoy! -Disse ela esganiçada, Draco riu, dando mais um passo- Pára!

– Só saio quando me mostrar o que é isso. -Murmurou ele, calmo.

–Então ficaremos o dia inteiro aqui. -Falou ela prontamente.

– Tem certeza de que quer perder todas as aulas por causa disso?

– N-não me importo. -Cruzou os braços, ainda sentada em cima das caixas.

Eram duas, uma maior que lembrava um assento de sofá e outra menor, uma caixa de sapatos, para falar a verdade.

– Vamos, Carter. Não seja estúpida.

– Pra que você quer saber? N-não é nada que te interessa.

– Se me mostrar o que tem nas duas caixas eu te digo o que faço nas minhas reuniões. -Propôs ele, desdenhoso.

Marine abriu a boca e cerrou os olhos em um ar TOTALMENTE indignado. Como ele podia? Como aquela doninha podia ser tão...

– N-não quero saber... o que você faz. -O loiro arqueou uma sobrancelha- N-não me importo.

Malfoy suspirou e se espreguiçou, então se fez vencido e rumou para o banheiro, faltavam 11 minutos para a aula.

Marine continuou sentada nas caixas roendo as unhas até que o loiro saísse do banho, o que aconteceu 5 minutos depois.

Ela havia recebido a resposta de seus pais sobre o "social". Não precisara nem mesmo ler a carta para saber qual era, pois ao destampar brevemente uma delas ainda na mesa da Sonserina, se deparara com um par de sapatos de salto, pretos e aveludados. Na outra caixa estava a roupa provavelmente.

Duas surpresas, a primeira por ela achar que seus pais poderiam não permitir que ela fosse, e a segunda, pelo fato de já terem mandado a roupa. Estava anciosa para vê-la, porém não queria que Malfoy os fizesse também por duas razões: Ela não queria parecer desesperada por ir até a "mansão" da doninha, e também... Queria fazer algo como uma surpresa.

Que graça teria se Malfoy já tivesse visto a roupa antes mesmo de chegar em sua "mansão"?

– Por que tão implicante, Carter? -Marine foi tirada de seus pensamentos por um Draco Malfoy apenas de cueca box que enxugava os cabelos molhados em uma toalha negra causando um enorme contraste com sua pele branca. -Tudo isso só pra eu não ver o que tem aí?

"Por que, Merlin?" Pensou ela se levantando, virou de costas e mordeu os lábios. Escutou Malfoy estalar a língua num sonoro "tsc, tsc, tsc" com sua ação.

Ultimamente, sempre que ele saía do banheiro daquele jeito, ela procurava se afastar, apenas para não... Ficar louca. Dava para escutar cada movimento que a doninha fazia para vestir o uniforme, a vontade de olhar era enorme.

– O que ainda faz aqui? -Perguntou ele finalmente vestido e com os cabelos bagunçados.

– Garantindo que você não vai mexer nas minhas coisas. -Respondeu ela se virando e sorrindo sarcasticamente. O loiro revirou os olhos. Havia se dado por vencido apenas para que ela se afastasse e ele pudesse chegar as caixas, mas pelo jeito ela era... esperta.

– Tão infantil. -Suspirou, e desta vez, foi Carter quem revirou os olhos- Não vai pra aula? -Indagou, pegando os materiais.

– Depois de você, Malfoy. -Disse sorrindo ainda mais sarcástica, a doninha apenas revirou os olhos novamente e saiu, batendo a porta. Marine não perdeu tempo e vestiu a capa, pegando os materiais e também saindo dali.

___

A aula de Herbologia fora... melecada. A Professora Sprout, também diretora da Lufa, sempre fora muito, digamos... Cabível. Mas naquele dia muitos alunos chiaram quando ela lhes dissera para que colhessem ramos de Androméia, esses que se encontravam na plantação fora da estufa.

– Antes de saírem, -começou Sprout ainda dentro da estufa, chamando atenção de todos- Algum aluno gostaria de explicar sobre a Androméia segundo o capítulo que pedi para que lessem para essa aula?

Em menos de 5 segundos Hermione levantou a mão.

– Srta. Granger?

– A Androméia é uma planta que contém pequenas flores rosas, porém assim que é tocada, a flor solta uma fumaça azul-fluorescente e essa fumaça ao ser inalada deixa a pessoa com a visão embaçada por um período indeterminado dentro das próximas 24 horas. -Explicou.

–Perfeito, cinco pontos para a Grifinória. -Sorriu Sprout- E o que se deve fazer para que isso não aconteça?

Dessa vez foi outro menino da Grifinória que levantou a mão, Malfoy, Crabbe e Goyle deram risinhos.

– Sr. Longbottom?

– Hm... Para que a flor não solte a fumaça, devemos molhar a terra com Poção Unnifreso.

– Excelente! Mais cinco pontos para Grifinória! -Exclamou a professora- Ali estão os frascos com a poção. -Apontou para uma mesa que suportava pequenos potes com válvulas de spray, preenchidos com um líquido marrom — Esguixe três vezes ao pé da planta pouco antes de colherem, a flor secará, mas a planta continuará viva. Alguma dúvida?

Ninguém se manifestou.

– Ótimo. -Sorriu ela- Separem-se em duplas, peguem suas poções, as cestas para depositar as plantas e podem sair!

O dia já estava úmido com toda a garoa e neblina, e agora teriam de passar as próximas duas horas colhendo plantinhas que poderiam te deixar com a visão embaçada.

– Ótimo. -Murmurou Marine imitando a professora, porém totalmente desanimada, se deixando ficar por último a pegar a Poção e sair da estufa.

– Perfeito. -Blásio retrucou, imitando o tom dela. A sonseria se assustou com o moreno ali do seu lado, automaticamente esticou o pescoço para caçar Malfoy.

– Antes que pergunte -Começou ele animadamente, pegando uma cesta e um frasco, entregando o segundo a ela-Draco está com Goyle, Nott com o Crabbe, Astoria com a Pansy... Acabei sobrando.

Marine apenas contraiu os lábios e concordou com a cabeça. Seus pensamentos agora estavam na roupa que seus pais, provavelmente sua mãe, havia mandado, e nem ela mesma tinha visto, graças à doninha.

Escolheram então uma fileira de Androméias e começaram o trabalho assim como todos ali faziam, Marine esguichava a Poção Unnifreso enquanto Blásio vinha atrás, colhendo as plantas. O Sol estava fraco e não esquentava quase nada, deixando a manhã cinzenta. A onda de espirros e tosses estava começando a atingir os alunos.

Blásio falava animadamente sobre a partida de Quadribol que se aproximava e Marine apenas ria e confirmava com a cabeça, tentando prestar atenção ao que ele dizia, mas não conseguia deixar de imaginar o conteúdo de dentro da caixa em seu dormitório.

Continuaram a tarefa, os outros pareciam ter se animado com aquilo.

Conseguia ouvir as risadas de Harry e Ron há duas fileiras da sua, enquanto Hermione que fazia par com uma outra menina que Marine não conhecia, chamava atenção dos dois.

Dentre os quase 40 alunos que se encontravam ali, três haviam ficado com a visão embaçada por tocar na flor acidentalmente, um deles era Goyle, o par de Draco. O loiro, ao invés de ajudar, só conseguia rir do amigo que esfregava os olhos sem parar.

Logo madame Pomfrey, apareceu, guiando os pobres alunos até a enfermaria.
Marine então voltou a pensar nas caixas em seu dormitório. Por um momento se lembrou de que no dia seguinte...

– Espera. -Murmurou ela, ficando ereta [N/A Era preciso se curvar para molhar a terra. Avá].

– O que? -Blásio também se ergueu de repente, quase derrubando a cesta com as Androméias.

– Ah, n-não, não foi nada. -Marine pareceu voltar à realidade, percebendo que havia pensado alto- Pensei que tinha deixado de molhar essa última... planta. -Continuou ela quando o moreno a encarou, desconfiado.

POV Marine:

Por Merlin! Eu havia simplesmente aceitado o convite de Malfoy, sem perguntar horário, nem como e quando iríamos até a "mansão" dele.

Bom, um social não deveria durar mais que... Que... "Meu Deus, eu não sei nada!" pensei nervosa.

A ansiedade estava crescente, eu não tinha ideia do que se tratava o tal social ou por quanto tempo ficaria lá, estava começando a me perguntar o porque de eu ter aceitado o convite.

"Draco Malfoy. Mais alguma pergunta?" Falou uma vozinha em minha cabeça.

"Agindo pela emoção ao invés de razão." Outra vozinha.

– Cala a boca. -Grunhi.

– Que? -Indagou Blásio, enxugando a testa e me fitando confuso.

"Droga! Pensando alto novamente."

– Oi? -Sorri sem-graça, me fingindo de desentendida- O-olha, já colhemos bastante. -Apontei para o final da fileira de Andromélias que acabava dali a dois ramos.

– Hm. -Murmurou ele. Fitei o relógio, 10:43h/am- Você está...

– Olha, me desculpa, é que eu estou pensando nas coisas lá de casa. -Menti, a última coisa que eu queria era o Blásio me zoando por ficar anciosa por aquilo. "Mas ele teria razão, não é?" A vozinha em minha cabeça tornou a falar, fiquei ereta, apertando o rosto entre as mãos e inspirando lentamente uma grande quantidade do ar gelado.

Por um momento fitei a Floresta Proibida há alguns bons metros de nós, mas ainda assim, ali. A copa das árvores se mexeu com a revoada de pássaros negros que sairam de lá, me assustando. Tornei a me abaixar, agora molhando o último ramo de Andromélias.

– Você tá com algum problema, Marine? -Indagou ele ao jogar o último ramo na cesta e finalmente se levantar, estralando as costas- Pode falar, sei que não sou a Hermione mas...

– Hermione? -Indaguei assustada, me lembrando da vez que desabafei com ela no meu dormitório no Comunal dos Monitores- C-como...

– Você pensa que eu não vejo vocês duas conversando por aí? -Indagou ele com um ar de Sherlock. Ri, aliviada.

– Ah sim. -Falei, pegando a cesta do braço dele e o entregando o frasco com a Poção de Unnifreso que agora estava quase no fim- Vamos levar pra Sprout.

– Hein?

– Oi?

– Está com algum problema? -Tornou a perguntar, me deixando um pouquinho irritada. Tudo bem que ele só queria ajudar, mas uma coisa que eu odiava era que insistissem comigo- Na sua casa, sei lá.

– Ah não. -Falei, sorrindo e me desviando de uma plantinha estranha que tentou agarrar meu pé- Está tudo ótimo. É o frio que me deixa confusa, no Brasil não era assim.

Blásio riu parecendo convencido, embora aquilo não fizesse sentido algum.

Entreguei a cesta à Professora Sprout que recebeu de bom grado. Blásio fez o mesmo com o frasco de poção e então fomos para o castelo, a sineta das 11h tocou assim que pusemos o pé na escada, e então, olhando em direção de onde viemos, era possível ver vários alunos vindo, Malfoy era um deles.

POV Autora:

Era possível enxergar Draco de longe devido a sua cabeleira loira. Marine ficou séria, e começou a subir as escadas, mas foi chamada por Blásio:

– Não vai sentar com a gente? -Perguntou ele.

– Ahn eu... -Marine fitou Malfoy se aproximando. Ela queria poder checar suas caixas sem a doninha por perto, mas pelo visto estava sendo uma coisa impossível- Ta. -Respondeu por fim.

Draco vinha com Nott, Crabbe se arrastava atrás, sem Goyle que estava na enfermaria com a visão embaçada.

___

Marine nunca havia ficado próxima a Nott como estivera ali, automaticamente, notando a beleza do garoto. Passou o almoço inteiro observando a doninha e ele que estavam sentados lado a lado bem a sua frente na mesa da Sonserina.

Por ela, poderia se dizer que Malfoy e Nott eram irmãos, pois se pareciam muito. Exceto por duas características: Nott tinha cabelos extremamente negros, equanto Malfoy era de um loiro extremamente claro. O jeito deles também era diferente, equanto a doninha falava, contava as coisas e ria abertamente, Nott apenas observava, falando baixo e dando um leve sorriso de lado de vez em quando, o que o deixava sexy.

Theodore Nott era sexy e Marine havia reparado nisso só agora, mesmo ele sendo de sua classe desde que chegara em Hogwarts.

Marine fora tirada de seus pensamentos pela gostosa risada que Malfoy dera:

– Tão estúpido! -Disse ainda rindo.

Automaticamente a garota riu pelo nariz e abaixou o olhar para seu prato, fazendo um leve movimento negativo com a cabeça.

Não tinha jeito, Theodore Nott poderia ser sexy com seu jeito misterioso. Mas Draco Malfoy era quente com seu jeito estourado.

[...]

___

Após o almoço onde se comeu uma deliciosa costeleta, Marine subiu para o dormitório na humilde esperança de finalmente poder ver sua encomenda em paz.

Mas não sem antes dar uma última olhada para Malfoy e Nott mordendo os lábios logo em seguida, como conseguiam ser tão...

– Se controla! -Murmurou repreendendo a si mesma assim que entrou no saguão.

"Perfeitos." A vozinha em sua cabeça completou seu pensamento.

– Cala a boca. -Grunhiu. Ela estava falando...

"Sozinha" A voz a interrompeu. Que consciência estúpida ela tinha. "Só toma uidado para não ser chamada de louca assim como o Harry".

Por mais que tivesse a certeza de que sua consciência andava tendo quase uma vida própria desde a manhã daquele dia, Marine sabia que era ela mesma a autora daqueles pensamentos. E aquele momento ela havia ficado desapontada consigo mesma por pensar aquilo de Harry.

Hermione a contara na tarde anterior sobre o que estavam dizendo dele, Dumbledore e Voldemort. É claro que ela já conhecia a história do Lorde Das Trevas, porém, como estava no Brasil, não se preocupara com aquilo. E agora que voltara, não dava muito crédito as "achancias" assim como vários alunos de Hogwarts, Umbridge e seus pais. "E caso isso seja verdade, sou sangue puro de qualquer forma...".

Outro pensamento egoísta, o que estava acontecendo com ela?
___

Após travar uma luta interna com seus pensamentos particularmente estúpidos não prestando atenção nas pessoas que passavam por ela, Marine finalmente chegou ao quinto andar. Olhou para o final do corredor para ver se a doninha não resolvera segui-la e vendo que não, murmurou a senha para o quadro:

– Brisa Verde.

– Senha errada, senhorita. -Murmurou a mulher do quadro. Ela tinha a pele alva, o cabelo preto-azulado penteado em uma longa e complicada trança, chegava até o final de suas costas incrivelmente retas para alguém que estava sentada em um banquinho baixo.

– M-mas... Mas a senha era essa até hoje de manhã! -Disse Marine, estupefata.

– Sim. Porém ela foi mudada hoje, ao meio dia. -Respondeu a mulher, sorrindo. Marine então checou o relógio: 12:04. Se lembrou de que as senhas eram trocadas a cada duas semanas e rolou os olhos.

– Com quem está a senha? -Indagou impaciente.

– Os monitores chefes saíram há quatro, agora cinco, minutos em direção ao Salão Principal para entregar a senha para os pares de monitores de cada casa.

– Ah não, não, não. -Disse a sonserina mais para si mesma. Deveria ter passado por Paul e Claire enquanto subia, mas por conta de sua consciência super dotada a atrapalhando com pensamentos infortúnios podia não ter percebido. "Ta esperando o que pra descer lá?".

De novo a voz, mas desta vez ela estava certa.

Marine não falou ou pensou mais nada, apenas se pôs a correr, descendo escadaria por escadaria, esbarrando em muitos e sendo xingada. Mas só queria chegar até o Salão a tempo de pegar a senha antes da doninha.

Do quinto ao térreo, andando normalmente, eram tomados cerca de 14 minutos, aproximadamente. Na velocidade em que ela se encontrava levou apenas 6 minutos, mas o estado em que chegou no Salão Principal não ajudava em nada.

Assim que entrou, teve que continuar correndo até a mesa da Sonserina, pois Claire se aproximava da mesma.

– N..ão! -Disse ao alcançar a monitora-chefe que se encontrava a uns 3 passos da mesa. Tinha a voz cortada, devido a imensa falta de ar que estava sentindo. Claire a olhou assustada, segurando no braço de Marine que parecia prestes a desmaiar- Eu ... a s... enha. Senha...

– Por Merlin! Você está bem?! -Indagou preocupada- Quer que eu chame a madame Pomfrey?!

Marine apenas negou com a cabeça, tentado controlar a respiração.

– Só... a senha. Só quero... a senha.

– Eu estava indo fazer isso agora, vou chamar o Draco e passo a vocês doi...

– Não!... Por... favor. -Marine pediu suplicante.

– Você está com algum problema?! -Claire indagou demonstrando uma ponta de irritação.

– Não. Só... -Marine bocejou e deglutiu, numa tentativa de oxigenar o cérebro. Claire a olhava com uma expressão entre "Que menina esquisita" e "Será que ela está bem?"- Só quero que me dê a senha... Pra mim.

– Fui orientada a entregar para os dois, juntos. -Claire falou dando mais um passo em direção à mesa. Marine a pegou pelo braço, recebendo um olhar frio.

Claire embora fosse do sétimo ano, não era muito mais alta que Marine, tanto que ainda devia ser menor que Malfoy.

– É... urgente. Eu prometo que passo a senha pra ele... assim que fizer o que preciso. -Explicou a sonserina, suplicante.

A menina a encarou séria por alguns instantes, depois a Malfoy, que se encontrava sentado de costas para as duas entretido com alguma coisa que Blásio dizia. O barulho no Salão Principal naquele horário era tanto que a lembrou da praça de alimentação de um Shopping que visitara algumas vezes com Michelle, sua vizinha e amiga trouxa, do Brasil.

–Olha, -começou Claire parecendo convencida- se eu souber que você fez alguma coisa pra prejudicar qualquer pessoa, ou que não deu a senha para seu parceiro, -Nessa parte Marine sentiu vontade de rir, Draco Malfoy, parceiro? Aham.-Tirarei pontos da Sonserina, além de informar o Professor Dumbledore.

– Tudo bem. -Carter sorria, afirmando com a cabeça freneticamete- Cade a senha?

Claire a lançou um último olhar antes de suspirar e entregar a Marine um pequeno pedaço de pergaminho e sE APROXIMAR DA MESA DA SONSERINA?!

"O que essa..." Marine começou a pensar, mas foi interrompida quando a menina parou atrás de Nott, colocando uma mão em seu ombro e assim que ele se virou, o cumprimentando com um beijo no rosto.

Por um momento ficou parada ali, os observando conversar. Por que ela o conhecia? Desde quando falava com ele? Como ela podia falar com ele e Marine não sendo que era do sétimo ano enquanto Marine era da mesma sala que ele?

"Vai ficar parada aí?" A voz em sua cabeça tornou a ressurgir, a tirando do devaneio. Por que ela deveria se importar com aquilo? Não poderia sentir ciúmes de um menino que nunca sequer falou na vida, poderia? "Isso seria estúpido, mas poderia. E é o que vai acontecer mais concretamente se você continuar parada aí!"

Fez uma pequena careta, balançando a cabeça negativamente e então deu as costas ao lugar, subindo ansiosamente até o quinto andar, mas desta vez, sem correr.

Ao se ver novamente de frente para o quadro, pegou o pedaço de pergaminho que havia guardado no bolso e ao lê-lo murmurou um pequeno e baixo "Awn."

– Senha? -A mulher do quadro pediu calmamente.

– Canção de ninar. -Respondeu Marine, sorridente. Mal podia acreditar que finalmente iria ver a roupa que sua mãe mandara, em paz.

Poderia parecer exagero, mas o pior defeito e talvez a melhor qualidade de Carter era sua curiosidade. Defeito por deixá-la totalmente agitada e qualidade por permiti-la descobrir coisas novas.

O comunal dos monitores estava vazio, passou saltitante por ele, até adentrar-se em seu dormitório, trancando a porta.

Suas caixas ainda estavam em perfeita ordem, agradeceu pela existência da magia pois mesmo depois dela ter sentado em cima das mesmas, não havia nenhuma parte amassada.

Se aproximou lentamente de sua cama, sorrindo, com o coração acelerado.

Resolveu pegar a menor caixa, a que havia dado uma espiada naquela manhã.

A abriu, sorrindo mais ainda. Os sapatos de salto eram lindos. Tirou-os da caixa, sentindo seu veludo com a ponta dos dedos, depois os cheirando.

Ela amava cheiro de coisas novas.

Recolocou o par de sapados dentro da caixa, a afastando de si.

E então chegou a vez da outra caixa. A mais esperada.

Ao puxá-la para perto, sentiu como se estivesse mais pesada que antes, talvez pelo fato de que aquela hora ainda estivesse sob o efeito do correio, de redução de peso para maior facilidade de locomoção para corujas.

Respirou fundo levantando a tampa.

Deu de cara com um tecido preto e grosso.

Lã.

O pegou, tirando-o da caixa.

Um sobretudo.

Se levantou, medindo-o no corpo, ia exatamente até a medida de quatro dedos acima do joelho. Sorriu, satisfeita.

Ao voltar para a caixa, se deparou com outro tecido.

Também era preto, mas ao toque, bem mais leve. Não perdeu tempo e também o puxou revelando a parte creme da peça.

Sua boca abriu, ela não sabia se continuava com a cara de espanto ou se sorria.

– Um... vestido... Merlin! -Murmurou se levantando e colocando o vestido e o sobretudo lado-a-lado- Lindo! Perfeito!!!

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Após passar eternos momentos abraçando as peças de roupa, finalmente as guardou cuidadosamente dentro da caixa. Colocou a caixa menor em cima da maior e as enfiou dentro de seu guarda-roupas.

Só então deu atenção ao envelope.

"Londres, 23 de setembro.

Minha princesa amada!

Estamos todos com muitas saudades!

Mamãe vai escrever pouco, pois estamos de saída. Vamos visitar sua tia na Escócia e passar o final de semana por lá.

Pelo tanto que te conheço já deve ter visto as roupas e o sapato. Espero que tenha gostado. Eu e vovó escolhemos o vestido e o calçado, enquanto seu pai pegou o sobretudo.

Ele pareceu super animado com a ideia de você ser "amiga" do único filho de Lucius, pelo fato de eles terem sido também amigos. E pelo aspas, você acertou em cheio. Assim que seu pai leu sobre o convite para o social, soltou uma risada e o habitual "IIIIHUL!" que ele sempre faz. Esse homem nunca vai tomar jeito. (Risos).

Bem, esperamos que você se divirta bastante. Pode achar a roupa um pouco fora do comum para um social, mas os Malfoy não costumam ser nada comuns. Ficamos um pouco surpresos pois Cissa quando grávida vivia dizendo que matricularia seu filho em Durmstrang.

Enfim, temos mesmo que ir, perdoe a mamãe se te deixei com interrogações na cabeça, mas prometo que escrevo explicando tudo quando voltarmos.

Tenha juízo, não faça nada que eu não faria, ham?

Um grande abraço, mil beijos.

Amamos você."

Marine terminou de ler a carta, assim como sua mãe escrevera, com interrogações na cabeça. Luicius? Deveria ser o pai de Malfoy. Seu próprio pai havia sido amigo do pai da doninha? Como ele pôde?

"Ha. Ha. Ha. Muito engraçada." De novo a vozinha irritante, a qual ela sabia que não era nada mais nada menos que sua consciência a condenando.

Balançou a cabeça.

Durmstrang? Por que Durmstrang? Lembrou de seu primo que estudava lá, o vira apenas três vezes na vida e em uma dessas vezes ele disse que a escola era fria e sombria.

Deu de ombros.

Cissa aparentava ser a mãe. Nome estranho.

Por um momento se pegou imaginando como deveriam ser os pais de Malfoy, para ele ser... perfeito, daquele jeito, feios eles não deveriam ser.

– Devem ser mal educados. -Murmurou, se lembrando das patadas que Malfoy distribuía.

Por fim dobrou o pergaminho, o recolocando no envelope e deixando na gaveta junto da outra carta.

Então saiu do dormitório e também do Salão Comunal dos Monitores, estava indo procurar Malfoy para dizer que tinha aceito o convite e também entregar a senha -mal podia ver a cara dele quando lesse "Canção de Ninar".

Não foi preciso ir muito longe, ainda no quarto andar, se deparou com a doninha.

Que passou por ela sem mudar sua expressão entediada.

– Malfoy! -O chamou.

– O que é, Carter?

Marine caminhou até ele, que tinha a capa jogada sobre o ombro.

– Hm... Eu... Eu pensei sobre o seu convite.

Por um momento Draco passou de entediado a interessado, mas não demorou muito para voltar a expressão anterior.

– E? -Indagou ele se fazendo desdenhoso, voltando a caminhar.

– E hm... eu resolvi aceitar. -Respondeu ela caminhando ao lado dele.

Algumas pessoas os encaravam curiosas, era difícil ver uma menina ficar o lado de Draco Malfoy sem surtar ou tentar agarrá-lo.

– Tem certeza?

– Não deveria?

– Não sei.

Marine revirou os olhos, qual era a dele?

– Olha, se quer saber, eu só aceitei porque minha mãe me mandou a roupa pra eu usar sem mesmo eu pedir. Caso contrário eu não me daria ao trabalho de ir comprá-las só pra te agradar.

Draco não se decidia entre sorrir e responde-la. Internamente estava aliviado por saber que não teria de chamar Pansy e parte dele, uma bem pequena, feliz por ela ter aceito. Mas é claro que não iria admitir isso.

Então escolheu a segunda opção. Dando uma risada seca.

– Não preciso que me agrade, Carter.

– Você acha que eu não sei que se eu não tivesse aceito por causa de ter preguiça de ir comprar uma roupa, você ficaria todo nervosinho? [N/A Bugou meu cérebro].

– Como é?

Agora eles subiam a escada para o quinto andar. Marine revirou os olhos.

– O que eu quero dizer é, só aceitei porque me mandaram as roupas e não porque sou igual as meninas retardadas que fazem tudo o que você quer.
Ela não sabia ao certo porque estava falando aquelas coisas, sentia como se estivesse provocando uma discussão por nada. Mas tacar as coisas na cara da doninha e não deixá-la inflar o ego, era incrível.

– Tudo bem, Carter. -Foi tudo o que ele disse. Marine juntou as sobrancelhas, confusa.

– Você não vai me xingar e começar a gritar comigo? -Indagou ela, não se contendo.

– Estou cansado demais pra isso, talvez mais tarde. -Respondeu com descaso, a irritando.

Marine abriu e fechou a boca algumas vezes, tentando dizer algo para tirá-lo do sério, mas não conseguiu. Draco, percebendo isso, deu uma risadinha, o que a deixou frustrada.

Mesmo sem argumentar, Draco Malfoy acabava com a graça dos outros.

Chegaram ao quadro.

– Senha? -Indagou a mulher.

– Bris...

– Canção. De. Ninar. -Proferiu Marine pausadamente, com um ar superior. O quadro girou, liberando a passagem.

– Desde quando a senha é essa? -Perguntou Malfoy, parecendo minimamente irritado.

– Desde o meio-dia. -Respondeu sorrindo.

– E porque te avisaram, ao invés de mim?

Entraram no dormitório.

– Porque sim. -Disse ainda sorrindo. Malfoy a encarou, vendo que não conseguiria dizer nada a respeito, resolveu apelar.

– O que faz aqui, Carter? A vontade de ficar perto de mim é tão grande que não desgruda nem mesmo quando estamos em horário livre?

Só então Marine percebeu que voltara ao dormitório junto com a doninha. Cerrou os olhos.

– Eu só te avisei sobre minha decisão e a nova... senha! -Respondeu injuriada, tacando o pedaço de pergaminho em direção a ele.

– Já fez, agora pode sair. -Disse, se jogando em sua cama que agora havia sido arrumada.

– Com todo o prazer, Malfoy! -Esbravejou ela, vermelha de raiva.

Só teriam aula novamente as 14 horas, Marine iria aproveitar o tempo para consultar Gina a respeito de Astoria e Blasio. Assim que ia sair pelo quadro, se lembrou de mais uma coisa, revirando os olhos e voltando em passos duros para o dormitório.

– Malfoy. -Colocou a cabeça pra dentro da porta, Draco apenas abriu os olhos.

– Não resiste mesmo, não é? -Provocou ele, rindo.

– Cala a boca. -Respondeu ela, revirando os olhos pela milésima vez- Eu quero saber quando e como nós vamos pra sua CASA.

– Mansão. -Corrigiu ele, recebendo um olhar cortante- Enfim. Pap- Lúcius vai vir nos buscar amanhã às cinco.

– Mas não é meio cedo pra um social?

– Carter, você não está achando que vai sair daqui arrumada, está?

A menina franziu o cenho. Ela estava achando. Malfoy revirou os olhos.

– Você vai se arrumar lá. Mais alguma pergunta?

Marine foi tomada pela ansiedade. Se arrumar na casa da doninha? Por ela estava achando que iria apenas para o social, e só. Malfoy a encarava com as sobrancelhas erguidas.

– Ótimo! -Grunhiu ela, batendo a porta.

Não iria deixar ele perceber seu nervosismo. Mas por dentro estava perdida. Uma coisa boba, o que tinha de mais naquilo? Porem ainda sentia insegurança.

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Nott: https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/t1/47637_465591440234262_534471772_n.jpg

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Malfoy: http://images4.fanpop.com/image/photos/20900000/Draco-Fan-Art-draco-malfoy-20908692-500-520.png

http://images5.fanpop.com/image/photos/31300000/Tom-Felton-Wallpaper-tom-felton-31397772-1024-768.jpg

http://www.harrymedia.com/data/media/513/00gewzhd.jpg (O zoom vale a pena, para mais detalhes, hehehehe)

Notas finais
E então?! :D Primeiramente agradecendo aos 5 comentários que recebi no capítulo anterior e aproveitando: COMENTEM! Gente, tenho 60 leitores (redondo) e recebo 5 comentários por capítulo? Que isso? u-u Nunca desmerecendo os que comentam é claro, vocês me deixam felizona :D, mas é que né... Nem metade da metade está comentando. 1-Nott: Nos filmes o ator que interpreta ele não é esse, mas parece, esse só é mais bonito. 2- Roupas e sapato: Só vou mostrar no próximo capítulo. u-u Gente, quem já sabia não me xingue de poser, mas estava pesquisando coisas pra fic, e descobri que o lindo do Tom Felton que faz nosso venerado Draquinho, tinha 19 anos no 5 filme! Isso mesmo! Tudo bem que a maioria dos atores são normalmente mais velhos, mas aí você compara 15 com 19 e fica: WOW! Por isso deixei fotos dele no quinto filme ali. Carinha de neném :3 Acho que é só, tenho a impressão de que esqueci de algo, mas ok. Qualquer coisa perguntem por comentário ou mensagem, respondo com o maior prazer. =) Me digam o que estão achando de tudo isso até agora! Comennntem. Beijos!!