Notas iniciais
Neeeeeeew chapter! Capítulo 95% focado em Marine e Draco. Boa Leitura!

POV Autora:

– Me solta! -Marine disse sem dar atenção ao que o loiro acabara de dizer.

– Não vai mesmo querer saber qual é a proposta? -Insistiu Draco, com um ar de desdém.

Por um segundo Marine se interessou, mas estava relutante em responde-lo.

Não queria passar mais tempo encarando a doninha.

Minutos antes estivera suplicando internamente pelo beijo que jamais acontecera pois Malfoy a afastara covardemente. Sim, aquilo fora covardia, ficaram tão próximos que ela tinha certeza de que sentiria o gosto de seus lábios novamente. Mas agora, estava tomada pela raiva.

Não que estivesse com saudades de beijá-lo, só que quando ele ficava muito próximo, Marine "acendia" de certo modo.

– Diz então qual é a proposta. -Murmurou agora mais calma, com a mão de Draco ainda segurando seu pulso.

– Pensando bem. -A soltou, colocando as mãos nos bolsos- Mudei de ideia. Boa noite, Carter.

Dizendo isso o loiro passou por ela com o peito estufado e um sorriso desdenhoso nos lábios. A garota o fitou com os olhos cerrados e a boca aberta em indignação.

Como aquele idiota conseguia ser tão...

– Malfoy! -Chamou, o seguindo- O que você quer com isso? — Se aproximavam do Comunal dos Monitores- Se está achando que eu vou ficar correndo atrás de você... — Passou pela passagem que havia sido aberta pela doninha há míseros segundos- Eu não vou ficar correndo atrás de você!

– Não vai mesmo. -Draco parou no meio do comunal vazio, e se virou para encarar Marine, que também parou- Já está.

Ela não soube o que responder de imediato. A doninha suspirou, como que se zombasse de disso e virou as costas indo em direção ao dormitório.

– Vai se ferrar, Malfoy. Ninguém é obrigado aficar aguentando seus modos de menininha mimada- Dizendo isso, Marine apertou o passo e tentou entrar primeiro no dormitório, apenas para pirraçar.
Porém seus movimentos foram percebidos por Draco, e os dois se entalaram na porta, um forçando o outro para ver quem conseguia entrar primeiro.

– Sai, Carter.

– Sai você! Eu cheguei primeiro.

– Pensa que eu não vi você correndo? Cresce, e me deixa entrar.

– Nnnão. -Grunhiu ela.

Os dois pareciam duas criancinhas de 5 anos brigando por nada. Agora ao invés de tentarem entrar, tentavam empurrar um ao outro para fora do dormitório. E o pior, estavam levando aquela batalha a sério.

Estavam frente a frente entre o vão da porta, Marine se apoiando nas pernas que iam escorregando para dentro do quarto encarpetado tentando com toda sua força empurrar a doninha.

– Isso é tudo que consegue fazer? -Provocou Draco, recebendo um olhar furioso de Marine.

– Eu... detesto... você! -Respondeu entre um grunhido e outro resultante do esforço que fazia contra a doninha- Seu...

– Seu? -Indagou, segurando o riso- Vamos lá, Carter. Não é possível que seja tão fraca assim.

Por mais que a força de Marine fosse bem menor que a de Draco, o garoto tinha que manter a sua força para não ser empurrado para fora do dormitório. Nesta altura do campeonato os dois já tinham se movido, e ela agora se encontrava com boa parte do corpo dentro do quarto, enquanto Malfoy estava no batente da porta.

___

– Pensei que tinha parado com essa paranoia.

– Não é paranoia!

Pansy e Astoria conversavam no Salão Comunal da Sonserina, com um Abaffiato em ação, feito por Pansy. Era a terceira vez somente naquela semana que a sonserina perguntara a ela se sabia de algo entre Marine e Draco. Astoria dissera que não, porque realmente não sabia. A não ser que eles viviam discutindo por nada praticamente todos os dias.

– Não, é o que então?

– Eu só quero descobrir se ele tem alguma coisa com... com aquela... Com ela!

– E por que isso te interessa tanto? -Astoria indagou se ajeitando no sofá sonolenta, tentando acompanhar Pansy, que andava apressada de um lado para o outro, mesmo com ela dizendo que o feitiço poderia não funcionar corretamente daquele jeito.

– Eu quero saber o que ele viu nela! O que aquela novata sem sal tem que eu não tenho?!

– Mas você nem sabe se eles estão juntos!

Astoria embora enchesse Marine a respeito de Draco, não chegava a ter certeza de que existia alguma coisa éria entre os dois. Desconfiava algumas vezes, mas era só vê-los um perto do outro que a desconfiança desaparecia. Já o mesmo não parecia acontecer com Parkinson.

– É por isso mesmo que eu quero descobrir!

Astoria bufou.

– Olha, vou dormir. -Se levantou, recebendo o olhar cortante da outra- O que é? Eu estou com sono!

– Ast, por que você nunca me ajuda? -Bateu os pés, manhosa e irritada.

– Você já sabe o motivo. Não se faça de tonta.

– Ai, você perde muito tempo com isso. Ai, isso é paranoia. Ai, não entendo essa sua obsessão. Ai, ai, ai. Nhé, nhé, nhé, nhé! — Fez Pansy, num tom de voz irritante- Eu não PERCO tempo, NÃO É paranoia e NÃO É obsessão! Acontece que o Draquinho é meu! Você não entende? Perdemos a virgindade juntos!

Astoria revirou os olhos, Pansy sempre fazia questão de lembrar daquilo como se fosse algo crucial que daria a ela todos os motivos para ter Draco somente para si.

– Não vou discutir com você. -Falou, caminhando até o dormitório- Boa noite, Parkinson.

A sonserina bateu a porta, deixando uma Pansy vermelha para fora.

– Eu não vou desistir...

___

Draco e Marine continuavam naquela briga de caranguejos. Ambos já estavam se cansando, mas não ousavam desistir.

O loiro então teve uma ideia. Puxou a garota para si para tentar tirá-la do caminho e assim trancá-la para fora do dormitório.

Porém, por um segundo se esqueceu de que ela fazia força para empurrá-lo para fora. E no momento em que ele deixou de empurrá-la e tornou a puxá-la...

Não deu outra se não os dois caídos no chão, para fora do dormitório.

Marine caíra em cima da doninha. Malfoy batera a cabeça, se contorcendo embaixo da garota.

Por alguns segundos os dois pareceram descansar, ali mesmo, naquela posição. Mas logo recobraram a consciência. Draco demonstrava fazer um esforço enorme para tentar tirar Carter de cima de si, mas simplesmente não conseguia encará-la, apenas manteve o rosto virado e os olhos apertados.

Marine apoiou as mãos no chão, sentia o calor de Malfoy tomando seu corpo, os movimentos rápidos de seu peito subindo e descendo embaixo de si, até agora ela encarava o nada ao seu lado, mas assim que olhou para baixo e viu ele com o rosto virado e os olhos fechados, ficou confusa.

Por que ele simplesmente não a tirava de cima de si com um empurrão, como previra que fizesse?

O loiro então se mexeu, tentou tirar-se para o lado, mas a mão de Marine o impedia. Ela se sentiu entranha, então se deixou cair no chão, ao lado da doninha.

– Malfoy...- O chamou, mas não houve resposta. A vontade de chorar a tomou, ela se sentiu rejeitada de certo modo, não era a primeira vez naquele dia, muito menos desde que se conheceram, que ele se afastava quando estavam próximos.

Não que ela queria estar sempre próxima a ele, ou está-lo beijando a todo instante. Mas sempre que isso estava próximo a acontecer, ele se afastava do nada. Antes a humilhasse e dissesse que nunca teria nada com ela. Mas o pior, é que ele não parecia pensar assim. Ainda nas duas vezes que haviam se beijado, fora Malfoy quem a tomara...

Aquilo a deixava confusa, não ter certeza de nada, nem mesmo do que sentir por aquela doninha miserável. Era torturante.

Respirou fundo, se levantando.

Mas algo fez seu coração acelerar, assim que se sentou, sentiu a mão de Draco segurar seu pulso e a puxá-la para o chão novamente.

O comunal dos monitores estava escuro, exceto pela grossa faixa de luz que vinha da porta do dormitório dos dois. Estavam caídos, de certa maneira, atrás do sofá, de frente para porta aberta.

Draco permanecera alguns minutos em silêncio, não sabia o que falar, nem como agir.

– Carter... -Começou ele, agora com os olhos, abertos, encarando a escuridão que se apossava da saída do comunal, mas nunca encarando a menina deitada ao seu lado. Não sabia como dizer aquilo.

Draco Malfoy estava com medo.

E o pior...

Da resposta de uma garota.

– Malfoy, por que está fazendo isso? — Marine indagou de repente. Não sabia exatamente o que perguntar ou como perguntar. Só queria saber o que estava acontecendo para ele agir daquele modo, por um momento Malfoy pareceu um garotinho de onze anos, tímido.

– Carter, -recomeçou ele- você quer... Minha família. Eu... Nesse sábado.

"Mas que porra está acontecendo com você?" Pensou ele, fechando os olhos novamente. "Isso está ridículo." Se sentou, encolhendo as pernas. Ainda sem encará-la.

Marine fez o mesmo, mas o encarava esperando uma resposta, ou algumas palavras que fizessem sentido.

– Eu não entendi. -Falou ela fazendo uma careta, aquilo estava ficando engraçado. O louro suspirou, parecendo derrotado. Ela ficou séria. -Malfoy. Dá pra olhar pra mim?

Draco permaneceu olhando o nada por alguns segundos, finalmente a encarou.

– Diz. -Incentivou-o.

– Você... Ir.-Sibilou ele- Droga, eu só...

Escutaram um barulho vindo acima das escadas, se levantaram alertas.

– É melhor a gente terminar isso no quarto. -Falou ela, ainda encarando a penumbra em direção as escadas.

Malfoy riu pelo nariz. Tomando a atenção dela para si.

– Apressadinha você, Carter.

Claramente ele já havia voltado ao normal.

A garota revirou os olhos, mas não pode deixar de rir.

Um segundo de vacilo, e a doninha correu para o dormitório, fechando-a para fora. Marine ficou no escuro com os olhos arregalados. Então correu para a porta.

– Malfoy! -Murmurou ela- Abre!

Escutou a doninha rindo contra a porta.

– É sério! Por favor!

A garota se virou, encarando o nada, no escuro. As imagens da Floresta Proibida começaram a tomar sua mente, os acontecimentos pelos corredores também.

Outro barulho.

– Malfoy! Por favor!

Tornou a se virar para o dormitório, empurrando a porta, que se abriu.

Entrou apressada trancando o quarto. Até então não tinha percebido que lá dentro também estava escuro. Ia pegar sua varinha, quando sentiu as mãos de Malfoy a segurando e seu perfume ardente invadindo seus sentidos.

– Idiota! -Bradou ela, tentando acertá-lo.

Ele riu.

– Eu sabia que ia tentar fazer isso, me bater. Mas felizmente sou mais esperto que você.

– Ha, ha. Muito engraçado. -Murmurou ela- Acende a luz (N/A: Se ela dissesse "Acende as velas" soaria muito romântico).

– Não. -Disse ele, baixo.

– Malfoy, eu t...

Não conseguiu terminar de falar, Draco se aproximou mais, a beijando.

Ele teve que fazer. Apenas para ter certeza de que era isso que queria.

Nos primeiros segundos ela manteve os olhos abertos, o coração acelerado. Mas assim que Malfoy soltou suas mãos as usando para apertá-la mais contra si, suas pálpebras se fecharam, a deixando sentir aquilo que a consumia toda vez que se tocavam.

O beijo não era calmo, mas também não era feroz. Era apernas... Um beijo, rodeado pela escuridão. O que permitia a ambos senti-lo mais profundamente.

Minutos depois se separaram, respirando fundo. Marine tremia um pouco, em parte por causa do que acabara de acontecer e em parte por que uma corrente de ar frio começara a se apossar do ambiente. Draco pareceu não notar.

– Malfoy, ascende...

– Espera. -Murmurou ele, respirando fundo. Se encostou na porta, ao lado de Carter- O que eu quero dizer... -Recomeçou- Quero saber se você vem comigo pra minha mansão.

O loiro soltou o ar que não percebeu estar prendendo.

Tivera que fazer aquilo no escuro, caso contrário achou que não conseguiria, não com a garota o encarando. O porquê ele não entendia. "Qual é a dificuldade?" Pensara. Porque Carter não era como as outras? Por que ela não corria atrás dele o tempo todo? Talvez se ela o fizesse, seria mais fácil chamá-la. Mas como sempre, ela tinha que dificultar as coisas.

– O q-que? -Marine indagou confusa, procurando sua varinha nas vestes, a corrente fria continuava ali- Ir pra sua casa?

Ela se assustou. Por dias a doninha parecia desprezá-la e agora a convidava para ir...

– Mansão. -Corrigiu ele. Como conseguia ser metido até mesmo nessas horas -Nesse sábado... Tem um social.

– M-mas...

– É como uma "festa" de milionários -Interrompeu ele.

– Eu sei o que é um social! -Respondeu ela revirando os olhos.- S-só... Só quero saber o porquê de estar me convidando.

Draco pareceu pensar por um minuto, não poderia dar o real motivo e simplesmente dizer "Porque meus pais não querem que os conhecidos deles saibam que eu pego todas e não quero nada sério. Então eles mandaram eu levar alguma garota de sangue puro só pra dizer que estou em um relacionamento promissor".

– Porque meus pais mandaram eu convidar alguém. Lá só tem gente rica, falando de assunto desgastantes, e eles me amam, então não queriam me deixar entendiado.

Marine revirou os olhos outra vez. "Mimado" pensou.

– E... Por que não chamou o Blásio?

Malfoy revirou os olhos. Qual era a dificuldade em apenas dizer "Sim, Draco, seu gostoso, eu vou."

– Eu chamei. Mas ele já tem compromisso. -Mentiu, fazendo a voz parecer um pouco desapontada.- O que me diz?

– E-e a Pansy? Ou a Astoria, ou qualquer oura menina da Sonserina? -Indagou ela. Marine estava desconfiada, o motivo que ele dera não a convencera totalmente.

Draco respirou fundo novamente, tentando não demonstrar a a irritação que começara a crescer dentro de si, graças a Merlin estavam numa completa escuridão.

– Olha, Carter... -Começou seco, mas mudou o tom ao relembrar que ela era praticamente sua última esperança- É que...

– Tudo bem. -Disse de repente, fazendo a luz voltar aos poucos e olhando ao redor- Eu vou pensar.

Notas finais
Continuem comentando e dizendo o que acharam! Beijos, até mais!