"Eu amo você..." (Draco Malfoy)
20 Capítulo 20
Notas iniciais
POV Autora:
Após Draco ter "driblado" Marine e conseguido sair do dormitório, a garota seguiu para o Salão Principal ainda desacreditada daquilo. Estava se deixando levar pelas ações da doninha, e, com isso, as coisas estavam fugindo de seu controle.
Estava decidida a mudar a situação, o jogo. Sim, aquilo estava parecendo um jogo, aquilo entre ela e Malfoy. Não conseguiam conviver sem discussões, mesmo ela tentando. Ela era a única que tentava, pois Draco só sabia provocá-la, provocá-la e provocá-la.
"Ele só pensa nele mesmo." Refletiu enquanto andava apressada pelo corredor. O horário de almoço estava quase no fim, e ela ainda não havia almoçado. "Graças à quem? À doninha!"
Se aproximava do Salão Principal, quando passou por uma janela e avistou Malfoy fazendo graça com o time de Quadribol.
– Imbecil... -Murmurou sozinha, não conseguindo conter a raiva.
– Não sou. -Escutou uma voz familiar vindo de trás dela, se virou, sorrindo.
– Ah é sim. -Disse rindo e abraçando a ruiva que retribuiu o abraço.
– Não preciso nem perguntar quem você estava xingando, preciso? -Indagou Gina, com um sorriso maroto.
– Não. -Riu fraco- Também está indo almoçar?
– Estou. Senta comigo?
– Pode ser...
As duas seguiram para a mesa. Enquanto almoçavam Gina contou sobre Hermione e Blasio ressaltando a parte que pediram para ela ir chamar Ron, mais exatamente Hermione, o que a deixou mais chateada ainda. Marine não sabia se ficava feliz ou triste pelos dois. Quando perguntou se Gina estava com ciúmes, a ruiva disse que não sabia.
Talvez sim, talvez não.
Já Marine ao ser indagada sobre o motivo de estar nervosa com Malfoy -apesar daquilo ser mais do que normal-, teve que inventar algo, pois qualquer coisa que dissesse levaria à pequena "reunião" na sala de Dumbledore e por fim, ao acontecido na Floresta Proibida.
Não era acostumada a mentir, mas fora necessário.
A aula seguinte era vaga, tanto para Marine, quanto para Gina, essa que tinha que treinar Quadribol. Após a ruiva insistir trilhões de vezes, Marine se deu por vencida e aceitou assistir o treino.
– Só dessa vez! -Falou por fim, apontando o dedo em um gesto de "estou falando sério"- Ah, Gina...
– Veeem que eu estou atrasada! -Disse a ruiva, a puxado corredor a fora.
Marine, mesmo sendo arrastada, riu. Não tinha como não rir quando se estava junto com Gina. As duas chegaram ao vestiário rindo e ofegantes pela corrida, a ruiva pegou seu uniforme e entrou em um dos box's para se trocar.
– Tem alguém aí, Marin? -Murmurou de dentro do box.
– Não. -Respondeu, olhando em volta- Por que?
– Certo, posso te pedir um favor?
– P-pode... Eu acho. Só não sei se vou poder fazer.
– O que eu queria pedir é o seguinte... Quero que descubra se a Mione está mesmo com o Blásio. Você pode fazer isso por mim?
Marine não se surpreendeu muito com o pedido da ruiva, mesmo assim, ficou pensativa. Não gostava de "bisbilhotar".
– Está aí, Marin?
– Estou, e-eu... Não é melhor você perguntar pra Hermione?
– Não sei... -Falou Gina, cabisbaixa saindo do box já com o uniforme em cores chamativas do Quadribol- Pelo jeito que eu saí ela deve estar achando que eu não quero falar com ela.
– E você...?
– Não sei, não sei mesmo. Eu estou chateada. Não é nem por causa do Blásio, e sim por ela ter me mandado sair, mesmo que indiretamente. Ela é minha amiga, poxa! -A voz da ruiva estava começando a falhar.
– Ei, não chora. -Disse Marine indo ao encontro da amiga e a abraçando- Talvez ela tenha feito isso por causa do Blásio, tenho certeza que se eles tiverem alguma coisa ela vai te contar.
As duas se separaram e Gina deu um breve sorriso em forma de agradecimento. Segundos depois estavam correndo em direção ao campo de Quadribol, ou melhor, a ruiva corria e Marine era arrastada.
___
Astoria se encontrava no Salão Comunal da Sonserina, jogada em um dos sofás. Fitava a lareira, entediada. Observava as chamas dançarem e estalarem, liberando um calor confortante.
Calor, conforto. Era o que era mais precisava. Queria alguém para ajudá-la a decifrar seus sentimentos por Blásio. Mas quem melhor que ela mesma? O problema era que não estava conseguindo, seu cérebro lutava e persistia em dizer que ela não poderia estar gostando dele, pois o que tinham era apenas amizade. Uma amizade forte de quatro anos, que valia por dez.
Mas por que ela teria sentido ciúmes ao vê-lo se interessar por Hermione? Ou então ao vê-lo rindo com Gina? Essas perguntas estavam perseguindo-a desde a hora do almoço.
Se remexeu no sofá, trocando de posição. Estava ali desde que vira Blásio deixá-la para ir falar com Hermione. Ouviu alguém entrando no comunal, mas não quis se virar para ver quem era, com receio de que fosse Blásio e ela começasse a chorar ao encará-lo. Astoria não era muito de chorar, mas aquilo a deixou tão confusa e frustrada que ela pensava não ter mais controle sobre seus atos. Tanto que havia beijado o ruivo, Ronald.
No começo pensou ter feito aquilo apenas para "ver" o que realmente estava sentindo, fosse por ele ou pelo moreno. Mas acabou percebendo que fora apenas uma atitude desesperada de compensar a frustração que começara a sentir. "Perca de tempo" pensou, balançando a cabeça negativamente.
– Ou! Tá aí? -Ouviu uma voz vinda do sofá a sua frente. Olhou assustada, relaxando ao ver que era Pansy.
– Ah... Oi.
– E então, o que você acha? -Indagou sorridente.
– Acha do que, Pansy? -O sorriso morreu dos lábios da garota.
– Você não ouviu nada do que eu disse?!!! A onde você tava, Astoria? Que saco!
– Ei, calma! Eu só estava distraída ta legal?!
– Ah, que ótimo. -Abriu os braços em um gesto irônico- Bom saber que eu tenho uma amiga que não serve nem pra me escutar!
– Pansy, pára! -Astoria elevou o tom de voz, fazendo a garota se calar. Ela era a única pessoa que Pansy "obedecia", ou respeitava. Isso porque a Parkinson só criava inimizades com outras garotas por causa do "Draquinho" e Astoria foi a única que a restou por demonstrar com clareza que não tinha nenhum interesse no loiro- Eu não estou me sentindo bem, estava dispersa. Então se der pra você repetir.
– Tá, foi mal. -Murmurou, passando as mãos pelo cabelo e ignorando completamente o fato de Astoria ter dito não estar bem- Olha, eu to com um plano, de separar a Marine do Draquinho e...
– Ou, ou, espera. Eles nem estar juntos estão. -Falou Astoria, se sentando corretamente.
– Pode parecer que não, mas eu tenho certeza que sim! Fiquei observando eles esses três dias seguidos. Ou foram dois? Não lembro. Não importa também. Acontece que eu vi como ela olha pra ele, com certeza ela gosta dele, do MEU Draquinho!
– Pansy, presta atenção no que você ta dizendo. Ela gostar dele é uma coisa, agora eles estarem juntos, é completamente diferente. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
– Qual é, Astoria?! -Pansy se exaltou, levantando-se- Você ta do lado de quem?
– De ninguém! Não tem lado! Se ela gosta dele eu não sei, mas eu tenho certeza de que juntos eles não estão!
– Como pode ter certeza? -Astoria não soube responder, aumentando ainda mais o nervosismo de Pansy, que começou a andar de um lado para o outro no comunal- Ta vendo? Eu aposto que ela está escondendo as coisas, ou melhor, tentando, porque eu já sei!
– Olha Pansy, me desculpa mas eu não vou entrar nessa com você. Não mais uma vez. -A garota a encarou incrédula- É sério. Não estou escolhendo lado nenhum. É só que EU não acho que eles tenham alguma coisa, então não vejo motivos pra isso.
– Ótimo. Que ótimo. -Falou irônica, fazendo Astoria revirar os olhos- Se você quer assim.
– Sim, eu quero. -Respondeu, se levantando e parando em frente à Pansy. Pegou em seus braços a fazendo encará-la- Para com isso. Todo mundo, sei que até você, percebeu que o Draco não quer nada contigo. Então pra que isso?
– Ah, sai Astoria! Não começa. -Retrucou, desvencilhando-se das mãos da amiga- Isso é inveja das outras, porque elas devem saber que eu perdi a virgindade com o Draquinho, e ficam inventando essas coisas.
– Ahrhh! Desisto! -Grunhiu, levantando os braços- Tchau Pansy.
Astoria entrou para o dormitório e Parkinson continou a andar pelo comunal, roendo as unhas. "Já não basta a concorrência, e agora Astoria está contra mim?" Pensou nervosa. Ela estava disposta a acabar com o que fosse que existisse entre Draco e Marine.
Ainda que futuramente.
___
– UHUUL!! -Gritou Marine da arquibancada. Sonserina e Griffinória estavam dividindo o campo, naturalmente, o capitão da Sonserina desafiou o capitão da Griffinória para uma espécie de mini-partida, com a desculpa de que servia pra aproximar o "treino" do "jogo de verdade". E é claro que ele aceitou.
Faíscas e raios eram visíveis entre Malfoy e Gina.
A ruiva era boa como apanhadora, assumiu o lugar de Harry depois de Dolores tê-lo expulsado do time. Apesar de detestar Malfoy, adorava vê-lo voando atrás do pomo, aqueles fios loiros dançando a cada movimento, os olhos cinzas semi-cerrados e...
–GINA, CUIDADO! -Foi o tempo certo de ela se abaixar e não ser atingida por um balaço.
40X80 PARA SONSERINA.
– Por pouco hein WEASEL! -Gritou Draco, rindo- Queria que tivesse acertado!
– Isso não é um jogo de verdade, Malfoy! -Gritou um garoto moreno da arquibancada, tentando manter a "paz"- Tudo bem Ginny? -A ruiva fez que sim com a cabeça, corada.
O moreninho se chamava Miguel e era da Corvinal. Fora com Gina ao baile de inverno e desde então, se beijavam pelos corredores algumas vezes, escondidos.
– Cala boca, doninha! -Gritou Gina, fazendo Draco parar de rir.
– Cala a boca... -Desviou de um balaço- Você!... -Desviou de outro- Cabeça de cenoura!
A ruiva mostrou o dedo do meio para Malfoy, o que o fez lançar-lhe um olhar desprezante.
O jogo continuava, nem Gina, nem Malfoy, havia conseguido alcançar o pomo de ouro, até aquele instante.
Malfoy ainda não havia visto que Marine estava na arquibancada, também até aquele instante.
O pomo pairou atrás da cabeleira loira de Draco, Gina estava longe, porém de frente para ele. Marine percebeu a situação e não sabia se gritava, ou se ficava em silêncio. Além de estar sentada no lado da torcida da Griffinória, estava torcendo para Griffinória.
O pomo subia e descia atrás de Draco, os outros jogadores estavam preocupados com os balaços e com a goles.
Até que um deles o viu.
– Malfoy! -Chamou um dos batedores da Sonserina, o que tinha visto o pomo. Marine percebeu que ele iria avisá-lo, muito provavelmente Malfoy conseguiria pegá-lo e seu ego subiria mais ainda.
– Malfoy! -Gritou da arquibancada, Draco, que havia acabado de dar atenção ao batedor, desviou seu olhar pra ela.
"Carter?" Pensou ao vê-la "Mas o que..."
– AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! -Escutou-se alguns gritos pelo campo e pela arquibancada. Gina havia pegado o pomo.
Malfoy socou o ar, xingando alguns palavrões. Olhou para Carter novamente, e ela comemorava com a Weasley. "Carter, sua... Imbecil!" Xingou em pensamento .
– Droga, Malfoy! Deu pra ficar se distraindo por causa de garotas? -Esbravejou o capitão do time da Sonserina, quando já estavam todos no chão.
– Que garota? Onde você ta vendo garota? -Respondeu de volta. Draco era temido pelos integrantes do time. Pelo seu dinheiro e pelo poder de seu pai. E era também o jogador mais cobiçado pelas meninas, depois de Harry, o que o deixava bastante irritado. Mas nunca se deixou distrair por nenhum grito ou gesto vindo da arquibancada. Até aquele dia.
– Que garota?! -Retrucou o capitão, irritado- A miudinha da arquibancada da Griffinória, foi só ela te chamar que você perdeu a atenção no jogo! Qual é cara, você nunca teve esse problema!
– Cala boca! -Malfoy rebateu, mais irritado ainda- Tem tantas melhores por aí e eu nunca sequer olhei, você acha que eu ia dar atenção pra ela? Não viaja!
Marine que estava na rodinha da Griffinória, fitou o time da Sonserina, percebendo que alguns deles a olhavam.
– Relaxa, Malfoy. Só to dizendo por causa do jogo, isso não pode mais acontecer. Combinado? -Draco fez que sim com a cabeça, ainda contrariado. Odiava ser corrigido, ainda mais quando sabia que estava errado- Beleza, agora vai lá que a sua namoradinha tá te encarando- O capitão deu um leve soco no braço do loiro. O resto do time riu, Malfoy não entendeu até perceber que Carter olhava em sua direção. Ao ver que ele a viu, Marine desviou o olhar.
– Vai se ferrar! -Falou, nervoso- Eu não tenho nada com essa... garota.
[...]
13:45H/01:45PM. Marine estava em seu dormitório, no comunal dos monitores. Terminava de arrumar seu material para a próxima aula, quando Draco entrou.
O loiro jogou o uniforme do Quadribol encima da cama, estava apenas com uma regata branca e uma calça de moletom preta. Havia tomado banho no vestiário antes de seguir pra lá.
– Obrigado, Carter. Por me fazer PERDER a merda do jogo. -Falou frio.
Marine o encarou assustada. Malfoy vestia o uniforme da escola de costas pra ela.
– De nada. -Respondeu, e então passou por ele em direção à porta.
– Você vai se arrepender, e muito. -Falou no mesmo tom. Marine parou de frente para a porta e então se virou para encará-lo.
– Ah, qual é. O jogo nem era de verdade. Carrancudo.
Draco riu, o que a fez estremecer.
– Foda-se. Agora não tem volta, Carter. Quando vai aprender que não deve se mexer com um Malfoy?
– Nah. -Sibilou Marine, saindo do dormitório.
Draco por sua vez, para manter a pose tranquila, começou a assoviar algo parecido com Twisted Nerve.
Melodias sádicas costumavam amenizar sua raiva.
POV Marine:
Não sabia se levava a sério a ameaça da doninha ou se ria.
Escolhi a segunda opção.
Lembrando do que Blásio havia me dito nos primeiros dias de aula "Não deixarás Malfoy folgar." Ri. Aquilo viraria uma das minhas doutrinas dentro de Hogwarts, não que eu tivesse outras mais.
Apertei o passo, torcendo para não me atrasar.
Encontrei Pansy e o próprio Blásio no corredor, perto da sala, essa que parecia estar fechada.
– Cade o professor? -Indaguei me aproximando, Pansy me lançou um sorrisinho mais falso que não sei o que.
– Dessa vez ele que se atrasou. -Respondeu ainda sorrindo. Blásio olhou para ela e depois pra mim, sem entender.
– Ahn. -Murmurei me encostando na parede ao lado do moreno. Avistei Astoria conversando com uma das meninas que dividiam o dormitório da Sonserina, a chamei pra ficar conosco, mas ela fez que não com a cabeça, o que estranhei- Alguma coisa errada com a Astoria? -Perguntei segundos depois.
– Acho que não, Mari. -Era Pansy novamente. Agora, além de sorrir, me chamou de Mari. O que estava acontecendo?- Em todo o caso, eu vou lá com ela.
Depois de sorrir pela milésima vez, a Parkinson saiu saltitante pra perto de Astoria. Encarei Blásio, e ele estava com a mesma cara "WTF" que eu.
–Ok. Desde quando vocês são melhores amigas? -Indagou rindo.
– Se eu te disser que também não sei, você acredita? -Respondi, também rindo. Depois de eu ter pego ela se agarrando com a doninha no comunal dos monitores, não trocou mais uma palavra comigo. É claro que eu não fazia questão, mas ela claramente me ignorava. E agora, fala comigo como se nada tivesse acontecido? De fato, aquilo me deixou desconfiada além de confusa.
– Como andam as coisas? -Blásio Perguntou minutos depois, quebrando o silencio. Sorri de canto.
– Bem, eu acho. E com você?
– Também. -Sorriu abertamente.
– Voltou a conversar com o Malfoy? -Perguntei, me lembrando da "briga" dos dois.
– Então cara, parece que sim. A gente se fala de vez em quando. Isso porque ele passa mais tempo contigo que comigo. -Riu maroto.
– Blásio! Nada a ver. -Resmunguei. Ia me defender, quando vi a doninha se aproximando.
Como sempre, um infortúnio. Começou a conversar com Blásio, me excluindo completamente da conversa. Felizmente o professor apareceu minutos depois e finalmente entramos para a aula.
POV Autora:
O resto da tarde passou devagar. As aulas pareciam lentas e quentes. O outono em Londres ficava entre chuva e mormaço, o que deixava a maioria dos alunos preguiçosos. Marine se encontrava hora com Blásio, hora com Astoria. Isso quando Pansy ou a doninha não estavam por perto.
[...]
20H/08PM, a última aula do dia acabou.
O corredor encheu-se de vozes, reclamações, risos e alunos famintos. Marine ainda se encontrava na sala, terminando de copiar anotações do quadro. Não gostava de deixar nada para trás, fato que as vezes irritava a ela mesma.
– Vem logo, Marin! -Astoria estava encostada na porta, entediada.
– Eu preciso deixar essas coisas no meu dormitório e tomar um banho, pode ir. -Falou calma enquanto começava a guardar o material.
– Beleza, a gente se vê mais tarde. -Dizendo isso, sumiu depois da parede.
Marine se sentou. Por um momento, um cansaço enorme tomou conta dela. Como se um dementador tivesse sugado toda sua energia. Um vento gélido soprou e as velas ameaçaram falhar, as pequenas chamas pendiam para o lado desgovernadamente desenhando sombras por toda a sala. Assustada, Marine fitou todo o ambiente que agora parecia sombrio. Alguns papéis que se encontravam na mesa do professor esvoaçaram-se, assustando-a mais ainda.
Levantou-se alerta, sacando a varinha. Assim que pegou seus materiais, tudo voltou ao normal. Exceto os papeis bagunçados.
Correu dali, ainda com medo.
O corredor do segundo andar estava vazio. Na realidade ele nunca estava tão cheio, por estar localizada ali a sala de Dumbledore, os alunos preferiam "bagunçar" em outro lugar.
Novamente o vento gélido soprou, mas dessa vez, rodeou Marine, a fazendo parar. A garota olhou para trás, e não se via nada além de quadros, velas e a imponente janela no final no corredor.
– Q-quem está aí?! -Indagou em alto e bom tom, se sentindo estúpida por isso.
E novamente, tudo voltou ao normal. Não perdeu tempo em correr para as escadas, onde havia um pouco mais de movimento.
[...]
Após ter guardado seu material e tomado um banho relaxante -ou tentado, pois ainda estava assustada-, desceu para a ceia. Ao se aproximar do Salão Principal encontrou a entrada lateral totalmente bloqueada por alunos. Eles apontavam algo no alto da parede e riam.
Tentou passar entre eles, recebendo passagem facilmente.
Caminhava desconfiada para a mesa da Sonserina, sem ainda ter olhado pra trás, quando viu Astoria correndo ao seu encontro.
– Marine, o que é isso? -Sussurrou estupefata. Um murmurinho começou a crescer por todo o salão, e a maioria dos alunos a olhavam, rindo.
Hermione e Gina também se aproximaram.
– Marin, da um jeito nisso agora! -A ruiva sussurrava no mesmo tom de Astoria. Hermione mantinha os braços cruzados, com um olhar indecifrável.
– O que é gente? -Indagou finalmente, passando o olho e a mão por todo o corpo em busca de alguma sujeira ou peça de roupa faltando.
Por fim, Gina pegou em seus ombros, a girando em direção à saída lateral do Salão Principal onde ainda haviam alguns alunos.
Os olhos de Marine se arregalaram, no mesmo instante em que suas mãos foram até sua boca.
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