"Eu amo você..." (Draco Malfoy)
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Expresso Hogwarts

Marine dormia tranquilamente quando sua mãe entrou no quarto.
– Marin, acorda! -Disse ela enquanto a chacoalhava a filha que resmungava algumas palavras- Vamos!!! Você quer chegar atrasada no seu primeiro dia de aula?! Aqui não é igual ao Brasil! Você não pode...
– Hogwarts!! -Marine deu um pulo da cama, por um momento ela havia se esquecido que estava em Londres e que agora estudaria em Hogwarts — Ai meu Merlin estou atrasada?! Mãe cade a roupa que eu tinha deixad.. Ah ta ali! E meu sapato, eu.. Lá!! Mãe deixe as malas na porta por fav...
– Se acalma! -disse Victoria segurando Marine pelos ombros e dizendo pausadamente- Você não está atrasada, ainda tem uma hora pra você se arrumar E se acalmar! -Victoria deu um doce beijo na testa da filha e saiu do quarto.
– Não acredito... -Marine se sentou na cama, rindo- Estou parecendo aquelas patricinhas, por Merlin! -Passou as mãos pelo rosto, se espreguiçou e seguiu para o banho.
Um banho de trinta e oito minutos que só parou por ali porque Victoria foi avisá-la que desta vez realmente estava atrasada. Marine vestiu a roupa e calçou o sapato que havia escolhido três dias antes e então desceu para engolir seu café da manhã. http://www.polyvore.com/marine/set?id=91166858
– Sabe filha... -Tom começou enquanto observava Marine quase se engasgando por conta da rapidez que tomava o suco e comia alguns bolinhos- Agora que está em Hogwarts as coisas vão ser diferentes, mas isso não quer dizer que serão ruins, pelo contrário!
– Como.. COF! Como assim pai? ! -Marine perguntou em meio à tosse, ela realmente havia se engasgado.
– Ah, diferenças, apenas. Quando eu e sua mãe estudávamos lá -Tom deu uma piscadela para Victoria que revirou os olhos e segurou um risinho- Vivíamos na Sala Precisa!
– TOM! -Agora era Victória que falava em tom de reprovação mas ainda sim não conseguindo esconder a risada — Vá escovar os dentes pra gente ir para a estação, Marin!
– O que é Sala Precisa? Como assim? Agora eu quero saber!! -Marine sorria por entender O QUE seus pais deveriam fazer nessa tal Sala Precisa, mas ainda confusa por não saber o que ela era, pois em Groxon não existia uma "Sala Precisa".
– No caminho eu te conto filha -Respondeu Tom dando risada da careta que Victoria fez a ele.
– COMO ASSIM NO CAMINHO? -Marine gritava do banheiro- A GENTE NÃO VAI APARATAR?
– HOJE NÃO FILHA -Tom gritou de volta.
POV Marine:
Achei estranho, primeiro a tal Sala Precisa, e depois, não iríamos aparatar? Torci para que aquele dia não tivesse mais "surpresas".
Era o que eu pensava.
Primeiro de Setembro era um dia claro, Londres estava morna e como era começo de semana a estação estava lotada, meu pai havia me explicado em meio a risos o que era a Sala Precisa e eu também ria pois o jeito que ele falava tornava tudo engraçado. Minha mãe e a Vovó também riam de vez em quando, porém elas eram mais comportadas que meu pai.
Tínhamos ido de táxi até a estação, por mais que minha família fosse bruxa insistiam em usar artefatos trouxas, confesso que as vezes era até melhor, só não entendi o porque de não termos aparatado aquele dia mas resolvi não questionar, talvez outra hora.
Chegamos cinco minutos antes do trem, atravessamos a passagem e...
– WOW! Quanto pirralho! -Era meu pai esticando o pescoço para poder enxergar até onde dava. Confesso que tinha muita gente mesmo, mais do que eu era acostumada em começo de ano letivo, mas como ele havia dito antes "diferenças apenas"- Olha filha, parece que as pessoas da sua idade estão mais pra lá -Ele apontava para um montinho de pessoas, algumas riam, outras conversavam normalmente, outras se abraçavam felizes, poucos de lá vestiam o uniforme.
"Menos mal" pensei "Não serei a única sem uniforme". Por um momento me senti deslocada, não tinha amigos lá, não conhecia ninguém, e em menos de dois minutos entraria no trem e ficaria três meses longe de casa.
– Vai lá com eles Marin! — Minha mãe dava leves tapinhas na minha bunda.
– Mãe para! — Respondi me virando pra ela.
– O que? Vai dizer que está com medo agora? — Disse dando um leve sorriso de canto.
– Não é isso, é que... — Olhei para o grupo de pessoas, algumas já pareciam ter me notado e percebido que eu tinha a mesma idade delas, uma menina sorriu pra mim! Sorri de volta, sentindo meu rosto corar. — Ah, deixa quieto, o trem está chegando. -Assim que me virei de volta pra encarar minha mãe vi o trem se aproximando lentamente. Vovó foi a primeira a me abraçar, amava o cheirinho de mel que ela tinha.
–Se cuida amorzinho, logo você volta pro Natal! -Deu vários beijinhos em minha cabeça e rosto, depositando três Galeões e alguns Sicles e Nucles na minha bolsa, com uma piscadela- Pra você comprar doces -sussurrou. Sorri com aquilo, vovó era tão adorável!
– Ah minha mocinha! Fica bem tá? Qualquer coisa manda uma coruja, se cuida! -Minha mãe me abraçava, sempre tão preocupada! Ao contrário do meu pai:
– Só não vai usar a sala precisa hein? -Falou rindo. Amava o jeito brincalhão dele!
– Pode deixar pai, a mamãe me ensinou direitinho como devo me comportar! — Respondi piscando pra minha mãe que deu a língua pro papai. Todos Riram.
Corri para o trem que estava quase saindo, assim que entrei dei de cara com uma cabine vazia bem no começo "Acho que as pessoas não gostam muito de sentar perto da porta" pensei. Olhei para o corredor, era bem extenso, e pensar que existiram mais de dez vagões deste tamanho. Queria procurar uma outra cabine, mas não ia me arriscar sozinha por aí, vai que eu acabasse arrumando encrencas logo no primeiro dia e...
– Ai! — Um menino alto e loiro passou esbarrando em mim, e continuou andando!- Estúpido... -Murmurei, quase sussurrando.
– Desculpa moça, ele é idiota assim mesmo! — Virei abruptamente para trás, era um moreno também alto, bonitinho até, "Será que ele ouviu eu xingando o amigo dele?" pensei.
– N-não tudo bem eu s-só... -Tentei responder, mas ele interrompeu.
–Você ta bem? Eu p...
– VEM LOGO, ZABINI! CARAMBA, PARA DE ENROLAR! -Era o loiro estúpido gritando no final do corredor, o moreno revirou os olhos e saiu andando, como se eu não existisse. Ele também era estúpido, não tanto quando o loiro, mas era.
O apito do trem avisando que iria partir foi ouvido, resolvi entrar naquela cabine mesmo, "Ficar mais tempo no corredor pode ser arriscado" pensei comigo mesma e sorri.
– Rindo sozinha, fofa? -Olhei assustada para a direção da voz, tinha uma menina pálida com cabelos escuros me encarando, estava encostada de um jeito desleixado na porta da cabine. — Mas então? Qual seu nome? -Ela perguntou me olhando.
– Ma..
– O meu é Pansy, Pansy Parkinson! -Disse ela caminhando até mim com a mão esticada. Que mania idiota que esse povo tinha de interromper as pessoas!
– Marine... -Respondi apertando com receio a mão dela.
– Só Marine? -Disse franzindo o cenho.
– Marine Carter. -Forcei um sorriso.
– Hm, nunca ouvi falar... -Respondeu com descaso se sentando no branco de frente pra mim. Eu já não estava gostando dela.
– Eu também nunca ouvi falar do seu nome, Pansy. -Sorri sarcasticamente.
– Certo, acho que você não é daqui. Nunca te vi pela escola. -Ela percebeu meu sarcasmo e tentou mudar de assunto, menos mal.
– Vim do Brasil. -Ela me olhou com um ponto de interrogação na testa.
– Brasil? E tem escola de bruxaria lá? — Ela fez questão de ressaltar o "lá", que menina chata!
– Tem sim, e pelo que ouvi dizer é uma das melhores do mundo! -Apenas sorri e é claro, ressaltei o "melhores". Se era verdade eu não sei, mas não ia deixar quieto.
– Hm, que... bom. -Ela estava sem resposta, mas continuava ali. -Então! -Continuou quando viu que eu não iria falar nada- Vim aqui porque o Blás disse que o Draquinho tinha esbarrado em uma garota, aí eu vi você entrando aqui e vim ver se estava bem!
– Ah, estou sim obrigada! -Agora senti pena por estar sendo chata com ela.
– Eles são assim mesmo -Disse se levantando- Se quiser ir lá na nossa cabine, é a última à esquerda! -Por que ela estava me convidando?
– Talvez depois, mesmo assim obrigada. -Sorri sinceramente desta vez.
– Ok! Prazer em te conhecer, fofa!
Assim que ela saiu de frente da cabine, falei imitando a voz dela:
– Ok, fofa! Vai lá com seus amigos fofos! -Balancei a cabeça negativamente rindo da minha idiotice. Só aí que fui reparar na paisagem que corria lá fora, não tinha nenhum sinal de Londres nela, mas também não parecia que chegaríamos à Hogwarts tão cedo. Seria uma longa viagem, estava ansiosa, tão ansiosa que acabei pegando no sono minutos depois de encostar minha cabeça na janela.
[...]
– Doooces! Doces, doces! -Uma voz gritava bem longe- DOCES! -Agora estava perto, perto demais!
– Ahn?! -Olhei em volta assustada, tinha adormecido. Recobrei a consciência e vi que ainda estava no trem...
– Doces, mocinha?! -Olhei para a porta da cabine e tinha uma mulher roliça com a cara meio rosa me encarando com um sorriso amigável. Lembrei do dinheiro que vovó tinha me dado e fui até ela.
– Duas barras de chocolate. -Respondi observando o carrinho recheado de doces que nunca sequer tinha visto antes, tinha um...
– Quatro sicles! -Disse interrompendo meus pensamentos e me entregando o chocolate.
– Obrigada. -A paguei e voltei a me sentar, dessa vez não me encostei na janela, não queria dormir de novo. -Hm, que gostoso! -Murmurei sozinha, o chocolate era realmente bom.
Olhei para fora e já estava escuro, quanto tempo eu teria dormido? Ah, não importa. Eu estava sozinha mesmo...
TOC TOC!
Me virei para a porta da cabine e tinha uma menina loira acenando, ela era baixinha e vestia uma roupa estranha, lembrei dela na estação fora ela que sorrira pra mim aquela hora...
– Posso entrar? -Perguntou calmamente.
– C-claro, desculpa! -Que diabos eu estava fazendo deixando ela parada lá fora?
– Tudo bem, eu sou Luna e você? -Disse enquanto fechava a porta da cabine e se sentava ao meu lado.
– Marine. -Sorri, ela parecia ser legal...
– Prazer! -Me abraçou, eu assustei mas retribui o abraço e ela tinha cheiro de chocolate, um que parecia ser mais gostoso que o meu.
– Prazer. -Disse quando nos afastamos, eu não tinha assunto, como sou idiota!
– É nova na escola não é? — Falou fitando o céu escuro do lado de fora. Ela era estranha.
– S-sou. -Respondi olhando pra fora, procurando o que tanto ela olhava- Você tem quantos anos? — Olhei de volta pra ela.
– Tenho 14, e você? -Desta vez ela me encarava sorridente.
– 15, está no quarto ano, certo? -Torci fervorosamente pra que caíssemos na mesma casa.
– Sim! Você no quinto, não é? -Sorria mais ainda.
– É, estou! -Ri da felicidade dela.
– Que ótimo! Quem sabe você não fique na Corvinal, dividiremos o mesmo dormitório! -Voltou a olhar para o céu ainda sorrindo.
– Corvinal?... -Disse quase em tom de sussurro. Ah não! Em Groxon eu pertencia à Grifinória, se o Chapéu Seletor não mudar (o que tenho quase certeza) continuarei na mesma casa. A não ser que... Bom, nessas férias eu havia amadurecido um pouco, meu comportamento também havia mudado, quem sabe se minha casa também não mudaria? Se bem que...
– Sim, a que casa você pertencia? -Me encarava novamente. Me assustei, pensei que ela não tivesse escutado.
– Grifinória. -Respondi franzindo os lábios.
– Ah, que ótimo! -Bateu palmas e os pés- Se continuar nesta casa você irá dividir dormitório com Giny, ela é tão legal! Está no quarto ano e...
TOC TOC TOC!
Olhamos para a porta e era Pansy, ela colocou a cabeça pra dentro da cabine, encarou Luna dos pés à cabeça.
– Oi, Luna. -Direcionou o olhar à mim- Então Mari, vim avisar que estamos chegando, ia te chamar pra ir com a gente até a escola, mas parece que você já fez amizade. -Forçou um sorriso e continuou nos encarando.
– A-ah eu... -Será que eu ia ter que escolher entre Pansy e Luna? É óbvio que escolheria Luna, mas não queria criar inimizades antes mesmo de pisar em Hogwarts.- E-eu vou sozinha! -Resposta inteligente, Marine- Até porque tenho que passar pelo Chapéu Seletor junto com os alunos do primeiro ano e...
–Ok então. -Pansy me interrompeu respondendo com descaso e saiu da cabine.
– Nossa... -Falei pra mim mesma, que menina estúpida, não era de se espantar que andava com aqueles outros estúpidos!
– Sonserina... -Luna disse dando leves tapinhas no meu ombro e então se levantando.
– É... -Sonserina? Parecia ser uma casa tão legal, em Groxon eu tinha amigos da Sonserina... Em Groxon.
– Estou indo, Marine! Nos vemos no Salão Principal! -Olhei apara Luna e ela já estava com o uniforme, olhei mais abaixo e vi a varinha em sua mão, sorri.
– Certo Luna, gostei de você! -A abracei, ela retribuiu o abraço sorrindo e saiu saltitante da cabine.
Olhei para o corredor e todas as portas se abriram, um mar de pessoas invadiu o espaço, como eu estava perto da porta sai rápido pra não ser esmagada pela multidão, mas não adiantou muita coisa, assim que pisei no chão do lado de fora do trem avistei mais e mais alunos saindo dos outros vagões, e do meu também...
Fiquei parada em meio aos alunos que conversavam todos ao mesmo tempo, até que um barbudão se apresentando como Hagrid nos separou em grupo e deu instruções para segui-lo pra podermos chegar ao castelo em segurança.
– Ei! — Senti uma mão no meu ombro, me virei assustada. -Que ironia, ficamos no mesmo grupo!
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