Eu... Você... Nós!
3 A despedida!
Notas iniciais
Eu nao sei o que fazer. Ele nem foi e ja to morrendo de saudades. Vendo ele assim, tao tranquilo, tao vulneravel em meus braços, a unica vontade que tenho e de trancar esse menino numa caixinha e nao me separar dela nunca. Ele é tão fofo, tão inocentemente timido. Droga Naru, você devia ficar aqui, comigo. E nossos planos? Nós iriamos pra escola fundamental juntos, estudariamos na mesma sala, cresceriamos juntos e namorariamos pra um dia nos casar e poder morar juntinhos.
—Sasu. — Diz me apertando enquanto pisca os olhinhos azuis ainda sonolento. — Oi. — Sorri.
— Oi, anjinho. — Dou um beijinho em sua testa.
— Temos a mesma idade. — Diz fazendo biquinho.
— Sim, mas você que e lindo como um anjo. — Observo suas bochechas se avermelharem e ele esconder seu rosto em meu pescoço.
— Bobo, você tambem e lindo. — Diz abafando a voz na minha pele.
— Obrigado! — Fico com vergonha tambem. Ainda bem que ele não esta me olhando.
— Vou ficar com saudade. — Sinto algo molhar meu pescoço. — Não quero perder você. — Diz soluçando um pouco.
— Você nunca vai me perder Naru, nunca. — Falo baixinho em seu ouvido enquanto me sento com ele agora no meu colo. Ele passa os braços pelo meu pescoço e eu passo os meus pela sua cintura o apertando contra mim. — Sabe que eu sempre, sempre serei seu. Só seu. Vamos fazer uma promessa. — Digo enxugando suas lagrimas.
— Qual?
— Nao importa quanto tempo leve, eu nunca deixarei de pensar em você. E quando vocês voltarem, nada nem ninguém vai tirar você de mim. Nem eu de você.
—Promessa de mindinho?
— Promessa de mindinho. — Entrelaço nossos mindinhos. — E pra reforçar... — Dou um leve selinho em sua boquinha rosada que o deixa muito vermelho.
— Sasu! — Grita tapando o rosto com as mãozinhas. — Mamae disse que so pessoas que se gostam muito podem fazer isso.
— Mas eu gosto de você. Você... Não gosta... De mim?
— Eu... Eu gosto. — Diz ele olhando pra baixo. — Tem razão. A gente se gosta, não tem problema. — Diz se aproximando lentamente de mim e tocando meus labios com os dele. Um toque mais longo que o primeiro.
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Eu estava com Itachi, na mesma cama. Meu Deus que vergonha. Era pra eu dormir no colchão que estava no chão, porem os meninos se apossaram dele e dormiram agarrados um ao outro, tão fofo que eu não pude tirar eles de la. Entao so me restou a minha cama pra dividir com o moreno. Não que eu esteja reclamando, de maneira alguma. Fico olhando pra ele pelo que parecem longos minutos. Ele esta deitado lindamente sobre meu peito. Seus cabelos negros e compridos espalhados o deixando ainda mais lindo.
— Você é tão bonito. — Passo os dedos pelos fios que cobriam seu rosto. — Não quero te deixar aqui.
— Eu não quero que vá. — Observo ele abrir seus olhos e olhar pra mim. — Mas não é algo que possamos escolher. — Diz com uma voz de choro.
— Não, não chore. Não aguento te ver chorar. — Sussurro dando beijinhos em seu rosto. Ele sorri. — Isso, assim que gosto de te ver.
—Filho? — Minha mãe esta na porta com um sorriso triste no rosto. — Podem me ajudar a empacotar o que falta?
— Claro mãe/tia. — Falamos juntos e sorrimos.
Nos levantamos e saimos em silencio pra não acordar os pequenos que ainda dormiam no colchão.
— Espera. Eles estao tao lindinhos. — Ando ate uma caixa ainda aberta que estava ao canto e pego uma camera. Ligo e tiro uma foto deles dormindo juntinhos. — Naru vai gostar de ter algo pra lembrar dele.
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Pouco tempo depois ja estavamos ajudando a Tia Kushina a guardar o resto das coisas do quarto dela.
— Meninos, acordem seus irmãos que eu vou preparar o café.
— Sim, mãe.
Nos voltamos ao quarto de Deidara e ao chegar na porta vimos nossos irmãozinhos abraçados e chorosos. Sasuke parecia não querer soltar o pequeno loirinho. Olho pra Deidara e vejo uma lagrima solitária escorrer por seu rosto enquanto observa os dois mais novos.
— Eu nunca pensei que veria o dia que esses dois baixinhos iam se separam. É triste. — Deidara diz buscando minha mão e a segurando em um aperto firme. — E nem nós.
— Eu tambem não. — Sussurro retribuindo o aperto. — Meninos? O café já tá saindo.
Vejo Sasuke olhar pra mim e sussurrar algo no ouvido de Naruto que logo apos se levanta de seu colo com uma expressao emburrada e com os olhinhos vermelhos. Sasu levanta logo apos e segura na mão do loirinho puxando-o em direção da porta, passando por nos e levando-o para o banheiro.
— Nós ja descemos.
Vendo eles desaparecerem na porta do banheiro viro-me pra Deidara e puxo sua mao, que ainda estava junto a minha, levando-o para baixo em direção da cozinha. Sentamos e comemos em silencio.
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Depois do café eu arrastei Naruto pra minha casa enquanto os pais dele e nossos irmãos terminavam de arrumar as coisas que faltavam. Queria passar um tempo juntinho dele antes... Lagimas vem aos meus olhos so de pensar que vou perde-lo. Nossa ultima tarde juntos.
— Sasu, não chore. — Ele diz vindo ate mim e me apertando em um abraço. O que so me faz chorar mais.
— Não... — Circulo sua cintura com meu braços e o aperto ainda mais. — Quero ir com você. Mas não posso...
— Tambem não quero te deixar, Sasu.
—Sasuke? Filho vem aqui um minuto?
— Eu ja volto Naru. — Digo soltando ele e caminhando ate minha mãe que estava na sala.
— Que foi mãe?
— Ah filho, não fique assim. Vocês vão se ver novamente. Não precisa ter medo de perde-lo, porque você não vai.
— Eu sei mãe. — Digo subindo em seu colo e deitando em seu peito. — Mas dói tanto. Por que dói assim?
— Você o ama meu amor. Por isso essa dor. É normal. — Diz ela beijando minha cabeça. — Que tal chamar a familia dele pra vir almoçar aqui?
— Uhum.
Levanto de seu colo e volto pro quarto vendo Naru deitado na minha cama agarrado ao meu travesseiro. Cheguei pertinho dele e o vejo dormindo. Então desço novamete e vou ate a casa dele pra dizer sobre o convite da mamãe.
— Tia? Minha mãe mandou chamar vocês pra comer la em casa. — Digo olhando pra cima por ela estar de pé perto de mim.
— Ah, obrigada querido. Pode chamar os meninos? Eles estao no quarto do Deidara.
— Amor? Mikoto nos chamou pra almoçar. — Tia Kushina sai pra chamar o Tio Minato.
Eu corro pro quarto do Dei e encontro os dois passando a fita nas caixas com tudo pronto já.
—Mamãe chamou vocês pra comer la em casa — Digo vendo Itachi pular no colo de Deidara com uma mão no peito.
— Ai meu Deus, Sasuke. Quer me matar de susto?
— Desculpe. — Digo com uma mão na boca tentando não rir.
— E o Naruto, Sasuke? Onde está? — Diz descendo meu irmão.
— Ta dormindo na minha cama. — Digo.
— Hey! — Diz Dei chegando perto de mim. — Sei que está triste, sei que sera dificil ficarem longe um do outro. Ate por que não sabemos dizer quando nos veremos outra vez. Mas não fique assim, tenho certeza que ele nunca vai esquecer de você. Você é um rapazinho forte Sasuke, sei que vai ficar bem. Meu irmãozinho é sensivel e vai ficar muito triste quando formos pra Tokyo, mas eu estarei la pra ajuda-lo. — Diz ele mexendo no meu cabelo.
— Eu sei que vai. Se deixar alguém machuca-lo... — Digo olhando pra ele com o pior olhar que uma criança consegue fazer. — ... eu mato você. — Saio de lá batendo a porta so pra criar uma saida dramatica.
Volto pra casa e corro pro meu quarto dizendo pra minha que eles ja viriam. Chego la e o vejo ainda da mesma maneira. Me aproximo e deito na cama junto a ele e tento nao acorda-lo. Puxo o travesseiro e coloco abaixo da minha cabeça, automaticamente ele procura algo pra segurar. Encontra minha cintura e simplesmente sobe pra cima e deita em meu peito, passo meu braço em torno dele e o puxo pra cima o segurando conta mim. É tão bom estar assim, pertinho dele. Sentir o cheirinho de morangos que sai dos cabelos dele. Ali, naquele momento que provavemente seria o ultimo por muito tempo, eu prometi a mim mesmo novamente.
— Quando nos reencontrarmos, nada vai te tirar de mim novamente. Nada! — Digo baixinho fechando meus olhos e dormindo.
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— Seu irmão é assustador. — Digo e olho meio apavorado pra Itachi, que ri da minha desgraça. — Fui ameaçado de morte por uma criança de 4 anos.
— Acredite, quando o assunto é o Naruto, ele não brinca em serviço. — Diz serio. — Quando eles estao juntos, nem parece que o Sasuke so tem 4 anos. Acredita que uma vez eu vi ele chutar um sapo na rua so por que o bicho pulou do nada e assustou o Naruto? Ele abraçou o Naru e saiu olhando feio pro sapo. — Ele admiti e nos rimos disso.
— Eles realmente se gostam bastante. Assim como a gente. — Digo pegando em sua mão e apertando-a forte.
— Sim. — Ele diz abaixando o olhar com as bochechas vermelhinhas.
— Ah Ita, você é tão fofo. — Digo levando minha mão livre ate seu queijo puxando pra cima. Ele me olha ainda vermelho e eu acho a cena mais linda que ja vi. Me aproximo devagar completamente hipnotizado por seus olhos negros, quando vejo, ja estava com meus labios colados aos dele. Um beijo simples, somente um selinho demorado, que fez uma sensaçao estranha percorrer meu corpo, algo como, eletricidade.
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— Meninos? Mikoto nos chamou pra almoçar. -Ouço tia Kushina gritar la da sala.
Nos separamos completamente envergonhados e com um sorriso no rosto. Não conseguia olhar pra ele entao não sei qual sua expressao. Ainda segurando minha mão ele abre a porta e me puxa escada a baixo rumo a porta de saida pra irmos comer na minha casa. Olho pra tia Kushina e tio Minato que nos observavam em silencio com um sorriso em seus rostos. Porque tenho a sensaçao que eles sabem o que houve entre a gente?
— Você... Ta com raiva? — Ouço Deidara perguntar baixinho pra mim. — Quer dizer... Você não disse nada depois que....
— Não, não estou. Eu gostei. — Admito e sinto minhas bochechas esquentarem ainda mais. — Foi uma sensaçao tão estranha... Tão boa.
Sinto ele acelerar um pouco mais e entrar correndo gritando algo sobre seus pais estarem vindo e me puxou direto pro meu quarto fechando a porta logo depois. Virou de frente pra mim e me abraçou forte me puxando pra ele.
— Posso te beijar de novo?
Eu nada disse, o sentei na cama e subi em seu colo sem esperar pra colar meus labios aos dele novamente. A sensação era indescritivel, era muito bom sentir a maciez de seus labios. Nada podia ser melhor, foi o que eu pensei ate sentir sua lingua acariciando meu labio tentando entrar na minha boca. Eu achei estranho, mas deixei. Abri meus labios e quando sua lingua tocou a minha foi mil vezes melhor que antes. Um som estranho subiu pela minha garganta mas eu nao liguei. Estava muito ocupado sentindo o sabor da boca dele. Um momento incrivel, gostoso e que nunca vou esquecer. Meu primeiro beijo.
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Acordei sentindo-me bem. Seguro. Pela segunda vez no dia acordo abraçado ao Sasu. Olho pra cima e ele esta dormindo. Levanto sem acorda-lo e vou ao banheiro. Volto pro quarto e o chamo pra irmos comer, eu to com fome. Ele nao acorda por nada, entao eu subi de novo em cima dele me sentando em sua barriga me abaixo e dou um selinho nele, como hj mais cedo.
—Humm... — Sinto um braço passar nas minhas costas e uma mão fazer carinho no meu rosto. — Oi. — diz quando me afastei dele.
— Oi, dorminhoco. — Digo vermelho. -Vamo comer, tenho fome.
— Ta bem, anjinho.
— Vou sentir falta disso...
— De que?
— Voce me chamando de anjinho.
Descemos correndo e nos sentamos na mesa. Mamãe chega ao pé da escada e grita chamando Deidara e Itachi. Uns minutinhos depois eles chegam e sentam sem olhar pra ninguem e muito vermelhos.
—Dei? Voce ta bem? — Pergunto preocupado. — Ta com febre?
— To bem Naru. — Diz ele sorrindo, o que me deixa mais feliz.
Nos comemos e voltamos pra minha casa pra poder colocar as caixas pra baixo por que o caminhao ja estava a caminho. Quando ele chegou alguns moços bem fortes colocaram todas as nossas coisas la dentro.
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Bom, a hora chegou. Meu irmaozinho ja grudou no Sasuke e não quer soltar por nada. Mamãe ta abaixada perto deles tentando conversar. Meu pai e o pai do Ita estao se despedindo. Me aproximo do Ita e lhe dou um abraço e sinto um soluço vindo dele. Seguro seu rosto e encosto sua testa na minha. Com o canto dos olhos vejo que estao todos distraidos entao nao me seguro e o beijo novamente. Rapido pra que ninguem veja. Infelizmente nao tenho mais tempo e privacidade pra beija-lo.
—Não chore. Nunca vou te esquecer. Mandarei cartas e presentes sempre que eu puder. Te amo, Ita. — Digo e dou um breve selinho nele.
— É bom mesmo que não me esqueça. Você sempre estara na minha memoria. Sempre. Porque eu amo você.
Nos separamos e dou um beijo em sua testa. Me afastar dele foi doloroso demais, mas era necessario. Mamãe vem ate mim chorando e pede pra que eu pegue o Naru. Ela não aguentava mais ve-lo chorar agarrando ainda mais o Sasuke. Chego perto deles e ouço Sasuke falando com ele.
—Naru, anjinho. Também não me agrada ficar sem você. Mas você tem que ir. Sempre esperarei você. Nunca deixarei de pensar em você. Ficarei bem aqui, ate você voltar pra mim. — Ele diz isso e vejo-o dar um selinho sem se preocupar se alguem os ve. Sorrio com isso. Um amor tão inocente.
Me abaixo ao lado deles e toco no ombro de Naruto que se encolhe nos braços de Sasuke.
— Venha querido. Temos que ir. -Ele me olha com os olhinhos azuis inchados e completamente molhados de lagrimas. — Sei que machuca. Tambem nao e facil deixar o Itachi aqui. Vamos ficar bem, e voltaremos assim que pudermos.
Vejo ele se afastar de Sasuke e lhe dar outro selinho nos labios.
— Me espere! -Diz segurando o rostinho do moreno.
— Sempre! — Eles sorriem tristemente e Naru se vira pra mim esticando os braços pra cima.
Pego meu irmãozinho no colo e caminho ate nosso carro onde a porta de tras estava aberta, meus pais ja estavam nos bancos da frente esperando a gente. Sento Naruto na cadeirinha de segurança e fecho o cinto em volta dele. Antes de entrar, olho pra Itachi que chorava em silencio com Sasuke agarrado a ele. Lagrimas caem dos meus olhos quando me viro e entro no carro. Coloco o cinto de segurança ainda chorando e olho os irmãos morenos pela janela. Papai sai com o carro e vejo a figura deles diminuindo e ficando cada vez mais longe, ate que não pude mais ve-los.
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