Notas iniciais
Oii, aqui estou eu denovo! Demorei a escrever mas ta aqui, espero muito que estejam gostando da história.

P. O. V. Edward

Bella era realmente uma garota muito imprevisível. Semanas atrás ela dizia me odiar e nada que eu fizesse a faria mudar de opinião, porém naqueles últimos dias estávamos nos dando muito melhor. Diria até que dava para sermos bons amigos se não fosse por mim.

Achava ela incrível e com uma personalidade forte e sincera e sabia que não deveria estar me envolvendo tanto. Era óbvio que o sentimento não era recíproco, mas mesmo assim não conseguia parar de pensar nela.

Os dias que se passaram depois da nossa tarde no parque mais pareceram se arrastar. Eu não tinha coragem para chamá-la para outro encontro e nem achava que deveria.

Como eu precisava conversar um pouco e esparecer chamei Diego para ir na minha casa e talvez beber um pouco.

Ele chegou logo depois que pedi a comida.

Abri a porta e lá estava ele com uma garrafa de vodka na mão.

— Precisando conversar? — perguntou ele erguendo a bebida.

— Claro — disse eu rindo daquilo — Mas não precisava ser bêbado.

Ele riu e então entrou.

— Eu sabia que ia dar em alguma coisa — disse ele depois que contei do último encontro com bella — Naquele dia no cinema você não parava de olhar pra ela e, se te conheço bem, é fraco de coração.

— Diego eu não to apaixonado por ela, eu só acho ela diferente, e linda.

— Eu não queria ter que te dizer isso mas você lembra o que aconteceu da última vez né?

É, ele não queria dizer e eu não queria ouvir.

— Você precisa tomar cuidado com essas mulheres — continuou ele — elas são lindas só por fora mesmo.

— Ah é? Então porque não parou de conversar com a Bree por um segundo naquela sala de cinema? — rebati.

Ele parou de olhar pra mim e se levantou do sofá onde estávamos.

— Elas são um terror mesmo mas não conseguimos viver sem elas — respondeu ele servindo um dose para cada um.

— Um brinde a nossos pobres corações.

— Um brinde — eu disse erguendo meu copo.

Depois de meia garrafa a menos, um bocado de calorias de fast food e muita conversa fora, eu estava bêbado e falando demais, como sempre.

— Edward não era pra você começar isso denovo...

— Isso o que? 3 anos da minha vida que joguei fora com ela? — eu dizia com muita raiva.

— Você deveria esquecer isso, afinal a Iri...

— Não ouse dizer o nome! — interrompi, mas sem futuro algum, pois todas aquelas lembranças haviam voltado a tona.

— Você precisa superar isso Ed. — Diego dizia olhando para seu copo como se fosse a coisa mais importante da sua vida.

— Eu to fazendo isso.

Então enchi o copo novamente e depois daquilo as lembranças foram desaparecendo.

Diego estava jogado no sofá com os pés pra cima dormindo com a boca aberta. Acordei cedo com uma leve dor de cabeça e fui preparar um café na copa que ficava de frente para a sala sendo separadas por um pequeno murinho de pedra.

A noite anterior era apenas uma lembrança vaga, tirando a parte em que ele havia falado nela... A mulher que conseguiu me fazer virar um completo idiota e ainda me atormentava. Tudo bem que uma traição não deveria ser o fim do mundo pra ninguém e eu entendia aquilo, mas não conseguia parar de me sentir daquele jeito. Eu às vezes me pegava lembrando e sentindo raiva de coisas que já eram pra ter sido deixadas de lado há muito tempo e isso fazia eu me sentir ainda mais um idiota.

— Diego? — chamei ele para que ele acordasse, já era quase meio dia.

Ele resmungou algo e depois virou-se pro lado, então caiu no chão.

— Ai... — ouvi ele exclamar.

Eu ri e continuei concentrado no café para que nenhum pensamento a mais voltasse.

Era domingo a noite e no dia seguinte eu tinha que trabalhar, mas eu só pensava em ligar pra ela. Com certeza bella também ia ter o que fazer no outro dia e eu estaria sendo um tanto inconveniente querendo sair com ela mais uma vez.

Minha vida era tão vazia e sem sentido, não era o que eu queria pra mim. Com quase 25 anos eu ainda estava no mesmo lugar. Eu era rico e, nossa, que grande coisa. Tinha começado a faculdade de medicina, porém havia trancado depois de uma longa discussão com meu pai e estava trabalhando com ele no consultório médico Cullen. Ele queria que eu ficasse com aquele lugar, mas não era bem o que eu queria, eu não tinha nascido pra ser médico igual todos na família.

Talvez escolher seu próprio futuro não fosse pedir demais, mas quem era eu pra contrariar Carlisle Cullen.

Decidi tomar um banho e ir dormir. O sono demorou a vir e quando finalmente consegui, me acordei com o despertador do celular.

Mais uma semana ia começar.

Notas finais
Obrigada por acompanhar! Comentem! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.