Notas iniciais
Oii, estou postando mais um capítulo hoje pois o último ficou um pouco curto. Espero que gostem! :)

P. O. V. Bella

— Aqui está o seu livro. Muito obrigada. Volte sempre!
Depois que atendi mais um dos poucos clientes daquela livraria, continuei arrumando livros com a Bree.


Ela acreditava muito em lendas e mitologia, coisa que eu não gostava muito, mas ela do mesmo jeito vivia comentando sobre o assunto.
— Você acredita em vampiros? — Me perguntava.
— Não.
— Você acredita em lobisomens?
— Não. Bree, eu não gosto de ler essas historias aí.
— Aff, você poderia ler às vezes sabe... Ter alguma coisa em que acreditar. — Ela insistia.
— Mas eu acredito...
— Em que?
Eu não sabia muito bem, só achava que acreditava.
— Sabia que existem vampiros que podem sair no sol? – Ela disse mesmo sem esperar minha resposta.
— Não.
— E lobos gigantes que não se transformam só na lua cheia?
— Não, e tem alguém lá na porta. – Disse quando ouvi o barulho da sineta que ficava sobre o balcão.
— Sua vez.
— Acabei de ir!
— Anda! Ele vai embora! – Ela riu e se escondeu atrás de um livro.
Não tive escolha e acabei indo correndo ver quem era.
Jacob.


— Oi Bells!
— Oi Jake! O que veio fazer aqui de novo?
Nossa como fui grossa! Ele podia vir todos os dias que eu nem me importaria...
Às vezes eu era muito grossa com as pessoas mesmo sem querer.
— Só pra avisar que agora eu tenho um emprego. — Ele pareceu não ligar muito para a minha “falta de delicadeza”.
— Ah! Que ótimo! E... Do que é?
— Entregador de pizza. — Ele riu e eu acabei rindo junto.
— Que legal! Mas como você achou tão rápido?
— Eu falei com um amigo meu, o Sam, e ele me contratou. Ele é dono de uma pequena pizzaria sabe.
— Hmm. Que bom então né.
— É.
Ele olhou para os lados um pouco sem graça.
Eu não sabia por que ele estava tão diferente comigo. Se tivesse sido como antes ele teria vindo correndo, me abraçado e ainda iria me girar no ar. Mas ele só sorriu. Muito estranho...

Olhei para a rua disfarçando meu constrangimento por causa do silencio e pude reparar alguns pingos de chuva que começavam a cair aos poucos.

— O Bella... — Jacob disse finalmente depois de um longo tempo olhando pra parede.
— Sim? — Respondi, olhando fixamnete para ele.
— Você gostaria de...
E quando finalmente ele ia falar, suas palavras foram interrompidas por uma senhora que entrou na livraria e veio na minha direção já dizendo:
— Eu queria um livro mocinha.
— Qual senhora? — Respondi e olhei para Jacob que me deu um tchauzinho discreto e saiu pela porta.
O que será que ele ia dizer? Pensei curiosa.

A Tarde mais movimentada da semana na livraria foi com o atendimento de treze pessoas no total. Para alguns podia significar a falência, mas ao contrário, era ótimo para mim e para Bree.
O dono da livraria, senhor Harry Clearwater, não se importava muito com a quantidade de pessoas que compravam lá. Ele ficava feliz só em saber que ainda mantinha a livraria que estava na sua família há anos.
Era o melhor emprego do mundo pra mim.

Na volta para a casa andei mais devagar com a Picape, pois a chuva estava muito forte e mal dava pra ver a estrada.
Depois de dois dias sem chover, era mesmo de se esperar.


Cheguei a um cruzamento e parei no sinal que ainda estava vermelho. No momento em que parei o carro para esperar o sinal abrir, quase morri de susto quando ouvi uma freada brusca e um estrondo.

Minha picape balançou e alcançou quase um metro a frente. Por pouco não fui parar no meio da estrada.
Não acredito que alguém bateu no meu carro! Foi o meu primeiro pensamento naquele momento. E depois, inúmeros palavrões e xingamentos explodiam na minha mente.
Saí correndo no meio daquela chuva e vi um único carro parado na estrada além do meu: um Volvo prata reluzente.
— O QUE É QUE ACONTECEU AQUI!!? — Berrei para a pessoa que saía do carro calmamente, também na chuva.
Eu adorava a minha picape, não queria que tivesse um buraco enorme nela.
— Me desculpa! Eu não vi o seu carro! Não da pra ver nem a rua!
Ele dizia quase gritando também por causa do barulho da chuva. O rapaz era mais ou menos da minha idade e se vestia muito bem.
— Como você não viu uma picape LARANJA na sua frente!!?
— Ah... Não esquenta, eu pago tudo o que precisar! Me passa o seu número e daí nos podemos conversar melhor!
— Seu idiota! Tava fazendo o que, que não olhava pra frente?!
— Ei! Isso é jeito de falar garota? Você não me conhece!
— Exatamente e nem quero conhecer!
— Eu só quero ajudar! — Ele chegou mais perto de mim quando fui até a picape e embarquei.
Consegui ver seu rosto. Jovem, bonito, cabelos cor-de-bronze e olhos verdes claros.
— Não quero sua ajuda! Já perdi todo o meu tempo com você e agora estou toda molhada. Muito obrigada.


Fechei a porta e arranquei a picape deixando ele parado no mesmo lugar e olhando pro próprio carro. O dele tinha ficado pior... Mas, dinheiro pra arrumar eu sabia que ele tinha, pelo jeito que estava vestido... E aquele carro...

Eu estava tremendo ainda e, por um acaso, voltei a pensar no jantar.
Eu já havia esquecido com toda aquela confusão.
Quem seria o filho do Doutor Cullen? Legal? Bonito? Decente? Com certeza ela não poderia ser pior que o cara do Volvo. E eu esperava que aquilo fosse verdade.
Mas, não ia julgar uma pessoa que nem conhecia ainda e nunca havia visto na vida. Não era assim. A não ser que essa “uma pessoa” já se apresentasse batendo no meu carro!

Cheguei em casa e minha mãe deu um pulo quando me viu encharcada da cabeça aos pés.
— Veio a pé??
— Não foi nada. Vou tomar um banho... — Quis evitar um bombardeio de perguntas.
— Já pode se arrumar pra sair! — Disse ela se esquecendo de uma hora pra outra o meu estado.
Sair?
— O que? Agora? Eu to cansada...
— Já combinei o horário com o Doutor Cullen, e ele vem te buscar às nove. Se arrume e tenta ficar bem bonita.
— Tá bom. tá bom...
Não dava pra ter uma escolha do que fazer em nada mesmo...


Subi para o banheiro que ficava de frente para a porta do meu quarto e tirei as roupas encharcadas. A água quente quase me fez dormir no chuveiro e fiquei lá por mais tempo que o necessário.
Que sono. Que sono.
Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e fui para o quarto. Fechei a porta e olhei para a cama; Um vestido vermelho não muito curto com um super decote e de alcinhas finas estava sobre os lençóis.
Eu não acreditei que era sério. Ela tinha escolhido minha roupa.
Ouvi uma batida na porta em seguida.
— Bella posso entrar? — Perguntou minha mãe.
— Sim — disse eu ainda atordoada.
Ela abriu a porta, mas não entrou.
— Gostou?
— Disso? — apontei para o vestido. — Vou parecer uma prostituta com esse vermelho berrante.
— Não exagera! Fica lindo no corpo. Vista logo e faça algo no cabelo, ja está quase na hora. — Ela saiu e fechou a porta.
Eu jamais escolheria uma roupa daquela...
Eu já estava pensando em vestir uma calça jeans e um moletom, mas já estava feito.
— Que ótimo — disse para mim mesma.

Depois de colocar o vestido, uma melissa de salto fino e baixo e, por fim, uma presilha simples no cabelo, me olhei no espelho.
Não ficara tão ruim... No entanto aquela não era eu.


Ouvi um barulho de carro e soube que não era meu pai, pois ele chegaria só mais tarde. Era o Doutor Cullen, e a tortura logo começaria.

Desci a escada e fui para a porta. Um carro preto estava parado na rua e um homem loiro muito bonito estava do lado de fora, esperando por mim.


A chuva agora tinha cessado e eu até conseguia ver a lua no céu.
— Anda menina! — Minha mãe disse nas minhas costas me assustando.
— Ta...
Andei até o carro e olhei para minha mãe na porta da casa com o maior sorriso no rosto.
Talvez eu fazendo aquilo por ela, ela finalmente iria me tratar como filha de verdade. Era o que eu pensava e não custava tentar.
— Olá senhorita...? — O homem louro e de olhos esverdeados perguntou-me.
— Isabella.
— Sou Carlisle. Vou te levar ao restaurante onde meu filho já à espera. — Ele falava num tom formal e elegante.
— Claro — Tentei sorrir um pouco.
Entrei no carro e fechei a porta. Agora não tinha mais volta.

Notas finais
E então? Quem será o misterioso Cullen? A maioria já deve saber kkk Comente o que você gostou ou não, até o próximo!