Notas iniciais
Bom, primeiro de tudo essa história foi editada e agora repostada, mas continua sendo a minha primeira então espero que gostem!

P. O. V. Bella

— Mãe eu não quero conhecer ninguém!
— Mas você vai ver filha, ele é um cara legal!
Minha mãe estava louca, não havia outra explicação.
Como ela achava que era a minha situação com relacionamentos amorosos a ponto de ter que arranjar um encontro pra mim?
Ela achava que eu não sabia escolher meu próprio namorado? Eu tinha certeza de que ela queria era me ver feliz, mas daí arranjar um encontro era demais.


Eu estava muito bem sozinha e quando quisesse poderia muito bem começar a namorar. Só que essa deveria ser uma preocupação inteiramente minha, e não da minha mãe.
Não era justo.


— Filha! Você vai sim! Já marquei tudo com o Dr. Cullen e vocês vão jantar em um restaurante muito bom. Aproveita essa chance!
— Eu não tenho escolha, tenho?
— Não. Mas tente entender filha... Só quero o seu bem!
Não fiquei mais nem um minuto ali. Saí correndo e subi para meu quarto.
Pelo menos dentro dele eu tinha um pouco de paz.
Eu queria ficar sozinha e essa era uma escolha minha!

Depois de ficar sentada na cama pensando na vida por um tempo, ouvi um barulho de carro chegando e fui olhar pela janela pra ver o que era. Meu pai chegando do trabalho.
Finalmente, pensei. Só assim minha mãe parava de encher o meu saco com essa história de encontro.


Depois de alguns minutos, alguém bateu na porta.
— Pode abrir — eu disse.
— Oi filha, está tudo bem? ­— meu pai entreabriu a porta e me olhou com um pouco de preocupação. Ele sempre foi atencioso comigo.
— Está tudo sim pai. Como foi no trabalho?
— O de sempre — ele sorriu tristemente.
E da cozinha minha mãe berrava:

— Charlie! Vem aqui que eu quero falar com você!
— Até logo Bella... Já vou Renée! – ele fechou a porta do quarto e saiu correndo.
Eu gostava muito do meu pai, e ele, era policial da cidade de Forks, a cidade mais chuvosa de todo o Estados Unidos.
O trabalho dele nem chegava a ser tão perigoso, pois a cidade era muito pequena e com poucos habitantes.

Eu adorava morar lá, porque nunca gostei do sol e nem do calor, preferia a neve e a chuva. Mas, naquele momento, eu gostaria de ir até pro Brasil se fosse possível! Bem longe da minha mãe.

Eu estava com um encontro marcado para o dia seguinte, à noite, com uma pessoa que nunca tinha visto na vida e nem sabia o nome... Que patético.
Esperava que o rapaz ficasse bem depois do fora que daria nele.
Se ele for bonitinho até dou a ele uma chance, pensei sem querer.
Só que não, acrescentei.

Depois de já não aguentar mais ficar acordada ouvindo minha mãe e meu pai brigando lá de baixo, fui para o banheiro tomar um banho quente descansar minha cabeça. Fiquei um bom tempo organizando meus pensamentos e tentando não ser tão negativa, depois desliguei o chuveiro e fui para o quarto me vestir.

Coloquei meu pijama preferido e me perdi um pouco no tempo olhando para a floresta, que ficava do lado da minha casa, pela janela do quarto. Me peguei novamente lembrando de quando eu e meu melhor amigo brincávamos, quando crianças, correndo pelas árvores e até escalando algumas. Nunca mais havia falado com ele...

Fui para minha escrivaninha, liguei meu computador e entrei no meu facebook.
O jake não estava online mais uma vez. E nenhuma mensagem minha tinha sido respondida.

Joguei-me na cama para dormir e tentar esquecer aquela história de "encontro arranjado pelos pais".
Credo, parecia até que eles queriam casar nós dois. Nem queria pensar naquilo.

Demorei horas até conseguir dormir e no outro dia acordei com uma cara horrível.
Me olhei no espelho e parecia até que eu tinha tomado um porre.
Me arrumei, peguei meu celular e fui para a cozinha.
Naquela hora meu pai já tinha ido trabalhar e minha mãe provavelmente estaria dormindo.
Peguei as chaves da minha bela Picape laranja desbotado e saí de casa.

O dia estava lindo.
Só não diria que tinha sol porque na verdade ele raramente aparecia. Mas, o tempo estava bom, pois não chovia há dois dias.


Entrei no carro e dirigi até a livraria Trovão e Baleias que era onde eu trabalhava.
O lugar onde eu mais gostava de estar. Nem sabia o porquê.
Devia ser por que lá eu tinha paz e uma pessoa que gostava muito de mim, minha segunda melhor amiga a Bree. Ela era a única que me entendia de verdade.

Chegando lá, estacionei no lugar de sempre, onde aquela picape absurdamente grande não atrapalhava ninguém e então entrei na livraria.
Era um lugar bem pequeno, com diversos livros e de assuntos bem variados. De histórias reais a lendas e mitos populares. Não tinha muito movimento por lá, mas sempre tinha o que fazer. Limpar estantes, separar livros por ordem alfabética e colocar o papo em dia, claro.

— Ta, mas você não sabe nem o nome dele? — Bree me perguntava arrumando uma pilha de livros que estava quase cobrindo ela completamente.
— Não. E acho que nem minha mãe sabe...
— Ai Bella... Se ele for bonitinho você pega né?
— Bree! Claro que não, nem o conheço — Começamos a rir juntas.
Só ela pra fazer piada daquilo mesmo...
— Bella pega aquele livro dali da mesa pra mim?
— Qual? — avistei um único livro sobre a mesa: Lendas Quileutes — Achei.
— Valeu.
— Nossa, tem gente que acredita nessas coisas aí né. Eu acho uma perda de tempo...
— Ah eu acho que cada um acredita no que quer sabe... Eu acredito muito que vou ganhar na loteria sabia?
— Aff, não foi isso que eu quis dizer — disse eu.
Ela deu uma risadinha só pra mostrar que tava de brincadeira. Como sempre.
— Acho que chegou alguém — Ela disse — Vou lá ver.
Ela saiu de trás da pilha de livros que estávamos arrumando e foi para o balcão pra atender o único cliente do dia.
Ela voltou depois de um minuto com um sorriso no rosto.
— É pra você Bella.
— Pra mim?
— Vai lá guria. Anda!


Fui para o balcão e vi um rapaz da minha idade parado próximo a porta. Ele estava de costas, mas aquelas características não me deixavam dúvidas de quem poderia ser.
— Jacob!
Ele se virou e sorriu pra mim, eu corri e o abracei com o máximo de força que tinha, o que não era muita coisa.
— Oi Bella.
— Onde você se meteu? Faz semanas que não fala comigo... Achei que nem lembrava mais meu nome!
— Não exagera! Eu só tava curtindo umas férias com meus amigos.
— Férias? — Fiquei um pouco sem entender, nossos pais eram amigos e sempre que eu podia, perguntava pelo Jacob. Ele estava trabalhando como mecânico e era muito bom, todos procuravam por ele. Era uma pena a minha lata-velha ser sempre dura na queda e nunca dar nem um probleminha.
— Fui demitido do meu emprego... — Ele me olhou triste.
— Por quê?
— Eu acabei não fazendo um bom trabalho com uma moto e um cara quase morreu por minha culpa.
— Sério?
— Mas ele ta bem agora. A sorte que não me encrencou muito sabe...
— Poisé... — E lá se ia por água a baixo nossa conversa que poderia ter sido muito melhor. Eu e meu dom de nunca saber o que falar.
— Tenho que ir agora. Vou começar a procurar emprego né.
— Ah, claro, boa sorte Jake.
— Valeu — Ele se inclinou um pouco e me beijou no rosto, depois saiu, subiu em uma moto e foi embora. E eu fiquei parada na porta esperando não sei o que.
— Bella, se eu fosse você eu pegava em — Disse Bree chegando pelas minhas costas.
— Bree! Ele é meu amigo!
— Ta bom, ta bom — Ela riu.


Olhei para o relógio e vi que estava quase na hora de voltar pra casa. Não estava nem um pouco a fim de ir pra lá, mas fazer o que.

No caminho de volta pra casa, voltei a pensar no tal jantar que aconteceria à noite. Eu esperava que não fosse muito demorado... Estava com muito sono.
E aquele filho de Doutor famoso sei lá do que, Não teria mesmo chance comigo.
Ou eu não me chamaria Isabella Swan!

Notas finais
Quem será essa pessoa? O que vocês acham? Comentem :)