Notas iniciais
Oi oi galera, cá estou eu novamente depois de um tempo, bom sem explicação dessa vez, nem demorei tanto assim vaí! Eu doente - facul = Tempo para postar!! Podem ficar feliz, e mais feliz ainda por esse capitulo lindo que eu fiz com muito carinho e catarro pra vocês! Enjoy!

PDV SOPHIE...

Acordei com o meu com o despertador soando no meio o do meu sonho onde eu estava nadando numa piscina de bolas gigante.

Estranho, tenho a impressão de que hoje é domingo.

Daí eu percebo que não é o despertador e sim o meu telefone que está tocando.

Quem em sã consciência liga, manda mensagem, ou qualquer outra coisa, para mim esse hora da manhã?

Eu olho o relógio no telefone antes de ver de quem estava me incomodando.

9h E 52 minutos.

9H E 52 MINUTOS!

Desbloqueei a tela e vi que era uma mensagem... do Jake?

Abri para ver.

Espero que eu tenha acordado você! :p”

Sorri com isso, não sei o motivo.

“Idiota! O que você quer? E como assim você tem o meu número de telefone?”

Alguns minutos depois meu celular apita.

“ Sou Médium você não sabia?”

Ri após ler.

“Médium fala com mortos idiota.”

“Tanto faz. Estarei te esperando aqui na frente em 10 minutos.”

Por alguma razão idiota senti minhas bochechas queimarem. Ainda não acredito que eu realmente aceitei “sair” com esse idiota.

“Para quê mesmo?”

“Ué. Nosso encontro.”

“Não é um encontro.”

“Chame como quiser.”

“Idiota. Eu preciso de meia hora.”

“MEIA HORA?”

“Tchau Jake.”

Ri e desliguei o telefone.

Levantei-me da cama e fui direto para o banheiro tomar um banho bem quente para me fazer pensar um pouco.

Primeiro, tenho que descobrir se eu tô com algum problema cardiovascular, porque meu coração as vezes parece que vai sair do meu peito. Isso é um pouco idiota.

Segundo, estranhamente eu não tive pesadelos esse noite.

E terceiro, o que porra eu tinha na cabeça quando aceitei “sair” com o Jake?

Depois de tomada banho, fiz minha higiene matinal, sequei o cabelo com um secador, vesti um short jeans preto, uma camiseta preta e coloquei uma camisa xadrez vermelha por cima, vesti meus coturnos e coloquei algumas bijuterias normais. Não era nada exagerado, afinal era só o Jake. De maquiagem, passei delineador preto, rimél e passei batom vermelho – não me julguem – e só. Passei um pouco de perfume e ok.

Peguei minha bolsa, coloquei dinheiro, celular e outras coisas, peguei meu óculos escuros estilo John Lennon e pendurei na minha blusa.

( http://www.polyvore.com/sophie_nj/set?id=127627736 )

Certo, nada mal.

Suspirei e desci as escadas vagarosamente.

Na cozinha Harper e meu pai cochichavam alguma coisa, mas quando me viram pararam. Estranho.

–Bom dia querida, já ia mandar a Marta ir te acordar. – Harper sorriu de forma simpática, mas dava pra perceber que ela estava tensa.

–Por que ia mandar a Marta ir me acordar? Hoje é domingo. – Pergunto desconfiada.

–Vai sair? – Meu pai pergunta analisando minhas roupas.

–Vou. – Digo apenas.

–Não vai comer? – Pergunta Harper.

Eu os olho por um tempo e descido sentar-me.

Esse clima aqui está muito estranho, talvez eu devesse perguntar o que está havendo, mas talvez seja melhor não, sei lá.

Pego uma torrada e passo geleia e encho um copo com suco.

–Sophie, nós precisamos falar com você. – Harper diz olhando para o meu pai de forma séria.

Apenas assinto e aceno para ela prosseguir.

Ela suspira e olha para o meu pai novamente e ele confirma com a cabeça e sorri. Os olhos da Harper estão brilhantes quando se chocam com os meus.

–Vou ser direta ok? – Ela disse e em seguida prendeu a respiração e jogou uma bomba nuclear sobre mim. – Eu estou grávida.

Eu os olho e depois caio na gargalhada. Tipo, eu tive uma crise de riso histérica.

Não podia ser verdade, como assim a Harper tá grávida? Ela ainda pode ficar grávida?

Eles devem estar me zoando, só pode.

Mas as caras dos dois não demonstra nenhum sinal de brincadeira, ao contrário, eles estão sérios.

Vou parando de rir aos poucos e quando recupero o folego totalmente pergunto:

–Vocês estão tirando com a minha cara né?

Harper abaixa o olhar.

–Não, Sophie.

Eu os olhei sem acreditar, eu estava em choque. Como assim?

–Estou de 4 semanas.

Meu sangue ferve, quatro semanas? Eu nem sabia da existência da Harper a quatro semanas. Isso é... errado. Quer dizer, meu pai não pode ter um filho, ele nem pode casar ainda. Como assim?

–Pai, você não pode! Como... Você disse pra Harper que ainda é casado com a minha mãe? – Ela me olha com os olhos arregalados. – Quer dizer, meus Deus, você não pode casar com ela agora. Enquanto minha mãe estiver viva. Isso é...

Fico sem palavras.

A verdade é que eu ainda não compreendi o que está acontecendo aqui. Ainda não caiu a ficha pra mim.

–Sophie, isso não tem nada a ver com a sua mãe. –Meu pai diz. – Ela pode morrer a qualquer minuto, ela pode já até ter morrido nesse momento. Garota, eu irei me casar com a Harper sim, porque eu a amo, e vou ter esse filho sim. Não preciso da sua opinião, Sophie. Você é só a minha filha.

Sinto meus olhos arderem com essa declaração do meu pai, aliás, desse homem que se diz meu pai.

–Eu sou só a filha que você escondeu da sua namorada sabe se lá quanto tempo. Sou apenas a sua filha bastarda que estragou sua vida, eu sei pai que você me culpa por ter descoberto o sua traição, eu sei que você me culpa pelo o que aconteceu com a mamãe. Eu sei. – Uma lagrima grossa desce pelo meus rosto. – Mas olha que legal, eu também me culpo. Eu só não sei se essa criança merece ser tratada como eu fui. Espero que você saiba quem será o pai do seu filho, Harper.

Digo friamente.

Harper chora de cabeça baixa.

–Escute aqui garota, quem eu fui com você, não vai dizer com quem eu vou ser com o meu filho. Ele não será como você e eu vou me certificar disso. – A voz do meu pai é cortante.

As lagrimas não são mais impedidas de sair, as deixo cair sobre meu rosto.

–Também me certificarei que ele não será bastardo igual a mim. – Digo friamente olhando em seus olhos. – Estou saindo.

Eu estou destruída, em todos esses anos meu pai nunca havia falado diretamente pra mim essas coisas. E eu sempre vim me preparando para esse momento, mas quando ele finalmente veio foi como uma facada no meu coração, não foi o momento certo.

É só um bebê inocente, assim como eu era.

Mas crescer como eu cresci esse tempo, nesse família, não é fácil. Viver com a culpa e o assombro em suas costas é aterrorizante.

Eu estava cheia, sufocada, e não aguentava mais. Não tinha nem mais o Sammy comigo. Tudo isso pela culpa, por ser amarga e dura.

Eu atravessei a rua chorando e ao chegar no grande portão da casa da frente eu me encolhi, toquei no interfone e a voz do porteiro se fez ouvir.

Demorei um tempo para responder.

–Diga ao Jake que ele está atrasado. – Digo apenas.

–De quem se trata?

–Ele saberá.

Ouço o interfone ser desliado.

Por um momento recobro minha consciência e limpo as lagrimas presentes no meus rosto, olho meu reflexo pelos óculos. Estava tudo ok, mas meus olhos estavam inchados, então coloquei os óculos e fiz uma reza mental para não expressar nada que não seja indiferença.

Mesmo sendo difícil sabe, as palavras do meus pai, e as da voz rodopiavam minha cabeça, como um castigo mental.

Logo o portão se abriu e eu o vi, com uma moto. Uma moto.

Ela estacionou na minha frente a abaixou os óculos ray-ban e sorrio pra mim.

–Pronta para o melhor não encontro da sua vida? – Ele disse sarcástico e eu ri.

A áurea dele me fazia esquecer qualquer coisa, por um momento até o meu castigo.

–Se você está pensando que eu vou subir numa moto com você está completamente iludido. – Digo e ele abre um sorriso.

– Não é uma opção, gata. – Logo depois de dizer isso ele pisca pra mim e depois cai na gargalhada.

Eu sorrio com ele também.

–Gato, se é assim que você age com as outras garotas, você é um fracasso. –Digo entrando na brincadeira.

Jake sorri.

– Sobe logo, Sophie.

Aceno negativamente com a cabeça.

–ANDA GAROTA!

–Não ando de motos, isso é ridículo, Jake! – Digo um pouco impaciente.

–Quer dizer que Sophie Jobs, a rebelde que já pulou de paraquedas, não anda de moto? – Ele pergunta levantando uma sobrancelha. – Onde está a sua rebeldia, Soph?

–Não me chama de Soph e isso não tem nada haver. – Digo irritada. Como ele ousa?

–Estão você só é covarde mesmo? – Ele me provoca.

Eu o olho enfurecida, arranco o capacete da sua mão e subo na porcaria da moto.

E antes de ele dá partida, eu escuto o seu risinho da vitória.

(...)

Alguns muitos minutos de silencio e vento na cara, Jake estaciona a moto em frente a uma doceira, eu acho.

–O que estamos fazendo em Hoboken, Jake? – Perguntei tirando o capacete recolocando meus óculos escuros com medo de meus olhos estarem ainda inchados.

–Ué, agora iremos comer doces da Carlo’s Bakery ué. – Ele disse entrando na loja.

Fomos até o balcão de pedidos, e nossa, é tanta coisa que cê fica doido! Muitos doces!

Pedi dois cannolis, um capcake red velvet e dois cookies de chocolate com gotas de chocolate branco e um café puro. Sim, tudo isso. Eu estava com fome.

–Garotas geralmente não comem tanto em encontros. – Jake observa me provocando.

–Bem, não estamos tendo um encontro então... – Digo dando uma mordida no meu Red Velvet.

Jake, com seus dois cupcakes e três cookies, me olha engraçado e sorri.

–Tem Cream cheese no seu nariz. – Ele pega uma guardanapo e limpa meu nariz me olhando no olhos e sorrindo de uma forma, tenho que admitir, fofa.

–Obrigado. – Eu provavelmente devo ter corado.

Termino de comer meu Cupcake delicioso e depois como os meus cannolis. Estão tão gostosos que ninguém disse uma palavra até terminarmos de comer tudo.

Doces são legais pra fazer esquecer também.

–Se seu plano era me chamar pra sair, e me trazer aqui pra eu comer até que eu exploda e morra, está sendo concluído com sucesso. – Digo dando um suspiro de satisfação.

–Não foi bem isso, mas é uma grande ideia. – Ele diz pensativo e depois me olha.

–Porque ainda está de óculos escuros, Sophie? – Ele pergunta.

Oh não.

–Porque ué. – Digo apenas.

–Eu gosto dos seus olhos. – Ele diz calmo olhando através dos meus óculos.

Isso foi estranho, tão estranho que eu corei.

–Eu também gosto dos meus olhos. – Digo sorrindo cinicamente.

Ele sorri e puxa meus óculos do meu rosto, encara meu rosto por um tempo longo, vejo em seus olhos preocupação.

Ele me encara tão profundamente que sinto que ele está lendo até a minha alma, que ele sabe o que está acontecendo comigo. Não aguento e desvio o olhar para a mulher do caixa.

–Vem, vamos pagar! – Ele disse depois de um tempo de silencio.

Apenas assinto.

Não ouve aquele briga clichê de quem paga o que, apenas ouve silencio e só.

Saímos da loja em silencio e subimos na moto em silencio e Jake deu partida em silencio.

Só silencio.

E meus castigo volta a martelar minha cabeça.

(...)

A próxima parada foi no caís com a vista para o Rio Hudson.

A cheiro de água suja é realmente relaxante em uma paisagem como essa.

–Não era o meu percurso, mas aqui é um bom lugar pra conversar.

Eu o olho, sentamos em um banco qualquer.

A paisagem é linda, mesmo não sendo natural. O dia está radiante e os raios solares lutam para aparecer entre os arranha-céus.

–É lindo. – Eu disse tirando meu telefone da bolsa e tirando uma foto daquela paisagem.

–É, gosto de vir aqui pra pensar as vezes. – Jake disse.

Eu o olhei.

–Você sai de Nova Iorque pra cá para pensar? Serio? – Pergunto e riu. – O tempo de viagem é o suficiente pra pensar. –Concluo.

–É, mas é relaxante. – Sinto que está me olhando. – Principalmente no pôr do sol, daria uma boa foto.

Jake diz pegando meu celular e vendo a foto.

Eu o olhei, e nos encaramos de novo.

–Estão tristes. – Ele concluiu.

–O que?

–Seus olhos. – Volto meu olhar pra paisagem. – Você teve pesadelo de novo?

Sinto preocupação em sua voz.

–Não.

–Por que está assim Sophie? – Sua pergunta está tão carregada de algo, preocupação, que fez meu coração acelerar.

Eu sorri.

–Vou ter um irmão. – Digo e viro meu rosto pra ver sua reação, e foi impagável. Eu quase ri.

–A Harper está...? – Ele pergunta confuso. Eu assinto. – Ela ainda pode engravidar?

Eu gargalho.

–Quer dizer... Ela não aparenta, mas ela tem a idade da minha mãe. – Ele diz perplexo.

Eu riu.

–Eu pensei a mesma coisa. – Digo.

Ele rir também, mas depois de um tempo ele volta a ficar sério.

–Mas... não é isso que te deixou triste. – Ele concluiu novamente.

–Não, eu briguei com meu pai. – Digo mais secamente que eu consigo.

Ele fica em silencio.

–Não faz isso. – Ele diz.

–O que?

–Fingir que não te afeta, fingir que é indiferente.

O encaro.

–Eu não estou fingindo.

–Está, está Sophie. Pare de mentir pra si mesma. Pare de mentir pra mim. – Ele diz com irritação.

–E você pare, pare de se intrometer na minha vida. Não é da sua conta o que acontece na minha casa, com a minha família. – Explodo me levantando no bando. – Pare de querer me ajudar, pare de se preocupar comigo. Não é da porra da sua conta.

Eu grito, grito por não aguentar mais, grito com ele porque eu estou mal.

–Me desculpe se eu quero ajudar você Sophie, me desculpe se eu me preocupo, me desculpe por querer que você fique bem. – Ele também está em pé agora. – Mas quem liga se não é da porra da minha conta? Eu vi, eu vejo e estou vendo o quando você está ruim, acabada e desmoronando, eu sei da culpa que você sente e eu sei o quando você se sente mal e ruim por brigar com seu pai. Você não me engana mais. Eu me preocupo com você porra! – Sua voz demostra o quando está irritado, mas seus olhos...

Ele vira pra mim e fica bem de frente mim, a um passo. Ele chega mais perto e agarra meus rosto eu suas mãos e me encara tão profundamente que deixa meu coração louco e minha respiração entrecortada.

Respiramos do mesmo ar agora.

– Eu quero cuidar de você porra. – Ele diz com a voz rouca fazendo-me arrepiar.

Seus olhar cai até meus lábios e faço o mesmo, ele chega mais perto hesitantemente como se fosse me beijar, mas ele não faz.

Eu faço.

Eu o beijo.

Mas esse não foi como os outros, esse teve o meu tão temido mais.

Notas finais
E aí povo? Mereço RECOMENDAÇÃO??? Reviews???/ *----* Comentem e recomendem povo! Eu ficaria feliz, e com uma recomendação até poderia postar mais rápido! Beijos e até.