Eu Te Amo mesmo assim...
5 Mascarás que cobrem o seu rosto.
Notas iniciais
Tristan estava em seu quarto, embora as luzes estivessem apagadas, ele estava bem acordado. Olhava fixamente para o teto, parecia procurar algo nele, que não pudesse encontrar em si mesmo.
Como Nivleck, no dia anterior ele havia entrado em casa e ido direto para seu quarto, mas, diferente do outro, conseguiu realizar tal ato. E, desde que chegou, não havia saído do quarto.
- Droga! – praguejou a si mesmo. – Eu sou um idiota!
O garoto virou o rosto, por um momento ele olhou para as flechas de luz que vinha da janela. Já se passavam do meio dia, ele abriu a janela e deu uma olhada lá fora. O dia não estava tão ruim, pelo contrario, estava bem bonito. Em qualquer outro dia Tristan teria saído para dar uma volta, mas não naquele dia, naquele dia ele não tinha animo para nada. Fechou a janela e voltou a se deitar, mas antes que encostasse a cabeça um barulho chato e estridente ecoou pelo quarto.
O barulho vinha de um telefone celular e era repetitivo a ponto de irritar. Dizia: “Baby, Baby, Baby,Baby” E não saia dessa palavra.
- Droga Ketlin, eu ainda te mato. – ele sabia que tinha sido sua irmã que havia mudado o toque do celular.
Porem sua irritação com Ketlin passou ao ver a mensagem exibidaBA tela do pequeno aparelho:
“Uma nova mensagem de:
Yume.”
Ele se surpreendeuao ler aquilo, parecia ser algo serio, pois ele tinha em seu rosto uma expressão de espanto. Digitou algum coisa, colocou o tênis e saiu. Na escrivaninha o aparelho ainda mostrava o que Tristan havia escrito.
“ Ok, já estou lá.”
* **
Yume balançava-se levemente em um pequeno balanço no parque, parecia que o próprio vento a balançava, de tão serena que estava.
Aquele envelope branco estava em seu bolso, era incrível como um pequeno e simples pedaço de papel pudesse fazer uma revolta imensa em seus sentimentos. Nem ela mesma sabia o porque de estar se sentindo assim, tão confusa. Ao pensar de forma racional, era simples. Ela não gosta e pronto. Mas não conseguia pensar assim, era extremamente complicado. Ainda por cima por ele ser quem ele é, um amigo, um amigo que, entre tantos, ela iria contar o segredo de sua vida. E, embora ela houvesse conhecido ele a pouco menos de um ano, ela sentia que podia confiar nele.
Yume se sentia extremamente triste por ter que dizer aquilo para ele, ela sabia como é difícil dizer a alguém que gosta dessa pessoa, e sabia ainda mais como é horrível gostar de alguém que não vai poder lhe corresponder, nem um beijo, um olhar mais que amigo, um sorriso de... de amor.
Ela esta ali desde as 10h30mim. Agora já se passavam do meio dia, e, só há poucos minutos, tinha tido coragem de chamá-lo. Isso mostrava o quanto ele era mais corajoso que ela, enquanto ela tinha medo de apenas chamá-loele tinha dito que ela havia-lhe conquistado por completo.
As crianças no parque lhe fizeram lembrar de sua infância, não foi algo muito feliz, ela estava sempre sozinha.Mesmo quando junto a alguém, se sentia sozinha. Talvez por naquela época já saber que é como é, talvez por já saber que nada seria fácil. É, desde garotinhaesse tipo de pensamento já lhe incomodavam.
Toda essa solidão que ela parecia sentir, se valia pelo fato de ninguém a conhecer, mas de ninguém a conhecer de verdade, quem era ela, os seus sentimentos e todo o resto.
Realmente Yume tinha certas preocupações, talvez por ter tais preocupações quando crianças, Agora, na adolescência, fosse assim, uma grande brincalhona. Não pode-se dizer infantil, mas sim uma grande criança.
Talvez ela usasse mascarás, a primeira para esconder de todos como era realmente, mas o uso continuo dessa mascará, como o de qualquer outra coisa, causa conseqüências, efeitos colaterais. Talvez esse uso tenha lhe tornado uma pessoa deprimida, e, para não demonstrar isso, ela usava uma segunda mascará, uma mascará que lhe mostrava como uma garota brincalhona.
Brincalhona? Não por aqueles dias. Naqueles dias que haviam se passado, a segunda mascará havia se rompido, ela estava mostrando, de certa forma, como era, estava mostrando o que o uso de sua mascará havia feito contigo. Aquela inquiedade e insegurança haviam realmente partido sua suposta segunda mascará, e ela sabia que teria de recoloca — lá, mas isso podia esperar.
Yume foi desperta de seus pensamentos que, de certa forma, eram filosóficos, por alguém que havia se sentado ao seu lado. Ela sabia quem era. O rapaz parecia sentir-se total e integralmente desconfortado, talvez pelo reencontro. Ele sorrio nervoso, e ela assentiu com um piscar de olhos que, por mais que ela tentasse esconder, estavam tristes.
Notas finais
Como será a reação dele?
O que ele dira a ela no parque?
O clima estará tendo?
Não percam o proximo capitulo de...
Eu te amo mesmo assim...
rsrsrsrsrsr
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