Eu Te Amo, *censurado Pelo Nyah*!
5 Amizade
Acordou no dia seguinte ainda se sentindo péssima, mas não podia se esconder para sempre em seu quarto – mesmo sendo a única coisa que realmente quisesse fazer. Seu pai mandou que os batedores seguissem a trilha dos vikings para o norte, seguindo até o antigo castelo de Mor’du.
Queria muito continuar como batedora. Enganava-se – ou tentava se enganar – dizendo que ajudava as tropas escocesas com seu trabalho, mas no fundo do seu peito sabia que apenas queria encontrar Soluço novamente, mesmo temendo isso mais do que tudo.
Como ela e os seus pretendentes foram instruídos a permanecer no acampamento enquanto os escoceses buscavam um bom lugar para lutar, Merida começou a escolher a companhia do jovem Macintosh com mais frequência. Era comum vê-los treinando juntos, caminhando, conversando ou apenas próximos um ao outro. As pessoas começaram a pintar um quadro no qual Merida e Macintosh estariam casados em breve, agradecendo pelo menos isso no tempo de guerra.
Enquanto caminhavam pelas muralhas de DunBroch, Macintosh tentava, em vão, fazer com que Merida se esquecesse do que acontecera há dias na cascata de fogo.
- Vamos, Rida, você não pode continuar pensando apenas nisso.
- E o que eu posso fazer? Não o vejo desde aquele dia... E agora ele sabe que eu não sou normal... – Sua voz estava carregada de frustração – Eu apenas queria vê-lo...
O rapaz deu um sorriso triste, sabia exatamente pelo que Merida estava passando, mas não estava disposto a vê-la sofrer por isso. Percebendo que alguns dos guardas prestavam atenção no que acontecia entre eles, decidiu que estava na hora de dar um pouco mais de corda para os comentários. Tocou delicadamente o braço da ruiva, que não se afastou e aceitou a carícia enquanto o jovem sussurrava em seu ouvido.
- Você ainda o verá. Acredite nisso. – Com um sorriso sarcástico cruzando seu rosto fez com que Merida o encarasse – Não acha extremamente hilário os comentários que têm sido feitos acerca de nós? Se eu não soubesse exatamente o que acontece entre nós dois, acreditaria piamente que nos veríamos casados em poucos dias.
Seu comentário conseguiu arrancar um leve sorriso de Merida, que o empurrou gentilmente antes de virar-se e correr.
- Não se eu puder impedir, Macintosh!
E aos risos começaram a se perseguir, recebendo alguns olhares de inveja e alegria.
Sim, sabiam que estavam enganando a tudo e a todos, mas precisavam desse momento de descontração entre eles. Já não podiam ajudar nos preparativos para a guerra e cada um sabia o quanto era exaustivo ter segredos que não podiam compartilhar com ninguém.
Merida e Macintosh desenvolveram uma amizade através da necessidade, porém não conseguiriam dizer como eram suas vidas antes dessa amizade. Ela tornou-se cara e tão presente entre eles que não suportariam perdê-la.
É claro que isso não significava que os jantares, quando todos os clãs se reuniam, era uma coisa que agradasse a eles.
- Eu fico tão feliz que finalmente tenha feito a sua escolha, Merida – Macintosh tinha um sorriso de orelha a orelha enquanto tentava se servir de um pernil de javali – Eu tenho certeza que o jovem Macintosh irá te fazer muito feliz.
Merida deu um sorriso amarelo enquanto respirou fundo e se concentrou na comida à sua frente, balançando minimamente sua cabeça e arrancando um sorriso do rapaz ao seu lado.
- Ora vamos, Macintosh, não coloque a carruagem na frente dos cavalos. – MacGuffin sorriu e começou a disputar o pernil com Macintosh – Todos sabem que Merida só é amiga de seu filho. Isso não significa que Duncan* está fora do páreo.
- Ou Wee. – Dingwall já devorava uma coxa de frango.
MacGuffin e Macintosh trocaram um olhar raivoso antes de conseguirem dividir o pernil igualmente.
- Verdade, verdade, mas dizem por aí que eles são inseparáveis. Caso se procure Aidan* ou Merida é certo que serão encontrados juntos.
A ruiva já estava perdendo a paciência. Como se não bastasse que seus pais insistissem que deveria decidir logo com quem se casaria, ainda tinham que conversar como se ela não estivesse presente? De verdade?
Respirando fundo mais uma vez, preparava-se para dar um sermão naqueles velhos, mas sua mãe foi um pouco mais rápida.
- Vamos agora, amigos, estamos tentando ter um jantar civilizado – “ou o mais civilizado possível, considerando a quantidade de escocêses juntos” o pensamento fez Merida sorrir sozinha – Que tal se deixarmos estes assuntos constrangedores para depois?
E todos sabiam que não era uma sugestão, era uma ordem. As palavras de Elinor nunca eram ignoradas e Merida nunca foi tão grata à mãe. Passaram o resto do jantar brincando uns com os outros, brigando algumas vezes e, depois de algumas horas, pode-se dizer que o jantar fora um sucesso.
Merida se retirou para seu quarto, ansiava pela solidão ao mesmo tempo em que a temia. A lua já ia alta no céu quando escutou um barulho vindo do corredor. Levantou-se da cama, vestiu seu vestido mais leve e pegou seu arco e flechas, afinal, melhor prevenir que remediar, não?
Abriu a porta de seu quarto vagarosamente, evitando, assim, que as dobradiças rangessem. Viu Aidan vindo pé ante pé em sua direção. O rapaz assustou-se com a sua presença na porta, deu um sorriso e, sinalizando para que fizesse silêncio, a chamou para acompanhá-lo.
Curiosa, seguiu seu amigo por todo o corredor, desceram as escadas e passaram pela cozinha, alcançando o pátio externo do castelo DunBroch.
- Aidan, o que..?
O rapaz apenas a fez novamente ficar em silêncio e continuaram seguindo para o portão lateral da muralha. Ao saírem do local onde estavam, Merida pôde ver Angus e Logan* esperando.
- Vamos, temos que correr um pouco. Acho que já ficamos muito tempo presos nesse castelo, não acha?
Sem saber o que dizer, Merida apenas sorriu e montou, seguindo o grande cavalo marrom de Aidan pela floresta.
Deixou que seus sentidos fossem tomados pelos sons noturnos da floresta. Nunca iria assumir para alguém, mas realmente se sentia presa no castelo e Aidan a estava ajudando a relaxar.
Claro que, quando abriu os olhos e viu o caminho que seguiam, sabia exatamente para onde estavam indo. Olhou sem entender para o moreno que mantinha o sorriso no rosto e o silêncio – que estava começando a irritar Merida.
- Aidan...
Chegaram à cascata de fogo, é claro que a clareira estava vazia e, por conta do frio, uma fina camada de névoa envolvia a pedra que Merida tanto gostava de escalar. Apearam e apenas observaram os movimentos da névoa, as estrelas e ouviam o barulho que a água fazia ao cair.
- Eu sei o quanto esse lugar é importante pra você, não apenas pela lenda da cascata, mas porque foi aqui que o encontrou, não é?
A ruiva apenas ficou em silêncio, abraçando a si mesma e observando as estrelas pouco visíveis.
- Eu sempre me impressionei pela cascata, Aidan. – soltou um suspiro e continuou – Meu pai sempre me contou histórias dos antigos reis, de como eles só eram realmente considerado reis depois que subiam ao topo do Dente de Crone e bebiam da Cascata de Fogo ao pôr do sol...
Levantou o olhar até onde sabia estar o topo do Dente sem realmente conseguir vê-lo e sorriu.
- Sempre quis escalá-lo e, há três anos, finalmente consegui reunir coragem o suficiente para fazê-lo. Sinceramente, nunca me senti tão viva!
O rapaz encarou os olhos da garota e sorriu.
- Então é por isso que você escala essa pedra... – a voz rouca de Soluço atraiu o olhar assustado dos dois escoceses, o viking apenas caminhou até eles, sentando-se – porque quer se sentir viva.
Os olhos de Merida se encheram de lágrimas e, segurando-se, continuou sentada, apenas encarando os olhos verdes do viking à sua frente. Aidan se levanta e se espreguiça.
- Eu prometi que você voltaria a vê-lo, Rida... – o rapaz sussurrou antes de se aproximar de Logan, montar e partir, deixando o casal sentado, se encarando.
Viking e escocesa permaneceram se encarando, em silêncio, banhados pela parca luz da lua e das estrelas. Soluço sorria timidamente e Merida tinha em seu rosto um misto de surpresa, alegria e medo.
Um arrepio fez com que a garota tremesse e, finalmente, houve um movimento entre eles. Soluço se levantou e se sentou ao lado de Merida, abraçando-a.
- As noites aqui na Escócia sabem ser frias...
A ruiva voltou a tremer e Soluço começou a gentilmente acariciar seus braços. Levou um susto quando Merida segurou com força em seu colete.
- Rida..?
As lágrimas logo tomaram os olhos azuis da garota, soluçava tentando respirar enquanto um choro desesperado encontrou vazão. Todo seu medo, desespero, dor, tristeza, alegria e amor finalmente conseguiram encontrar uma saída e seu coração parecia que ia explodir.
- Eu acreditei que nunca mais iria vê-lo... Que não iria querer mais me encontrar...
Sussurrava as palavras que tanto temia serem verdade. Afinal, como alguém poderia aceitar o monstro dentro de si?
- Não houve um dia em que eu não voltasse aqui, Rida. – colocou uma mecha do cabelo da garota atrás de sua orelha e encarou aqueles olhos marejados – Por que achou que não iria vê-la mais?
Um sorriso lentamente começou a se formar no rosto da ruiva, aparentemente não fora a única a sofrer com a separação. Foram longos dias sem encontrar-se. Era muito grata a Aidan, ele se tornara seu melhor amigo, seu cúmplice.
- E porque iria querer? Agora sabe o que eu sou... o monstro que vive dentro de mim.
Soluço não conseguiu conter uma risada. Secou as lágrimas que ainda banhavam o rosto de Merida e beijou sua face.
- Não me leve a mal, Rida, mas eu treinei um Fúria da Noite. Um urso não é nada comparado a um dragão.
A garota finalmente sorriu e empurrou o rapaz. Ele aproveitou o momento de distração dela e tomou seus lábios. Agora se abraçavam com necessidade, beijavam-se com todo o ímpeto da separação. Tentavam acalmar um ao outro passando tudo o que sentiam naquele beijo.
Quando se separaram, ofegantes, ele a abraçou apertado. Continuou com as carícias e sussurrou ao ouvido dela o quanto sentiu sua falta. Merida se aninhou em seus braços e, pela primeira vez em dias, quis que o dia não acabasse.
Seus olhos se encontraram mais uma vez, brilhantes, turvos pelos sentimentos que transbordavam em seus peitos. Não importava o frio, não importava a noite, não importavam suas raízes ou a guerra iminente. Tudo o que importava estava em seus braços e trocaram, em seus olhares, uma promessa de que não se perderiam um do outro.
Nunca.
Seus olhos brilhavam mais que as estrelas, a névoa encobria tudo ao redor deles. Naquele momento o mundo todo se resumia apenas no outro. Soluço voltou a colocar a mecha de cabelo que cismava em encobrir os olhos azuis de Merida, acariciou sua bochecha e pescoço.
A ruiva se arrepiou sob os toques do viking, fechou os olhos sentindo o seu pulso se acelerando, a adrenalina percorrendo suas veias e o desejo queimar em seu ventre. Ansiava pelos beijos de Soluço e não se decepcionou quando o rapaz tomou seus lábios, sôfrego, ansioso, desesperado.
Suas línguas se digladiaram, explorando e procurando um maior contato entre os dois. Estavam abraçados, suas mãos percorriam o corpo um do outro, as dele percorriam as curvas da garota, as dela já estavam procurando os espaços entre o couro que o rapaz usava – agradecendo mentalmente a ausência da armadura.
Precisaram se afastar para respirar, mas suas mãos não pararam com seus movimentos erráticos. Estavam desesperados, não havia amanhã, não havia guerra, não havia nacionalidades diferentes. Para eles a única coisa existente era o corpo do outro, o desejo que ambos sentiam.
Merida mordeu o lábio inferior de Soluço, seus olhos não se desviaram em nenhum momento. Tinha um sorriso devasso estampado em seus lábios e o rapaz apenas respirou fundo, deixando seu mais irônico sorriso brotar em seus lábios.
Desviou sua atenção para o pescoço descoberto da garota, arrancando suspiros e gemidos com cada beijo, lambida e mordida que dava. Sentiam seus corpos queimando com o sentimento que os dominava, precisavam dar vazão àquilo e precisavam fazê-lo agora.
Afastaram-se apenas por tempo o suficiente para livrarem-se de suas roupas. Suas peles se arrepiando com o frio que os envolvia, seus olhos brilhando cheios de sentimento. Abraçaram-se mais uma vez, beijaram-se e com mais um olhar devasso, entregaram-se um ao outro.
Os movimentos cadenciados do casal os deixavam ofegantes, a cada investida de Soluço, Merida gemia, sentiam o prazer aumentando, o desejo tornando-se palpável. A velocidade e profundidade das investidas aumentavam gradualmente, logo a garota já não conseguia raciocinar, seu corpo era apenas prazer, não conseguia conter os gemidos. O rapaz também gemia, seu corpo vibrava com o aumento da velocidade, sabia que logo alcançariam o clímax juntos.
Beijou os lábios da sua escocesa com sofreguidão, lambeu seu pescoço e distribuiu mordidas por todo o colo, deixando leves marcas avermelhadas por onde sua boca passava. Ela era sua assim como ele era dela.
Com a chegada do clímax para os dois, Merida chamou o nome de Soluço com sua voz embotada pelo prazer em meio a gemidos. O rapaz sorriu irônico ao abraçá-la e deitar-se ao seu lado.
Não perceberam quando seus animais se aproximaram ou quando a inconsciência pós-gozo os tomou. Apenas sentiam seus corações batendo como um e, caso alguém perguntasse, diriam que o mundo poderia acabar naquele instante, pois o que lhes era mais caro estava em seus braços.
Notas finais
*Aidan: Filho do clã Macintosh.
*Logan: Cavalo de Aidan.
*Wee Dingwall: Eu sei que o filho do clã Dingwall é chamado de Wee no filme, porém Wee geralmente é para designar alguma coisa desamparada ou pequena. Conversando com a Buba, resolvi que ficaria Wee Dingwall mesmo.
N/A: Olá queridos leitores!
Devo dizer que esse capítulo demorou um tanto pra conseguir sair, ele estava praticamente pronto já há algum tempo, mas essa última semana me peguei pensando que eu deveria dar o prazer do hentai para as pessoas que o esperavam.
É claro que isso significou que eu passei dois dias travada tentando escrever esse hentai. Falem o que quiserem, EU acho difícil escrever hentai com personagens de filmes infantis. Sue me.
De qualquer forma, espero que ele esteja satisfatório para todos os que o aguardavam. Fiz o meu melhor.
Quero agradecer à querida Kyun, porque se não fosse por ela nada disso sairia.
Espero que esteja do seu agrado, Buby! ♥
Beijos da Tifa!
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