Notas iniciais
'' Ás vezes devemos deixar ir, let it go. '' - Autor Desconhecido

... Um filho.

Estava na minha primeira festa, aos 23 anos de idade. Todo mundo super animado, casais e ficantes, e até mesmo os faxineiros do local. Eu só queria saber de dançar as minhas músicas que tocavam uma atrás da outra sem parar, e aproveitar segundo por segundo da melhor sensação que existe no mundo; de ser feliz, livre e independente. Três rapazes haviam chegado em mim com intenções claramente físicas, os rejeitei... como disse, estava bem comigo mesma. Mas... apenas mais um rapaz chegou até a mim.

Não declarou sexo de primeira, mas conheço o tipo. Começou a falar e a falar, e a falar... o achei interessante, bacana. O esclareci:

– Quer saber, você conseguiu... — fiz uma pausa e ele me interrompeu.

– Tiago. — conclui o menino de tanta conversa.

O dei um beijo e ali ficamos. Entrelaçados e juntinho um com o outros.

Fui muito idiota em não perceber que suas promessas de amor eterno eram papo furado. Tivemos uma noite intensa, fisicamente falando, e ah, que droga.... Agora me encontro sozinha aqui nesse banheiro sujo, jogada como um lixo e bêbada, fora de mim. Nunca me senti dentro de mim, mas quando eu decido me achar, apenas só fujo de mim. Estou cansada, e decido ir para minha casa.

Minha casa não tinha luxo, na verdade era muito simples. Havia um quarto, uma sala e uma cozinha.

Nasce o mesmo sol de um novo dia, e... vou correndo para o banheiro vomitar. Passo muito mal e fico tonta de milésimo a milésimo, e finalmente decido-me que estou...

Notas finais
#2 de #5