Eu Talvez (não) Te Odeie Tanto.
9 Ninguém é de ninguém.
Notas iniciais
A ruiva desligou o telefone e somente sussurrou ''Precisamos resolver logo isso.''
Capítulo 9- Ninguém é de ninguém.
A microsaia jeans de Alice acompanhava o movimento de seus quadris, a babylook rosa que terminava antes de sua saia começar, deixava a mostra uma tatuagem de rótulos de ela havia feito -escondido dos pais, junto com Lily, Dorcas e Marlene e com uma identidade falsa- um pouco abaixo da cintura, ela resolveu hoje não por saltos, ela já era o suficiente alta, colocou uma sapatilha bege, seus curtos cabelos estavam jogados para trás e grandes argolas estavam penduradas em suas orelhas. Alice caminhava como sempre, um pé na frente do outro e um rebolado impecável, os olhos dos garotos -e até de algumas garotas, uma por inveja e outras por acha-la gostosa, acredite se quiser!- se voltavam para a morena. Ela chegou em seu armário, o abriu, tirou de lá seu material de biologia e depois seguiu seu caminho até a sala. Quando Alice estava subindo as escadas que davam para o terceiro andar, seu BlackBarry apitou e ela o pegou. Uma nova mensagem. Quando Alice a leu, seus olhos se arregalaram. De novo não.
''Mentira tem perna curta, assim como a sua saia. Vadia. Beijinhos. -A''
Alice desesperada olhou em volta, para ver se havia alguém com sorriso de vitória no rosto e com celular na mão. Mas todos haviam sorrisos no rosto e celulares. Ela suspirou e devagar foi até a sala de biologia.
Lily estava saindo do banheiro feminino, quando viu um casal se beijando. Ela até sorriu. Adorava casais que não ligavam para o que os outros diziam. Mas quando ela viu aquele óculos, ela arregalou os olhos. Ele pararam de ser beijar e ela correu para se esconder atrás de uma coluna que havia ali no colégio. Devagar ela se virou e viu o que menos esperava. Emmeline Vance mordiscando o pescoço de James Potter. Ela segurou a respiração e levou as mãos a boca. Não podia ser. Safado- ela pensou e esperou até que a barra estivesse limpa para poder sair dali sem ser vista pelos dois. Ela correu corredor a fora decidida a matar aula, mas ela esbarrou em alguma coisa, ou melhor em alguém.
Lily Evans P.O.V
Mas que safado! Ele me pega em um dia e logo depois já está agarrado com aquela loira falsificada. É assim que gosta de mim. Que legal viu? Sai correndo de trás da coluna e garanti para que ele não me visse. Quando comecei a correr para o corredor decidida a ir para o Shopping, esbarrei em alguém. MAS QUE É O IDIOTA QUE SE ATREVE? Olhei para cima e me dei de cara com um dos garotos mais bonitos de Hogwarts. Amos Diggory.
–Olá Lily. -Ele disse sorrindo e me estendendo a mão, eu aceitei.
–Olá Amos. -Sorri. -Você recebeu meu convite para a festa de Halloween? -Perguntei.
–Ah, não. -Ele pareceu triste- O Lucas levou para a galera do Grifinória mas ficou faltando um e como eu cheguei atrasado, não o recebi.
–Oh...-Eu murmurei estupidamente, examinando a beleza de Amos até que uma luz acendeu em minha cabeça. Perfeito. -Eu tenho um aqui. -Ele sorriu.
Eu olhei para trás sem querer e vi o James sair do esconderijo e logo depois a Emmeline, ele olhou em minha direção e eu sorri. Abri minha bolsa e tirei um convite de lá e entreguei a Amos.
–Toma aqui. Espero você lá. -Eu pisquei o olho e sorri. Ele sorriu também. Quando cada uma já estava seguindo seu caminho, ele se virou e me chamou.
–Ei Lily, matando aula? -Ele perguntou e eu sorri.
–Vai fazer o que agora? -Perguntei.
–Tava indo para a aula de biologia. -Ele respondeu.
–Vem comigo então. -Sorri e ele aceitou de imediato.
De relance vi o James me olhando com uma raiva enorme. Eu sorri mais e sai com o Amos. No meio do caminho o cadarço dele desamarrou e ele se abaixou para amarrar. No exato momento meu telefone apitou. Eu o peguei. Uma nova mensagem. Ver. Senha. 0501. Meu aniversario. Quando a mensagem se abriu meu coração quase pulou para fora.
''Você não é tão diferente do James ruivinha. Você é tão vadia, quando ele é galinha. Beijos -A''
Era definitivo, as mensagens haviam voltado.
Autora P.O.V
Marlene havia sido expulsa da aula de biologia -faltando apenas 5 minutos para a mesma acabar- junto com a Dorcas. Motivo? Conversa paralela e brincadeiras fora de hora. Mas como a morena gosta de chamar atenção, ela esperou que todos saíssem de suas salas para ela descer e ir para a diretoria. E foi isso que ela fez.
Sua calça cintura baixa quadriculada de rosa e preto com suspensórios caindo, sua meia pata de 8 centímetros, sua regata preta que acabava no meio da cintura, deixando a mostra as suas tatuagens de estrelinhas que vinham desde as costas até a virilha. Seu enorme cabelo preto estava solto e sem maquigem, exeto pelo gloss labial cor de rosa. Tudos esses minimos detalhes, valorizam cada vez mais o corpo de Marlene que vinha descendo as escadas como uma diva e como sempre, o corredor parou para ver aquela loira e a morena passar. Os olhares safados dos meninos -e até de algumas meninas-, os de inveja de algumas garotas e os de admiração do resto acompanhavam o rebolado delas. Ela percebia o olhar de todos sobre ela, mas o olhar que ela mais queria, não estava ali, provavelmente ele estaria se agarrando com Héstia Jones como estava mais cedo, antes dela entrar na sala de biologia. Definitivamente ele havia perdido vários pontos com a morena. Marlene era uma pessoa tão bonita, gostosa e sexy, que se duvidar poderiam até ter garotos e garotas que se masturbariam vendo as fotos de Marlene de biquíni da viagem até o Hawaii que ela postou no seu facebook.
A porta da sala do diretor Dumbledore abriu sem cerimônias e lá entraram Marlene com um sorriso debochado e Dorcas, com a mesma cara de ironia.
–E ai tio Dumby? -Disse Marlene se jogando em uma das cadeiras de frente a mesa do diretor e apoiando os pés na mesma.
–Senhorita McKinnon tire os pés da mesa por favor. -Disse o Diretor com toda a paciência que lhes restava para Marlene.
–O senhor quem manda. -Ela retirou os pés da mesa no mesmo momento em que Dorcas se jogava na segunda cadeira, como sempre fazia. Deitava seu corpo, deixando a mostra somente sua cabeça e com os lábios tortos como se não estivesse com nojo de algo.
–As senhoritas não cansam de vim parar em minha sala não? -Perguntou o diretor Dumbledore usando a sua maior paciência. -Pelo visto hoje a senhorita Evans e Prewett não estão aqui. E a falar nelas, a senhorita Evans foi vista saindo com o senhor Diggory, as senhoritas sabem de algo?
–Nossa! -Marlene sorrio para Dorcas- Então finalmente a ruiva pegou esse gato, ela vai ter que nós contar depois em D'? -Mas antes que Dorcas pudesse responder o senhor diretor virou uma fera.
–Senhorita McKinnon eu não estou para brincadeiras! As senhoritas conseguem me tirar do serio! Detenção até terça feira.
–O que? -Dorcas subiu como um foguete. -Mas o senhor não pode, hoje a ensaio da Corvinal e na segunda as meninas tem ensaio das lideres.
–Então deveriam pensar nisso antes de fazer o que fizeram. Estão dispensadas.
Contra gosto, Marlene se levantou de cara feia e chutando tudo que via pela frente e de propósito, como uma criança birrenta, derrubou a cadeira acolchoada que ela estava sentada ao se levantar. O diretor Dumbledore, fechou os olhos e balançou a cabeça negativamente. Dorcas propositalmente bateu os joelhos na mesa do diretor fazendo com que o grande porta canetas caísse e espalhasse umas quinze canetas pela mesa. E então antes de saírem da sala Dorcas disse usando o maior sarcasmo e ironia que ela conseguiu reunir.
–Tenha um bom dia senhor diretor. -Ela soltou um rizadinha irônica e bateu a porta da sala.
O diretor Dumbledore já não fazia mais nada, já estava acostumado as birras de Lily, Dorcas, Alice e Marlene. Tudo o que ele mais queria era que aquelas quatro celebridades se formassem logo e o deixassem em paz.
Do lado de fora Marlene amaldiçoava até a quinta geração Dumbledore, xingava e jogava tudo que viam pela frente no chão. Todos de Hogwarts já estavam acostumados aos acessos de raiva das quatro. Marlene decidiu que também mataria aula, então ela pediu que Dorcas fosse chamar Alice e nesse meio tempo o telefone de Marlene vibrou. Ela o pegou e olhou. Uma nova mensagem. Ela abriu.
''Suas birras são mais uma prova de como você é criança Lenezita. Gritar, xingar, jogar tudo no chão e prender a respiração não é a melhor coisa a se fazer quando está com raiva. Vai por mim, um dia você ainda morre por causa disso cadela. Beijos. -A''
Novamente sua raiva veio com tudo e ela esmurrou sua bolsa com toda força que conseguiu juntar.
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