Eu Talvez (Não) Te Odeie Tanto - 2ª Temporada
8 Meu marido fica de detenção.
Notas iniciais
Eu olhei para James e ele me olhou de volta. Eu estava conseguindo levar minha vida sem ele, eu estava acostumando! Agora depois de três meses ele volta?
Capítulo 8 — Meu marido fica de detenção.
James me encarou e eu segurei a respiração. Era difícil olhar para ele depois disso tudo. Parecia como um sonho. Eu tinha tentado me acostumar com a sua partida, e eu havia conseguido e agora que ele voltou, parece que um furação passou e acabou com tudo.
Eu me aproximei do meio da quadra junto com todas as outras meninas. A rede de vôlei foi retirada do meio da quadra, o que eu achei bem estranho. Tudo bem que eu sou baixinha, mas eu gosto de vôlei, é uma pena que eu não posso jogar...
—Ande Senhorita Evans e Senhorita Vance, não fiquem ai paradas – chamou o professor e eu cai na real e fui para o meio da quadra com a Emmeline. – Fico surpreendido que as senhoritas viraram amigas, antes vocês brigavam muito.
—Emmeline e eu somos muito mais parecidas do que imaginamos. – respondi e a olhei, ela olhou de volta sorrindo para mim.
—Muito bem. Então hoje não vamos jogar vôlei, nem nada disso. Que tal baleado?
Nós assentimos e dividimos o time. Bem, no meu time ficaram todos os meus amigos e algumas pessoas do acapella, o que foi bom. Ou seja, o Sirius, Emmeline, Alice, Dorcas, Amos, James, Remus, Kimmy, Lucas, Félicia, Leo e eu. No time oposto ficaram Narcisa, Bellatrix, Héstia, Andrômeda, Snape, Lucius e mais algumas pessoas que eu não sabia o nome.
—Quem vai ficar no morto? – James perguntou e as minhas amigas, Remus e Amos olharam para mim e disseram em uníssono ‘’Lily’’.
—Porque eu? – perguntei.
—Porque é o tempo em que você fica protegida até que alguém aqui seja baleado e quando você volta bem, você acaba exterminando o time oposto. – Alice disse dando de ombros e Sirius e James me olharam surpresos, eu dei de ombro e caminhei até o espaço do time oposto ficando na área do morto, ou dos baleados, como preferir. Andrômeda foi a morta do time oposto.
Eu atravessei a quadra fiquei no meu campo. Entre par e impar o time da Narcisa venceu e eles começam com a bola.
Enfim, eu não vou narrar o jogo, você só precisam saber que o James conseguiu pegar a bola e baleou a Bellatrix – Andrômeda voltou para o jogo-, que jogou a bola volta para seu time, que baleou Alice e eu voltei para o jogo.
Os próximos 25 minutos foram complicados, eles tentavam me acertar, mas eu abaixava, deitava, rolava, pulava e desviava da bola de tudo que era jeito. Até que quando eu abaixei uma vez, a bola pegou em James e blá blá blá... No final sobrou somente Sirius e eu no jogo, sendo que no outro time tinham pelo menos cinco pessoas, entre esses Héstia. Quando eu consegui agarrar a bola novamente, eu a joguei com tanta força, que acertou nas costas de Héstia e ela caiu no chão. Eu levei às mãos a boca e James começou a gargalhar com Dorcas. O jogo foi encerrado e o não houve vencedor. Quando eu estava voltando para o banheiro para trocar de roupa, senti alguém segurando meu braço.
—Eu preciso falar com você – era a voz de James, eu virei meu corpo e o encarei. – É urgente Lily, por favor.
—Eu sei, mas eu estou toda suada agora e preciso de uma chuveirada, nós nos falamos mais tarde. – respondi me soltando dele e corri até o banheiro.
[...]
—O trabalho será em dupla e a sua dupla será quem está sentado com você. – a professora de ética e cidadania falou. Eu olhei para meu lado, eu estava sentada com Emmeline.
Quando o sinal bateu, eu peguei meus materiais e sai com Emmeline. Ela falava alguma coisa, mas eu não estava prestando tanta atenção, apenas caminhei até meu armário e guardei minhas coisas. Quando eu comecei a caminhar para fora da escola, Emmeline puxou meu braço me fazendo virar e quase, eu disse quase, beijar ela.
—Me desculpe Lily. – ela abaixou o olhar envergonhada.
—Tudo bem – garanti. – O que queria?
—Não quer ir lá para casa fazer o trabalho?
—Oh, é mesmo, claro.
—Você veio de que? – ela perguntou.
—De carro. – respondi não entendendo a pergunta.
—Oh, pode me dar uma carona? Eu vim de táxi e meu carro...
—Tudo bem – respondi sorrindo. – Vamos.
Do caminho da porta da escola até o carro, eu mandei uma mensagem para as meninas ‘’Estou indo para a casa da Emmeline. Trabalho de EC. Vejo vocês mais tarde, xoxo.’’
Marlene P.O.V
Andei lentamente até o meu armário, aliás com uma barriga dessas, quem aquenta correr? Abri o mesmo e guardei minhas coisas. Logo em seguida recebi uma mensagem de Lily avisando que ela iria para a casa da Emmeline. Dei de ombros e peguei minha bolsa. Fechei a porta do meu armário e caminhei até a porta cantarolando baixinho a musica Defying Gravity da banda Wicked, nem percebi quando comecei a cantar alto e atingi uma nota bem alta logo que cheguei à porta do colégio.
—Lene do céu, como você consegue? – James perguntou passando o braço por cima de meus ombros.
—Talento, querido – respondi brincando, mas logo em seguida senti uma pontada na barriga. – Ai.
—Lene, o que foi? – Dorcas perguntou.
—Ai – gritei. – To sentindo uma pontada muito forte. AI – gritei mais alto dessa vez. – Socorro!
Abaixei-me colocando a mão na barriga. Merda, cadê o Sirius? Não tá na hora dela nascer. Não! Só tem sete meses. Não! Isso não pode estar acontecendo agora!
—Merda Sirius! – gritei. – Cadê você?
—Ele tá de detenção, lembra? – Alice perguntou se ajoelhando na minha frente.
—O que vocês estão esperando ai? MEU BEBÊ TÁ NASCENDO! VAI CHAMAR O SIRIUS! – gritei desesperada enquanto me ajoelhava. James me pegou no colo e foi caminhando comigo até o carro.
Sirius P.O.V
Pensa numa coisa chata, pensou? Agora multiplica por dez. Esse era o resultado dessa detenção. Só porque eu falei que a professora de português parecia uma puta, recebi essa merda por quatro semanas. Agora leva detenção quem fala a verdade também é?
Dorcas entrou na sala de detenção junto com Remus. Eles estavam ofegantes e o pessoal presentes olharam para eles.
—Filch, você tem de liberar o Sirius. O bebê da Marlene está nascendo. – Dorcas falou ofegante encostada em Remus.
—O que? – perguntei e me levantei.
—James a levou para o carro, mas ela tá sentindo muita dor. – Remus respondeu e eu peguei minha mochila.
O telefone de Dorcas vibrou e quando ela o olhou era uma mensagem de James dizendo ‘’A bolsa dela estourou. Rápido. ’’
Nem esperei a liberação do zelador. Sai correndo da sala rumo ao carro de Dorcas. Quando cheguei lá, Marlene se contorcia de dor. Eu me aproximei dela e ela me olhou com seus olhos brilhando, não sei se era de dor ou se era de alegria por me ver. Eu espero que seja o segundo.
—Sirius, rápido. – ela gemeu e eu tomei as chaves de Dorcas. Entrei no lado do motorista.
Dorcas foi atrás com ela, James foi comigo na frente e Remus foi com Alice e Frank em outro carro.
Lily P.O.V
A casa de Emmeline é bem grande, tão grande que se você andar sozinho aqui você se perde. Nós subimos para seu quarto que é no terceiro andar. Só o querto é pelo menos do tamanho do meu apartamento.
As paredes do quarto são brancas. Tem uma cama box no centro com vários ursinhos a decorando. A porta do closet é do lado direito do quarto. No lado esquerdo tem uma enorme estante de livros. Perto da porta do closet tem uma mesa com o computador e alguns materiais. Há também um espelho de frente da cama e tapetes e pufes espalhados pelo quarto.
Eu coloquei minha bolsa em cima de sua cama. Ela retirou os sapatos e eu fiz o mesmo.
—Fica a vontade Lily. – Emmeline disse tirando sua blusa. Eu sorri e me joguei em sua cama.
O que é? Ela me mandou ficar a vontade.
Logo em seguida Emmeline ligou o notebook e pegou um material para o trabalho.
—Desculpa, eu não prestei a atenção na aula, sobre o que é trabalho mesmo? – perguntei.
—É sobre o homossexualismo. Você já beijou alguma garota? – ela perguntou vestindo um vestido curto.
—Não, assim, já sonhei que havia beijado uma – respondi me lembrando do sonho com a Dorcas. – Mas nunca experimentei.
Ela me olhou e depois virou o rosto. Levantei-me e caminhei até o computador, ela se sentou do meu lado. Não sei se estava rolando um clima entre a Emmeline e eu, ou se era impressão minha, mas eu tomei um susto quando eu virei meu rosto e ela me beijou. Meu arregalei meus olhos, ela se afastou rapidamente e eu empurrei a cadeira para trás.
—Oh Lily! – ela disse e levou as mãos à boca. – Me desculpe!
—Não tem do que se preocupar, ér... Me desculpe eu, por te assustar.
Ela me olhou e abaixou os olhos envergonhada. Mas quer saber a verdade? Eu sempre quis beijar uma garota. Ai você me pergunta, mas você não transou com o Amos e Marlene? Sim! Mas eu não a beijei.
Eu me levantei e avancei contra a Emmeline, colando seus lábios nos meus. Ela se assustou de primeira, mas logo em seguida correspondeu. Eu me sentei em seu colo, passando uma perna em cada lado de sua cintura e ela segurou a minha. Minhas mãos foram automaticamente para seus cabelos negros e ela pediu passagem com a língua e eu cedi. Realmente! Beijar garotas é algo mais delicado do que os meninos, mas ambos são maravilhosos. E quanto ao Sam... Bem não é justo eu engana-lo, vou acabar com isso logo de uma vez.
Me separei ofegante da Emmeline quando meu telefone vibrou. Eu o peguei e olhei a mensagem.
—Você não vai acreditar – disse e ela me olhou.
—O que?
—A Marlene está tendo o bebê. – respondi saindo de seu colo e pegando a bolsa.
Sem esperar a Emmeline me acompanhou e logo já estávamos a caminho do hospital.
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