Eu Sou a Noite
30 Prelúdio da discórdia - parte 4
Depois de levar Kikyou até a casa dela, para pegar alguns documentos de Kaede e em seguida traze-la de volta ao necrotério, InuYasha, sentado no banco do corredor do lado de fora, tenta ligar para o seu restaurante mas ninguém atende. INUYASHA – O que será que houve?(Kikyou sai do necrotério e vai até ele) KIKYOU – Está ligando para alguém?(se senta a seu lado) INUYASHA – Com a Kagome, para falar que vou demorar, mas ninguém atende, já era para ela ter chegado. KIKYOU – E está preocupado com ela?(meio triste) INUYASHA – Um pouco!(ele se levanta) KIKYOU – Então é melhor você ir. INUYASHA – Mas eu não posso deixa-la sozinha nesse momento e... KIKYOU – Eu vou ficar bem InuYasha!(ela se levanta ficando de frente com ele) – A polícia vem mais tarde falar comigo para pegar meu depoimento, eu vou ficar bem. INUYASHA – Tem certeza? KIKYOU – Tenho!(ela segura as mãos dele) – No fundo eu não queria que fosse embora...eu... eu... eu te amo, InuYasha, eu ainda te amo... eu sei que esse não é o momento certo para dizer isso, mas é o que eu sinto.(chorando) INUYASHA – Kikyou.(ele fica triste) KIKYOU – Esqueça o que eu disse.(enxugando as lágrimas) — Pode ir e... obrigada por tudo. Kikyou da um ‘selinho’ em InuYasha para depois voltar para a sala do necrotério, onde estava o corpo de Kaede. MAIS TARDE Já era madrugada e finalmente InuYasha chegou em casa e passando por dentro de seu restaurante, ele estava a caminho de seu quarto quando ouve uma voz. KAGOME – InuYasha.(ele para imediatamente) INUYASHA – Kagome?! Ainda acordada. KAGOME – Eu estava esperando por você. INUYASHA – Eu tentei ligar para cá para falar com você que tive que sair e ia demorar e... KAGOME – Precisamos conversar, InuYasha. Depois de ser bem direta, Kagome passou por InuYasha e andou calmamente para a cozinha e InuYasha por sua vez estava com um mal pressentimento devido ao tom de voz de Kagome e a seguiu até a cozinha, onde iriam conversar. KAGOME – O Shippou já está dormindo e por isso que quero ter essa conversa aqui. INUYASHA – Se está brava por eu ter saído, saiba que tenho uma boa razão e... KAGOME – Poupe suas palavras, InuYasha.(ela o encara) – Eu sei aonde foi e com quem. INUYASHA – Do que está falando?(nervoso e fingindo) KAGOME – Em frente ao Hospital Memorial com a Kikyou, os dois abraçadinhos...quer mais detalhes?(ela se afasta) — Ninguém me contou! Eu vi tudo com meus olhos. INUYASHA – Isso tem uma explicação Kagome, você precisa me ouvir.(ela o encara novamente) KAGOME – Essas últimas noites que esteve fora, foi se encontrar com ela, não é? Você ainda sente algo por ela, não é? Você mesmo me disse que eu era parecida com ela, foi por isso que ficou comigo, por que eu lembro ela? INUYASHA – Claro que não, Kagome! KAGOME – Então por que está mentindo para mim? Por que está escondendo coisas de mim? INUYASHA – Eu não estou escondendo nada de você. KAGOME – Mesmo?! Então se não está se encontrando com Kikyou, o que tem feito todas essas noites? Enquanto pensava em alguma resposta para aquelas perguntas, InuYasha percebia o mal que fazia a Kagome, ele até ficou tentado a falar a verdade, falar que ele era o Motoqueiro Noturno e era por isso que ele saía todas aquelas noites, mas ele também pensou em Kikyou, no sofrimento dela, e se sentia culpado pelo que houve com Kaede e analisando todas as circunstâncias, InuYasha concluiu que Kikyou precisava mais dele do que Kagome e por isso resolveu mentir. INUYASHA – Você está certa, Kagome! Eu me encontrava com Kikyou. KAGOME – Então era verdade mesmo? Eu estava certa. Diante daquela resposta, Kagome ficou de costas para InuYasha e começou a chorar, ela tinha esperança de que o namorado negasse tudo. INUYASHA – Kagome.(ele tenta se aproximar) KAGOME – Agora não InuYasha! Agora não! Kagome, ainda chorando, se afasta do namorado e vai para seu quarto deixando InuYasha sozinho se sentindo o pior dos homens. DIA SEGUINTE InuYasha estava tomando café na cozinha do restaurante, pois levantou bem cedo, na verdade ele mal tinha conseguido dormir e naquele instante Shippou apareceu diante dele com um rosto bem triste. INUYASHA – Pela sua cara acho que já sabe de tudo.(olhando o rosto do menino) SHIPPOU – Por que vocês brigaram? INUYASHA – Isso é complicado para você entender, quando crescer saberá disso. SHIPPOU – Eu a vi chorando.(ele se senta ao lado de InuYasha) INUYASHA – Eu sinto muito! Não queria que as coisas acabassem assim entre nós. SHIPPOU – Eu não contei nada a ela sobre teu segredo. INUYASHA – Obrigado...ela não pode ficar sabendo, pode ser um enorme risco para ela e para você também. SHIPPOU – Eu sei!(ele olha para o sótão) — Eu acho que vamos voltar para Urawa. INUYASHA – Sério?(bastante surpreso) SHIPPOU – É sim! Diante da notícia dada por Shippou, InuYasha sobe até o sótão do restaurante, onde Kagome mora, para falar com a moça, que naquele momento estava guardando roupas em uma mala. KAGOME – O que você quer, InuYasha? Acho que já disse tudo ontem. INUYASHA – Vai mesmo voltar para Urawa? KAGOME – Sim! INUYASHA – Mas você tem que pensar no Shippou, uma mudança brusca desse jeito pode afeta-lo e...(ela deixa de arrumar as malas e o encara) KAGOME – Caso tenha esquecido, o Shippou é minha responsabilidade e não tua... não tem direito algum de me dizer o que é bom para ele. INUYASHA – O.k.!(meio murcho) — Quando parte? KAGOME – Hoje à tarde!(desviando o olhar para não encara-lo) – Não tem problema ficar sem gerente? Pois se tiver eu posso vim aqui alguns dias e... INUYASHA – Não tem problema! Pode ir sossegada. InuYasha sai do sótão e mesmo não querendo admitir estava sentindo a partida de Kagome e como não tinha motivação para abrir o restaurante, foi dar uma saída para espairecer, e enquanto isso, Kikyou, que cuidava dos procedimentos para o enterro de Kaede, recebia a visita de Kagura. KAGURA – Eu tinha que vir, Kikyou, eu sei que deve ser difícil falar disso agora, mas preciso saber se ainda vai encabeçar o projeto da Jóia de 4 almas. KIKYOU – Não se preocupe, depois do que houve com minha mãe é uma questão de honra para mim continuar com esse projeto....Ah se eu encontrasse aquela maldita da Urasue. KAGURA – Não se preocupe, algo me diz que ela não será mais problema para nós. KIKYOU – Como assim? KAGURA – Não se preocupe com isso, cuide do enterro de tua mãe para depois se concentrar no projeto. Kagura, que já sabia da morte de Urasue, sai necrotério deixando Kikyou sem entender a sua última frase e assim Kikyou vai em direção da sala da pessoa responsável pelo enterro, mas no meio do caminho, InuYasha aparece diante dela. KIKYOU – InuYasha?! Eu pensei que ia te ver só no enterro. INUYASHA – É que preciso conversar com você o quanto antes. KIKYOU – Mas é importante? Eu tenho que falar com as pessoas que vão organizar os preparativos do enterro. INUYASHA – É sobre nós, Kikyou! KIKYOU – Nós?! Como assim? INUYASHA – Você tinha razão! Eu ainda sinto algo por você e ainda é forte, mesmo depois de tanto tempo separados. KIKYOU – Mas e a Kagome? Ela não é tua namorada? INUYASHA – Não existe mais nada entre nós... o que quero dizer é que quero ficar com você Kikyou, nós dois juntos novamente. InuYasha fez um enorme esforço para proferir essas palavras, pois no fundo sabia que ainda amava Kagome, mas como se sentia culpado pela morte de Kaede, ele queria confortar Kikyou, que não escondia a alegria mesmo naquele momento de tristeza em que passava. KIKYOU – É verdade mesmo, InuYasha? Você quer mesmo ficar comigo? INUYASHA – É sim! Isso se você ainda me quiser. Kikyou apenas responde com um longo e apaixonado beijo que da em InuYasha, que também não se sacrificava tanto assim em beija-la, já que ainda sentia alguma atração por ela. KIKYOU – Isso será um novo começo para nós. INUYASHA – Agora eu tenho que ir, tenho que resolver algumas coisas no restaurante. KIKYOU – Claro! Claro! Pode ir, meu amor. INUYASHA – Eu te encontro mais tarde.(ele se afasta até ela falar) KIKYOU – InuYasha. INUYASHA – Sim. KIKYOU – O teu amor é muito importante para mim nesse momento, ele vai me dar força para continuar em frente, eu sei que apesar de você e minha mãe não se darem bem, tenho certeza que ela deve estar aprovando nossa decisão. INUYASHA – Eu também acho. InuYasha se despede de Kikyou com um sorriso e vai embora do local e quando chega perto de sua moto para ir embora, o seu celular toca e ao ver o número, ele sabe de quem se trata. INUYASHA – Miroku. MIROKU – Sou eu mesmo InuYasha. INUYASHA – Acho que já sabe do que houve com Kaede. MIROKU – Sei sim! A Kikyou me ligou... como ela está? INUYASHA – Sofrendo, mas acho que vai se recuperar... Miroku... eu voltei com ela. MIROKU – Está falando de Kikyou? INUYASHA – Isso mesmo! MIROKU – Mas e a Kagome? INUYASHA – Terminamos! Acabou tudo entre nós. MIROKU – Com todo respeito, acho que é uma decisão equivocada, acho que quer compensar Kikyou de alguma maneira, ela me disse que considera o Motoqueiro Noturno tão culpado quanto a tal de Urasue. INUYASHA – E com todo respeito Miroku, isso é problema meu... agora me diga por que me ligou? MIROKU – Lembra quando disse para você que tínhamos muito assunto para resolver no futuro? O futuro já chegou amigo... eu chego em Tóquio amanhã. INUYASHA – Então vai me contar como sabe tudo sobre eu? MIROKU – Acho que vai gostar do que vou propor. INUYASHA – Então até amanhã. InuYasha desliga o celular para em seguida sumir em sua moto para sair do local, e enquanto isso, no restaurante ainda fechado, Kagome e Shippou se despedem de Myuga. MYUGA – Tem certeza que está tomando a decisão certa? KAGOME – O InuYasha não me deixou outra escolha! Eu já devia imaginar que a Kikyou era a mulher da vida dele, eu estou só atrapalhando. MYUGA – Isso é um erro.(ele balança negativamente a cabeça) – Converse com ele antes de ir. KAGOME – Minha decisão já está tomada, Myuga.... vamos, Shippou! SHIPPOU – Obrigado por tudo, Myuga.(ele se curva) MYUGA – Foi um prazer conhecer os dois... o restaurante cresceu muito depois da chegada de vocês, obrigado e boa viagem. KAGOME – Obrigada.(ela se curva) — Mais uma coisa, Myuga...entregue isso a InuYasha. Kagome entrega uma carta a Myuga e depois pega a mala e junto de Shippou deixam o restaurante e ao ver a cena dela entrando em um taxi, Myuga tinha certeza que InuYasha iria se arrepender. MAIS TARDE InuYasha finalmente retorna a seu restaurante, ainda fechado, e chegando lá encontra Myuga sentado em uma cadeira do balcão. INUYASHA – A Kagome está no sótão? MYUGA – Não!(ele o encara) — Ela já se foi! INUYASHA – Mas como?! Ela me disse que iria só a tarde. MYUGA – Obviamente ela não queria te ver... e eu não a culpo por isso. INUYASHA – Então acha que eu errei? MYUGA – Com a Kagome? Sem sombra de dúvidas, mas o senhor está errando muito mais com o senhor mesmo. INUYASHA – Do que está falando? MYUGA – De Kikyou! Está pensando em voltar com ela, não é? INUYASHA – Não estou! Eu já voltei!(Myuga fica decepcionado) MYUGA – O senhor não vê que está querendo se punir pelo que houve com Kaede, aquilo não foi culpa tua. INUYASHA – Mas eu sinto que é!(gritando) – Eu vi o rosto de sofrimento de Kikyou, a senhora Kaede era quem orientava a carreira da Kikyou e com ela morta a Kikyou ficará perdida. MYUGA – Então acha que é tua responsabilidade?! A Kikyou já é bem grandinha, sei que está sofrendo, mas ela vai superar. INUYASHA – Eu não posso deixa-la, Myuga! Não entende? MYUGA – Não!(ele abaixa a cabeça) – O senhor vai sofrer muito com essa decisão. INUYASHA – Sabe Myuga, uma vez a minha mãe me disse que o sentido da vida era tomar decisões o tempo todo e que para cada problema existia uma solução, mas eu não estou vendo uma solução melhor para isso... eu fiz a duas mulheres da minha sofrerem e estou tentando remediar isso. MYUGA – Não é uma decisão fácil, senhor InuYasha.(ele pega a carta do bolso) – A Kagome deixou isso para o senhor.(ele entrega a carta) INUYASHA – O que é isso? MYUGA – Eu não li! Leia e descubra. Depois de entregar a carta, Myuga se retira do local deixando InuYasha sozinho para ler a carta mais sossegadamente e assim ele o faz. CARTA DE KAGOME “Querido InuYasha, eu menti sobre o horário em que eu e Shippou iríamos embora porque tinha certeza que você tentaria me impedir e pediria para eu ficar, acontece que eu te amo tanto que se você fizesse isso acho que não teria coragem de ir embora, por isso tomei essa atitude, falei com minha mãe e ela irá nos receber, eu não quero uma outra aventura para Shippou, tenho que pensar nele, gostaria também de lhe agradecer por tudo que fez por mim, você me ajudou em um momento difícil de minha vida e serei eternamente grata por isso e apesar dos problemas que tivemos eu ainda te amo e te desejo muita felicidade e amor no teu futuro, pois eu sei que merece, tanto eu quanto o Shippou jamais nos esqueceremos de você.” INUYASHA – Kagome. Depois de ler a carta, InuYasha sai correndo do restaurante e sobe em sua moto para sair em dispara atrás de Kagome, e enquanto isso, Kagura acaba de chegar no escritório de Naraku, que estava junto de Onigumo. NARAKU – Veio nos trazer novidades, Kagura? KAGURA – Sim, senhor Naraku! Três novidades para ser mais precisa... a primeira é que Urasue não será mais problema para nós, a segunda é que apesar do acontecido com sua mãe, Kikyou está mais do que disposta a encabeçar o projeto da Jóia de 4 almas. NARAKU – Ótimas novidades! ONIGUMO – Mas você disse três! Qual é a última novidade. KAGURA – É a respeito de Juroumaru, já descobrimos onde ele esconde a jóia de 4 almas, mas o sistema de defesa dele é de alto nível, até maior do que o nosso. NARAKU – Isso é problema? KAGURA – É, mas já estou trabalhando nisso. ONIGUMO – Mas eu soube que a polícia também está de Juroumaru. NARAKU – Não se preocupe, Onigumo... isso faz parte do plano.(rindo e depois se levantando de sua cadeira) – Agora vamos! Precisamos aparecer no enterro de Kaede. KAGURA – Eu vou continuar cuidando da operação com Juroumaru. NARAKU – Confio em você Kagura. Kagura se curva para Naraku e depois sai da sala e enquanto isso, InuYasha acaba de chegar na estação de trem e logo foi falar com um funcionário do local. FUNCIONÁRIO – Pois não senhor, em que posso ajuda-lo? INUYASHA – O trem que parte para Urawa já saiu? FUNCIONÁRIO – Sim senhor! Faz dez minutos. INUYASHA – O.k.! Obrigado.(ele olha para o caminho que o trem fez) — “Eu lamento muito Kagome, você não merecia isso, não mesmo, eu tinha tantas coisas para dizer.”(pensando) InuYasha continuava olhando para o horizonte do trem e depois olha para o relógio e percebe que tem que ir para o enterro de Kaede e assim sai do local, e naquele exato momento, sentados no trem, Kagome e Shippou viajam para Urawa. KAGOME – Você está bem? SHIPPOU – Sim! KAGOME – É que não disse uma palavra desde de que entramos no trem. SHIPPOU – Eu nem me despedi direito do InuYasha. KAGOME – Eu sinto muito querido, mas eu tive que fazer isso. SHIPPOU – Você ainda gosta dele, não é? KAGOME – Sim, mas isso já não suficiente.(a imagem do rosto de InuYasha vêm à mente de Kagome) — Infelizmente não é mais o suficiente. E assim Kagome e Shippou partem para Urawa com a esperança de uma vida melhor para ambos. MAIS TARDE O corpo de Kaede já tinha sido enterrado e muitos discursos já tinham sido feitos em sua memórias e naquele momento Kikyou, ao lado de InuYasha, se despedia de muitas pessoas, entre elas Naraku. NARAKU – Eu sei o que houve entre nós acabou, mas saiba que sinto por Kaede, ela era uma mulher de caráter. KIKYOU – Obrigado por tuas palavras, Naraku. NARAKU – Novamente, meus pêsames. Naraku deixa o cemitério juntos com a maioria, deixando Kikyou e InuYasha a sós em frente ao túmulo de Kaede. KIKYOU – Sabe de uma coisa? INUYASHA – O que? KIKYOU – Eu ouvi muitos discursos sobre a minha mãe, elogiando o trabalho dela, sua dedicação, sua obstinação pelo trabalho, mas ninguém sabia realmente sua melhor qualidade, ela era a melhor mãe do mundo e minha melhor amiga.(chorando) INUYASHA – Eu sei. KIKYOU – Agora eu quero ir para casa! Você me leva, meu amor? INUYASHA – Claro!(ele a beija na boca) – Estou aqui para isso, sempre estarei. InuYasha coloca o braço em volta do ombro de Kikyou e ambos saem do cemitério, ele podia não admitir, mas ainda pensava em Kagome. Próximo capítulo = Parceiros no perigo – parte 1
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