Eu Sou a Noite

29 Prelúdio da discórdia - parte 3


Depois de passar a noite inteira vigiando Kikyou para ela não fosse atacada por Urasue, InuYasha seguia normalmente sua vida, sem contar a Kagome o que tinha feito na noite anterior e logo cedo Myuga o provocava por isso enquanto conversavam no balcão. MYUGA – Não está certo o senhor fazer isso? INUYASHA – Não tem nada de mais, Myuga! É só pegar a Urasue, eu sei que ela irá aparecer. MYUGA – E se ela não aparecer hoje? Irá ficar vigiando a Kikyou amanhã? E se ela também não aparecer amanhã? Até quando vai esconder isso da Kagome? INUYASHA – Contar para Kagome é complicado, talvez ela não entenda os meus motivos e... InuYasha para de falar por notar a aproximação de Kagome, que estranhou o repentino silêncio do namorado e de Myuga. KAGOME – O que foi? Por que pararam de conversar? INUYASHA – Não é nada!(ele da um beijo nela) MYUGA – Eu vou arrumar algo para fazer.(ele sai deixando o casal a sós) KAGOME – Você voltou tarde ontem, fiquei esperando até dormir. INUYASHA – Não precisa ficar me esperando. KAGOME – Mas como não? Eu me preocupo com você, meu amor. INUYASHA – Eu sei me cuidar. KAGOME – Como quiser!(ela da um beijo nele) – Por falar nisso, eu me lembrei que tenho que sair hoje à noite. INUYASHA – Hoje?! — “Mas isso é ótimo! Assim eu não preciso mentir para ela quando eu precisar sair.”(pensando) KAGOME – Eu preciso falar com um dos fornecedores do restaurante, vamos discutir um novo contrato. INUYASHA – Não vai precisar de mim? KAGOME – Não! Eu posso resolver isso sozinha. INUYASHA –O.k.! Vamos voltar ao trabalho. Ao ver Kagome e InuYasha se afastando depois de um beijo, Myuga balançava negativamente a cabeça em sinal de desaprovação em relação a atitude de InuYasha em não contar a verdade a Kagome e enquanto isso, naquele mesmo instante, Urasue recebia novamente a visita dos irmãos Hitten e Mantten. URASUE – Acho que puderam conferir que o relógio é valioso. HITTEN – Não é grande coisa, mas vale o aluguel da arma. URASUE – Eu só preciso forçar Kikyou a devolver os estudos e assim no futuro poderei comprar dezenas desses relógios... agora me dê as balas.(ela estende a mão) HITTEN – O.k.!(ele coloca seis balas de pistola na mão dela) — Tem certeza que sabe atirar? URASUE – Eu me preocupo comigo. MANTTEN – Ele não falou da senhora!(ele a encara) – Não queremos que se algo der errado, acabe sobrando para nós. HITTEN – Ela está sabendo, irmão! Vamos embora. Depois de dar as balas, os irmãos assassinos vão embora da casa de Urasue, enquanto ela coloca as balas na pistola. URASUE – Vamos fazer uma visita a uma velha amiga. Urasue falava de Kikyou, que como sua assistente no passado, sabia concluir os estudos do projeto da Jóia de 4 almas. MAIS TARDE Já estava anoitecendo e assim Kagome estava quase pronta para sair pois se arrumava em frente ao espelho sendo observada por Shippou. SHIPPOU – Por que não posso ir? KAGOME – Eu já disse! Essa reunião não é coisa para criança. SHIPPOU – Mas que chato. KAGOME – Você ia se chatear mesmo, Shippou.(mostrando a língua para ele) SHIPPOU – Kagome!(ele se aproxima dela) KAGOME – Fale.(acabando de se arrumar) SHIPPOU – Tem algo de errado entre você e InuYasha? KAGOME – Por que pergunta isso? SHIPPOU – É só pressentimento, mas tem ou não tem? KAGOME – É que as vezes acho que o InuYasha não me conta tudo sobre ele, mas é só isso.(ela da um beijo no rosto dele) – Eu tenho que ir. Kagome sai deixando Shippou um pouco de sentimento de culpa, pois ele sabia do segredo de InuYasha, mas não podia contar a Kagome, pois fez uma promessa a InuYasha, que naquele momento viu Kagome se aproximando dele. INUYASHA – Já está indo? KAGOME – Eu não quero me atrasar. MYUGA – Não podia deixar isso para amanhã? KAGOME – O fornecedor irá viajar amanhã cedo, por isso quero resolver isso hoje mesmo. INUYASHA – Então não se atrase. KAGOME – Cuidem de tudo por aqui. Kagome se despede do namorado com um beijo para logo em seguida ir embora na Van do restaurante, deixando InuYasha e os outros. INUYASHA – Eu só tenho que esperar um pouco.(olhando no relógio) MYUGA – Eu não vou falar mais nada, pois sabe minha opinião. INUYASHA – Eu só estou ajudando uma amiga... é errado isso? MYUGA – Quando esconde da namorada, é sim. INUYASHA – Eu já vou. Depois de levar mais um sermão de Myuga, InuYasha foi ao seu esconderijo para vestir a roupa de Motoqueiro Noturno e assim poder vigiar Kikyou. UMA HORA DEPOIS Na universidade de Tóquio, Kikyou se preparava para dar mais uma aula quando ela vê Kaede no corredor vindo na direção contrária. KIKYOU – Mãe?! Duas visitas em dois dias.(rindo) KAEDE – Eu tinha que dar essa notícia pessoalmente.(sorrindo) KIKYOU – Fale, mãe! Está me deixando ansiosa. KAEDE – Você se lembra que o Miroku indicou um amigo para ver a legalidade daquele terreno que você quer construir o laboratório? KIKYOU – Claro que sim, mas o que tem isso? KAEDE – Eu recebi do amigo do Miroku, por fax, o parecer favorável a construção, agora só falta o investimento. KIKYOU – Isso ficará por conta do Naraku.(ela abraça Kaede) – Agora as coisas estão dando certo para mim, mãe. KAEDE – Você fez por merecer, Kikyou. Tanto Kaede como Kikyou estavam tão felizes que nem perceberam a repentina presença de Urasue, segurando uma arma, diante delas. URASUE – Lembra de mim, Kikyou?(apontando a arma para ela) KIKYOU – Calma Urasue.(nervosa) — “Mas pensei que já tinham cuidado dela!”(pensando) URASUE – Não sabe como é fácil passar pela segurança daqui com uma arma.(rindo) KAEDE – Urasue? Essa é a mesma Urasue que foi expulsa da comunidade científica? KIKYOU – E que foi minha professora, é ela mesma... o que quer de mim, Urasue? URASUE – Vamos dar uma voltinha só nós duas.(rindo) KAEDE – Você não vai a lugar nenhum com minha filha, eu não vou permitir. KIKYOU – Não mãe! Não a deixe mais nervosa. KAEDE – Mas ela vai te machucar!. URASUE – Chega de enrolação!(apontando a arma para as duas) — Vamos todas, então... e sem chamar a atenção, pois se não... eu dou cabo de vocês. Vendo que a coisa era séria, Kikyou e Kaede fizeram o que Urasue ordenou e assim as 3 saíram do campus da universidade sem chamar a atenção de ninguém, exceto de InuYasha, que estava vigiando tudo e viu Urasue obrigando as duas a entrarem no carro de Kikyou. INUYASHA – A Urasue deve ter entrado no campus antes de eu chegar. InuYasha lamentava essa falha e a única coisa que podia fazer era seguir o carro de longe e ver para onde Urasue estavam levando suas reféns. MEIA HORA DEPOIS Chegando a um terreno baldio, o carro guiado por Kikyou para e Urasue sai dele e em seguida obriga as duas a descerem do veículo. KIKYOU – O que vai fazer com a gente? URASUE – Nada, se você me prometer que não irá continuar o projeto da Jóia de 4 almas. KAEDE – Como sabe desse projeto? URASUE – Cale a boca!(apontando a arma para Kaede) — Sua filha me roubou, esse projeto era meu.(depois ela aponta para Kikyou) – Agora me prometa, Kikyou! KIKYOU – Olha Urasue, você pode receber os créditos depois, mas no momento nenhum empresário de respeito investiria em você, em alguém com sua reputação. URASUE – Não importa! Se eu não comandar esse projeto, ninguém mais pode. Urasue estava pronta para atirar em Kikyou quando nesse momento, uma pedra acerta a mão de Urasue, fazendo ela soltar a pistola. URASUE – Quem fez isso? Tanto Urasue como Kikyou e Kaede olharam para o lado mais escuro do terreno e de lá o Motoqueiro Noturno apareceu diante de todas. INUYASHA* — É melhor desistir e se entregar, dona. URASUE – Você é aquele que chamam de Motoqueiro Noturno! KIKYOU – “Eu não sei quem é ele, mas ainda bem que chegou na hora.”(pensando) INUYASHA* — Você está bem?(olhando para Kikyou) KIKYOU – Estou sim!(sorrindo) — Obrigada. URASUE – “Isso não vai acabar assim!”(pensando) Urasue aproveitou que InuYasha, como Motoqueiro Noturno, estava distraído, sorrindo para Kikyou, e se aproximou da pistola caída no chão, mas InuYasha percebeu o seu movimento a tempo para pular em cima dela. INUYASHA* — Espere, Urasue! URASUE – Kikyou vai morrer. Mesmo InuYasha saltando em cima dela, Urasue consegue fazer o disparo da arma antes de desmaiar pelo golpe, fazendo InuYasha olhar imediatamente para Kikyou, que estava bem. INUYASHA* — Graças a Deus ela não te acertou. KIKYOU – Mas foi por pouco e... Kikyou para de falar ao olhar para o lado e notar que Kaede estava caída com um ferimento de bala no peito, acontece que ao pular em Urasue, InuYasha a fez desviar o disparo da pistola, e vendo a mãe ferida Kikyou foi até ela, colocando a cabeça dela em seu colo. KIKYOU – Fica comigo mãe! Por favor, agüente.(ela pega o celular) INUYASHA* — Eu sinto muito e... KIKYOU – Cale a boca!(gritando) — Eu preciso pedir ajuda. Kikyou se levanta para telefonar para o hospital enquanto InuYasha examina o corpo de Kaede, mexendo no pulso e verificando a má notícia. INUYASHA* — Não adianta ligar, ela está morta. KIKYOU – Não pode ser! Não pode ser! Kikyou larga o celular e vai para junto do corpo de Kaede, abraçando seu corpo inerte e chorando muito e ela era observada o tempo todo por InuYasha, vestido de Motoqueiro Noturno. INUYASHA* — Kikyou, eu sinto muito pela sua mãe, eu não tenho palavras nesse momento.(ele coloca a mão no ombro dela) KIKYOU – Não!(ela deixa de abraçar a mãe) — Isso tudo foi culpa sua!(olhando com raiva para ele) INUYASHA* — Mas Kikyou...(ela o empurra) KIKYOU – Devia ter pego a arma quando a desarmou, quando tinha chance... mas agora a minha mãe está morta e tudo por sua culpa. INUYASHA – Mas quem deu o tiro foi a Urasue e... InuYasha apontou para uma direção se espanta ao notar que Urasue não estava mais lá. KIKYOU – Aquela desgraçada da Urasue conseguiu fugir bem debaixo do teu nariz... que belo herói você é Motoqueiro Noturno.(sendo irônica com ele) INUYASHA* — Eu tenho que ir atrás dela. InuYasha ia embora, mas parou para olhar Kikyou, que estava com os olhos lacrimejados de tanto chorar, mas nesses mesmos olhos tinha muita raiva e foi vendo essa raiva que impediu de InuYasha se aproximar de Kikyou e assim ele foi embora atrás de Urasue, que não estava muito longe dali, pois com a idade avançada, ela não podia correr muito veloz e de repente um carro se aproximou dela e parou, e o motorista abriu a porta para ela entrar e assim ela o fez. URASUE – Por que os irmãos Hitten e Mantten vieram me ajudar? HITTEN – A gente desconfiou que algo daria errado. URASUE – E deu! Foi aquele tal de Motoqueiro Noturno! Eu ia conseguir matar Kikyou, mas ele me atrapalhou, acabei matando a mãe dela. MANTTEN – Pode devolver a arma? URASUE – Claro!(ela a devolve) — Ela não vai me servi para nada, preciso desaparecer por um tempo. HITTEN – Nós vamos ajuda-la, Urasue. URASUE – E eu prometo que não os entregarei, eu juro! MANTTEN – Mas é claro que não vai nos entregar. Mantten sorri malignamente para Urasue e em seguida atira na cabeça dela com a mesma pistola que ela matou Kaede, e assim os irmãos assassinos saem do carro carregando o corpo de Urasue. MANTTEN – Vamos deixa-la aqui e como estamos de luvas, não vamos deixar digitais. HITTEN – É isso aí! Enquanto Mantten leva o corpo de Urasue para o meio do matagal, Hitten pegou o seu celular e ligou para Kagura. HITTEN – Senhorita Kagura, está tudo resolvido. KAGURA – Se livraram de Urasue? HITTEN – Estamos fazendo isso... saiu tudo como disse que ia acontecer, o aparecimento do Motoqueiro Noturno, que ele iria salvar a vida da Kikyou, o que não contávamos era a morte da senhora Kaede. KAGURA – Eu lamento pela morte de Kaede, mas é uma perda aceitável. HITTEN – A senhorita é quem sabe...quer mais alguma coisa de nós? KAGURA – Por enquanto não, mas manteremos contato. Hitten desliga o celular e assim ele e o irmão vão embora do local e enquanto isso, depois de ficar andando a esmo, procurando por Urasue, InuYasha acaba desistindo da busca. INUYASHA* — Mas como uma velha pode sumir assim, ela não devia estar muito longe, não tinha um carro. InuYasha estava decepcionado consigo mesmo pela situação e de repente o seu celular toca e ao ver no visor ele nota que era o número de Kikyou e ele sabia o que devia ser. INUYASHA* — Kikyou? KIKYOU – InuYasha, me desculpa por ligar a essa hora, mas eu preciso de sua ajuda. INUYASHA* — Não precisa pedir desculpas! Fale o que quer. KIKYOU – Pode me encontrar em frente ao Hospital Memorial. INUYASHA – Chego em meia hora. Meio abatido, InuYasha desliga o celular, ele se sentia culpado pelo o que houve com Kaede e sabia que Kikyou estava sofrendo muito. MAIS TARDE InuYasha chega ao Hospital Memorial e na portaria ele encontra Kikyou, que ainda chorando muito, conta tudo o que houve, desde do seqüestro de Urasue até a morte de Kaede, e fingindo surpresa, InuYasha ouve tudo. INUYASHA – Mas essa Urasue é louca mesmo! KIKYOU – É sim, mas ela não é a única culpada, aquele Motoqueiro Noturno é tão culpado quanto ela.(ele fica de costas para ela) INUYASHA – Você deve estar sofrendo muito.(com os olhos fechados com sinal de sofrimento) KIKYOU – Estou sim!(ela enxuga as lágrimas) – Foi por isso que pedi a tua ajuda, eu preciso voltar para casa para pegar alguns documentos da minha mãe.(ele se vira de frente para ela) INUYASHA – Então quer que eu te leve? KIKYOU – A Polícia levou meu carro e mesmo que não tivesse levado, eu não tenho cabeça para dirigir e... INUYASHA – Não fale mais nada! Eu te levo na minha moto. KIKYOU – Obrigada!(ela ensaia um sorriso) – Que bom que está aqui comigo. INUYASHA – Não se preocupe Kikyou! Eu sempre estarei com você. InuYasha, sentindo pena do estado de Kikyou, a abraça para reconforta-la, mas o que ele não sabia era que do outro lado da rua Kagome, que estava voltando da reunião que teve, viu a cena sem ser vista pelos dois. KAGOME – Por que InuYasha? Não sabendo da história verdadeira, Kagome, com lágrimas nos olhos, logo concluiu que InuYasha e Kikyou estavam tendo um caso. Próximo capítulo = Prelúdio da discórdia – parte 4